{"id":43665,"date":"2010-02-21T11:43:34","date_gmt":"2010-02-21T11:43:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/02\/21\/economia-que-nao-esta-centrada-no-homem-gera-crise\/"},"modified":"2010-02-21T11:43:34","modified_gmt":"2010-02-21T11:43:34","slug":"economia-que-nao-esta-centrada-no-homem-gera-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/economia-que-nao-esta-centrada-no-homem-gera-crise\/","title":{"rendered":"Economia que n\u00e3o est\u00e1 centrada no homem gera crise"},"content":{"rendered":"<p>&laquo;Se os valores humanos tivessem sido respeitados n&atilde;o estar&iacute;amos mergulhados na crise de hoje&raquo;, defendeu Jos&eacute; Henrique Silveira de Brito, na abertura da Jornadas Tetonianas, que terminam este Domingo na vila de Mon&ccedil;&atilde;o, dedicadas aos &#8220;Desafios da Igreja a um mundo em crise&#8221;.<\/p>\n<p>Este professor da Faculdade de Filosofia, especializado em &Eacute;tica Empresarial, fez uma an&aacute;lise da actual situa&ccedil;&atilde;o a partir das constata&ccedil;&atilde;o que das diferentes crise que a sociedade portuguesa atravessa. Contudo, &laquo;hipervaloriza-se&raquo; a crise econ&oacute;mica o que denota a urg&ecirc;ncia de &laquo;formar as pessoas em valores humanos&raquo; para se perceber que uma economia que n&atilde;o tem o homem como fim &uacute;ltimo n&atilde;o passa de &laquo;explora&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica&raquo;.<\/p>\n<p>Silveira de Brito n&atilde;o desvaloriza a crise actual e as consequ&ecirc;ncias, ali&aacute;s, estas s&atilde;o t&atilde;o dram&aacute;ticas que, segundo estudo divulgados e &laquo;n&atilde;o desmentidos&raquo;, &laquo;seremos ainda n&oacute;s a pagar a factura e n&atilde;o os nossos netos&raquo;, como v&aacute;rios economistas vinham a defender.<\/p>\n<p>No entanto, &eacute; necess&aacute;rio olhar para as outras problem&aacute;ticas que envolvem a &laquo;felicidade&raquo; do homem, nomeadamente o amor, a cultura e, finalmente, o trabalho. Porque, contas feitas, a crise resulta de uma s&oacute; coisa: &laquo;falta de educa&ccedil;&atilde;o moral&raquo;<\/p>\n<p>No nosso pa&iacute;s a degrada&ccedil;&atilde;o da cultura &eacute; constante e o &laquo;ensino estatal&raquo; n&atilde;o transmite um quadro de valores que permita uma &laquo;vida harmoniosa&raquo;. Constata-se, sublinhou, que apesar da democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso e tantas reformas levadas a cabo, o n&iacute;vel m&eacute;dio de prepara&ccedil;&atilde;o dos alunos &eacute; &laquo;bastante baixo&raquo;. Urge recuperar o n&iacute;vel do ensino porque &laquo;o pa&iacute;s precisa disto como de p&atilde;o para a boca&raquo;.<\/p>\n<p>A qualidade est&eacute;tica, &eacute;tica e cultural, se o padr&atilde;o s&atilde;o as novelas e outros formatos televisivos, at&eacute; mesmo o jornalismo actual est&atilde;o pelas ruas da amargura. &laquo;Se a vida afectiva dos portugueses &eacute; a que a comunica&ccedil;&atilde;o social trata, triste gente a nossa&raquo;, lamentou.<\/p>\n<p>Depois &eacute; necess&aacute;rio entender que a actividade econ&oacute;mica &eacute; um meio que est&aacute; ao servi&ccedil;o do homem para lha satisfazer as necessidades por isso &eacute; que &laquo;&eacute; em fun&ccedil;&atilde;o do homem que se devem abrir empresas&raquo;. Neste contexto, defende, &eacute; necess&aacute;rio implementar uma &laquo;&eacute;tica amiga da pessoa&raquo;.<\/p>\n<p>Daqui, este especialista em &Eacute;tica Empresarial, abriu a reflex&atilde;o &agrave; quest&atilde;o do trabalho que &laquo;n&atilde;o pode ser pensado como se fosse mero meio&raquo;. Este tem, resumidamente, tr&ecirc;s fun&ccedil;&otilde;es fundamentais: realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, integra&ccedil;&atilde;o social e ganhar o p&atilde;o de cada dia.<\/p>\n<p>Para Silveira de Brito o trabalho, da forma como hoje est&aacute; estruturado, n&atilde;o permite alcan&ccedil;ar estes objectivos, aviltando o homem e tornando-o menos humano.<\/p>\n<p>Esta noite, no sal&atilde;o paroquial da vila de Mon&ccedil;&atilde;o, interv&eacute;m o padre Domingos Louren&ccedil;o para apresentar a &#8220;Doutrina Social da Igreja sobre a ordem econ&oacute;mica&#8221;.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Paulo Gomes<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&laquo;Se os valores humanos tivessem sido respeitados n&atilde;o estar&iacute;amos mergulhados na crise de hoje&raquo;, defendeu Jos&eacute; Henrique Silveira de Brito, na abertura da Jornadas Tetonianas, que terminam este Domingo na vila de Mon&ccedil;&atilde;o, dedicadas aos &#8220;Desafios da Igreja a um mundo em crise&#8221;. 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