{"id":43632,"date":"2010-02-18T18:00:50","date_gmt":"2010-02-18T18:00:50","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/02\/18\/mensagem-de-quaresma-do-forcim\/"},"modified":"2010-02-18T18:00:50","modified_gmt":"2010-02-18T18:00:50","slug":"mensagem-de-quaresma-do-forcim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-quaresma-do-forcim\/","title":{"rendered":"Mensagem de Quaresma do FORCIM"},"content":{"rendered":"<p>Iniciamos a Quaresma, quando o crist&atilde;o &eacute; chamado a fazer, tanto a n&iacute;vel comunit&aacute;rio como individual, e segundo os par&acirc;metros do Evangelho, uma viagem ao interior da sua vida. No contexto do Ano Europeu de Luta Contra a Pobreza e Exclus&atilde;o Social, do Ano Internacional de Encontro de Culturas e no contexto da crise profunda que assola o mundo, os membros do F&oacute;rum das Organiza&ccedil;&otilde;es Cat&oacute;licas para a Imigra&ccedil;&atilde;o (FORCIM) lan&ccedil;am o olhar para a realidade migrat&oacute;ria do nosso Pa&iacute;s, a qual pela sua complexidade provoca a reflex&atilde;o e orienta para o caminho da convers&atilde;o.<\/p>\n<p>Cada vez mais a situa&ccedil;&atilde;o de crise global leva multid&otilde;es a decidirem ou a verem-se for&ccedil;adas a sair da sua terra de origem buscando outras paragens onde possam construir um projecto de vida com dignidade, seguran&ccedil;a e estabilidade. Tendo Portugal tamb&eacute;m sofrido com as consequ&ecirc;ncias da crise, designadamente no que se refere a uma subida substancial do desemprego, comparando com anos recentes diminuiu bastante o n&uacute;mero daqueles que o escolhem como destino para viver. No entanto muitas situa&ccedil;&otilde;es de injusti&ccedil;a, exclus&atilde;o, marginaliza&ccedil;&atilde;o, racismo e xenofobia, continuam a verificar-se em rela&ccedil;&atilde;o aos que aqui se fixaram. Salienta-se a explora&ccedil;&atilde;o laboral, o trabalho mal pago e quase escravo, a precariedade, a explora&ccedil;&atilde;o sexual em liga&ccedil;&atilde;o com o tr&aacute;fico de seres humanos, a n&atilde;o efectiva&ccedil;&atilde;o de direitos consagrados na lei por parte de institui&ccedil;&otilde;es civis e do pr&oacute;prio Estado.<\/p>\n<p>A par dos imigrantes que vivem no pa&iacute;s, n&atilde;o podemos esquecer os compatriotas que, pelos motivos referidos e especialmente por causa do desemprego, se viram for&ccedil;ados a abandonar a p&aacute;tria, sonhando com pa&iacute;ses como a Inglaterra, a Su&iacute;&ccedil;a, o Luxemburgo, a Fran&ccedil;a, Angola&hellip; S&atilde;o centenas de milhar que n&atilde;o encontraram aqui os meios para a constru&ccedil;&atilde;o de uma vida digna, sem esquecer aqueles que se sujeitam a esquemas de trabalho tempor&aacute;rio em Espanha, Fran&ccedil;a, Holanda, na agricultura e na constru&ccedil;&atilde;o, tantas vezes feitos v&iacute;timas de explora&ccedil;&atilde;o e de escravatura laboral.<\/p>\n<p>&Eacute; para todos estes que neste tempo dirigimos o nosso olhar, convidando os crist&atilde;os portugueses a fazerem o mesmo, olhando para as v&iacute;timas da injusti&ccedil;a e da explora&ccedil;&atilde;o do homem pelo homem como caminho privilegiado de aproxima&ccedil;&atilde;o ao Deus da vida e da justi&ccedil;a.<\/p>\n<p>Quaresma &eacute; tempo de orientar a aten&ccedil;&atilde;o para os mais pobres e marginalizados, para aqueles a quem a sorte parece n&atilde;o sorrir, para aqueles que vivem despojados da dignidade humana e de filhos de Deus, sabendo que entre eles est&atilde;o muitos migrantes, sem a alegria de viver e despidos de auto estima.<\/p>\n<p>Quaresma &eacute; tempo de escutar os apelos daquela justi&ccedil;a que se funda em Deus que criou todos e todas iguais em dignidade e direitos, mas negada pela injusti&ccedil;a da m&aacute; distribui&ccedil;&atilde;o da riqueza que provoca tantos pobres no mundo.<\/p>\n<p>Quaresma &eacute; tempo de abrir o cora&ccedil;&atilde;o ao outro, particularmente ao mais fr&aacute;gil, criando uma atitude de escuta para identificar a suas necessidades e para ir ao encontro delas, acolhendo a riqueza que a diversidade humana e cultural do outro nos oferece.<\/p>\n<p>Ao olharmos para a apatia de tantos crist&atilde;os e de comunidades fechadas em si mesmas, condenadas a uma morte lenta porque imperme&aacute;veis &agrave; renova&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito, renovamos o apelo de Jo&atilde;o Paulo II aos jovens: &ldquo;N&atilde;o tenhais medo&rdquo;. N&atilde;o tenhais medo de vos abrir e acolher os irm&atilde;os que chegam de outras terras e de outras culturas; eles s&atilde;o um dom enviado por Deus e um potencial de renova&ccedil;&atilde;o para tantas comunidades moribundas.<\/p>\n<p>Renovando e imitando neste caminho quaresmal a atitude de Jesus para com os&nbsp; pobres, na escuta dos seus anseios de justi&ccedil;a, acolhimento e partilha, chegaremos &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o da P&aacute;scoa na alegria e na certeza da f&eacute; de que j&aacute; vivemos ressuscitados com Ele.<\/p>\n<p><em>FORCIM<\/em> &ndash; Capelania dos Imigrantes Africanos, Capelania Nacional dos Imigrantes Ucranianos, Capelania dos Brasileiros, Caritas Portuguesa, Centro Padre Alves Correia (CEPAC), Liga Oper&aacute;ria Cat&oacute;lica \/ Movimento de Trabalhadores Crist&atilde;os (LOC\/MTC), Obra Cat&oacute;lica Portuguesa de Migra&ccedil;&otilde;es (OCPM), Servi&ccedil;o Jesu&iacute;ta aos refugiados (JRS), Comiss&atilde;o Justi&ccedil;a e Paz dos Religiosos, Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz, Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre (FAIS), Comiss&atilde;o Episcopal da Mobilidade Humana (CEMH), Comiss&atilde;o de Apoio &agrave;s V&iacute;timas de Tr&aacute;fico de Pessoas (CAVITP).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciamos a Quaresma, quando o crist&atilde;o &eacute; chamado a fazer, tanto a n&iacute;vel comunit&aacute;rio como individual, e segundo os par&acirc;metros do Evangelho, uma viagem ao interior da sua vida. 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