{"id":436191,"date":"2026-07-31T09:33:15","date_gmt":"2026-07-31T08:33:15","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=436191"},"modified":"2026-07-31T16:02:44","modified_gmt":"2026-07-31T15:02:44","slug":"lusofonias-de-mocambique-a-angola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-de-mocambique-a-angola\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; De Mo\u00e7ambique a Angola"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Mo\u00e7ambique e Angola<\/em><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias.-MocambiqueSemiario-da-Matola31-7-26.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-436194 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias.-MocambiqueSemiario-da-Matola31-7-26-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias.-MocambiqueSemiario-da-Matola31-7-26-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias.-MocambiqueSemiario-da-Matola31-7-26-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias.-MocambiqueSemiario-da-Matola31-7-26-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias.-MocambiqueSemiario-da-Matola31-7-26-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias.-MocambiqueSemiario-da-Matola31-7-26.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>Aterrei em Maputo na noite de 27 de junho, era s\u00e1bado. A viagem come\u00e7ou em Lisboa, na v\u00e9spera, e passou por Luanda. Fui levado at\u00e9 ao Semin\u00e1rio de S. Agostinho, na Matola, situado numa \u00e1rea de p\u00e2ntanos, com caminhos de dif\u00edcil acesso, tantos os buracos de \u00e1gua que os povoam. No dia seguinte, tive a alegria de presidir \u00e0 Missa na Capela da Imaculada, pertencente \u00e0 Par\u00f3quia de S. Francisco de Assis, nas periferias da Matola. Foi o meu primeiro banho de \u00c1frica, com uma Eucaristia toda cantada e dan\u00e7ada, bem ao ritmo das culturas locais, o que garante sempre uma anima\u00e7\u00e3o fant\u00e1stica.<\/p>\n<p>Mas encontrei a Igreja em Mo\u00e7ambique a viver um dos momentos mais tr\u00e1gicos da sua hist\u00f3ria. D. Os\u00f3rio Citora, Bispo de Quelimane, foi barbaramente assassinado na sua pr\u00f3pria casa, a 6 de junho. Era um Mission\u00e1rio da Consolata, trabalhou largos anos em Roma e tinha apenas 54 anos. Recentemente, o Vaticano tinha-o nomeado tamb\u00e9m Administrador da grande Arquidiocese da Beira. O contexto desta morte d\u00e1 a entender que houve envolvimento ou, pelo menos, coniv\u00eancia de pessoas pr\u00f3ximas ao Bispo. Tal trag\u00e9dia gerou uma onda de suspei\u00e7\u00e3o, quer fora quer dentro da Igreja, o que complica muito o testemunho mission\u00e1rio.<\/p>\n<p>Tive a feliz oportunidade de reencontrar D. Jo\u00e3o Carlos Nunes, Arcebispo de Maputo e fui at\u00e9 \u00e0 Nunciatura para reunir com D. Luis Miguel Mu\u00f1oz C\u00e1rdaba, o N\u00fancio Apost\u00f3lico. Percebi, pelas palavras e pelos sil\u00eancios, que h\u00e1 problemas graves que a Igreja ter\u00e1 de enfrentar e resolver nos pr\u00f3ximos tempos. Seja qual for a decis\u00e3o da justi\u00e7a mo\u00e7ambicana sobre este assassinato, os tempos que se seguem ser\u00e3o dif\u00edceis. Esta morte traz ao de cima a viol\u00eancia, a instabilidade social e a pobreza que caracterizam Mo\u00e7ambique hoje e mostra como a vida humana est\u00e1 desvalorizada, bastando olhar para a quantidade de pessoas que sofrem viol\u00eancia ou s\u00e3o mortas por raz\u00f5es menores. Da\u00ed se compreenda a afirma\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas Arcebispos que foram chamados a Roma e, no fim, disseram: \u2018o Papa Le\u00e3o XIV acompanha de perto a situa\u00e7\u00e3o e mostrou-nos que \u00e9 poss\u00edvel transformar a trag\u00e9dia num caminho de renova\u00e7\u00e3o, convers\u00e3o e purifica\u00e7\u00e3o\u2019.<\/p>\n<p>\u00c9 neste contexto que vivem e trabalham os Espiritanos. Os mission\u00e1rios s\u00e3o jovens, as estruturas fr\u00e1geis, mas a vontade de anunciar o Evangelho e caminhar com o povo \u00e9 enorme. Tive a alegria de, mais uma vez, visitar o pa\u00eds com o objetivo \u00fanico de estar com os mission\u00e1rios e com eles avaliar a miss\u00e3o que ali se desenvolve, bem como lan\u00e7ar os compromissos espiritanos para os pr\u00f3ximos anos. O Conselho Ampliado do Grupo, sob a forma de Assembleia Geral, reuniu na Matola, periferias de Maputo, todos os Espiritanos que vivem e trabalham em Mo\u00e7ambique. Digno de nota &#8211; uma vez que aponta para um futuro risonho &#8211; este Encontro contou, pela primeira vez na hist\u00f3ria, com um jovem Padre Espiritano nascido e criado em Mo\u00e7ambique: o P. Agostinho Jo\u00e3o, recentemente ordenado em Nampula e j\u00e1 nomeado para trabalhar na vizinha Z\u00e2mbia. Participaram dois Leigos.<\/p>\n<p>O mais velho do Grupo \u00e9 o P. John Kingston, irland\u00eas, ordenado h\u00e1 50 anos, na sua terra natal. Iniciou as celebra\u00e7\u00f5es jubilares na Irlanda, celebrando depois em Inhaz\u00f3nia (Chimoio, onde trabalha) e ali no Semin\u00e1rio da Matola durante a Assembleia Espiritana. Foi mission\u00e1rio em Angola, durante a guerra civil, tendo marcas no corpo das balas que recebeu durante uma emboscada. Foi formador de futuros espiritanos, na Irlanda e, depois, desempenhou o cargo de Conselheiro Geral, em Roma. Est\u00e1, atualmente, no Chimoio, sendo o Superior da Miss\u00e3o de Inhaz\u00f3nia, assumida em 1996.<\/p>\n<p>Nestes tempos conturbados que o pa\u00eds e a Igreja vivem, os Mission\u00e1rios do Esp\u00edrito Santo, al\u00e9m de responsabilidades formativas e paroquiais, acompanham um numeroso grupo de Leigos que querem partilhar a espiritualidade e a miss\u00e3o dos Espiritanos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-436196 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias-MocambiqueAngola-Igreja-dos-Remedios-antiga-Se-de-Luanda-31-7-26-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias-MocambiqueAngola-Igreja-dos-Remedios-antiga-Se-de-Luanda-31-7-26-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias-MocambiqueAngola-Igreja-dos-Remedios-antiga-Se-de-Luanda-31-7-26-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias-MocambiqueAngola-Igreja-dos-Remedios-antiga-Se-de-Luanda-31-7-26-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias-MocambiqueAngola-Igreja-dos-Remedios-antiga-Se-de-Luanda-31-7-26-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias-MocambiqueAngola-Igreja-dos-Remedios-antiga-Se-de-Luanda-31-7-26.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/>Deixei Maputo a 4 de julho e iniciei a visita a Angola. Tive a alegria de celebrar a missa de domingo no Centro da Congeral, pertencente \u00e0 grande Par\u00f3quia de S. Pedro do Prenda, que abrange diversos musseques das periferias da capital. Ali avan\u00e7a a constru\u00e7\u00e3o de uma enorme Capela em honra de S. Teresinha\u2026<\/p>\n<p>Luanda ainda tomou conta de mim alguns dias, mas depois rumei ao planalto, passando por Sumbe e Benguela. Desta enorme viagem falarei na pr\u00f3xima cr\u00f3nica\u2026<\/p>\n<p><em>Tony Neves, em Mo\u00e7ambique e Angola<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - De Mo\u00e7ambique a Angola\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/3Er997EEJ4cu7jPUv6AyLr?si=oFiT3yTuQEeg_bOMUS6dBw&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em Mo\u00e7ambique e 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