{"id":43615,"date":"2010-02-18T12:56:23","date_gmt":"2010-02-18T12:56:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/02\/18\/homilia-do-bispo-do-porto-na-quarta-feira-de-cinzas-2\/"},"modified":"2010-02-18T12:56:23","modified_gmt":"2010-02-18T12:56:23","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-quarta-feira-de-cinzas-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-quarta-feira-de-cinzas-2\/","title":{"rendered":"Hom\u00edlia do Bispo do Porto na Quarta-Feira de Cinzas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Das cinzas recebidas &agrave; P&aacute;scoa que sabemos<\/strong><\/p>\n<p>Come&ccedil;amos a caminhada quaresmal. Mas n&atilde;o em tempo circular, antes em tempo aberto, como a Palavra de Deus nos conclama a faz&ecirc;-lo. Ouvimo-la no profeta Joel: &ldquo;Diz agora o Senhor: &lsquo;Convertei-vos a Mim de todo o cora&ccedil;&atilde;o!&rdquo;. Menos &eacute; imposs&iacute;vel e at&eacute; seria nada: requer-se uma viragem completa de &acirc;nimo e vida, para Deus e para tudo a partir de Deus.<\/p>\n<p>A convers&atilde;o n&atilde;o se faz em rela&ccedil;&atilde;o a uma ideia vaga, nem a um projecto apenas, a um melhor comportamento que fosse. Mas ao pr&oacute;prio Deus, e &ldquo;de todo o cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;, correspondendo &ndash; ainda que em paup&eacute;rrima medida &ndash; &agrave; totalidade com que o Deus vivo sempre nos procura e interpela.<\/p>\n<p>Ou ainda, com o Ap&oacute;stolo igualmente ouvido, falando aos cor&iacute;ntios como agora a n&oacute;s: &ldquo;N&oacute;s vos pedimos em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus&rdquo;. Consci&ecirc;ncia clara tinha Paulo de que s&oacute; isso lhe era pedido e aos seus interlocutores com ele: coadunar inteiramente, em esp&iacute;rito e ac&ccedil;&atilde;o concreta, a nossa vida com o amor de um Deus que nos procura at&eacute; ao fim, at&eacute; ao &uacute;ltimo reduto da nossa resist&ecirc;ncia, ao &uacute;ltimo recanto do nosso pecado.<\/p>\n<p>Essa procura divina a que Paulo alude, sabemos bem qual &eacute;, ou antes que rosto teve e tem. Teve nome e figura, chamou-se Jesus Cristo. Oi&ccedil;amo-lo de novo e clar&iacute;ssimo: &ldquo;A Cristo que n&atilde;o conheceu o pecado, identificou-o Deus com o pecado por amor de n&oacute;s, para que em Cristo nos torn&aacute;ssemos justi&ccedil;a de Deus&rdquo;. E &eacute; esta mesma convic&ccedil;&atilde;o da desmesura do amor divino, na inesgot&aacute;vel procura de cada um de n&oacute;s, que torna o Ap&oacute;stolo ainda mais incisivo e directo: &ldquo;Como colaboradores de Deus, n&oacute;s vos exortamos a que n&atilde;o recebais em v&atilde;o a sua gra&ccedil;a&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Como colaboradores de Deus&hellip;&rdquo;. Em Paulo, assim era e plenamente. De tal modo se descobriu como objecto e alvo da justi&ccedil;a divina &#8211; que em Cristo assumira, sofrera e redimira as trist&iacute;ssimas consequ&ecirc;ncias do nosso pecado -, que s&oacute; p&ocirc;de fazer duas coisas desde ent&atilde;o: viver em cont&iacute;nua ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as e tornar-se, medularmente, testemunha e arauto da gra&ccedil;a de Cristo.<\/p>\n<p>Por isso mesmo insiste connosco nesta celebra&ccedil;&atilde;o de Cinzas: &ldquo;N&atilde;o recebais em v&atilde;o a gra&ccedil;a divina!&rdquo;. E tamb&eacute;m: &ldquo;Tornai-vos comigo colaboradores de Deus para a salva&ccedil;&atilde;o de todos&rdquo;. Urgia, de facto, e hoje talvez mais, que a todos fosse dito e demonstrado, em vidas convertidas, que por longe que estejamos de Deus e de tudo, h&aacute; um caminho aberto de retorno e progresso na recria&ccedil;&atilde;o das vidas. O caminho que o pr&oacute;prio Deus &ldquo;percorreu&rdquo; ao nosso encontro, quando em Cristo fez da grande dist&acirc;ncia a maior coincid&ecirc;ncia. Coincid&ecirc;ncia com o amor de Deus, do Pai misericordioso que activamente espera por todos os &ldquo;pr&oacute;digos&rdquo;, para a festa infinda a que nos destinou e de que n&atilde;o desiste.<\/p>\n<p>Inaudita, verdadeiramente inaudita e imprevis&iacute;vel, &eacute; a maneira divina de nos recriar no mundo, inaugurando o Reino. Inaudita, porque, aludindo a uma par&aacute;bola, mais natural seria a l&oacute;gica do irm&atilde;o mais velho, que nem se inquieta com o afastamento do mais novo, nem se alegra com o seu regresso (cf. Lc 15, 11 ss). L&oacute;gica natural&iacute;ssima, do tipo &ldquo;quem mas faz, paga-mas&rdquo; ou &ldquo;olho por olho, dente por dente&rdquo;, segundo o velho Tali&atilde;o&hellip; Mas a &ldquo;l&oacute;gica&rdquo; divina &eacute; unicamente a do amor, que, ao contr&aacute;rio da acep&ccedil;&atilde;o consumista que a palavra tantas vezes tem, significa vontade firm&iacute;ssima de recuperar a todos e a cada um, buscando-os onde estiverem, em atitude plena de auto-doa&ccedil;&atilde;o e companhia no regresso.<\/p>\n<p>Esta sim, e unicamente assim, &eacute; a maneira divina de fazer e refazer as coisas; a sua &ldquo;justi&ccedil;a&rdquo;, mais propriamente dita. E a convic&ccedil;&atilde;o sai fort&iacute;ssima a S&atilde;o Paulo: &ldquo;A Cristo que n&atilde;o conhecera o pecado, identificou-o Deus [Pai] com o pecado por amor de n&oacute;s, para que em Cristo nos torn&aacute;ssemos justi&ccedil;a divina&rdquo;.<\/p>\n<p>&Eacute; a esta atitude divina e ao seu fruto em n&oacute;s que o Papa Bento XVI dedica a sua mensagem quaresmal deste ano. Leiamo-la com a m&aacute;xima aten&ccedil;&atilde;o, pela oportunidade e profundidade que cont&eacute;m. &Eacute; seu lema uma forte convic&ccedil;&atilde;o paulina: &ldquo;A justi&ccedil;a de Deus est&aacute; manifestada mediante a f&eacute; em Jesus Cristo&rdquo; (cf. Rm 3, 21-22). E leva-nos muito longe, com consequ&ecirc;ncias muito ao perto.<\/p>\n<p>Toma do antigo Direito a defini&ccedil;&atilde;o de justi&ccedil;a, como o &ldquo;dar a cada um o que &eacute; seu&rdquo;, mas para logo aprofundar &ldquo;o que &eacute; seu&rdquo;. Na verdade, a mais organizada das sociedades, com a maior das riquezas distribu&iacute;das, pode ainda n&atilde;o bastar &agrave; total justi&ccedil;a de dar a cada um o que &eacute; seu, o que lhe &eacute; inteiramente devido. De facto, a vida de qualquer homem ou mulher, requerendo todas as condi&ccedil;&otilde;es materiais e socioculturais do bem comum, n&atilde;o se resolve nem satisfaz fora da rela&ccedil;&atilde;o filial com Deus, verdadeira fonte de justi&ccedil;a e de paz entre todas as suas criaturas. Em Cristo, Deus abeira-se de n&oacute;s para nos levar de regresso ao seu amor, assim se cumprindo toda a justi&ccedil;a, dando-nos o que humanamente n&atilde;o nos devia, mas divinamente, misericordiosamente, nos quis dar, gra&ccedil;a por pecado, vida por vida.<\/p>\n<p>&#8211; Espantosa justi&ccedil;a de Deus, inimagin&aacute;vel conclus&atilde;o de tudo! &Eacute; unicamente a esta justi&ccedil;a, t&atilde;o misericordiosamente dilatada e oferecida, que queremos corresponder agora, em convers&atilde;o agradecida e persistente.<\/p>\n<p>Como escreve o Papa na sua luminosa mensagem, numa catequese que tanto relembra os ensinamentos paulinos: &ldquo;- Qual &eacute; portanto a justi&ccedil;a de Cristo? &Eacute; antes de mais a justi&ccedil;a que vem da gra&ccedil;a, onde n&atilde;o &eacute; o homem que repara, que se cura a si mesmo e aos outros. O facto de que a &lsquo;expia&ccedil;&atilde;o&rsquo; se verifique no &lsquo;sangue&rsquo; de Jesus significa que n&atilde;o s&atilde;o os sacrif&iacute;cios do homem a libert&aacute;-lo do peso das suas culpas, mas o gesto do amor de Deus que se abre at&eacute; ao extremo, at&eacute; fazer passar em si &lsquo;a maldi&ccedil;&atilde;o&rsquo; que toca ao homem, para lhe transmitir em troca a &lsquo;b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o&rsquo; que toca a Deus (cf. Gl 3, 13-14)&rdquo;.<\/p>\n<p>Amados irm&atilde;os: n&atilde;o tomemos estas considera&ccedil;&otilde;es de Paulo ou de Bento XVI por &ldquo;demasiado&rdquo; teol&oacute;gicas, ou s&oacute; para alguns. Muito pelo contr&aacute;rio, trata-se do cerne da verdade crist&atilde;, como ela libertou a Paulo e nos libertar&aacute; a n&oacute;s, na rendi&ccedil;&atilde;o completa, sem orgulho nem demora, &agrave; espantosa gratuidade divina. Assim cada um de n&oacute;s, nas luzes e sombras que transporte ainda; assim este mundo, onde as trevas do G&oacute;lgota continuem &agrave; espera do alvor pascal; assim a Igreja que somos, com tanta resist&ecirc;ncia e contrafac&ccedil;&atilde;o da verdade que anuncia e, apesar de tudo, a justifica. Como se diss&eacute;ssemos que, na Igreja, &eacute; mais decisivo o que &ldquo;sobra&rdquo; do que aquilo que aparece, aplicando-lhe outra passagem paulina: &ldquo;onde abundou o pecado, superabundou a gra&ccedil;a&rdquo; (Rm 5, 20).<\/p>\n<p>De facto, car&iacute;ssimos irm&atilde;os, a Igreja n&atilde;o se justifica pela excel&ecirc;ncia, mas sim pela penit&ecirc;ncia dos seus membros, ainda que nalguns deles rebrilhe excelentemente a ac&ccedil;&atilde;o da gra&ccedil;a divina, &agrave; qual e pela qual constantemente se convertem. O nosso momento de maior autenticidade ser&aacute; mesmo o acto penitencial com que come&ccedil;amos cada Eucaristia, reconhecendo-nos absolutamente &ldquo;mendigos do amor de Deus&rdquo;. Lembremo-nos da par&aacute;bola do fariseu e do publicano, em que s&oacute; foi justificado o que se reconheceu pecador (cf. Lc 18, 14). Lembremo-nos de que s&oacute; assim nos encontra Jesus, que n&atilde;o veio chamar os justos, mas os pecadores&rdquo; (cf. Mt 9, 13).<\/p>\n<p>Sim, irm&atilde;os, mesmo quando falarmos de n&oacute;s e da Igreja em geral, &eacute; sobretudo a Deus que nos referimos, &uacute;nica Fonte da convers&atilde;o a realizar. Tudo o que tivermos a corrigir, ser&aacute; por n&oacute;s e para o bem dos outros, decerto; mas s&oacute; o ser&aacute; perfeitamente quando responder, do fundo dum cora&ccedil;&atilde;o agradecido, &agrave; misericordiosa justi&ccedil;a que nos recuperou em Cristo. E &eacute; por isso que o Evangelho desta Missa insiste tanto em que as pr&aacute;ticas penitenciais acontecem prioritariamente entre cada um de n&oacute;s e Deus. Esmola, ora&ccedil;&atilde;o ou jejum, fazem-se com m&aacute;xima discri&ccedil;&atilde;o exterior e total intimidade com Deus: &ldquo;e teu Pai, que v&ecirc; o que est&aacute; oculto, te dar&aacute; a recompensa&rdquo;, insiste Jesus por tr&ecirc;s vezes.<\/p>\n<p>E &eacute; tamb&eacute;m neste contexto de convers&atilde;o aut&ecirc;ntica que o Santo Padre nos lembra a centralidade da Eucaristia e da Penit&ecirc;ncia, em gratid&atilde;o consequente a tudo o que o Pai nos ofereceu em Cristo. Com um belo ensinamento a reter: &ldquo;Compreende-se ent&atilde;o como a f&eacute; n&atilde;o &eacute; um facto natural, c&oacute;modo, &oacute;bvio: &eacute; necess&aacute;rio humildade para aceitar que se precisa que um Outro me liberte do &lsquo;meu&rsquo; [pecado], para me dar gratuitamente o &lsquo;seu&rsquo; [amor]. Isto acontece particularmente nos sacramentos da Penit&ecirc;ncia e da Eucaristia. Gra&ccedil;as &agrave; ac&ccedil;&atilde;o de Cristo, n&oacute;s podemos entrar na justi&ccedil;a &lsquo;maior&rsquo; que &eacute; aquela do amor&rsquo; (cf. Rm 13, 8-10), a justi&ccedil;a de quem se sente em todo o caso sempre mais devedor do que credor, porque recebeu mais do que aquilo que poderia esperar&rdquo;.<\/p>\n<p>Na nossa Diocese, a viv&ecirc;ncia da Miss&atilde;o 2010 j&aacute; teve dois particulares momentos em torno destas dimens&otilde;es essenciais. Em Janeiro, milhares de crist&atilde;os cantaram a crentes e n&atilde;o crentes a &ldquo;divina gra&ccedil;a&rdquo; que nos foi oferecida no Pres&eacute;pio de Bel&eacute;m. A mesma gra&ccedil;a que h&aacute; dias tantos jovens adoraram na Cruz do Salvador, donde brotam generosas as Fontes da Alegria. Como continuaremos em Mar&ccedil;o, em aut&ecirc;ntica Compaix&atilde;o, recebida e testemunhada por antigas e novas celebra&ccedil;&otilde;es quaresmais&hellip;<\/p>\n<p>&#8211; Caminhemos, pois. E das cinzas recebidas nos ressuscitar&aacute; a gra&ccedil;a da P&aacute;scoa que sabemos!<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 17 de Fevereiro de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+ Manuel Clemente, Bispo do Porto<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Das cinzas recebidas &agrave; P&aacute;scoa que sabemos Come&ccedil;amos a caminhada quaresmal. Mas n&atilde;o em tempo circular, antes em tempo aberto, como a Palavra de Deus nos conclama a faz&ecirc;-lo. Ouvimo-la no profeta Joel: &ldquo;Diz agora o Senhor: &lsquo;Convertei-vos a Mim de todo o cora&ccedil;&atilde;o!&rdquo;. 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