{"id":43614,"date":"2010-02-18T12:21:11","date_gmt":"2010-02-18T12:21:11","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/02\/18\/homilia-de-d-antonio-carrilho-na-missa-de-quarta-feira-de-cinzas-2\/"},"modified":"2010-02-18T12:21:11","modified_gmt":"2010-02-18T12:21:11","slug":"homilia-de-d-antonio-carrilho-na-missa-de-quarta-feira-de-cinzas-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-d-antonio-carrilho-na-missa-de-quarta-feira-de-cinzas-2\/","title":{"rendered":"Homilia de D. Ant\u00f3nio Carrilho na missa de Quarta-Feira de Cinzas"},"content":{"rendered":"<p>&ldquo;Convertei-vos a Mim de todo o cora&ccedil;&atilde;o&hellip;&rdquo; (Joel 2,12)<\/p>\n<p>Com a celebra&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica de hoje, quarta-feira de Cinzas, a Igreja inicia a sua caminhada quaresmal, tempo especial de gra&ccedil;a, de convers&atilde;o pessoal e comunit&aacute;ria, como prepara&ccedil;&atilde;o para a solene e frutuosa celebra&ccedil;&atilde;o da P&aacute;scoa, acontecimento central da nossa f&eacute; crist&atilde;.<\/p>\n<p>As cinzas s&atilde;o sinal de penit&ecirc;ncia, convite ao arrependimento e &agrave; convers&atilde;o; lembram a fragilidade e finitude humanas neste nosso peregrinar, a caminho da eternidade de Deus. &Eacute; assim que o rito da b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e imposi&ccedil;&atilde;o das cinzas n&atilde;o pode ser apenas um gesto exterior, de mera tradi&ccedil;&atilde;o, mas um compromisso interior exigente, na escuta da Palavra e na fidelidade &agrave; voz do Esp&iacute;rito. Diz-nos Deus, atrav&eacute;s do Profeta Joel: &ldquo;Convertei-vos a Mim de todo o cora&ccedil;&atilde;o&hellip;&rdquo; (2,12). Da&iacute; a urg&ecirc;ncia de parar, de fazer sil&ecirc;ncio, interiorizar a mensagem e caminhar ao ritmo do Cora&ccedil;&atilde;o de Cristo.<\/p>\n<p>A espiritualidade do deserto quaresmal, com o seu horizonte aberto ao Infinito, escuta da Palavra, sil&ecirc;ncio e convers&atilde;o, continua a ser espa&ccedil;o privilegiado de encontro &iacute;ntimo e pessoal com Deus. E um cora&ccedil;&atilde;o, transfigurado pelo Amor, abre-se incondicionalmente aos outros, em gestos concretos de solidariedade, di&aacute;logo, toler&acirc;ncia, perd&atilde;o, comunh&atilde;o fraterna e inclus&atilde;o social.<\/p>\n<p><strong>A for&ccedil;a libertadora da Palavra<\/strong><\/p>\n<p>O texto do livro do profeta Joel, que acab&aacute;mos de escutar, acentua a exig&ecirc;ncia de renova&ccedil;&atilde;o interior: &ldquo;rasgai o vosso cora&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o os vossos vestidos&rdquo; (Joel 2,13). Trata-se de uma mudan&ccedil;a, de uma renova&ccedil;&atilde;o verdadeira e profunda do pr&oacute;prio cora&ccedil;&atilde;o, que no sentido b&iacute;blico significa a totalidade da pessoa. Este convite estende-se a todas as pessoas de todas idades e tem como resposta certa a presen&ccedil;a libertadora e salvadora do amor misericordioso de Deus: &ldquo;O Senhor encheu-Se de zelo pela Sua terra e teve compaix&atilde;o do Seu povo&rdquo; (Joel 2,18).<\/p>\n<p>Na segunda leitura, S. Paulo refere que o amor eterno de Deus salvador manifestou-se, de forma extraordin&aacute;ria, em Cristo Jesus, que, solid&aacute;rio com a humanidade pecadora, assumiu a condi&ccedil;&atilde;o humana e entregou-Se, sem reservas,<\/p>\n<p>pela vida do mundo: &ldquo;A Cristo que n&atilde;o conhecera o pecado, identificou-O Deus com o pecado por amor de n&oacute;s&rdquo; (2Cor 5,21).<\/p>\n<p>No relato do evangelho de S. Mateus, Jesus introduz-nos no dinamismo da aut&ecirc;ntica convers&atilde;o, agrad&aacute;vel a Deus. Esta n&atilde;o consiste num conjunto de pr&aacute;ticas exteriores, de aparente religiosidade, mas apenas para dar nas vistas: Jesus n&atilde;o condena as s&atilde;s tradi&ccedil;&otilde;es religiosas da esmola, ora&ccedil;&atilde;o e jejum, mas pede que sejam praticadas com pureza de inten&ccedil;&atilde;o. Estes gestos de ren&uacute;ncia devem ser realizados sem ostenta&ccedil;&atilde;o, com alegria e humildade, no segredo que s&oacute; o Pai conhece. Disse Jesus: &ldquo;Tende cuidado em n&atilde;o praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles (Mt 6,1). &Eacute; que a ascese quaresmal, nascida como exig&ecirc;ncia do amor misericordioso de Deus, tem como finalidade o encontro &iacute;ntimo e pessoal com o Pai, a reconcilia&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria pessoa, das fam&iacute;lias e da sociedade em geral.<\/p>\n<p><strong>A mensagem do Papa<\/strong><\/p>\n<p>O Santo Padre Bento XVI, na sua Mensagem para a Quaresma deste ano de 2010, com o tema &ldquo;A justi&ccedil;a de Deus est&aacute; manifestada mediante a f&eacute; em Jesus Cristo&rdquo; (Rom 3,21), reflecte sobre as injusti&ccedil;as e desigualdades sociais, convidando os filhos da Igreja a uma &ldquo;aut&ecirc;ntica convers&atilde;o e conhecimento intenso do mist&eacute;rio de Cristo, que veio para realizar a justi&ccedil;a&rdquo;. Esta justi&ccedil;a de que nos fala S. Paulo na Carta aos Romanos, citada pelo Papa, &eacute; a justi&ccedil;a salvadora de Deus, que assumiu a sua forma hist&oacute;rica em Cristo e no Seu Mist&eacute;rio Pascal: morto e Ressuscitado, Ele &eacute; o &uacute;nico Salvador da Humanidade! Na realidade, como recorda o Papa, o afastamento de Deus, o desconhecimento de Cristo e a aus&ecirc;ncia de valores constituem causas de ego&iacute;smo e dos seus inevit&aacute;veis reflexos nas injusti&ccedil;as da nossa sociedade consumista e no desequil&iacute;brio econ&oacute;mico mundial.<\/p>\n<p>A pretens&atilde;o da cultura laica actual de construir uma sociedade sem Deus, com a nova &ldquo;idolatria do mercado&rdquo;, potenciadora de desigualdades, conduz a fam&iacute;lia humana a caminhos de tristeza, de ang&uacute;stia e at&eacute; de desespero. O Santo Padre afirma que &ldquo;n&atilde;o s&atilde;o os sacrif&iacute;cios do homem a libert&aacute;-lo do peso das suas culpas, mas o gesto do amor de Deus, que Se d&aacute; at&eacute; ao extremo&hellip;&rdquo; (Mensagem para a Quaresma de 2010). Na verdade, somente transfigurados e configurados pelo amor de Cristo, num renovado entusiasmo e empenho eclesial, poderemos responder aos desafios do nosso tempo, perante as desigualdades e as injusti&ccedil;as de ordem social e econ&oacute;mica existentes.<\/p>\n<p><strong>Sociedade actual, caminho da Igreja<\/strong><\/p>\n<p>Uma caminhada quaresmal aut&ecirc;ntica contempla a convers&atilde;o do cora&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m a abertura &agrave; fraternidade e solidariedade para com os irm&atilde;os, sobretudo, os mais carenciados.<\/p>\n<p>A Comunidade Europeia, face aos 80 milh&otilde;es de pessoas que vivem abaixo do limiar da pobreza, prop&ocirc;s este ano de 2010 para &ldquo;Ano Europeu do combate &agrave; Pobreza e &agrave; Exclus&atilde;o Social&rdquo;. &Eacute; uma estrat&eacute;gia no sentido de sensibilizar e responsabilizar as pessoas, as institui&ccedil;&otilde;es, os governos e a comunidade internacional, no sentido de se empenharem ainda mais na busca de solu&ccedil;&otilde;es e respostas concretas e eficazes, para aqueles flagelos sociais, que deploramos.<\/p>\n<p>A Igreja atenta a estes grav&iacute;ssimos problemas que afligem a humanidade, n&atilde;o pode demitir-se da sua miss&atilde;o prof&eacute;tica e social, comprometendo-se ela pr&oacute;pria, a favor de todas as v&iacute;timas de injusti&ccedil;as e descrimina&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Mediante as suas institui&ccedil;&otilde;es e organismos de solidariedade social, tem vindo a promover a dignidade humana, a n&iacute;vel cultural e, de modo especial, em situa&ccedil;&otilde;es concretas de novas formas de pobreza e exclus&atilde;o social, dispensando particular apoio &agrave;s fam&iacute;lias atingidas pelo desemprego e a todos aqueles que sofrem a solid&atilde;o, o abandono e a marginaliza&ccedil;&atilde;o. A Igreja sabe, por&eacute;m, que somente unida a Cristo e pautando a vida por crit&eacute;rios evang&eacute;licos, poder&aacute; desenvolver uma verdadeira &ldquo;cultura da compaix&atilde;o&rdquo;, em ordem &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade mais humana, mais justa e mais fraterna.<\/p>\n<p><strong>Ren&uacute;ncia quaresmal e solidariedade<\/strong><\/p>\n<p>Foi com grande alegria que, apesar da crise financeira que a todos afecta, pude comprovar a generosidade do bom povo de toda a nossa Diocese, aquando do meu apelo de ajuda &agrave;s v&iacute;timas do sismo do Haiti. At&eacute; ao dia de hoje, a soma das ofertas recebidas das par&oacute;quias e pessoas an&oacute;nimas, na C&aacute;ritas e na C&uacute;ria Diocesana, totaliza a significativa quantia de 72.049,53&euro;. A todos agrade&ccedil;o o testemunho da vossa caridade e pe&ccedil;o a Deus que transforme em b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os a vossa resposta pronta, alegre e generosa.<\/p>\n<p>Pensando, tamb&eacute;m, em situa&ccedil;&otilde;es de car&ecirc;ncia mais pr&oacute;ximas de n&oacute;s, neste tempo dif&iacute;cil para tanta gente, destinamos a tradicional Ren&uacute;ncia da Quaresma deste ano para o Fundo Social Diocesano. Este Fundo, institu&iacute;do na Quaresma de 2008, tem em vista, como ent&atilde;o foi anunciado, &ldquo;uma ajuda mais eficaz &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es de pobreza real, muitas vezes envergonhada, que algumas institui&ccedil;&otilde;es da Igreja bem conhecem, por exercerem a sua actividade numa rela&ccedil;&atilde;o muito pr&oacute;xima e personalizada&rdquo;.<\/p>\n<p>As ofertas desta Ren&uacute;ncia Quaresmal ser&atilde;o recolhidas em todas as igrejas e capelas, conforme &eacute; costume, nos ofert&oacute;rios das Missas de S&aacute;bado e Domingo de Ramos, ou seja, nos pr&oacute;ximos dias 27 e 28 de Mar&ccedil;o. Como sempre, a participa&ccedil;&atilde;o &eacute; muito livre, segundo as possibilidades e a consci&ecirc;ncia pessoal dos fi&eacute;is, na certeza de que Deus n&atilde;o deixar&aacute; sem recompensa qualquer gesto de aten&ccedil;&atilde;o e partilha fraterna.<\/p>\n<p><strong>Sob a protec&ccedil;&atilde;o de Maria<\/strong><\/p>\n<p>Com a presen&ccedil;a e sob a protec&ccedil;&atilde;o maternal da Senhora Peregrina de F&aacute;tima, M&atilde;e da Igreja, vamos fazer o nosso percurso quaresmal de convers&atilde;o e deixar que Cristo nos liberte por dentro. E como escreve o Papa Bento XVI, &ldquo;isto acontece particularmente nos sacramentos da Penit&ecirc;ncia e da Eucaristia&rdquo; (Mensagem para a Quaresma 2010).<\/p>\n<p>Nesta caminhada, onde n&atilde;o faltam, certamente, sofrimentos e dificuldades a vencer, Maria aponta-nos o Cora&ccedil;&atilde;o de Cristo trespassado, solid&aacute;rio com a humanidade, como sinal da inef&aacute;vel Miseric&oacute;rdia de Deus e Fonte perene de &Aacute;gua viva e de salutar Esperan&ccedil;a. Seja, pois, o Senhor da P&aacute;scoa, morto e ressuscitado, fonte da nossa alegria e esperan&ccedil;a, o Senhor da nossa Vida!<\/p>\n<p>Funchal, 17 de Fevereiro de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>&dagger; Ant&oacute;nio Carrilho, Bispo do Funchal<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;Convertei-vos a Mim de todo o cora&ccedil;&atilde;o&hellip;&rdquo; (Joel 2,12) Com a celebra&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica de hoje, quarta-feira de Cinzas, a Igreja inicia a sua caminhada quaresmal, tempo especial de gra&ccedil;a, de convers&atilde;o pessoal e comunit&aacute;ria, como prepara&ccedil;&atilde;o para a solene e frutuosa celebra&ccedil;&atilde;o da P&aacute;scoa, acontecimento central da nossa f&eacute; crist&atilde;. 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