{"id":435736,"date":"2026-07-24T16:03:26","date_gmt":"2026-07-24T15:03:26","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=435736"},"modified":"2026-07-24T16:09:44","modified_gmt":"2026-07-24T15:09:44","slug":"lusofonias-papa-leao-angola-tres-meses-depoisii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-papa-leao-angola-tres-meses-depoisii\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Papa Le\u00e3o, Angola, tr\u00eas meses depois\u2026(II)"},"content":{"rendered":"<p>Tony Neves, em Angola<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias.PapaLeaoCEAST.17.7.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-435737 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias.PapaLeaoCEAST.17.7-1024x707.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"707\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias.PapaLeaoCEAST.17.7-1024x707.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias.PapaLeaoCEAST.17.7-400x276.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias.PapaLeaoCEAST.17.7-768x530.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Lusofonias.PapaLeaoCEAST.17.7.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u2018N\u00e3o sejais meros espectadores da hist\u00f3ria, descei \u00e0 rua e sede os atores principais da mudan\u00e7a\u2019 \u2013 foi a frase do Papa Le\u00e3o que mais marcou <em>D. Maur\u00edcio Camuto<\/em>, Secret\u00e1rio-Geral da Confer\u00eancia Episcopal de Angola e S. Tom\u00e9 (CEAST) e um dos coordenadores desta visita papal. A <em>Ir. Salom\u00e9 Cambungululu<\/em> fez a mesma escolha.<\/p>\n<p>O <em>P. Nito Chatulica<\/em>, <em>Maria Mussolovela<\/em> e o <em>P. Miguel Cambiona<\/em> salientaram: \u2018Venho at\u00e9 v\u00f3s para encontrar o vosso povo, como um peregrino que procura os sinais da passagem de Deus por esta terra que Ele ama\u2019. Continua o P<em>. Armando Livamba<\/em>: \u2018N\u00e3o vos falo como um pol\u00edtico, mas como um pastor que ouve o clamor de um povo que anseia por justi\u00e7a. Pe\u00e7o-vos com coragem que a verdade exige, que quebreis as correntes de uma governa\u00e7\u00e3o que muitas vezes se fecha em si mesma, ignorando as periferias onde a vida \u00e9 mais fr\u00e1gil\u2019. O <em>P. M\u00e1rio P. Bernardo<\/em> vai na mesma linha: \u2018Apelo \u00e0 vossa coragem para combater a corrup\u00e7\u00e3o e a exclus\u00e3o social. N\u00e3o temais o di\u00e1logo nem as vozes que divergem de v\u00f3s; uma paz que se sustenta no silenciamento do outro \u00e9 uma paz falsa\u2019. O <em>P. Felisberto Sakulukusu<\/em> destaca: \u2019sede arquitetos de uma nova Angola, onde a abund\u00e2ncia da terra seja, finalmente, a alegria de todos os seus habitantes\u2019. \u00c9 que \u2013 como lembrou o Papa e real\u00e7am a <em>Ir. Flor\u00eancia Cassinda<\/em> e o <em>P. Jeremias Praia<\/em>, \u2018v\u00f3s sabeis bem que, demasiadas vezes, se olhou e se olha \u00e0s vossas terras para dar ou, mais frequentemente, para tirar algo. \u00c9 necess\u00e1rio quebrar esta cadeia de interesses que reduz a realidade e a pr\u00f3pria vida a uma mera mercadoria\u2019. Pois \u2013 destaca o <em>P. Arnaldo Sim\u00e3o<\/em> &#8211; \u2018O descontentamento, o sentimento de impot\u00eancia e de desenraizamento separam-nos, em vez de nos colocarem em rela\u00e7\u00e3o, difundindo um clima de estraneidade em rela\u00e7\u00e3o aos assuntos p\u00fablicos,\u00a0 desprezo perante a desgra\u00e7a alheia e a nega\u00e7\u00e3o de todo o tipo de fraternidade\u2019.<\/p>\n<p><em>Lucas Cassule, Alzira Sim\u00f5es<\/em>, o <em>P. Adelino Calonda e <\/em><em>Ogbonna Maneme<\/em> lembram: \u2018Angola pode crescer muito se, em primeiro lugar, v\u00f3s, que detendes autoridade no pa\u00eds, acreditardes na multiformidade da sua riqueza. N\u00e3o temais as diverg\u00eancias, nem extingais as vis\u00f5es dos jovens e os sonhos dos idosos\u2019.<\/p>\n<p><em>Ana Rocha, Matias Tonico, Romyana Concei\u00e7\u00e3o, <\/em><em>Davilson Mundjanga<\/em> e o <em>P. Jos\u00e9 Chivangulula<\/em> salientam: \u2018A Igreja Cat\u00f3lica, cuja obra de servi\u00e7o ao pa\u00eds sei o quanto estimais, deseja ser fermento na massa e promover o crescimento de um modelo justo de conviv\u00eancia, livre das escravid\u00f5es impostas por elites com muito dinheiro e falsas alegrias\u2019.<\/p>\n<p>Para o <em>P. Gaud\u00eancio Sangandu<\/em>, ficou-lhe na mem\u00f3ria o apelo\u00a0 do Papa aos Religiosos, Religiosas e catequistas: \u2018Promovei, pois, uma mem\u00f3ria reconciliada, educando todos para a conc\u00f3rdia e prezando, no meio de v\u00f3s, o testemunho sereno daqueles irm\u00e3os e irm\u00e3s, que depois de passarem tormentos dolorosos, tudo perdoaram. Alegrai-vos com eles! Fazei festa pela paz!\u2019. Pois \u2013 como escolheram a <em>Ir. Ana Cambongo, Manuel Cativa<\/em>, <em>o P. Jo\u00e3o Marques, Sebasti\u00e3o Daniel<\/em>, a <em>Ir. Teresa Tchipeta, Hor\u00e1cio Manuel <\/em>e a <em>Ir. Cec\u00edlia Jos\u00e9<\/em> &#8211; \u2018N\u00e3o tenham medo do amanh\u00e3. Perten\u00e7am totalmente ao Senhor. N\u00e3o tenham medo de dizer sim a Cristo&#8221;.<\/p>\n<p>E n\u00e3o pod\u00edamos passar ao lado do que o Papa disse no Santu\u00e1rio da Senhora da Muxima, como salienta <em>Gilberto Gil Lopes<\/em>, dos Escuteiros, membro da organiza\u00e7\u00e3o:<em> \u2018Mam\u00e3 Muxima, tueza koku\u00e9, Mam\u00e3 Muxima, tutambulul\u00e9<\/em>: \u2018M\u00e3e do cora\u00e7\u00e3o, viemos at\u00e9 V\u00f3s, para vos oferecer tudo\u2019. Assim diz o Hino a <em>Mam\u00e3 Muxima<\/em>, continuando deste modo: \u2018Viemos pedir a vossa b\u00ean\u00e7\u00e3o\u2019. Igualmente, as <em>Irm\u00e3s Isabel e J\u00falia Clementina<\/em> apostam na Muxima onde o Papa interpelou: \u2018Tamb\u00e9m a v\u00f3s, a M\u00e3e do C\u00e9u confia um grande projeto: o de construir um mundo melhor, acolhedor, onde n\u00e3o haja mais guerras, nem injusti\u00e7as, nem mis\u00e9ria, nem desonestidade, e onde os princ\u00edpios do Evangelho inspirem e moldem cada vez mais os cora\u00e7\u00f5es, as estruturas e os programas, para o bem de todos. \u00c9 o amor que deve triunfar, n\u00e3o a guerra! \u00c9 isso que nos ensina o cora\u00e7\u00e3o de Maria, o cora\u00e7\u00e3o da M\u00e3e de todos\u2019.<\/p>\n<p><em>Graciett Lopes, <\/em><em>Ant\u00f3nio Bartolomeu<\/em> e a <em>Ir. Helena Tchilombo <\/em>p\u00f5em o Papa a apontar o futuro: \u2018Angola, mant\u00e9m-te fiel \u00e0s tuas ra\u00edzes crist\u00e3s! Assim, poder\u00e1s continuar, cada vez melhor, a dar o teu contributo para a constru\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e da paz em \u00c1frica e em todo o mundo\u2019.<\/p>\n<p>Concluo com <em>D. Jos\u00e9 Manuel Imbamba<\/em>, presidente da CEAST e o <em>P. Avelino Sangameya<\/em>: &#8220;Sem interioridade n\u00e3o h\u00e1 liberta\u00e7\u00e3o. Sem encontro n\u00e3o h\u00e1 pol\u00edtica. Sem o outro n\u00e3o h\u00e1 justi\u00e7a. Juntos, \u00e9 poss\u00edvel construir em Angola um projeto de esperan\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p><em>Tony Neves, em Angola<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - Papa Le\u00e3o, Angola, tr\u00eas meses depois\u2026(II)\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/32mCkG6ju26Qqtd3ZRPEsj?si=rfewZi4YTUanJQ_eoD1kNw&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em 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