{"id":435308,"date":"2026-07-21T13:10:40","date_gmt":"2026-07-21T12:10:40","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=435308"},"modified":"2026-07-21T13:10:40","modified_gmt":"2026-07-21T12:10:40","slug":"igreja-sociedade-comissao-justica-e-paz-de-braga-rejeita-tempo-de-ferias-como-um-luxo-e-sublinha-que-direito-ao-descanso-e-uma-questao-de-justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-sociedade-comissao-justica-e-paz-de-braga-rejeita-tempo-de-ferias-como-um-luxo-e-sublinha-que-direito-ao-descanso-e-uma-questao-de-justica\/","title":{"rendered":"Igreja\/Sociedade: Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz de Braga rejeita tempo de f\u00e9rias como um luxo e sublinha que \u00abdireito ao descanso \u00e9 uma quest\u00e3o de justi\u00e7a\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>\u00abA pessoa \u00e9 mais importante do que o trabalho\u00bb, refere organismo cat\u00f3lico<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_382311\" aria-describedby=\"caption-attachment-382311\" style=\"width: 2048px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-382311 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/madeira_OC.jpeg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1536\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/madeira_OC.jpeg 2048w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/madeira_OC-347x260.jpeg 347w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/madeira_OC-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/madeira_OC-768x576.jpeg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/madeira_OC-1536x1152.jpeg 1536w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-382311\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/OC<\/figcaption><\/figure>\n<p>Braga, 21 jul 2026 (Ecclesia) &#8211; A Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz da Arquidiocese de Braga defendeu, esta segunda-feira, que o tempo de f\u00e9rias n\u00e3o deve ser encarado como um luxo, nem uma simples interrup\u00e7\u00e3o do calend\u00e1rio laboral, mas como \u201cuma necessidade humana, familiar, espiritual e social\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO direito ao descanso \u00e9 uma quest\u00e3o de justi\u00e7a. N\u00e3o nasceu de forma espont\u00e2nea nem foi uma concess\u00e3o generosa dos poderes econ\u00f3micos ou pol\u00edticos. Foi conquistado pela luta persistente dos trabalhadores, que reclamaram \u2013 e continuam a reclamar &#8211; hor\u00e1rios mais humanos, descanso semanal, tempo livre e f\u00e9rias remuneradas\u201d, lembrou.<\/p>\n<p>Numa nota enviada \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, o organismo cat\u00f3lico\u00a0enfatiza que \u201cestas conquistas sociais devem ser protegidas, valorizadas e tornadas efetivas para todos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNum tempo marcado pela pressa, pela produtividade e pela press\u00e3o permanente\u201d, a Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz da Arquidiocese de Braga salienta que importa \u201cafirmar com clareza: a pessoa \u00e9 mais importante do que o trabalho\u201d.<\/p>\n<p>Com o t\u00edtulo \u201cF\u00e9rias: descanso, justi\u00e7a e recomposi\u00e7\u00e3o da vida\u201d, a mensagem evoca a primeira carta enc\u00edclica do Papa Le\u00e3o XIV, \u201cMagnifica Humanitas\u201d (a magn\u00edfica humanidade), publicada a 15 de maio, na qual o pont\u00edfice escreve que \u201co trabalho n\u00e3o \u00e9 um mero instrumento\u201d, mas expressa e enriquece a dignidade\u201d da vida de cada um.<\/p>\n<p>\u201cMas precisamente por isso o trabalho n\u00e3o pode absorver toda a exist\u00eancia. Quando ocupa um lugar excessivo, ficam feridas a dignidade da pessoa, a vida familiar e a pr\u00f3pria qualidade da sociedade\u201d, destaca a Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz da Arquidiocese de Braga.<\/p>\n<p>A nota evoca tamb\u00e9m a Doutrina Social da Igreja e o Conc\u00edlio Vaticano II, na Constitui\u00e7\u00e3o Pastoral\u00a0Gaudium et spes, que afirma que todos devem gozar de \u201csuficiente descanso e tempo livre para atender \u00e0 vida familiar, cultural, social e religiosa\u201d, e ainda a enc\u00edclica\u00a0Laborem exercens, de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II.<\/p>\n<p>\u201cO descanso n\u00e3o \u00e9, portanto, uma realidade secund\u00e1ria: pertence \u00e0 dignidade do trabalhador e \u00e0 justi\u00e7a das rela\u00e7\u00f5es sociais\u201d, pode ler-se.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz da Arquidiocese de Braga recorda que o descanso \u201cn\u00e3o protege apenas o indiv\u00edduo; protege a fam\u00edlia, a educa\u00e7\u00e3o dos jovens e a vida comum\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAs f\u00e9rias podem ser precisamente esse tempo em que a presen\u00e7a volta a ter lugar: a mesa partilhada, a conversa sem pressa, a visita a quem est\u00e1 s\u00f3, o encontro com os amigos, o cuidado dos mais fr\u00e1geis, a vida familiar e comunit\u00e1ria\u201d, real\u00e7a.<\/p>\n<p>O organismo cat\u00f3lico vinca que \u201co descanso \u00e9 profundamente humano\u201d e lembra que cada um \u00e9 \u201ccorpo, rela\u00e7\u00e3o, fragilidade e dom\u201d, acrescentando que o per\u00edodo de repouso ajuda a reconhecer uma verdade simples e decisiva: a vida \u201cprecisa de ser cuidada, n\u00e3o apenas produzida\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPara os crist\u00e3os, esta dimens\u00e3o encontra uma express\u00e3o regular na viv\u00eancia do domingo\u201d, ressalta a mensagem, \u201cque n\u00e3o \u00e9 apenas um dia sem trabalho, mas Dia do Senhor, tempo de escuta da Palavra, de celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, de encontro comunit\u00e1rio, de vida familiar, de fraternidade e de aten\u00e7\u00e3o aos mais fr\u00e1geis\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA paragem \u2013 semanal e anual &#8211; recorda-nos que n\u00e3o somos m\u00e1quinas de produzir, mas filhos e filhas de Deus, chamados \u00e0 comunh\u00e3o, \u00e0 gratuidade e ao cuidado\u201d, assinala a Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz da Arquidiocese de Braga.<\/p>\n<p>O texto faz refer\u00eancia a outras tradi\u00e7\u00f5es religiosas que, numa sociedade plural e multicultural como a portuguesa, valorizam tempos e gestos que interrompem a l\u00f3gica da pressa e da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO\u00a0sabbath\u00a0judaico, a ora\u00e7\u00e3o quotidiana e semanal dos mu\u00e7ulmanos, a medita\u00e7\u00e3o budista e tantas outras pr\u00e1ticas espirituais recordam que o ser humano precisa de sil\u00eancio, gratuidade, contempla\u00e7\u00e3o e abertura ao Mist\u00e9rio\u201d, indica o organismo.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz da Arquidiocese de Braga refor\u00e7a que \u201cdefender as f\u00e9rias, o descanso semanal e, para os crist\u00e3os, a viv\u00eancia plena do domingo \u00e9 defender a dignidade humana\u201d, \u201c\u00e9 afirmar que a economia deve estar ao servi\u00e7o da pessoa, e n\u00e3o a pessoa ao servi\u00e7o da economia\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 reconhecer que uma sociedade verdadeiramente justa precisa de trabalho digno, mas tamb\u00e9m de repouso, fam\u00edlia, cultura, ora\u00e7\u00e3o, cuidado e tempo para viver\u201d, desenvolve.<\/p>\n<p>No final da mensagem, o organismo cat\u00f3lico deseja que \u201ceste tempo de f\u00e9rias seja, por isso, ocasi\u00e3o de descanso verdadeiro, gratid\u00e3o, encontro e renovado compromisso\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPorque s\u00f3 uma vida recomposta, cuidada e livre pode regressar ao quotidiano com mais discernimento\u201d, conclui.<\/p>\n<p><em>LJ\/OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abA pessoa \u00e9 mais importante do que o trabalho\u00bb, refere organismo 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