{"id":43521,"date":"2010-02-12T15:22:40","date_gmt":"2010-02-12T15:22:40","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/02\/12\/carnaval-paroquia-nas-ruas-jovens-em-oracao\/"},"modified":"2010-02-12T15:22:40","modified_gmt":"2010-02-12T15:22:40","slug":"carnaval-paroquia-nas-ruas-jovens-em-oracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/carnaval-paroquia-nas-ruas-jovens-em-oracao\/","title":{"rendered":"Carnaval: par\u00f3quia nas ruas, jovens em ora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O Carnaval, que se vive nos pr&oacute;ximos dias um pouco por todo o mundo, &eacute; uma festividade popular colectiva, c&iacute;clica e agr&aacute;ria. Teve como verdadeiros iniciadores os povos que habitavam as margens do rio Nilo, no ano 4000 a.C., e uma segunda origem, por assim dizer, nas festas pag&atilde;s greco-romanas que celebravam as colheitas, entre o s&eacute;c. VII a.C. e VI d.C.<\/p>\n<p>A Igreja viria a alterar e adaptar pr&aacute;ticas pr&eacute;-crist&atilde;s, relacionando o per&iacute;odo carnavalesco com a Quaresma. Uma pr&aacute;tica penitencial preparat&oacute;ria &agrave; P&aacute;scoa, com jejum come&ccedil;ou a definir-se a partir de meados do s&eacute;culo II; por volta do s&eacute;culo IV, o per&iacute;odo quaresmal caracterizava-se como tempo de penit&ecirc;ncia e renova&ccedil;&atilde;o interior para toda a Igreja, inclusive por meio do jejum e da abstin&ecirc;ncia<\/p>\n<p>Tertuliano, S&atilde;o Cipriano, S&atilde;o Clemente de Alexandria e o Papa Inoc&ecirc;ncio II foram grandes inimigos do Carnaval, mas, no ano 590, a Igreja Cat&oacute;lica permite que se realizem os festejos do Carnaval, que consistiam em desfiles e espect&aacute;culos de car&aacute;cter c&oacute;mico.<\/p>\n<p>No s&eacute;c. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a evolu&ccedil;&atilde;o do Carnaval, imprimindo uma mudan&ccedil;a est&eacute;tica ao introduzir o baile de m&aacute;scaras, quando permitiu que, em frente ao seu pal&aacute;cio, se realizasse o Carnaval romano, com corridas de cavalos, carros aleg&oacute;ricos, corridas de corcundas, lan&ccedil;amento de ovos, &aacute;gua e farinha e outras manifesta&ccedil;&otilde;es populares.<\/p>\n<p>Sobre a origem da palavra Carnaval n&atilde;o h&aacute; unanimidade entre os estudiosos, mas as hip&oacute;teses &ldquo;carne vale&rdquo; (adeus carne!) ou de &ldquo;carne levamen&rdquo; (supress&atilde;o da carne) levam-nos para o in&iacute;cio do per&iacute;odo da Quaresma. A pr&oacute;pria designa&ccedil;&atilde;o de Entrudo, ainda muito utilizada entre n&oacute;s, vem do latim &ldquo;introitus&rdquo; e apresenta o significado de dar entrada, come&ccedil;o, em rela&ccedil;&atilde;o a esse tempo lit&uacute;rgico.<\/p>\n<p><strong>Carnaval paroquial<\/strong><\/p>\n<p>Na par&oacute;quia da Gl&oacute;ria, Aveiro, os foli&otilde;es ir&atilde;o percorrer (dia 14 e 16 de Fevereiro) as ruas da cidade e transportar consigo um &ldquo;carnaval trapalh&atilde;o&rdquo; &ndash; disse &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA Carlos Pires, da comiss&atilde;o organizadora deste evento aveirense.<\/p>\n<p>Com mais de duas d&eacute;cadas de exist&ecirc;ncia, o carnaval desta par&oacute;quia tem uma longa tradi&ccedil;&atilde;o. Actualmente, o Pe. Jo&atilde;o Gon&ccedil;alves j&aacute; n&atilde;o &eacute; p&aacute;roco da Gl&oacute;ria, mas foi um dos pais desta iniciativa. &ldquo;Participei em mais de vinte&rdquo; &ndash; referiu. Outrora, o ex-l&iacute;bris da cidade, a ria, servia tamb&eacute;m de palco carnavalesco. Alguns dias antes do carnaval, o rei do corso &ldquo;chegava de moliceiro&rdquo;. &ldquo;Dava um cunho muito caracter&iacute;stico &agrave; iniciativa&rdquo; &ndash; explicou o Pe. Jo&atilde;o Gon&ccedil;alves.<\/p>\n<p>Aveiro engalanava-se nesses dias e recebia &ldquo;multid&otilde;es&rdquo;. &ldquo;Era o evento que congregava mais pessoas na cidade&rdquo; &ndash; recorda o antigo p&aacute;roco da Gl&oacute;ria. Com um percurso longo, o cortejo percorria as ruas aveirenses. &ldquo;Era um carnaval muito popular onde todos podiam desfilar&rdquo;. E acrescenta: &ldquo;apesar do perigo da ria, nunca tivemos nenhum incidente&rdquo;.<\/p>\n<p>Depois de dois anos de interregno, o corso da Gl&oacute;ria volta, novamente, animar as ruas citadinas. A comiss&atilde;o do carnaval da Gl&oacute;ria est&aacute; a preparar tr&ecirc;s carros aleg&oacute;ricos, mas conta com a participa&ccedil;&atilde;o dos foli&otilde;es que aparecem. &ldquo;Temos garantida a presen&ccedil;a do grupo das Barrocas&rdquo; &ndash; referiu Carlos Pires. Os mascarados e fantasiados dar&atilde;o brilho e cor ao carnaval da par&oacute;quia. Fruto do voluntariado, os elementos da comiss&atilde;o andam numa az&aacute;fama: &ldquo;Trabalhamos todos os dias, menos ao Domingo&rdquo;.<\/p>\n<p>Este ano os s&iacute;mbolos aveirenses (sal, marnotos, moliceiros e ovos moles) n&atilde;o estar&atilde;o em destaque no corso. &ldquo;Ir&aacute; reinar o tema da justi&ccedil;a, &laquo;face oculta&raquo;, sucatas e institui&ccedil;&otilde;es banc&aacute;rias&rdquo; &ndash; confidenciou este elemento da organiza&ccedil;&atilde;o. E avan&ccedil;a: &ldquo;a justi&ccedil;a que n&atilde;o h&aacute;&rdquo;.<\/p>\n<p>O rei e a rainha do cortejo s&atilde;o dois elementos da par&oacute;quia que levar&atilde;o &ldquo;trajes adequados&rdquo; e que &ldquo;fazem parte do nosso patrim&oacute;nio&rdquo;. Um carnaval gratuito, &ldquo;n&atilde;o cobramos bilhetes&rdquo;, onde a ironia e o lado trocista n&atilde;o faltar&atilde;o. No entanto &#8211; ressalva Carlos Pires &ndash; &ldquo;proibimos pessoas que ofendam a Igreja&rdquo;. Nos outros anos &ldquo;aconselh&aacute;mos pessoas a sair do cortejo&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Propostas alternativas<\/strong><\/p>\n<p>A Comunidade Cristo de Bet&acirc;nea, em F&aacute;tima, organiza um carnaval alternativo. Marta Pereira salienta que a comunidade &ldquo;aproveita este tempo de f&eacute;rias dos jovens para lhes proporcionar momentos diferentes&rdquo;. Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, esta respons&aacute;vel real&ccedil;a que &eacute; um &ldquo;tempo de discernimento e divertimento&rdquo;.<\/p>\n<p>Um carnaval alternativo (de 13 a 16 de Fevereiro) com dramatiza&ccedil;&otilde;es, jogos e can&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Depende dos dons dos participantes&rdquo; &ndash; reconhece Marta Pereira. Segundo o programa est&aacute; previsto &ldquo;caminhadas pela zona de F&aacute;tima, a visita ao Centro Jo&atilde;o Paulo II (tem deficientes profundos) e a ida a um lar de idosos&rdquo;.<\/p>\n<p>Com mais de dez anos, o carnaval nesta comunidade j&aacute; &ldquo;tem tradi&ccedil;&atilde;o e costuma juntar algumas dezenas de participantes&rdquo;. Ap&oacute;s estes momentos de divertimento, Marta Pereira disse que formam tamb&eacute;m os presentes sobre o tempo quaresmal. &ldquo;Temos ensinamentos esclarecedores sobre a Quaresma&rdquo;.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m nos dias de Carnaval, embora n&atilde;o sendo uma celebra&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica desta quadra, a Diocese do Porto ser&aacute; &ldquo;invadida&rdquo; por milhares de jovens para o Encontro Ib&eacute;rico da Comunidade ecum&eacute;nica de Taiz&eacute;.<\/p>\n<p>De 13 a 16 de Fevereiro, portugueses, espanh&oacute;is e jovens de mais de 20 pa&iacute;ses v&atilde;o procurar as fontes da alegria atrav&eacute;s: de uma experi&ecirc;ncia de hospitalidade proporcionada pelas fam&iacute;lias da Invicta; da beleza de uma comunh&atilde;o com Deus celebrada em ora&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias; da descoberta de iniciativas que visam dar um rosto mais humano &agrave; sociedade; do encontro com jovens vindos de horizontes muito diversos; da reflex&atilde;o b&iacute;blica e sobre a rela&ccedil;&atilde;o da f&eacute; com temas sociais, culturais ou art&iacute;sticos e de uma viv&ecirc;ncia concreta em Igreja, em esp&iacute;rito de simplicidade, partilha e acolhimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>LFS\/OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Carnaval, que se vive nos pr&oacute;ximos dias um pouco por todo o mundo, &eacute; uma festividade popular colectiva, c&iacute;clica e agr&aacute;ria. 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