{"id":43515,"date":"2010-02-12T13:11:37","date_gmt":"2010-02-12T13:11:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/02\/12\/formacao-espiritual-e-centro-vital-dos-sacerdotes\/"},"modified":"2010-02-12T13:11:37","modified_gmt":"2010-02-12T13:11:37","slug":"formacao-espiritual-e-centro-vital-dos-sacerdotes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/formacao-espiritual-e-centro-vital-dos-sacerdotes\/","title":{"rendered":"Forma\u00e7\u00e3o Espiritual \u00e9 centro vital dos sacerdotes"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Emilio Maga\u00f1a encerra jornadas do Clero em Aveiro <!--more--> <\/p>\n<p>O Pe. Emilio Maga&ntilde;a, da Pontif&iacute;cia Universidade Gregoriana, foi convidado para o terceiro dia das jornadas de forma&ccedil;&atilde;o do Clero de Aveiro. O sacerdote jesu&iacute;ta, de origem mexicana, abordou a &ldquo;Forma&ccedil;&atilde;o Espiritual dos Presb&iacute;teros&rdquo; e procurou responder &agrave; quest&atilde;o &ldquo;Ser&aacute; poss&iacute;vel uma fraternidade presbiteral?&ldquo;.<\/p>\n<p>Para o &uacute;ltimo dia das jornadas, esta Sexta-feira, o mesmo orador foi desafiado a falar sobre as &ldquo;Linhas de for&ccedil;a da forma&ccedil;&atilde;o ao presbiterado&rdquo;.<\/p>\n<p>Sobre a forma&ccedil;&atilde;o espiritual, o jesu&iacute;ta defendeu que esta &eacute; o &ldquo;centro vital da vida dos sacerdotes&rdquo; e que &ldquo;n&atilde;o termina com a forma&ccedil;&atilde;o inicial, sen&atilde;o com a morte&rdquo;. Esta forma&ccedil;&atilde;o deve conduzir o padre a ser um &ldquo;alter-Christus&rdquo; sendo que a forma&ccedil;&atilde;o humana &eacute; base da forma&ccedil;&atilde;o espiritual.<\/p>\n<p>Na Carta aos G&aacute;latas (4, 19-20), o Pe. Emilio foi buscar a defini&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o espiritual: &eacute; a conforma&ccedil;&atilde;o com Cristo e, por isso, constitui o centro vital do sacerdote.<\/p>\n<p>O orador apontou ainda uma &ldquo;crise de identidade sacerdotal&rdquo; e destacou que &ldquo;a identidade est&aacute; naquilo que somos e n&atilde;o naquilo que fazemos e que somos chamados a ser&rdquo;, ou seja, sacerdotes.<\/p>\n<p>Para al&eacute;m da necessidade de a forma&ccedil;&atilde;o espiritual dar tempo privilegiado de discernimento, de enamoramento e de descoberta de Cristo, ela deve tamb&eacute;m combater um certo individualismo muitas vezes vivido pelos sacerdotes.<\/p>\n<p>O jesu&iacute;ta finalizou a primeira interven&ccedil;&atilde;o, das tr&ecirc;s que foi convidado fazer, anotando os aspectos ou caminhos a que a forma&ccedil;&atilde;o espiritual deve levar: &ldquo;acercar-se da dor dos irm&atilde;os, assumir um estilo de vida asc&eacute;tica, ter disciplina de vida, discernir a forma de ser e, pr&oacute; fim, caridade pastora&rdquo;.<\/p>\n<p>No debate, o Pe. Maga&ntilde;a aflorou ainda algumas quest&otilde;es levantadas pelos ouvintes como o sacerd&oacute;cio de Cristo, a forma&ccedil;&atilde;o espiritual dos semin&aacute;rios e a forma&ccedil;&atilde;o espiritual na vida sacerdotal, a crise vocacional, o equil&iacute;brio desejado pela forma&ccedil;&atilde;o espiritual e o uso moderado e racional das novas tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Fraternidade<\/strong><\/p>\n<p>Os trabalhos da tarde de Quinta-feira procuraram responder &agrave; quest&atilde;o &ldquo;Ser&aacute; poss&iacute;vel uma fraternidade presbiteral?&rdquo;<\/p>\n<p>Depois de explanar a quest&atilde;o da fraternidade e da unidade, e tamb&eacute;m dos seus contr&aacute;rios, Pe. Emilio Maga&ntilde;a, da Pontif&iacute;cia Universidade Gregoriana respondeu positivamente: &ldquo;Sim &eacute; poss&iacute;vel a fraternidade sacerdotal, mas esta requer a gra&ccedil;a de Deus, a nossa ora&ccedil;&atilde;o, o nosso esfor&ccedil;o e muito trabalho&rdquo;.<\/p>\n<p>O jesu&iacute;ta come&ccedil;ou por assegurar que a forma&ccedil;&atilde;o humana dos sacerdotes &eacute; importante em rela&ccedil;&atilde;o aos destinat&aacute;rios do minist&eacute;rio e que aquela deve ajudar a &ldquo;plasmar a personalidade de modo a n&atilde;o ser obst&aacute;culo a que os demais encontrem Jesus Cristo&rdquo;.<\/p>\n<p>Para o docente da Pontif&iacute;cia Universidade Gregoriana &ldquo;uma personalidade desequilibrada &eacute; obst&aacute;culo &agrave; evangeliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Da&iacute; que seja fundamental buscar a maturidade da personalidade, que seja equilibrada, livre, forte e capaz das responsabilidades pastorais.<\/p>\n<p>Baseado na exorta&ccedil;&atilde;o &ldquo;Pastores dabo vobis&rdquo; assentiu que &ldquo;o sacerdote deve ser af&aacute;vel, acolhedor, sincero, prudente, discreto, generoso, dispon&iacute;vel, capaz de suscitar rela&ccedil;&atilde;o, compreensivo, homem de perd&atilde;o e consolador&rdquo;.<\/p>\n<p>E afirmou: &ldquo;N&atilde;o podemos ser construtores de comunidades se n&oacute;s pr&oacute;prios n&atilde;o somos exemplo de unidade entre n&oacute;s&rdquo;. Neste sentido, colocou o presbit&eacute;rio como lugar de refer&ecirc;ncia onde se vive o minist&eacute;rio sacerdotal e diaconal em unidade com os irm&atilde;os.<\/p>\n<p>Para o orador &ldquo;a vida fraterna sacerdotal mede-se pela capacidade de rela&ccedil;&atilde;o com os outros serena e confiadamente&rdquo;. Assim sendo, o presbit&eacute;rio deve ser o lugar onde o sacerdote se realiza e se sente feliz e incorporado n&atilde;o apenas pelo v&iacute;nculo da incardina&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A cada sacerdote &eacute;, contudo, pedido que se reconhe&ccedil;a como &eacute;, com limites e falhas, mas tamb&eacute;m com virtudes, dons e capacidades. Al&eacute;m disso, deve viver o momento presente como se fosse o &uacute;ltimo e, por fim, descobrir no que se faz a viv&ecirc;ncia da voca&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Depois de ter apontado a empatia e a auto-estima como virtudes fundamentais da vida sacerdotal, elencou, ao inv&eacute;s, uma s&eacute;rie de atitudes ou formas de ser sacerdotais que em nada beneficiam a constru&ccedil;&atilde;o da fraternidade presbiteral.<\/p>\n<p>Aqui falou dos padres que se digladiam abertamente e que n&atilde;o se falam e se evitam. Referiu aqueles que se auto-elegem os vigilantes da ortodoxia da diocese e ainda dos que sabem tudo sobre todos e conhecem sempre as &uacute;ltimas not&iacute;cias sobre os outros sacerdotes. Apontou tamb&eacute;m aqueles que se auto-determinam ju&iacute;zes e que t&ecirc;m opini&atilde;o sobre tudo. Sacerdotes especialistas em negativismo, violentos, falsos e hip&oacute;critas foram outras formas de ser referenciadas por Emilio Maga&ntilde;a para quem com este tipo de pessoas n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel formar qualquer tipo de comunidade e presbit&eacute;rio.<\/p>\n<p>O docente mexicano n&atilde;o passou ao lado de algumas patologias nas quais os sacerdotes podem cair: narcisismo, ira e nervosismo e aborrecimento. Estas formas de viver o minist&eacute;rio sacerdotal, segundo o orador, mais cedo ou mais tarde, conduzir&atilde;o &agrave; depress&atilde;o e &agrave; frustra&ccedil;&atilde;o da pessoa.<\/p>\n<p>O &uacute;ltimo ponto da comunica&ccedil;&atilde;o foi dedicado ao Magist&eacute;rio da Igreja particularmente naquilo que ele diz sobre a fraternidade sacerdotal. &ldquo;Lumen Gentium&rdquo; e &ldquo;Presbyterorum Ordinis&rdquo; foram os dois documentos base que serviram &agrave; reflex&atilde;o do jesu&iacute;ta. Antes de terminar deixou quatro pontos imprescind&iacute;veis para se poder criar comunh&atilde;o: aceita&ccedil;&atilde;o dos outros: respeito, compreens&atilde;o e estima; sentir com o presbiterado e, finalmente, trato pr&oacute;ximo e cordial.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Di&aacute;cono Jos&eacute; Ant&oacute;nio Carneiro<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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