{"id":43498,"date":"2010-02-11T17:55:53","date_gmt":"2010-02-11T17:55:53","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/02\/11\/reinventar-a-figura-do-padre\/"},"modified":"2010-02-11T17:55:53","modified_gmt":"2010-02-11T17:55:53","slug":"reinventar-a-figura-do-padre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/reinventar-a-figura-do-padre\/","title":{"rendered":"Reinventar a figura do padre"},"content":{"rendered":"<p>Jornadas de Teologia decorreram na UCP\/Porto com a presen\u00e7a de D. Manuel Clemente e Adriano Moreira <!--more--> <\/p>\n<p>Os padres dos nossos dias s&atilde;o particularmente desafiados a uma nova presen&ccedil;a no mundo, marcada pela &ldquo;autenticidade e a motiva&ccedil;&atilde;o&rdquo;, defendeu o Bispo do Porto.<\/p>\n<p>O tema esteve em destaque nas Jornadas de Teologia organizadas pela Faculdade de Teologia da Universidade Cat&oacute;lica (UCP\/Porto) entre 8 e 11 de Fevereiro, subordinadas ao tema &ldquo;No Ano sacerdotal, a reinven&ccedil;&atilde;o do Presb&iacute;tero&rdquo;.<\/p>\n<p>Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; ECCLESIA, D. Manuel Clemente frisou que o lugar da Igreja mudou, porque j&aacute; n&atilde;o &ldquo;organiza tudo&rdquo; como em s&eacute;culos passados, e hoje &ldquo;tem de se reinventar naquilo que foi a sua origem&rdquo;.<\/p>\n<p>Aos padres, acrescenta, compete participar &ldquo;como cidad&atilde;os numa sociedade que &eacute; comum, crentes e n&atilde;o crentes, e ajudem os outros crist&atilde;os a faz&ecirc;-lo cada vez mais, de maneira empenhada&rdquo;, atentos ao &ldquo;apelo da transcend&ecirc;ncia&rdquo;.<\/p>\n<p>Adriano Moreira, por seu lado, considerou que estamos numa &eacute;poca em que &ldquo;as humanidades s&atilde;o secund&aacute;rias em todos os sectores&rdquo;, pelo que este &eacute; o &ldquo;momento de lutar&rdquo; para que elas &ldquo;voltem a ter a fun&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel, n&atilde;o apenas para a defesa de uma sociedade civil harmoniosa, mas tamb&eacute;m porque h&aacute; um patrim&oacute;nio imaterial da humanidade e esse patrim&oacute;nio em grande parte &eacute; resultado da prega&ccedil;&atilde;o crist&atilde;&rdquo;.<\/p>\n<p>Segundo o professor e antigo deputado, esta realidade exige ao sacerd&oacute;cio, uma &ldquo;exemplaridade p&uacute;blica&rdquo;, utilizando &ldquo;o poder do Verbo contra o verbo do Poder&rdquo;. O futuro, acrescentou, &eacute; &ldquo;sempre desafiante&rdquo; e deve ser enfrentado &ldquo;com autenticidade&rdquo;.<\/p>\n<p>Na sua <a href=\"..\/..\/noticia.pl?id=77718\">interven&ccedil;&atilde;o<\/a> nas Jornadas, o Bispo do Porto considerou que no decreto <em><a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/archive\/hist_councils\/ii_vatican_council\/documents\/vat-ii_decree_19651207_presbyterorum-ordinis_po.html\" target=\"_blank\">Presbyterorum Ordinis<\/a><\/em>, sobre o minist&eacute;rio e a vida dos sacerdotes, ecoam &ldquo;claramente&rdquo; os aspectos essenciais do pensamento da Igreja nos s&eacute;culos transactos.<\/p>\n<p>O texto, aprovado no decorrer do Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II (1962-1965), refere que os padres s&atilde;o ministros da palavra de Deus, pelo que a devem ler e escutar &ldquo;diariamente, para a ensinarem aos outros&rdquo;.<\/p>\n<p>O documento recorda que &ldquo;&eacute; sobretudo no sacrif&iacute;cio da Missa que os presb&iacute;teros fazem de um modo especial as vezes de Cristo&rdquo;. A uni&atilde;o a Ele manifesta-se tamb&eacute;m na administra&ccedil;&atilde;o dos sacramentos e quando os sacerdotes guiam a comunidade que lhes foi confiada.<\/p>\n<p>Para D. Manuel Clemente, a concretiza&ccedil;&atilde;o destes princ&iacute;pios foi antecipadamente vivida por S&atilde;o Paulo, ao anunciar uma mensagem de vit&oacute;ria sobre a morte. Mesmo em ocasi&otilde;es de adversidade, o Evangelho &ldquo;causa alegria, levando ao servi&ccedil;o do Deus vivo e verdadeiro e &agrave; rejei&ccedil;&atilde;o de toda a esp&eacute;cie de &iacute;dolos&rdquo;.<\/p>\n<p>&Agrave; luz deste testemunho, o minist&eacute;rio sacerdotal &ldquo;de ontem e de hoje&rdquo; sintetiza-se numa &ldquo;vida inteiramente repassada da qualidade nov&iacute;ssima que a ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo trouxe ao mundo, levando os outros a igual condi&ccedil;&atilde;o.&rdquo; &ldquo;N&atilde;o se pode viver o minist&eacute;rio em &lsquo;lume brando&rsquo; nem em perspectiva habitual, do tipo &lsquo;um homem como os outros&rsquo;, assinalou o presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais.<\/p>\n<p>Se faltar o &ldquo;testemunho incarnado e pedag&oacute;gico duma vida radicalmente convertida &agrave;s &lsquo;&uacute;ltimas coisas&rsquo;&rdquo;, poder&atilde;o existir muitos elementos &ldquo;&lsquo;humanamente&rsquo; &uacute;teis e razo&aacute;veis, mas n&atilde;o se tratar&aacute; ainda de Igreja nem de minist&eacute;rio propriamente ditos&rdquo;. D. Manuel Clemente defendeu ainda que a Igreja deve resistir a tudo o que n&atilde;o se orientar para as realidades posteriores &agrave; vida terrestre, mesmo que sejam compreens&iacute;veis e &lsquo;razo&aacute;veis.<\/p>\n<p>O Bispo do Porto afirmou tamb&eacute;m que a &ldquo;tribula&ccedil;&atilde;o&rdquo; do sacerd&oacute;cio ministerial e de toda a vida crist&atilde; &eacute; inevit&aacute;vel, &ldquo;como tens&atilde;o interior que a convers&atilde;o alimenta&rdquo;.<\/p>\n<p>O Pe. Arlindo de Magalh&atilde;es, professor de Teologia na UCP\/Porto e p&aacute;roco da Serra do Pilar, sublinhou que o actual tempo, de mudan&ccedil;a, n&atilde;o &eacute; de &ldquo;hecatombe&rdquo;, mas de desafios. &ldquo;Isso p&otilde;e problemas aos presb&iacute;teros, que t&ecirc;m carregado com praticamente todos os minist&eacute;rios na Igreja e hoje o seu minist&eacute;rio est&aacute; preso a mil e uma coisa que n&atilde;o s&atilde;o essenciais&rdquo;, lamentou.<\/p>\n<p>A originalidade deste ano foi a integra&ccedil;&atilde;o entre as Jornadas de Teologia e a forma&ccedil;&atilde;o permanente do clero. D. Manuel Clemente explica que a Faculdade de Teologia tem a preocupa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;n&atilde;o s&oacute; ministrar ensino e fazer investiga&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m de a divulgar&rdquo;.<\/p>\n<p>Joaquim Azevedo, presidente do Centro Regional do Porto da UCP, refere &agrave; ECCLESIA que esta novidade &eacute; &ldquo;muito importante&rdquo;, porque a Universidade Cat&oacute;lica n&atilde;o se limita &agrave; forma&ccedil;&atilde;o inicial, tendo a miss&atilde;o &ldquo;intr&iacute;nseca&rdquo; de promover &ldquo;a forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e a actualiza&ccedil;&atilde;o permanente do clero&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornadas de Teologia decorreram na UCP\/Porto com a presen\u00e7a de D. 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