{"id":43450,"date":"2010-02-09T13:38:45","date_gmt":"2010-02-09T13:38:45","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/02\/09\/a-programacao-de-um-novo-lugar-paroquial\/"},"modified":"2010-02-09T13:38:45","modified_gmt":"2010-02-09T13:38:45","slug":"a-programacao-de-um-novo-lugar-paroquial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-programacao-de-um-novo-lugar-paroquial\/","title":{"rendered":"A programa\u00e7\u00e3o de um novo lugar paroquial"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Paulo Franco, p\u00e1roco do Parque das Na\u00e7\u00f5es <!--more--> <\/p>\n<p>Na edifica&ccedil;&atilde;o da nova Comunidade Paroquial do Parque das Na&ccedil;&otilde;es e na programa&ccedil;&atilde;o da constru&ccedil;&atilde;o do seu Templo, a teologia de comunh&atilde;o e de povo de Deus desenvolvida pelo Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II teve uma implica&ccedil;&atilde;o central. Assim, o Templo teria de ser a casa e a escola de comunh&atilde;o. Procurou-se, portanto, definir claramente os princ&iacute;pios basilares e conceptuais que deveriam presidir a qualquer projecto que viesse a ser apresentado pelas equipas de arquitectos. A elabora&ccedil;&atilde;o de um programa iconogr&aacute;fico foi fundamental para que todos compreendessem que edif&iacute;cio deveria ser projectado.<\/p>\n<p>Esta foi a primeira etapa: n&atilde;o apenas elaborar um programa de instala&ccedil;&otilde;es, onde s&atilde;o descriminados todos os espa&ccedil;os necess&aacute;rios e respectivas &aacute;reas, mas, principalmente, um programa onde se deixaria claro o desejo de uma arquitectura simb&oacute;lica que estaria, assim, ao servi&ccedil;o da liturgia, havendo, desta maneira, uma correspond&ecirc;ncia perfeita entre a forma da liturgia e a forma das igrejas. A arquitectura deveria ent&atilde;o sublinhar dois acontecimentos cruciais: o Baptismo, pelo qual nascemos para a comunh&atilde;o e a Eucaristia, que nos alimenta e ensina, realizando a verdadeira comunh&atilde;o.<\/p>\n<p>Ficava, ent&atilde;o, claro que desej&aacute;vamos uma arquitectura carregada de s&iacute;mbolos; que nos ajudasse a estar em sintonia com o car&aacute;cter de verdadeiro mist&eacute;rio que ali ir&iacute;amos celebrar. Deveria ser uma arquitectura inequ&iacute;voca, que a identificasse como Igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pareceu-nos importante, perante os arquitectos convidados a apresentar as suas propostas, sublinhar alguns aspectos que a seguir destacamos:<\/p>\n<p>1. Centralidade &#8211; No seu interior, a disposi&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os e da assembleia, convergir&aacute; para o que deve ser o seu centro: O Altar, centro da ac&ccedil;&atilde;o Lit&uacute;rgica da Eucaristia.<\/p>\n<p>2. Axialidade &#8211; A exist&ecirc;ncia de um eixo que dinamize a fun&ccedil;&atilde;o da Igreja enquanto espa&ccedil;o celebrativo, real&ccedil;ando os seguintes focos lit&uacute;rgicos: presid&ecirc;ncia (a cabe&ccedil;a da celebra&ccedil;&atilde;o, Cristo que est&aacute; no meio de n&oacute;s, sendo o presidente quem o torna presente); Amb&atilde;o (a &#8220;boca&#8221; de onde sai a Palavra); Baptist&eacute;rio (o elemento constituinte da Igreja, enquanto povo de Deus).<\/p>\n<p>3. Assembleia &#8211; H&aacute; um protagonismo pr&oacute;prio da assembleia que celebra a sua f&eacute;, que participa, que se sente como corpo. O entendimento da Eucaristia, baseada na participa&ccedil;&atilde;o da assembleia e da comunidade, centrando inteiramente nestas a ac&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica, &eacute; uma perspectiva proposta pelo Conc&iacute;lio Vaticano II que quer&iacute;amos ver presente na pr&oacute;pria arquitectura.<\/p>\n<p>4. Iconografia &#8211; A contempla&ccedil;&atilde;o dos mist&eacute;rios Luminosos do Ros&aacute;rio seria a tem&aacute;tica de toda a iconografia que viesse a estar presente na pr&oacute;pria arquitectura, num di&aacute;logo com as op&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas que poderiam vir a ser escolhidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Clarificado que estava o conceito da futura igreja, a escolha do projecto a edificar, de entre onze propostas de outras tantas equipas de arquitectos previamente seleccionadas, tornou-se uma tarefa desafiante. A contribui&ccedil;&atilde;o do Sector das Novas Igrejas do Patriarcado de Lisboa, bem como de t&eacute;cnicos e especialistas na &aacute;rea da arquitectura e engenharia, foi essencial nesta etapa que se tornara muito delicada.<\/p>\n<p>Nenhum projecto &eacute; perfeito nem poss&iacute;vel de responder, de forma inquestion&aacute;vel, ao desejo de quem o procura. Foi, ent&atilde;o, necess&aacute;rio corrigir e melhorar o projecto escolhido. Nesta etapa, a comiss&atilde;o da par&oacute;quia respons&aacute;vel pelo processo da nova igreja teve um papel determinante, sobretudo o comit&eacute; t&eacute;cnico &#8211; uma atitude cr&iacute;tica e atenta foi fundamental para que nenhum pormenor fosse descurado.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Pe. Paulo Franco, p&aacute;roco do Parque das Na&ccedil;&otilde;es<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Paulo Franco, p\u00e1roco do Parque das Na\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[246],"class_list":["post-43450","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43450","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43450"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43450\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}