{"id":43435,"date":"2010-02-09T10:45:56","date_gmt":"2010-02-09T10:45:56","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/02\/09\/arquitectura-religiosa-tradicao-e-modernidade\/"},"modified":"2010-02-09T10:45:56","modified_gmt":"2010-02-09T10:45:56","slug":"arquitectura-religiosa-tradicao-e-modernidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/arquitectura-religiosa-tradicao-e-modernidade\/","title":{"rendered":"Arquitectura religiosa: tradi\u00e7\u00e3o e modernidade"},"content":{"rendered":"<p>Recente pol\u00e9mica em torno da igreja do Restelo e a exposi\u00e7\u00e3o \u00abMade in Germany: Arquitectura + Religi\u00e3o\u00bb trazem o tema para a ordem do dia <!--more--> <\/p>\n<p>A hist&oacute;ria da arquitectura religiosa nos &uacute;ltimos anos tem sido marcada de forma constante pelo conflito, mais ou menos latente, entre renova&ccedil;&atilde;o e repeti&ccedil;&atilde;o, modernidade e tradi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A recente pol&eacute;mica em torno da igreja do Restelo ou a chegada ao nosso pa&iacute;s da exposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;Made in Germany: Arquitectura + Religi&atilde;o&rdquo; (parceria da Ordem dos Arquitectos e o Goethe-Institut Lisboa) trazem para a ordem do dia esta tem&aacute;tica, que est&aacute; no centro do dossier do seman&aacute;rio Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.<\/p>\n<p>A nova igreja de S&atilde;o Francisco Xavier, projectada pelo Arquitecto Troufa Real para a par&oacute;quia hom&oacute;nima (Restelo) do Patriarcado de Lisboa, viu-se envolta em pol&eacute;mica desde o in&iacute;cio da sua constru&ccedil;&atilde;o, em finais de 2009. O projecto &eacute; apresentado pela par&oacute;quia como baseado na vida do ap&oacute;stolo do Oriente, S. Francisco Xavier, da &Iacute;ndia ao Jap&atilde;o, e na aventura portuguesa dos Descobrimentos. Inclui uma torre de cem metros de altura e paredes pintadas em v&aacute;rias cores. O edif&iacute;cio tem, num dos lados, a forma de um barco assente numas cornuc&oacute;pias que imitam ondas. A nave ser&aacute; met&aacute;lica e o interior ser&aacute; branco.<\/p>\n<p>Contactado pela Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, o p&aacute;roco local, Pe. Ant&oacute;nio Colim&atilde;o, assegurou que a comunidade permanece empenhada em levar por diante a obra e n&atilde;o quis alimentar pol&eacute;micas sobre um projecto com 15 anos que seguiu &ldquo;todos os tr&acirc;mites&rdquo;. A nova igreja, ali&aacute;s, avan&ccedil;a a olhos vistos.<\/p>\n<p>Sobre este tema tamb&eacute;m se pronunciou D. Jos&eacute; Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, quando em <a href=\"noticia.pl?&amp;id=76984\" target=\"_blank\">entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA<\/a> lembrou que a contesta&ccedil;&atilde;o &ldquo;se deu quando est&aacute; tudo irremediavelmente decidido, &eacute; que este projecto &eacute; conhecido h&aacute; 15 anos&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Eu fui lan&ccedil;ar a primeira pedra h&aacute; mais de 10 anos e o projecto estava exposto nessa altura. E existia um entusiasmo generalizado pela sua beleza&rdquo;, recorda.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; um projecto pelo qual n&atilde;o morro de amores, mas que percorreu todos os passos normais da aprova&ccedil;&atilde;o: foi aprovado pelo nosso Departamento das Novas Igrejas e pela C&acirc;mara Municipal de Lisboa. Houve um vasto di&aacute;logo com a comunidade e com o p&aacute;roco&#8230; E eu n&atilde;o posso dar o dito por n&atilde;o dito&rdquo;, acrescentou.<\/p>\n<p>Frisando que o projecto &ldquo;tem uma simb&oacute;lica escolhida pelo arquitecto, de acordo com a par&oacute;quia&rdquo;, D. Jos&eacute; Policarpo admite que &ldquo;uma pessoa como eu, que fui entusiasta do Movimento de Renova&ccedil;&atilde;o da Arte Religiosa em Portugal&rdquo;, sente nele a falta da &ldquo;gram&aacute;tica que eu aprendi: a inspira&ccedil;&atilde;o do Mist&eacute;rio em cada pedra que se p&otilde;e, em cada parede que se faz&rdquo;.<\/p>\n<p>Nesta edi&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, o arquitecto e jesu&iacute;ta Jo&atilde;o Norton escreve que &ldquo;o erro da pol&eacute;mica igreja do Restelo n&atilde;o est&aacute;, primeiramente, no estilo pr&oacute;prio do arquitecto, mas no facto da comunidade n&atilde;o ter sido o sujeito do processo, quem escolheu a tipologia lit&uacute;rgica, a express&atilde;o do edif&iacute;cio e o arquitecto&rdquo;.<\/p>\n<p>Em <a href=\"noticia.pl?&amp;id=77685\" target=\"_blank\">editorial<\/a>, o Pe. Tolentino Mendon&ccedil;a, director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, sublinha que &#8220;a Igreja em Portugal precisa de um virar de p&aacute;gina nesta mat&eacute;ria. H&aacute; ainda demasiados subprodutos que circulam, numa esp&eacute;cie de contrafac&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica e de ru&iacute;do. Urge uma esta&ccedil;&atilde;o de exig&ecirc;ncia e o celebrar de um compromisso capaz de dar &agrave; nossa Evangeliza&ccedil;&atilde;o uma est&eacute;tica consistente, coerente e contempor&acirc;nea&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Exemplo alem&atilde;o, realidade portuguesa<\/strong><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"float: right;\" src=\"http:\/\/www.herzjesu-muenchen.de\/jpg_gr\/01_210x340.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"340\" \/>O <a href=\"noticia.pl?&amp;id=77697\" target=\"_blank\">Pe. Jo&atilde;o Norton<\/a>, comiss&aacute;rio da exposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;Made in Germany: Arquitectura + Religi&atilde;o&rdquo; escreve que &ldquo;a igreja-edif&iacute;cio &eacute; uma met&aacute;fora na cidade secular, pronunciada na linguagem do seu tempo. A sua estrutura po&eacute;tica e paradoxal deve surpreender crentes e descrentes, conduzi-los ao sil&ecirc;ncio do mundo, despertar uma aten&ccedil;&atilde;o inhabitual&rdquo;.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m comiss&aacute;rio da mesma iniciativa,<a href=\"noticia.pl?&amp;id=77698\" target=\"_blank\"> Jo&atilde;o Alves da Cunha <\/a>afirma, por seu lado, que &ldquo;no acto de cria&ccedil;&atilde;o de uma igreja, o arquitecto deve ter bem presente que esta n&atilde;o &eacute; um fim em si mesma nem um meio para a express&atilde;o solit&aacute;ria da sua vaidade, mas um instrumento que deve estar, desde o primeiro esbo&ccedil;o, ao servi&ccedil;o da comunidade&rdquo;.<\/p>\n<p>H&aacute; ainda tempo para um olhar atento sobre o que se poder&aacute; esperar da exposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;<a href=\"noticia.pl?&amp;id=77688\" target=\"_blank\">Arquitectura+Religi&atilde;o<\/a>&rdquo;. &ldquo;Com este encontro de culturas, pensamentos e ideias, dedicado a um programa arquitect&oacute;nico t&atilde;o pouco debatido em tempos mais recentes, espera-se catalisar novas abordagens, novas perspectivas e novos passos para a arquitectura religiosa portuguesa do presente s&eacute;culo, promovendo a qualidade art&iacute;stica e arquitect&oacute;nica dos edif&iacute;cios religiosos, refer&ecirc;ncias incontorn&aacute;veis na constru&ccedil;&atilde;o da identidade e fisionomia das nossas cidades&rdquo;, assinalam os organizadores do evento.<\/p>\n<p>J&aacute; o Pe. Paulo Franco fala do projecto da <a href=\"noticia.pl?&amp;id=77696\" target=\"_blank\">nova igreja de Nossa Senhora dos Navegantes <\/a>e respectivo complexo paroquial, que est&aacute; a nascer na zona Norte do Parque das Na&ccedil;&otilde;es, em Lisboa. Uma obra que desafia conven&ccedil;&otilde;es estabelecidas ao mesmo tempo que retoma elementos dos espa&ccedil;os lit&uacute;rgicos das primeiras comunidades crist&atilde;s.<\/p>\n<p>&ldquo;Na edifica&ccedil;&atilde;o da nova Comunidade Paroquial do Parque das Na&ccedil;&otilde;es e na programa&ccedil;&atilde;o da constru&ccedil;&atilde;o do seu Templo, a teologia de comunh&atilde;o e de povo de Deus desenvolvida pelo Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II teve uma implica&ccedil;&atilde;o central. Assim, o Templo teria de ser a casa e a escola de comunh&atilde;o&rdquo;, escreve o p&aacute;roco.<\/p>\n<p><strong>Arte e Igreja<\/strong><\/p>\n<p>Para l&aacute; dos materiais e formas de constru&ccedil;&atilde;o, a quest&atilde;o que tem permanecido &eacute; a de saber se a arte que serve a Igreja deve revestir-se exclusivamente de um conjunto de modelos pr&eacute;-determinados ou se existe a possibilidade de uma renova&ccedil;&atilde;o constante, geradora de formas, sentidos e imagens novas, mas igualmente v&aacute;lidos.<\/p>\n<p>A utiliza&ccedil;&atilde;o de materiais tradicionalmente considerados como menos nobres (com destaque para o bet&atilde;o) e o primado da funcionalidade nas edifica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o apenas a face vis&iacute;vel de um fen&oacute;meno de renova&ccedil;&atilde;o que em Portugal deu os primeiros passos com o trabalho de Pardal Monteiro e a sua igreja de Nossa Senhora de F&aacute;tima, em Lisboa, edificada entre 1934 e 1938. Obras como esta ou a sua hom&oacute;nima, no Porto (Cunha Le&atilde;o, Fortunato Cabral e Morais Soares, 1935) e os seus opostos revivalistas de Santo Condest&aacute;vel (1951), S&atilde;o Jo&atilde;o de Deus (1953) e S&atilde;o Jo&atilde;o de Brito (1955), em Lisboa, lan&ccedil;am uma viva discuss&atilde;o e originam as tomadas de posi&ccedil;&atilde;o muito antag&oacute;nicas, entre o conservadorismo e o desejo de renova&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"float: left;\" src=\"http:\/\/www.snpcultura.org\/fotografias\/pcm_igreja_sagrado_coracao_Jesus_590px.jpg\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"214\" \/>Surge, a meio do s&eacute;culo passado, uma <a href=\"noticia.pl?&amp;id=77684\" target=\"_blank\">nova vaga de cria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica<\/a>, dentro da Igreja, no amplo movimento de renova&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica e pastoral que se iniciou no p&oacute;s-guerra e culminou na realiza&ccedil;&atilde;o do II Conc&iacute;lio do Vaticano. A igreja do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus (Nuno Teot&oacute;nio Pereira e Nuno Portas, 1961-70), em Lisboa, constituiu-se como uma refer&ecirc;ncia para as gera&ccedil;&otilde;es futuras, marcando definitivamente uma nova imagem no equipamento religioso, aberto e participado.<\/p>\n<p>A linguagem passou, ent&atilde;o, da ideia de &ldquo;igreja-templo&rdquo; para a de &ldquo;centro paroquial&rdquo;, enquanto conjunto de espa&ccedil;os em redor da igreja, entendida como <em>domus ecclesiae<\/em> (casa da Igreja).<\/p>\n<p>Intervindo no 6.&ordm; &ldquo;Itiner&aacute;rio tem&aacute;tico em Igrejas de Lisboa&rdquo;, dedicado &agrave;s novas edifica&ccedil;&otilde;es do Patriarcado, Jos&eacute; Manuel Fernandes indicava que, por esta altura, j&aacute; se tinha conseguido &ldquo;introduzir a igreja moderna&rdquo;, um pouco por todo o pa&iacute;s. O paradigma moderno transformou-se assim no &ldquo;modelo corrente de produ&ccedil;&atilde;o das igrejas, em qualquer territ&oacute;rio&rdquo;.<\/p>\n<p>Progressivamente, o espa&ccedil;o da igreja passava a ser multifuncional, diluindo todas as barreiras para melhor cumprir a sua fun&ccedil;&atilde;o de p&oacute;lo dinamizador da vida da comunidade. A diversidade de abordagens pessoais viria dominar uma &eacute;poca subsequente, em que se destaca a proposta de Pedro Vieira de Almeida para a paroquial de Nossa Senhora da Concei&ccedil;&atilde;o, Olivais Sul (1976-88), onde a inser&ccedil;&atilde;o urbana se combina com um sentido renovado do espa&ccedil;o de reuni&atilde;o e de celebra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Para Jos&eacute; Manuel Fernandes, os anos mais recentes mostram uma fase mais simbolista, p&oacute;s-moderna, com regresso a valores tradicionais. O &ldquo;conflito&rdquo; continua em aberto, latente. As novas propostas e edifica&ccedil;&otilde;es surgiram t&atilde;o rapidamente que foi imposs&iacute;vel uma assimila&ccedil;&atilde;o adequada e se deu origem a uma fase de reac&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Em busca de modelos<\/strong><\/p>\n<p>Na passagem do s&eacute;culo XX para o XXI, as igrejas procuram afirmar-se pela procura de limpidez formal e espacial, com maior desenvolvimento program&aacute;tico na igreja Conventual (2005), e Centro cultural dominicano, em Lisboa (Paulo Provid&ecirc;ncia e Fernando Gon&ccedil;alves) e no complexo paroquial de Marco de Canaveses, de &Aacute;lvaro Siza Vieira (1990-95). Nestes e noutros casos, a &ldquo;caixa&rdquo; de bet&atilde;o (branca ou n&atilde;o) traduz uma arquitectura que procura a abstrac&ccedil;&atilde;o e a essencialidade geom&eacute;trica.<\/p>\n<p>Destaque tamb&eacute;m para a igreja de Santo Ant&oacute;nio (1993-2008), no bairro dos Assentos, em Portalegre, da autoria de Jo&atilde;o Luis Carrilho da Gra&ccedil;a. Segundo o pr&oacute;prio, prop&otilde;e-se &#8220;a extrema simplicidade do espa&ccedil;o, da linguagem arquitect&oacute;nica e do desenho dos objectos&#8221; para criar um espa&ccedil;o de liberdade. Pode dizer-se que estamos perante igrejas que fazem mais sentido quando &#8220;habitadas&#8221; pela comunidade.<\/p>\n<p>Em boa verdade, hoje &eacute; leg&iacute;timo afirmar-se que n&atilde;o existe um &ldquo;modelo&rdquo; de igreja para o s&eacute;culo XXI. No referido itiner&aacute;rio &ldquo;Igrejas Modernas de Lisboa&rdquo;, Jo&atilde;o Alves da Cunha referia que o minimalismo, a constru&ccedil;&atilde;o de interiores em comprimento e o trabalho da luz como elemento fundamental da arquitectura s&atilde;o marcas de muitas das novas constru&ccedil;&otilde;es, embora estas propostas originais n&atilde;o se enquadrem, efectivamente, em qualquer tipo de modelo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recente pol\u00e9mica em torno da igreja do Restelo e a exposi\u00e7\u00e3o \u00abMade in Germany: Arquitectura + Religi\u00e3o\u00bb trazem o tema para a ordem do dia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[187,276],"class_list":["post-43435","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-diocese-do-porto","tag-pastoral-da-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43435","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43435"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43435\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}