{"id":43326,"date":"2010-02-02T15:16:51","date_gmt":"2010-02-02T15:16:51","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/02\/02\/clausura-e-uma-opcao-espiritual\/"},"modified":"2010-02-02T15:16:51","modified_gmt":"2010-02-02T15:16:51","slug":"clausura-e-uma-opcao-espiritual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/clausura-e-uma-opcao-espiritual\/","title":{"rendered":"Clausura \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o espiritual"},"content":{"rendered":"<p>Maria Jos\u00e9 Reis deixou tudo o que a maioria das pessoas espera na vida para se dedicar a uma paix\u00e3o, a de ser religiosa contemplativa na Ordem de Santa Clara de Assis <!--more--> <\/p>\n<p>Maria Jos&eacute; Reis deixou tudo o que a maioria das pessoas espera na vida para se dedicar a uma paix&atilde;o, a de ser religiosa contemplativa na Ordem de Santa Clara de Assis (Clarissas).<\/p>\n<p>A Ordem de Santa Clara &eacute; contemplativa e vive a clausura. As religiosas vivem um dia de ora&ccedil;&atilde;o intensa, no qual s&atilde;o recordadas as necessidades da Igreja e do mundo. Em entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, a Irm&atilde; Maria Jos&eacute; fala deste quotidiano e do encanto que a faz permanecer fiel &agrave; sua voca&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &#8211; Como come&ccedil;ou a voca&ccedil;&atilde;o da Irm&atilde; Maria Jos&eacute;?<\/em><\/p>\n<p><em>Irm&atilde; Maria Jos&eacute;&nbsp; (MJ) &#8211;<\/em> Come&ccedil;ou h&aacute; muitos anos&hellip;Tinha 19 anos quando despertei para um g&eacute;nero de vida que se pode dizer que &eacute; fora de comum&hellip; embora ela seja comum a todos, mas a consagra&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre algo que ultrapassa aquilo que dizemos que humanamente &eacute; normal, n&oacute;s optamos pelo sobrenatural. Nasci na ilha da Madeira, foi l&aacute; que entrei no Mosteiro da Nossa Senhora da Piedade, onde vivi 17 anos. E depois vim para Lisboa, para o Mosteiro da Estrela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; &nbsp;Como &eacute; que uma jovem de 19 anos pensa em entrar num Mosteiro?<\/em><\/p>\n<p><em>MJ &#8211;<\/em> &nbsp;De facto foi um despertar para a dimens&atilde;o crista e para a vida espiritual, at&eacute; a&iacute; embora crente e praticante at&eacute; aos 14 anos, deixei de praticar dos 14 aos 18 anos. Criou-se o Movimento dos jovens crist&atilde;os da Madeira e fui apanhada, como um peixe na rede. Fui convidada a participar no movimento, acabei por integrar e trabalhar e com grande alegria trabalhei ao lado de D. Francisco Santana, bispo da &eacute;poca, que me deixou muitos exemplos e a&iacute; fui despertando para o sagrado, colocando a pessoa de Jesus Cristo como algo muito mais s&eacute;rio e profundo. Cristo n&atilde;o &eacute; apenas uma figura hist&oacute;rica &eacute; muito para al&eacute;m disso, &eacute; o Filho de Deus e &eacute; nesta dimens&atilde;o de f&eacute; que tentei abrir caminho, aprofundar e despertar para esta voca&ccedil;&atilde;o aos p&eacute;s de Jesus.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; &nbsp;Porque uma congrega&ccedil;&atilde;o de irm&atilde;s contemplativas?<\/em><\/p>\n<p><em>MJ &#8211;<\/em> &nbsp;N&atilde;o foi nada pensado&hellip; Para j&aacute; digo com sinceridade que n&atilde;o conhecia nada sobre vida religiosa, nem sobre vidas activas e contemplativas. Primeiro decidi consagrar-me a Deus e isso fez com que eu tivesse de deixar o que pensava ser o meu caminho, o matrim&oacute;nio. E por acaso j&aacute; estava comprometida. Para mim n&atilde;o foi muito dif&iacute;cil, mas para ele sim&#8230;<\/p>\n<p>Depois de dar o meu sim &agrave; consagra&ccedil;&atilde;o comecei por ver onde poderia servir melhor Deus, a Igreja e o Mundo. Foi outro caminho muito dif&iacute;cil&hellip;<\/p>\n<p>A vida activa era a que estava presente e os primeiros passos foram conhecer congrega&ccedil;&otilde;es, estive em varias fam&iacute;lias religiosas, onde procurei ver, saber e fazer alguns retiros, at&eacute;. Mas dizer um sim era muito dif&iacute;cil, gostava de trabalhar em varias &aacute;reas e era muito complicado. Depois do 25 de Abril f a &eacute;poca da desorienta&ccedil;&atilde;o e eu fui das primeiras gera&ccedil;&otilde;es desorientadas, estive um ano &agrave; deriva. Mas uma coisa acompanhou-me: a ideia de que para eu ser professora, enfermeira ou educadora n&atilde;o era necess&aacute;rio ir para a vida religiosa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; E cresceu a vontade da consagra&ccedil;&atilde;o na clausura?<\/em><\/p>\n<p><em>MJ &#8211;<\/em> Eu gostaria de me entregar na gratuidade, sem ter de me formar, eu via a vida religiosa de outra forma. Tinha de ser vivida sob o olhar da divina provid&ecirc;ncia. At&eacute; que um dia se realizou uma semana b&iacute;blica na minha par&oacute;quia e as irm&atilde;s que organizavam, as irm&atilde;s Paulinas, ao prepararem os grupos pediram que houvesse algu&eacute;m que se responsabilizasse por ir &agrave;s irm&atilde;s Clarissas pedir ora&ccedil;&otilde;es pelos bons frutos dessa semana. E foi o primeiro toque para mim, sem a ora&ccedil;&atilde;o nada se consegue. Foi o primeiro contacto com as irm&atilde;s. Depois as irm&atilde;s deram-me um livro que numa pequena frase me fez decidir: &ldquo;Que a &uacute;nica forma de abarcar todas as formas de apostolado e de estar em todos os s&iacute;tios ao mesmo tempo &eacute; a ora&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>O segundo toque para que eu desse o sim definitivo foi uma frase de Jesus Cristo: &ldquo;Pobres sempre os tereis convosco&rdquo;, em resposta &agrave; revolta de Judas quando Maria Madalena perfuma Jesus e lhe unge os p&eacute;s, o que muitos se esquecem de fazer ainda hoje. Eu costumo dizer que a nossa vida de contempla&ccedil;&atilde;o &eacute; um &ldquo;desperd&iacute;cio de perfume&rdquo;, que derramamos este perfume aos p&eacute;s de Jesus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; &nbsp;H&aacute; sempre a ideia que as irm&atilde;s contemplativas apenas rezam&hellip; Ou fazem outros trabalhos?<\/em><\/p>\n<p><em>MJ &#8211;<\/em> &nbsp;Eu costumo dizer que &ldquo;s&oacute; caminha quem est&aacute; parado&rdquo;, &eacute; uma contradi&ccedil;&atilde;o. Caminhar na vida n&atilde;o significa andar com os p&eacute;s, avan&ccedil;ar s&oacute; se consegue quando se p&aacute;ra. A vida contemplativa &eacute; um caminhar parado. H&aacute; outra dimens&atilde;o: ao estarmos de joelhos, os nossos joelhos dobrados s&atilde;o a for&ccedil;a de muitos p&eacute;s a andar, isto quer dizer que continuamos a andar nos p&eacute;s de muita gente, carregamos as dores, as alegrias, as esperan&ccedil;as de todos um povo.<\/p>\n<p>Contemplativos somos todos, &eacute; um dom, uma pequena semente que est&aacute; no cora&ccedil;&atilde;o de todos. L&aacute; por eu estar na vida contemplativa n&atilde;o quer dizer que seja detentora do grande dom da contempla&ccedil;&atilde;o. O facto de estar em clausura &eacute; fazer parte deste corpo m&iacute;stico de Cristo em que todos somos necess&aacute;rios, os que trabalham e os que rezam, e as duas partes complementam-se e &eacute; necess&aacute;rio uma gra&ccedil;a para ambos. Ningu&eacute;m trabalha isoladamente, porque o grande segredo da Igreja &eacute; a comunh&atilde;o. Vivemos uns para os outros e neste esp&iacute;rito de ora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Os contemplativos tamb&eacute;m caminham, mas de uma forma diferente, mas somos o motor. Precisamos dos irm&atilde;os da vida activa porque eles s&atilde;o o conforto da nossa ora&ccedil;&atilde;o e &eacute; muito bonito estarmos a rezar e ouvirmos falar dos frutos de l&aacute; de fora. Assim como quando h&aacute; sofrimento, os irm&atilde;os saberem que h&aacute; irm&atilde;s que est&atilde;o em cont&iacute;nua ora&ccedil;&atilde;o por eles, andamos assim com todos os irm&atilde;os. N&atilde;o gosto de separar a vida activa e contemplativa, porque activos somos todos mas tamb&eacute;m podemos ser todos contemplativos. Ningu&eacute;m est&aacute; parado&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Como &eacute; a vida quotidiana de uma irm&atilde; Clarissa?<\/em><\/p>\n<p><em>MJ &#8211;<\/em> &nbsp;Para j&aacute; &eacute; uma vida normal&#8230; Tamb&eacute;m dormimos, tamb&eacute;m comemos&hellip; Levantamo-nos &agrave;s 5h50, toca o despertar, &agrave;s 6h30 vamos para a capela. Come&ccedil;amos pela medita&ccedil;&atilde;o em sil&ecirc;ncio, at&eacute; &agrave;s 7h. Depois temos a hora lit&uacute;rgica de laudes, &agrave;s 7h30, eucaristia, depois a hora interm&eacute;dia que &eacute; a hora de t&eacute;rcia. A vida de uma contemplativa faz-se com base na liturgia das horas, ou seja, rezar com a Igreja, milh&otilde;es e milh&otilde;es de pessoas rezam aqueles salmos em v&aacute;rias l&iacute;nguas mas sempre com a mesma comunh&atilde;o. &Agrave;s 8h30 tomamos o pequeno-almo&ccedil;o, porque precisamos de comer, sen&atilde;o morremos mais cedo que o previsto, e depois as irm&atilde;s entregam-se ao trabalho normal necess&aacute;rio no Mosteiro. Um deles &eacute; o fabrico das h&oacute;stias que fazemos aqui, costumo dizer que aqui h&aacute; a padaria de Jesus Cristo, aqui prepara-se o p&atilde;o que se vai transformar no corpo do Senhor, e isso &eacute; um trabalho que as irm&atilde;s fazem com grande devo&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Encontramo-nos para rezar em comunidade 5 vezes por dia, e ao meio-dia vamos novamente para a capela, onde rezamos a hora de sesta e a seguir a coroa ser&aacute;fica, uma devo&ccedil;&atilde;o franciscana, que s&atilde;o as 7 alegrias de Nossa Senhora. Segue-se o almo&ccedil;o e &agrave;s 15h a hora de Noa. Nestes intervalos h&aacute; a vida comum que &eacute; necess&aacute;rio fazer em casa, o atendimento &agrave; porta e a recep&ccedil;&atilde;o aos peregrinos que visitam o espa&ccedil;o da Jacinta, pastorinha de F&aacute;tima. &Agrave;s 18h voltamos &agrave; capela para rezar o ter&ccedil;o e a ora&ccedil;&atilde;o de v&eacute;speras para se seguir o jantar. &Agrave;s 20h30 encontramo-nos todas para a hora do recreio, uma reuni&atilde;o onde se fala de tudo, coment&aacute;rios, noticias, pedidos de ora&ccedil;&otilde;es ou simples conversa&hellip; festa!<\/p>\n<p>Terminamos o dia na capela com o of&iacute;cio de leituras e as completas. Al&eacute;m deste quotidiano cada irm&atilde; tem a sua hora de ora&ccedil;&atilde;o diante do Sant&iacute;ssimo exposto que temos todos os dias na capela e &agrave; Quinta-feira temos a noite toda, estando sempre uma irm&atilde; em adora&ccedil;&atilde;o. A vida contemplativa das irm&atilde;s clarissas est&aacute; mais virada para a adora&ccedil;&atilde;o ao Sant&iacute;ssimo Sacramento, sendo o fundamental. Somos as sentinelas despertas aos p&eacute;s de Jesus guardando este reino que est&aacute; repartido entre tudo o que acontece.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Sendo irm&atilde;s de clausura como gerem as sa&iacute;das?<\/em><\/p>\n<p><em>MJ &#8211;<\/em> &nbsp;A clausura tem uma estrutura, mas &eacute; sobretudo espiritual. O estar encerrada n&atilde;o significa por si s&oacute; estar em clausura, &eacute; sobretudo a clausura de cora&ccedil;&atilde;o. Eu costumo dizer que o Amor n&atilde;o tem grades. Aquilo que &eacute; necess&aacute;rio fazer l&aacute; fora, n&oacute;s fazemos! Ir ao m&eacute;dico, &agrave; farm&aacute;cia, exercer direitos civis e coisas que s&atilde;o necess&aacute;rias &agrave; vida do mosteiro. Claro que n&atilde;o saem todas as irm&atilde;s h&aacute; sempre uma ou duas destinadas a &ldquo;fazer a ponte&rdquo; &agrave; sociedade. E hoje eu digo mesmo que a nossa resposta ao voto da pobreza &eacute; ir, n&atilde;o &eacute; esperar, por exemplo, que o m&eacute;dico venha c&aacute;. Os ricos &eacute; que trazem tudo a casa!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Como &eacute; a comunidade das irm&atilde;s clarissas de Lisboa?<\/em><\/p>\n<p><em>MJ &#8211;<\/em> &nbsp;Somos 8 irm&atilde;s. Costumo dizer que para o nosso tempo j&aacute; &eacute; muito! H&aacute; trinta anos atr&aacute;s 8 irm&atilde;s seria pouco, eram comunidades grandes. N&atilde;o &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o alarmante, n&atilde;o nos devemos preocupar porque tudo isto pertence a Deus e se n&atilde;o h&aacute; voca&ccedil;&otilde;es n&atilde;o deve ser visto como algo grave. Se as pessoas querem viver de outra forma o nosso dever &eacute; respeitar, porque cada um de n&oacute;s assume as consequ&ecirc;ncias da sua pr&oacute;pria vida. Oito irm&atilde;s parece pouco, mas o pouco para Deus &eacute; muito!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Como s&atilde;o feitos os pedidos de ora&ccedil;&atilde;o &agrave;s irm&atilde;s?<\/em><\/p>\n<p><em>MJ &#8211;<\/em> &nbsp;Recebemos pedidos de ora&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m v&ecirc;m c&aacute; pessoas para conversar simplesmente e at&eacute; pedir conselhos&hellip; Digo muitas vezes que o mosteiro no centro da cidade &eacute; como a tenda da reuni&atilde;o de Mois&eacute;s, que estava fora do acampamento. N&oacute;s pertencemos ao povo, mas temos esta tenda erguida e &eacute; muitas vezes aqui que o povo sente que Deus est&aacute; e para onde voltar o olhar e pode correr e saber que aqui podem falar, t&ecirc;m confian&ccedil;a.<\/p>\n<p>Isto &eacute; uma miss&atilde;o muito importante que ando a meditar, cada sociedade ou cada cidade necessita de ter algo em que o povo, em momentos de afli&ccedil;&atilde;o, saiba para onde voltar o seu olhar. E nota-se que os mosteiros s&atilde;o cada vez mais procurados. Se em cada vez que uma pessoa procura um mosteiro nascesse uma voca&ccedil;&atilde;o, os mosteiros estavam cheios&hellip;<\/p>\n<p>O mais importante &eacute; que estas pessoas levem para a vida um valor crist&atilde;o, uma f&eacute; viva e alicer&ccedil;ada porque &eacute; isso que &eacute; preciso para a estabilidade da vida. O que n&atilde;o est&aacute; vis&iacute;vel aos nossos olhos &eacute; que vai dando equil&iacute;brio &agrave; vida humana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Jos\u00e9 Reis deixou tudo o que a maioria das pessoas espera na vida para se dedicar a uma paix\u00e3o, a de ser religiosa contemplativa na Ordem de Santa Clara de Assis<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[92,168,246],"class_list":["post-43326","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-25-de-abril","tag-diocese-da-guarda","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43326","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43326"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43326\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43326"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43326"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43326"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}