{"id":43320,"date":"2010-02-02T14:46:24","date_gmt":"2010-02-02T14:46:24","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/02\/02\/republica-uniu-catolicos-em-torno-dos-bispos\/"},"modified":"2010-02-02T14:46:24","modified_gmt":"2010-02-02T14:46:24","slug":"republica-uniu-catolicos-em-torno-dos-bispos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/republica-uniu-catolicos-em-torno-dos-bispos\/","title":{"rendered":"Rep\u00fablica uniu cat\u00f3licos em torno dos bispos"},"content":{"rendered":"<p>Quando os bispos portugueses &ldquo;foram atacados, imageticamente, durante a Rep&uacute;blica, isso uniu o catolicismo em torno de uma figura que, na Monarquia Constitucional, era bastante desprestigiada: o pr&oacute;prio bispo&rdquo; &ndash; defendeu o historiador Ant&oacute;nio Matos Ferreira numa jornada de estudo &laquo;Da Monarquia &agrave; Rep&uacute;blica: o Clero contempor&acirc;neo&raquo;.<\/p>\n<p>Realizada ontem (dia 1 de Fevereiro), na Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa (UCP), esta iniciativa teve v&aacute;rios oradores que abordaram quest&otilde;es relacionadas com a sociedade (s) nos finais do s&eacute;culo XIX e in&iacute;cios do s&eacute;culo XX. Para o historiador, &ldquo;os bispos sa&iacute;ram refor&ccedil;ados no contexto da 1&ordf; Rep&uacute;blica e no contexto da Lei da Separa&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Na confer&ecirc;ncia &laquo;O clero no per&iacute;odo da Primeira Rep&uacute;blica&raquo;, S&eacute;rgio Pinto, membro do Centro de Estudos de Hist&oacute;ria Religiosa da UCP, disse &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA que o clero de hoje &ldquo;&eacute; muito diferente daquele que viveu na 1&ordf; Rep&uacute;blica&rdquo;. E acrescenta: &ldquo;o clero que transita da Monarquia Constitucional para a 1&ordf; Rep&uacute;blica era muito diferenciado quanto &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o interna e &agrave; configura&ccedil;&atilde;o do modelo de ac&ccedil;&atilde;o do clero&rdquo;.<\/p>\n<p>Com a implanta&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica (5 de Outubro de 1910), o clero ir&aacute; sentir &ndash; a diferentes n&iacute;veis &ndash; o &ldquo;impacto das medidas legislativas&rdquo; &ndash; referiu S&eacute;rgio Pinto. Estas medidas tomadas pelos governos republicanos tender&atilde;o &ldquo;a continuar, embora de outro modo, o Regalismo anterior&rdquo;. Apesar de variar de diocese para diocese, o clero sofrer&aacute; &ldquo;um impacto a n&iacute;vel financeiro&rdquo;.<\/p>\n<p>Com o novo pacote legislativo, a organiza&ccedil;&atilde;o interna da igreja sofrer&aacute; altera&ccedil;&otilde;es. &ldquo;O episcopado sentiu que tinha a oportunidade de, pela primeira vez, nomear e dirigir o seu clero&rdquo;. Por outro lado, a tentativa de perpetua&ccedil;&atilde;o do Regalismo tendia a continuar esse modelo de &laquo;funcion&aacute;rio&raquo;, mas retirando-lhe &ldquo;grande parte das suas fun&ccedil;&otilde;es porque via a sua relev&acirc;ncia social, pol&iacute;tica e cultural disputada por outras inst&acirc;ncias&rdquo; &ndash; esclareceu o membro do CEHR.<\/p>\n<p>Na Primeira Rep&uacute;blica o professor prim&aacute;rio &eacute; apresentado &ldquo;como um sacerdote laico que disputava o protagonismo social do clero&rdquo; &ndash; real&ccedil;ou S&eacute;rgio Pinto. Do legislador notava-se a tentativa de retirar &ldquo;parte da influ&ecirc;ncia tida pelo clero e substitu&iacute;-la pelos professores prim&aacute;rios e outros agentes culturais&rdquo;.<\/p>\n<p>Com o encerramento de alguns semin&aacute;rios e da Faculdade de Teologia em Coimbra, a forma&ccedil;&atilde;o do clero ficou abalada. Vive-se um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o. O Papa Pio X &ldquo;procura tornar obrigat&oacute;rio a forma&ccedil;&atilde;o do clero nos semin&aacute;rios&rdquo;. Os bispos procuram criar &ldquo;inst&acirc;ncias novas para essa forma&ccedil;&atilde;o&rdquo; com a &ldquo;funda&ccedil;&atilde;o de novos semin&aacute;rios&rdquo;. Relativamente &agrave; Faculdade de Teologia ter&aacute; &ldquo;um grande peso o diferendo existente entre o episcopado portugu&ecirc;s e a direc&ccedil;&atilde;o da Faculdade&rdquo; &ndash; disse S&eacute;rgio Pinto. E adianta: &ldquo;sente-se a necessidade &ndash; um desejo que se perpetuar&aacute; no tempo &ndash; de criar um Instituto Superior de Educa&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica&rdquo;.<\/p>\n<p>Efectivamente, este sonho s&oacute; ser&aacute; concretizado no final da d&eacute;cada de sessenta quando &ldquo;a Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa v&ecirc; a luz do dia&rdquo;. Uma aspira&ccedil;&atilde;o desde os anos vinte do Pe. Manuel Gon&ccedil;alves Cerejeira, &ldquo;futuro cardeal patriarca que a partir dessa altura vai insistindo na necessidade de ter um Instituto superior que supra essa car&ecirc;ncia&rdquo;.<\/p>\n<p>Nos primeiros anos da Rep&uacute;blica, o episcopado portugu&ecirc;s publicou v&aacute;rias pastorais colectivas. Estes documentos mostram, &ldquo;pela primeira vez, ac&ccedil;&otilde;es e manifesta&ccedil;&otilde;es conjuntas do episcopado&rdquo;. E finaliza: &ldquo;elas eram uma manifesta&ccedil;&atilde;o, mobiliza&ccedil;&atilde;o e doutrina&ccedil;&atilde;o para o clero e leigos&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando os bispos portugueses &ldquo;foram atacados, imageticamente, durante a Rep&uacute;blica, isso uniu o catolicismo em torno de uma figura que, na Monarquia Constitucional, era bastante desprestigiada: o pr&oacute;prio bispo&rdquo; &ndash; defendeu o historiador Ant&oacute;nio Matos Ferreira numa jornada de estudo &laquo;Da Monarquia &agrave; Rep&uacute;blica: o Clero contempor&acirc;neo&raquo;. 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