{"id":43280,"date":"2010-01-30T16:44:48","date_gmt":"2010-01-30T16:44:48","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/01\/30\/loc-traca-cenario-negro-de-portugal\/"},"modified":"2010-01-30T16:44:48","modified_gmt":"2010-01-30T16:44:48","slug":"loc-traca-cenario-negro-de-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/loc-traca-cenario-negro-de-portugal\/","title":{"rendered":"LOC tra\u00e7a cen\u00e1rio negro de Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Quase metade das fam\u00edlias j\u00e1 viveu ou vive abaixo do limiar da pobreza <!--more--> <\/p>\n<p>Quarenta e um por cento dos portugueses enfrenta s&eacute;rios riscos de cair na pobreza, que afecta dois milh&otilde;es de portugueses. E quase metade das fam&iacute;lias j&aacute; viveu ou vive abaixo do limiar da pobreza, realidade a que j&aacute; nem escapa quem tem trabalho. O alerta foi deixado ontem em Guimar&atilde;es pela Liga Oper&aacute;ria Cat&oacute;lica (LOC), que tra&ccedil;ou um quadro negro da realidade portuguesa.<\/p>\n<p>&ldquo;Ao contr&aacute;rio do que acontecia at&eacute; h&aacute; algum tempo atr&aacute;s, ter um emprego j&aacute; n&atilde;o &eacute; garantia de que n&atilde;o se entra na pobreza. Pelo contr&aacute;rio, s&atilde;o cada vez mais os trabalhadores portugueses que enfrentam riscos elevados de serem apanhados pela pobreza que afecta 18 por cento da totalidade da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa&rdquo; &#8211; &nbsp;afirmou Gl&oacute;ria Cardoso.<\/p>\n<p>A dirigente da LOC falava no semin&aacute;rio subordinado ao tema &ldquo;pobre apesar do trabalho&rdquo;, que encerra hoje no Centro Cultura de Vila Flor, em Guimar&atilde;es. Numa interven&ccedil;&atilde;o que tra&ccedil;ou o diagn&oacute;stico da pobreza proveniente do trabalho, em Portugal, Gl&oacute;ria Cardoso vincou que a pobreza registada entre quem se encontra a trabalhar subiu 20 por cento no nosso pa&iacute;s. &laquo;S&atilde;o j&aacute; 12 por cento, os trabalhadores que vivem em situa&ccedil;&atilde;o de pobreza, quando ainda h&aacute; poucos anos eram 10 por cento&raquo;, referiu, precisando que &eacute; considerado pobre quem tem rendimentos abaixo dos 380 euros mensais.<\/p>\n<p>O cen&aacute;rio portugu&ecirc;s, que &eacute; bem mais grave que a realidade europeia &ndash; na Uni&atilde;o, 8 por cento dos trabalhadores s&atilde;o considerados pobres &ndash;, tende a agravar-se por for&ccedil;a dos &laquo;baixos sal&aacute;rios&raquo;. &Eacute; que &laquo;41 por cento dos trabalhadores portugueses por conta de outr&eacute;m recebem sal&aacute;rios entre 300 e 600 euros&raquo;, sublinha Gl&oacute;ria Cardoso, notando que &laquo;o risco de pobreza entre quem trabalha aumentou&raquo;.<\/p>\n<p>A dirigente da Liga Oper&aacute;ria Cat&oacute;lica refere que, por for&ccedil;a da legisla&ccedil;&atilde;o que prev&ecirc; a atribui&ccedil;&atilde;o de apoios sociais, &laquo;h&aacute; muita gente a trabalhar, essencialmente por conta pr&oacute;pria, que &eacute; pobre e que passa mais dificuldades do que muitos desempregados&raquo;. Mas Gl&oacute;ria Cardoso tamb&eacute;m n&atilde;o esquece que o subs&iacute;dio de desemprego tem um limite temporal e adverte que o risco de pobreza entre quem vive daquele apoio social &eacute; de 32 pontos percentuais.<\/p>\n<p>O diagn&oacute;stico apresentado no semin&aacute;rio internacional que colocou em debate a pobreza entre quem trabalha deu tamb&eacute;m conta que &laquo;40 por cento das fam&iacute;lias portuguesas j&aacute; passou pela pobreza ou vive nela&raquo;. &laquo;&Eacute; uma taxa muito elevada&raquo;, acrescentou a dirigente da LOC, precisando que a pobreza afecta, sobretudo, fam&iacute;lias numerosas e\/ou monoparentais, desempregados, pensionistas e trabalhadores prec&aacute;rios.<\/p>\n<p>Apostar na educa&ccedil;&atilde;o, na forma&ccedil;&atilde;o profissional e na subida dos ordenados foram as vias apontadas por Gl&oacute;ria Cardoso para se combater a pobreza, que apontou ainda a necessidade de &laquo;democratizar as empresas&raquo;. &Eacute; que quando os rendimentos se tornam insuficientes para uma sobreviv&ecirc;ncia digna, &laquo;as despesas de sa&uacute;de s&atilde;o as primeiras a ser cortadas&raquo;, revelou aquela respons&aacute;vel, apontando ainda a alimenta&ccedil;&atilde;o como uma das &aacute;reas onde mais se corta.<\/p>\n<p>O diagn&oacute;stico sobre a pobreza em Portugal revelou ainda que &laquo;a regi&atilde;o do T&acirc;mega &eacute; a mais pobre da Europa&raquo;, que &laquo;4,9 por cento dos trabalhadores da regi&atilde;o Norte ganham menos do que 300 euros por m&ecirc;s&raquo; e que &laquo;20 por cento dos portugueses t&ecirc;m os ordenados mais baixos da Uni&atilde;o Europeia&raquo;.<\/p>\n<p><strong>Dram&aacute;tico estado da pobreza<\/strong><br \/>O presidente da C&acirc;mara Municipal de Guimar&atilde;es responsabilizou ontem os v&aacute;rios governos pelo &laquo;dram&aacute;tico estado de pobreza&raquo; que o pa&iacute;s regista e que, &laquo;como sempre acontece, afecta, sobretudo, os mais fr&aacute;geis&raquo;. O autarca vimaranense revelou-se tamb&eacute;m particularmente duro para com as grandes empresas, que foram acusadas de &laquo;passar por cima da dignidade dos trabalhadores, para exibirem lucros chorudos&raquo; e de &laquo;sugarem aquilo que &eacute; o esfor&ccedil;o dos que trabalham arduamente&raquo;.<\/p>\n<p>Ant&oacute;nio Magalh&atilde;es ressalvou que &laquo;se &eacute; verdade que o elevado &iacute;ndice de pobreza que o pa&iacute;s e a regi&atilde;o atravessam, em muito se deve &agrave; crise internacional, n&atilde;o &eacute; menos verdade que os sucessivos governos n&atilde;o podem isentar-se de responsabilidades&raquo;. &laquo;Nem sempre Portugal tem sido bem governado e uma parte das culpas pelos elevados &iacute;ndices de pobreza s&atilde;o tamb&eacute;m nossas&raquo;, disse o edil socialista, que falou na sess&atilde;o de abertura do semin&aacute;rio internacional subordinado ao tema &ldquo;Pobre apesar do trabalho&rdquo;.<\/p>\n<p>O semin&aacute;rio sobre a pobreza que afecta quem trabalha est&aacute; a decorrer no Centro Cultural de Vila Flor, em Guimar&atilde;es, e &eacute; promovido pela Liga Oper&aacute;ria Cat&oacute;lica e pelo Movimento de Trabalhadores Crist&atilde;os.<\/p>\n<p>A realiza&ccedil;&atilde;o colocou em debate a pobreza que afecta os trabalhadores portugueses e europeus e tem como grande objectivo definir sugest&otilde;es de ac&ccedil;&atilde;o que levem as organiza&ccedil;&otilde;es de trabalhadores a desencadear estrat&eacute;gias de combate &agrave; pobreza, aos baixos sal&aacute;rios e &agrave; precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho &eacute; o grande objectivo da reuni&atilde;o internacional.<\/p>\n<p><em>Com Di&aacute;rio do Minho<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase metade das fam\u00edlias j\u00e1 viveu ou vive abaixo do limiar da pobreza<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[203,206],"class_list":["post-43280","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-europa","tag-familia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43280","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43280"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43280\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43280"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43280"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43280"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}