{"id":43206,"date":"2010-01-26T12:00:38","date_gmt":"2010-01-26T12:00:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/01\/26\/chegou-a-minha-hora\/"},"modified":"2010-01-26T12:00:38","modified_gmt":"2010-01-26T12:00:38","slug":"chegou-a-minha-hora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/chegou-a-minha-hora\/","title":{"rendered":"Chegou a minha hora!"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Amaro Gon\u00e7alo, P\u00e1roco de Nossa Senhora da Hora, Matosinhos <!--more--> <\/p>\n<p>&ldquo;Miss&atilde;o 2010&rdquo; &eacute; uma express&atilde;o j&aacute; bastante familiar &agrave; Par&oacute;quia de Nossa Senhora da Hora. Chegado &agrave; nova Par&oacute;quia, em Setembro de 2008, com a incumb&ecirc;ncia ainda de secretariar na Diocese o Ano Paulino em 2009, procurei despertar a comunidade, na prega&ccedil;&atilde;o dominical e nas reuni&otilde;es com os diversos grupos pastorais, e no seio do Conselho Pastoral, para a necessidade imperiosa de &ldquo;aprender a miss&atilde;o com S&atilde;o Paulo&rdquo;.<\/p>\n<p>Quando olhamos para o baix&iacute;ssimo n&uacute;mero e para a muito alta m&eacute;dia et&aacute;ria dos chamados &ldquo;fi&eacute;is praticantes&rdquo; percebemos que a &ldquo;Miss&atilde;o&rdquo; &eacute; mesmo uma quest&atilde;o de vida ou de morte, para a afirma&ccedil;&atilde;o desta comunidade crist&atilde;, muito generosa no seu estrito &acirc;mbito paroquial, mas algo medrosa, na sua p&uacute;blica manifesta&ccedil;&atilde;o de f&eacute;. Ou saltamos o muro, que ainda nos separa do mundo, ou atravessamos a estrada, para propor, com alegria, a f&eacute; &agrave;s novas gera&ccedil;&otilde;es, ou ent&atilde;o, morreremos sozinhos, no calor da nossa &ldquo;fogueira&rdquo; paroquial.<\/p>\n<p>As par&oacute;quias urbanas, de que esta n&atilde;o ser&aacute; excep&ccedil;&atilde;o, tendem, quanto percebo, a ser um espa&ccedil;o caloroso, para quem nelas se abriga! Mas a tenta&ccedil;&atilde;o de isolamento dos seus fi&eacute;is, no seu pr&oacute;prio &ldquo;aquecimento&rdquo;, &eacute; muito frequente. Para silenciar o evangelho na pra&ccedil;a, invocam-se sempre respeitos humanos e enormes desconfian&ccedil;as, em urbaniza&ccedil;&otilde;es, onde falta quase sempre o esp&iacute;rito de vizinhan&ccedil;a. Mas o que salta &agrave; vista, mesmo entre os mais activos cooperadores paroquiais, &eacute; uma f&eacute; demasiado acomodada, sem aud&aacute;cia mission&aacute;ria. Aquilo a que chamo o &ldquo;complexo de bet&atilde;o&rdquo;, isto &eacute;, a tend&ecirc;ncia a esconder-se no seu pr&oacute;prio canto, no meio desta capital das cooperativas habitacionais, precisa de ser superado, por uma f&eacute;, que h&aacute;-de expandir-se por cont&aacute;gio! Perante a vastid&atilde;o urban&iacute;stica e demogr&aacute;fica da cidade, hoje com mais de 33 mil habitantes, o complexo de bet&atilde;o tem de ser vencido, com uma proposta mais pessoal, mais ousada e mais feliz da f&eacute;!<\/p>\n<p>E h&aacute; que faz&ecirc;-lo, portanto, pessoa a pessoa, casa a casa, cora&ccedil;&atilde;o a cora&ccedil;&atilde;o. Mais do que muitas outras iniciativas, que enchem o olho e preenchem o calend&aacute;rio, neste Ano de miss&atilde;o, aquilo para que temos orientado a nossa comunidade, e em cada um dos seus fi&eacute;is leigos, &eacute; para a sua miss&atilde;o peculiar e secular, de testemunho crist&atilde;o mais ousado e fermentado, nos diversos lugares deste mundo. O an&uacute;ncio da f&eacute; n&atilde;o se confunde com propaganda do evangelho, mas com uma vida claramente sinalizada, contagiada e contagiante, pela alegria do encontro com Cristo.<\/p>\n<p>As v&aacute;rias iniciativas, m&ecirc;s a m&ecirc;s, que pensamos, sempre em comunh&atilde;o com o projecto diocesano 2010, v&atilde;o todas no sentido de superar o nosso deficit mission&aacute;rio e de abrir aos gentios a porta da f&eacute;. Os diversos grupos paroquiais est&atilde;o envolvidos e empenhados, nas propostas que a Diocese lan&ccedil;a em cada m&ecirc;s. Procuramos agarr&aacute;-las, uma a uma, concretizando-os no nosso espa&ccedil;o. Preparamos e vivemos o tempo de Natal sob o signo da Estrela da Miss&atilde;o. Cant&aacute;mos as Janeiras, vencendo o frio da cidade. Entr&aacute;mos a cantar, no Norte Shopping sem intuitos comerciais. Acolheremos, em grande n&uacute;mero, os jovens para o encontro ib&eacute;rico de Taiz&eacute;. Andaremos, em via p&uacute;blica, com a nossa via-sacra, sinalizando os lugares da compaix&atilde;o com a cruz, que serve de fundo &agrave; miss&atilde;o 2010. Chamaremos os universit&aacute;rios &agrave; reflex&atilde;o da f&eacute;. E por a&iacute; adiante, com ac&ccedil;&otilde;es de rua, na visita pascal e no m&ecirc;s de Maio, at&eacute; sair em marchas de alegria, nas festas populares.<\/p>\n<p>Mas, em tudo isto, vamos, n&atilde;o sem dificuldade, n&atilde;o sem temer nem tremer. Porque, na sua maior parte, qualquer destas ac&ccedil;&otilde;es pastorais, exige ir mais longe, mudar alguns h&aacute;bitos, superar alguns v&iacute;cios. Mas, teimosamente, persistiremos em n&atilde;o passar ao lado do vento da Miss&atilde;o 2010.<\/p>\n<p>Estou convicto de que aquilo que mais vale, na Miss&atilde;o 2010, n&atilde;o &eacute; qualquer &ldquo;folclore&rdquo; encenado, para quem v&ecirc; ou &ldquo;TV&rdquo;. A mais-valia desta proposta diocesana &eacute; educar-nos para uma pr&aacute;tica pastoral, mais alegre, mais inclusiva e mais aberta, mais interactiva, obrigando-nos a contactos e movimenta&ccedil;&otilde;es, a conversas e implica&ccedil;&otilde;es, com pessoas e institui&ccedil;&otilde;es, com quem n&atilde;o estamos habituados a caminhar juntos.<\/p>\n<p>Estamos j&aacute; no final do primeiro m&ecirc;s. Sacudimos o frio, que sentimos, l&aacute; por fora, com a alegria das Janeiras. A grande surpresa &eacute; que n&atilde;o and&aacute;vamos a pedir, para nada, nem para coisa nenhuma. Apenas, a causa do evangelho e por causa dele! E vamos agora, m&ecirc;s a m&ecirc;s, responder ao desafio. O que &eacute; preciso, nesta Par&oacute;quia de Nossa Senhora da Hora, (como em tantas outras) &eacute; dar-se conta do tempo novo e do vinho novo, que j&aacute; n&atilde;o se aguenta, em antigas pr&aacute;ticas e odres velhos. Lembro a todos, que &eacute; preciso dizer, l&aacute; no seu &iacute;ntimo: &ldquo;Chegou a minha Hora&rdquo;. &Eacute; a minha vez! Comigo, com os outros, para os outros, &ldquo;Igreja &eacute; Miss&atilde;o&rdquo;!<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Pe. Amaro Gon&ccedil;alo, P&aacute;roco de Nossa Senhora da Hora, Matosinhos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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