{"id":43176,"date":"2010-01-25T10:30:41","date_gmt":"2010-01-25T10:30:41","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/01\/25\/homilia-do-bispo-do-porto-nos-40-anos-da-voz-portucalense\/"},"modified":"2010-01-25T10:30:41","modified_gmt":"2010-01-25T10:30:41","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-nos-40-anos-da-voz-portucalense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-nos-40-anos-da-voz-portucalense\/","title":{"rendered":"Homilia do Bispo do Porto nos 40 anos da Voz Portucalense"},"content":{"rendered":"<p><strong>Voz De Cristo &ndash; Voz Do Pastor &ndash; Voz Portucalense<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s, e muito especialmente v&oacute;s, respons&aacute;veis, colaboradores e assinantes da <em>Voz Portucalense<\/em>, neste &ldquo;Dia&rdquo; em que felizmente vos reunis na S&eacute; do Porto, em festiva ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as por tantos anos de frutuosa realiza&ccedil;&atilde;o do nosso peri&oacute;dico diocesano:<\/p>\n<p>Acabamos de ouvir no Evangelho que &ldquo;segundo o seu costume, [Jesus] entrou na sinagoga a um s&aacute;bado e levantou-se para fazer a leitura&rdquo;. Inaugurava ainda a sua miss&atilde;o apost&oacute;lica e foi assim que aconteceu: lendo um livro &ndash; uma not&iacute;cia, podemos dizer &#8211;&nbsp; na e para toda a assembleia. Melhor not&iacute;cia n&atilde;o podia ser, pois se referia &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o duma profecia imensa: &ldquo;O Esp&iacute;rito do Senhor est&aacute; sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres&hellip;&rdquo;. Era um incans&aacute;vel trecho de Isa&iacute;as, a que Jesus finalmente dava rosto: &ldquo;Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir&rdquo;.<\/p>\n<p>Sabemos o que se seguiu, com os assombros e resist&ecirc;ncias de muitos a embaterem na persist&ecirc;ncia inabal&aacute;vel de Jesus. At&eacute; ao fim, at&eacute; que a not&iacute;cia fosse totalmente realizada na P&aacute;scoa de quem a dava, ecoando agora por tempos e espa&ccedil;os cada vez mais largos e mais densos, na figura daqueles e daquelas em  quem Jesus de algum modo se difunde. Como ensinava Paulo aos Cor&iacute;ntios: &ldquo;Assim como o corpo &eacute; um s&oacute; e tem muitos membros, e todos os membros do corpo apesar de numerosos, constituem um s&oacute; corpo, assim sucede tamb&eacute;m em Cristo. Na verdade, todos n&oacute;s [&hellip;] fomos baptizados num s&oacute; Esp&iacute;rito, para constituirmos um s&oacute; corpo, e a todos nos foi dado a beber um s&oacute; Esp&iacute;rito. [&hellip;] V&oacute;s sois corpo de Cristo e seus membros, cada um por sua parte&rdquo;.<\/p>\n<p>&Eacute; daqui que certamente partimos quando consideramos a comunica&ccedil;&atilde;o da Igreja e a Igreja, ela mesma, como comunica&ccedil;&atilde;o. Ali&aacute;s, &ldquo;corpo&rdquo; significa organismo e comunica&ccedil;&atilde;o, unidade de partes e rela&ccedil;&atilde;o com os outros. Na sinagoga de Nazar&eacute;, como das margens do lago de Galileia a Jerusal&eacute;m, Jesus revela-se como o Cristo (= ungido pelo Esp&iacute;rito) da profecia. Depois da ressurrei&ccedil;&atilde;o, partilha connosco o Esp&iacute;rito que recebe do Pai, para levarmos at&eacute; ao fim e ao fundo da cria&ccedil;&atilde;o inteira a sua palavra e o seu gesto.<\/p>\n<p>&Eacute; isto a Igreja comunicante e comunicadora. Comunicante dentro de si mesma, como os diferentes &oacute;rg&atilde;os dum s&oacute; corpo, pois s&oacute; no conjunto cada um se realiza, em m&uacute;tua doa&ccedil;&atilde;o de carismas e servi&ccedil;os. Comunicadora para o mundo, como corpo vivo e expansivo, no impar&aacute;vel dinamismo do Esp&iacute;rito de Cristo. Mesmo entre assombros e resist&ecirc;ncias, internos ou externos, sempre na persist&ecirc;ncia inabal&aacute;vel de Jesus. Por isso diremos com toda a justi&ccedil;a que <em>Voz do Pastor<\/em>, como se chamou primeiro, ou <em>Voz Portucalense<\/em>, como se passou a chamar, &eacute; sempre da voz de Cristo que se trata ou h&aacute;-de tratar.<\/p>\n<p>Ali&aacute;s, a sucessiva designa&ccedil;&atilde;o do nosso peri&oacute;dico indica dois n&iacute;veis da mesma eclesialidade: h&aacute; certamente a refer&ecirc;ncia ao servi&ccedil;o episcopal, de unidade de tudo e est&iacute;mulo a todos; mas &ldquo;portucalense&rdquo; refere-se &agrave; Diocese no seu conjunto, como Igreja particular onde se realiza a verdade integral da Igreja Cat&oacute;lica, pela liga&ccedil;&atilde;o com a S&eacute; de Pedro e as outras Igrejas particulares ou locais.<\/p>\n<p>De ambas as qualifica&ccedil;&otilde;es tem dado bom exemplo o nosso seman&aacute;rio diocesano. N&atilde;o faltam not&iacute;cias sobre o servi&ccedil;o episcopal do Porto, actualmente exercido por quatro Bispos, como n&atilde;o faltam not&iacute;cias das v&aacute;rias realidades eclesiais da Diocese, bem como das outras Dioceses, &ldquo;na comunh&atilde;o das Igrejas&rdquo;, e das imprescind&iacute;veis directivas papais.<\/p>\n<p>Assim tem sido sempre e assim h&aacute;-de continuar a ser. Ali&aacute;s, a <em>Voz Portucalense<\/em> acolhe a realidade social que a envolve e a que se destina, quer sublinhando acontecimentos quer partilhando com ela a perspectiva evang&eacute;lica das coisas, &agrave; melhor luz do Conc&iacute;lio Vaticano II: reconhecendo e propagando os &ldquo;sinais&rdquo; que o Esp&iacute;rito n&atilde;o deixa de acrescentar no mundo, para que este se realize em Cristo, alfa e &oacute;mega de tudo e de todos. Quer isto dizer que a <em>Voz Portucalense<\/em> continua a sua tradi&ccedil;&atilde;o primeva, sempre acalentada pelos prelados que a fundaram e mantiveram, de estar atenta e dispon&iacute;vel para tudo quanto acrescente a humanidade em saber, solidariedade e beleza. &Eacute; tamb&eacute;m por isso que o nosso seman&aacute;rio conta com tantos e crescentes leitores, aqu&eacute;m e al&eacute;m dos limites da nossa Diocese &ldquo;sem fronteiras&rdquo;.<\/p>\n<p>Continuando, em Cristo, a realizar a profecia ouvida, a <em>Voz Portucalense<\/em> tem o seu programa definido e sempre a cumprir. Como ressoou na sinagoga de Nazar&eacute;, consiste em &ldquo;anunciar a boa nova aos pobres, proclamar a reden&ccedil;&atilde;o aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da gra&ccedil;a do Senhor&rdquo;.<\/p>\n<p>Os Evangelhos d&atilde;o-nos conta da alegria que as palavras e gestos de Cristo desencadearam entre muitas testemunhas da sua &ldquo;vida p&uacute;blica&rdquo;. Falava dum Reino em que todos cabiam, a come&ccedil;ar pelos &uacute;ltimos; revelava um Pai que n&atilde;o fazia acep&ccedil;&atilde;o de pessoas e cuja miseric&oacute;rdia esperava activamente por todos os pr&oacute;digos; demonstrava em si mesmo que Deus n&atilde;o &eacute; um ausente, mas presen&ccedil;a absoluta e comprometida em todas as causas da justi&ccedil;a e da paz, radicalmente consideradas; abria na sua vida uma exist&ecirc;ncia total &ndash; uma comunh&atilde;o total com tudo e com todos -, que incluiu e transfigurou a pr&oacute;pria morte. E n&atilde;o o fazia em abstracto, mas na observa&ccedil;&atilde;o atenta e no coment&aacute;rio directo de quanto se passava em redor, transformando a palavra em par&aacute;bola. Do que acontecia para o que deveria acontecer.<\/p>\n<p>Este &eacute; tamb&eacute;m o &ldquo;lugar&rdquo; da comunica&ccedil;&atilde;o social crist&atilde; e cat&oacute;lica, como n&atilde;o podia ser outro, porque de Cristo se trata, no mundo e para o mundo, como gr&atilde;o, fermento e luz.<\/p>\n<p>Um pobre, de esp&iacute;rito humilde e dispon&iacute;vel, como todos havemos de ser, espera a boa nova, semana a semana, na <em>Voz Portucalense<\/em>, para com ela ganhar motiva&ccedil;&atilde;o e &acirc;nimo. Um cego, ofuscado pela contradi&ccedil;&atilde;o das coisas, espera dela a perspectiva ajustada, que finalmente ilumine. Um cativo ou oprimido, espera liberta&ccedil;&atilde;o, aquela que ultrapasse constrangimentos e comprove a esperan&ccedil;a. E, evangelicamente tamb&eacute;m, espera-o da narrativa de casos concretos e animadores, das an&aacute;lises onde n&atilde;o falte, em doses iguais, tanto a lucidez como a boa vontade.<\/p>\n<p>A boa vontade, sim. Porque sabemos como na comunica&ccedil;&atilde;o social vigora frequentemente a dramatiza&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es, como se apenas em contraste e a tra&ccedil;o grosso se pudessem cativar aten&ccedil;&otilde;es e publicidades&hellip; Sabemos como para muitos trabalhadores dos <em>media<\/em> esta &ldquo;lei&rdquo; &eacute; pesada e abusiva. N&atilde;o vigorar&aacute; sobretudo no nosso seman&aacute;rio diocesano, que tamb&eacute;m assume como programa o &uacute;ltimo item daquela proclama&ccedil;&atilde;o messi&acirc;nica: &ldquo;O Esp&iacute;rito do Senhor me enviou a proclamar o ano da gra&ccedil;a da parte do Senhor&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Ano da gra&ccedil;a&rdquo;, ou ano jubilar, significava fim de escravid&otilde;es, aux&iacute;lio de necessitados, fraternidade comprovada e partilha universal dos bens sob o olhar providencial de Deus, &uacute;nico Senhor de tudo e de todos (cf. <em>Lv<\/em> 25). Concretizar este sonho b&iacute;blico ser&aacute; hoje para uma publica&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica estar atento a tudo quanto na sociedade vai nesse sentido e valoriz&aacute;-lo francamente, para que, semana ap&oacute;s semana, a proclama&ccedil;&atilde;o da sinagoga da Nazar&eacute; reforce e alente todos os que n&atilde;o desistem da causa de Deus, que &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o harm&oacute;nica da cria&ccedil;&atilde;o inteira, humanidade e natureza.<\/p>\n<p>Assim continuar&aacute; a estar a <em>Voz Portucalense<\/em>, da pr&oacute;pria den&uacute;ncia fazendo an&uacute;ncio. Assim a esperam os seus leitores e assim a far&atilde;o os seus respons&aacute;veis e redactores. Como o grande Francisco de Sales (+ 1622), que atravessou um tempo cheio de lutas e controv&eacute;rsias, pol&iacute;ticas e religiosas, com tanta benevol&ecirc;ncia persistente e l&uacute;cida.<\/p>\n<p>Permiti-me acrescentar algumas recomenda&ccedil;&otilde;es da sua magn&iacute;fica pena, que julgo particularmente oportunas no actual contexto medi&aacute;tico, para todos os que na comunica&ccedil;&atilde;o social prolongam uma vis&atilde;o crist&atilde; das coisas. &Eacute; sempre necess&aacute;ria a lucidez, evitando os dois extremos da ingenuidade e da desconfian&ccedil;a sistem&aacute;tica. Por isso nos diz o padroeiro dos escritores e jornalistas: &ldquo;n&atilde;o &eacute; proibido duvidar, nem at&eacute; julgar; mas contudo n&atilde;o &eacute; permitido nem duvidar, nem suspeitar, sen&atilde;o com rigorosa exactid&atilde;o, tanto quanto as raz&otilde;es e argumentos nos persuadem a duvidar: fora disso, as d&uacute;vidas e suspeitas s&atilde;o temer&aacute;rias&rdquo; (<em>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; vida devota<\/em>, 3&ordf; parte, cap&iacute;tulo 28).<\/p>\n<p>E nisto h&aacute;-de ser o jornalista crist&atilde;o particularmente rigoroso, sobretudo quando urge dignificar as institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e sociais e promover tudo quanto aponte para o acrescentamento do bem comum, ainda que com debilidades e percal&ccedil;os. Longe de alimentar alarmismos ou esc&acirc;ndalos, e obviamente respeitadas as exig&ecirc;ncias da justi&ccedil;a e da seguran&ccedil;a de terceiros, manter&aacute; habitualmente uma atitude pedag&oacute;gica e serena, que respeite a verdade das coisas e active uma pedagogia integral, consciente de que cada pessoa vale muito mais do que os seus &ecirc;xitos ou fracassos, dizendo-se o mesmo das institui&ccedil;&otilde;es. Acolhamos de novo S. Francisco de Sales, que tantas &ldquo;raz&otilde;es&rdquo; teria para acusar os seus detractores: &ldquo;Pe&ccedil;o-te pois [&hellip;] que nunca digas mal de ningu&eacute;m, nem directa nem indirectamente; foge de atribuir falsos crimes e pecados ao pr&oacute;ximo, e de descobrir os que s&atilde;o secretos, e de avultar os que s&atilde;o manifestos, e de interpretar em mau sentido as obras boas, e de negar o bem que sabes que algu&eacute;m tem, e de o dissimular maliciosamente, e de o reduzir e desmerecer por palavras: porque de todos estes modos ofenderias gravemente a Deus, mas sobretudo acusando falsamente, e negando a verdade com preju&iacute;zo do pr&oacute;ximo&rdquo; (<em>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; vida devota<\/em>, 3&ordf; parte, cap&iacute;tulo 29).<\/p>\n<p>Concluamos ent&atilde;o: O que mais temos de Cristo para os outros &eacute; exactamente a miseric&oacute;rdia divina. Miseric&oacute;rdia activa que, mesmo denunciando a culpa, n&atilde;o desista de salvar o culpado, inclusivamente pela pena, &ldquo;medicinal&rdquo; chamada. Ainda aqui ecoar&aacute;, na <em>Voz Portucalense<\/em> e em toda a comunica&ccedil;&atilde;o social cat&oacute;lica o discurso inaugural da sinagoga de Nazar&eacute;.<\/p>\n<p>&Eacute; nos sentimentos de Cristo que o nosso glorioso seman&aacute;rio diocesano se garante e projecta, abrindo um futuro condigno com o servi&ccedil;o que dele se espera e com a fecunda heran&ccedil;a dos que o fundaram e mantiveram. Eram esses tamb&eacute;m os sentimentos de D. Ant&oacute;nio Barbosa Le&atilde;o, ao fundar a <em>Voz do Pastor<\/em> em 1921, como os de D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes, ao refund&aacute;-la como <em>Voz Portucalense<\/em> em 1970: Voz de Cristo, afinal e sempre, como a querem os seus actuais respons&aacute;veis, a quem, em nome da Diocese, agrade&ccedil;o e estimulo absolutamente.<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 24 de Janeiro de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+ Manuel Clemente<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voz De Cristo &ndash; Voz Do Pastor &ndash; Voz Portucalense &nbsp; Car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s, e muito especialmente v&oacute;s, respons&aacute;veis, colaboradores e assinantes da Voz Portucalense, neste &ldquo;Dia&rdquo; em que felizmente vos reunis na S&eacute; do Porto, em festiva ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as por tantos anos de frutuosa realiza&ccedil;&atilde;o do nosso peri&oacute;dico diocesano: Acabamos de ouvir 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