{"id":430735,"date":"2026-06-18T09:01:43","date_gmt":"2026-06-18T08:01:43","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=430735"},"modified":"2026-06-16T16:15:30","modified_gmt":"2026-06-16T15:15:30","slug":"visitas-pastorais-e-a-igreja-em-saida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/visitas-pastorais-e-a-igreja-em-saida\/","title":{"rendered":"Visitas Pastorais e a Igreja em sa\u00edda"},"content":{"rendered":"<p><em>Ricardo Perna, Diretor de Comunica\u00e7\u00e3o da Diocese de Set\u00fabal\u00a0<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_318168\" aria-describedby=\"caption-attachment-318168\" style=\"width: 347px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/20240319-ricardo-perna-diretor-de-comunicacao-diocese.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-318168\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/20240319-ricardo-perna-diretor-de-comunicacao-diocese-347x260.jpeg\" alt=\"\" width=\"347\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/20240319-ricardo-perna-diretor-de-comunicacao-diocese-347x260.jpeg 347w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/20240319-ricardo-perna-diretor-de-comunicacao-diocese-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/20240319-ricardo-perna-diretor-de-comunicacao-diocese-768x576.jpeg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/20240319-ricardo-perna-diretor-de-comunicacao-diocese.jpeg 1200w\" sizes=\"(max-width: 347px) 100vw, 347px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-318168\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Diocese de Set\u00fabal<\/figcaption><\/figure>\n<p>Desde o ano de 516 d.C., no conc\u00edlio provincial em Tarragona, Espanha, que h\u00e1 registo da necessidade dos bispos realizarem visitas regulares aos territ\u00f3rios sob a sua jurisdi\u00e7\u00e3o, hoje vulgarmente designados por par\u00f3quias, capelanias, santu\u00e1rios, entre outras nomenclaturas.<\/p>\n<p>No in\u00edcio, o objetivo era n\u00e3o apenas fortalecer a f\u00e9 das comunidades locais, mas tamb\u00e9m o de supervisionar o funcionamento das estruturas locais, procurando acabar com eventuais desvios das normas definidas pela diocese ou, em \u00faltima an\u00e1lise, pela Igreja Universal em Roma.<\/p>\n<p>Hoje em dia, o conceito foi-se alterando e as Visitas Pastorais podem assumir-se (devem?) como uma forma muito eficaz de n\u00e3o apenas cumprir com os prop\u00f3sitos iniciais, mas de expandir aquilo que \u00e9 o conhecimento local e as rela\u00e7\u00f5es n\u00e3o apenas com as autoridades civis, econ\u00f3micas e sociais, mas tamb\u00e9m de chegar a um p\u00fablico que est\u00e1 afastado da Igreja e que, por esta via, volta a ter contacto com uma realidade que desconhece ou da qual est\u00e1 afastado.<\/p>\n<p>Na Diocese de Set\u00fabal, s\u00f3 para dar um exemplo, o bispo est\u00e1 a concluir a visita \u00e0 Vigararia de Almada-Caparica. Ser\u00e3o 13 visitas pastorais onde o bispo teve contacto com cerca de 300 empresas\/institui\u00e7\u00f5es\/movimentos eclesiais e da sociedade civil, algumas com 2 ou 3 trabalhadores, outras com centenas de trabalhadores ou estudantes, no caso das escolas.<\/p>\n<p>Creches, Jardins de Inf\u00e2ncia, escolas b\u00e1sicas e secund\u00e1rias, privadas e p\u00fablicas, Juntas de freguesia, C\u00e2maras municipais, empresas privadas, empresas p\u00fablicas, institui\u00e7\u00f5es de solidariedade, coletividades desportivas e culturais, a diversidade tem sido, e \u00e9, a chave para esta Igreja em sa\u00edda. Porque temos a obriga\u00e7\u00e3o de chegar a todos, todos, todos, e porque, temos visto, todos t\u00eam interesse\/disponibilidade para nos acolher, mostrar o que s\u00e3o e de que forma podemos todos trabalhar em conjunto em prol da comunidade.<\/p>\n<p>Em todas as visitas o acolhimento tem sido fant\u00e1stico e a oportunidade de dialogar com um mundo habitualmente n\u00e3o acess\u00edvel \u00e0 igreja tem sido muito rico na sua capacidade de gerar n\u00e3o apenas unidade, mas tamb\u00e9m desejo e vontade de sinergias e parcerias no trabalho. N\u00e3o s\u00e3o visitas proselitistas, ou catequ\u00e9ticas, mas s\u00e3o espa\u00e7os onde \u00e9 poss\u00edvel transmitir aquela que \u00e9 a mensagem crist\u00e3 e os valores subjacentes a ela, que s\u00e3o valores partilhados por muitos daqueles que n\u00e3o est\u00e3o pr\u00f3ximos da Igreja.<\/p>\n<p>N\u00e3o sabemos se esses contactos levar\u00e3o a convers\u00f5es, batismos, participa\u00e7\u00e3o na eucaristia ou qualquer outra aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9, mas h\u00e1 registos de institui\u00e7\u00f5es que nunca tinham recebido a visita do p\u00e1roco e que passaram a contar com a sua presen\u00e7a regular, apenas e s\u00f3 porque nunca se tinham encontrado e nunca tinham conversado sobre essa possibilidade, ou de estudantes que nunca tinham podido confrontar algu\u00e9m da Igreja com uma inquieta\u00e7\u00e3o sua e o puderam fazer e obtiveram uma resposta.<\/p>\n<p>O tempo de a Igreja se limitar a abrir as portas para acolher todos os que a procuram j\u00e1 terminou h\u00e1 muito, apesar de alguns ainda n\u00e3o estarem convencidos disso. \u00c9 preciso, como j\u00e1 dizia o Papa Francisco, uma Igreja em sa\u00edda, que saia do adro e v\u00e1 ao encontro dos outros, que j\u00e1 s\u00e3o muito mais que aqueles que temos connosco. As visitas pastorais s\u00e3o, nesse sentido, uma ferramenta essencial para que o bispo conhe\u00e7a a realidade do territ\u00f3rio, para que o p\u00e1roco desenvolva rela\u00e7\u00f5es com toda a comunidade, mas acima de tudo para que a comunidade que est\u00e1 afastada da Igreja perceba que h\u00e1 valores comuns, que queira estabelecer um caminho de conjunto na prossecu\u00e7\u00e3o do Bem Comum, e que se deixe tocar pela bondade da mensagem crist\u00e3 que afeta o seu dia-a-dia, seja ela uma empresa, uma autarquia ou uma institui\u00e7\u00e3o de apoio social.<\/p>\n<p>O mais bonito de tudo tem sido verificar, no terreno, que a Igreja continua a ter, apesar do que se diz nas redes, um acolhimento muito bom, porque h\u00e1 a compreens\u00e3o, da parte de todos, daquilo que ela aporta ao terreno, \u00e0 comunidade local e a cada uma das pessoas que s\u00e3o visitadas. E essa \u00e9 uma das grandes mais-valias das visitas pastorais, um instrumento que est\u00e1 ao dispor de todas as diocese, que j\u00e1 faz parte do seu dia-a-dia, mas que pode ser muito mais valorizado do que eventualmente ainda ser\u00e1 em alguns casos.<\/p>\n<p><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ricardo Perna, Diretor de Comunica\u00e7\u00e3o da Diocese de 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