{"id":43062,"date":"2010-01-19T11:51:50","date_gmt":"2010-01-19T11:51:50","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/01\/19\/maria-de-lourdes-pintasilgo\/"},"modified":"2010-01-19T11:51:50","modified_gmt":"2010-01-19T11:51:50","slug":"maria-de-lourdes-pintasilgo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/maria-de-lourdes-pintasilgo\/","title":{"rendered":"Maria de Lourdes Pintasilgo"},"content":{"rendered":"<p>Um discreto retrato a tr\u00eas tempos nos 80 anos do seu nascimento <!--more--> <\/p>\n<p>No dia exacto em que se celebraram oito d&eacute;cadas sobre o nascimento de Maria de Lourdes Ruivo da Silva Matos Pintasilgo, a 18 de Janeiro de 1930 em Abrantes, uma s&eacute;rie de eventos convocou-nos a reler as p&aacute;ginas que esta mulher escreveu na hist&oacute;ria de um pa&iacute;s, nosso.<\/p>\n<p>Fiz j&aacute; refer&ecirc;ncia, em texto publicado, ao <a href=\"noticia.pl?&amp;id=77208\" target=\"_blank\">document&aacute;rio de Gra&ccedil;a Castanheira<\/a>, onde pontuam uma s&eacute;rie de testemunhos de personalidades da vida p&uacute;blica nacional sobre Maria de Lourdes Pintasilgo. Por outro lado, existe tamb&eacute;m bibliografia dispon&iacute;vel que permite o acesso a outros tantos testemunhos que n&atilde;o constam no filme, caso de &nbsp;&ldquo;Mulher das Cidades Futuras&rdquo;, de 2000, onde se compila mais de uma centena de mensagens de personalidades p&uacute;blicas que com ela conviveram.<\/p>\n<p>Assim sendo, &eacute; aqui op&ccedil;&atilde;o uma via mais discreta mas igualmente fidedigna para obter um retrato t&atilde;o sucinto como justo e o mais global poss&iacute;vel sobre tamanho vulto, atrav&eacute;s do testemunho de tr&ecirc;s pessoas que a acompanharam, de forma muito pr&oacute;pria, em tr&ecirc;s momentos distintos e determinantes da sua vida.<\/p>\n<p><strong>A lideran&ccedil;a da JUC e a reclama&ccedil;&atilde;o de uma nova Universidade<\/strong><\/p>\n<p>Maria Isabel de Mendon&ccedil;a Soares licenciada em Filologia Rom&acirc;nica, autora de vasta obra de literatura para a inf&acirc;ncia e docente (jubilada) da Escola Superior de Educadores de Inf&acirc;ncia Maria Ulrich, foi vice-presidente da Juventude Universit&aacute;ria Cat&oacute;lica (JUC) durante parte da presid&ecirc;ncia da organiza&ccedil;&atilde;o assumida por Maria de Lourdes Pintasilgo.<\/p>\n<p>Na JUC, participa activamente na prepara&ccedil;&atilde;o do I Congresso Nacional do seu movimento, intitulado &ldquo;O Pensamento Cat&oacute;lico e a Universidade&rdquo;, juntamente com Ad&eacute;rito Sedas Nunes, Maria Manuela da Silva e Sara Cristina Sim&otilde;es, cabendo ao primeiro e a Maria de Lourdes Pintasilgo os discursos de abertura e encerramento do Congresso. Tendo lugar em Abril de 1953, o congresso resulta de um intenso trabalho preparat&oacute;rio de dois anos, protagonizado pelas vertentes feminina e masculina do movimento, englobando sess&otilde;es plen&aacute;rias, comunica&ccedil;&otilde;es, discursos e reuni&otilde;es onde, pela primeira vez, alunos e licenciados, entre um total de 2000 participantes das tr&ecirc;s universidades do pa&iacute;s, t&ecirc;m oportunidade de dissertar em p&uacute;blico ao lado dos seus docentes.<\/p>\n<p>Maria Isabel n&atilde;o hesita em afirmar que a grande forma&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos cat&oacute;licos foi feita atrav&eacute;s da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica, baseada em profundos valores de justi&ccedil;a social.<\/p>\n<p>&Eacute; neste congresso que o portentoso discurso de Maria de Lourdes Pintasilgo confirma o seu carisma, arrebatando grande parte dos participantes ao reclamar a urg&ecirc;ncia de uma &ldquo;universidade renovada&rdquo; longe de uma escola de t&eacute;cnicos, de valor humano muito discut&iacute;vel que pretere ou mesmo renega as fun&ccedil;&otilde;es essenciais que lhe cabem: preparar os discentes para a vida social, incutir o esp&iacute;rito de servi&ccedil;o ao bem comum, consciencializando-os para a responsabilidade de se assumirem como membros activos da sua pr&oacute;pria mudan&ccedil;a e n&atilde;o apenas cr&iacute;ticos observadores de uma realidade alheia.<\/p>\n<p>Em todo o seu discurso, Maria de Lourdes inequivocamente coloca valores universais como a justi&ccedil;a, o bem comum ou a equidade &agrave; frente de ideologias.<\/p>\n<p>&Eacute;, tamb&eacute;m aqui, que se reivindica pela primeira vez a urg&ecirc;ncia de uma Universidade Cat&oacute;lica, em que Maria de Lourdes se empenha, como Maria Isabel atesta, com um genu&iacute;no sentido de luta, fidelidade aos seus valores, uma rectid&atilde;o e uma simplicidade &nbsp;que marcaram a sua vida. Um sentido de compromisso para l&aacute; de qualquer possibilidade de &ldquo;espartilho&rdquo; estrutural, fosse ele de que natureza.<\/p>\n<p>Depois deste seu determinante papel na lideran&ccedil;a do sector feminino da JUC, Maria de Lourdes Pintasilgo vem a fundar, em 1957 e juntamente com Teresa Santa Clara Gomes, o Movimento Graal, a partir de uma passagem pelos Estados Unidos. Maria Isabel j&aacute; n&atilde;o acompanha com igual assiduidade a vida da amiga, mas segue com interesse e entusiasmo a sua representa&ccedil;&atilde;o no III Congresso Mundial do Apostolado dos Leigos, realizado em Roma em 1967 e a sua designa&ccedil;&atilde;o, pelo Papa Paulo VI de representante da Igreja Cat&oacute;lica num grupo de liga&ccedil;&atilde;o ecum&eacute;nica com o Conselho Mundial das Igrejas, de 1966 a 1970.<\/p>\n<p>Novo entusiasmo no seguimento dos passos da amiga ressurgir&aacute; aquando da sua nomea&ccedil;&atilde;o para chefiar o V Governo Constitucional, em que Maria Isabel n&atilde;o hesita em afirmar que poucos fizeram tanto pela igualdade de direitos (das mulheres mas n&atilde;o s&oacute;), em t&atilde;o pouco tempo.<\/p>\n<p><strong>A participa&ccedil;&atilde;o da mulher na vida econ&oacute;mica e social<\/strong><\/p>\n<p>Quando Maria de F&aacute;tima Falc&atilde;o de Campos, jurista, formada pela Faculdade de Direito de Lisboa e jovem m&atilde;e de fam&iacute;lia, j&aacute; com tr&ecirc;s filhos, &eacute; chamada a colaborar com o gabinete de Maria de Lourdes Pintasilgo, est&aacute; longe de imaginar a enorme reviravolta que a sua vida profissional est&aacute; prestes a dar.<\/p>\n<p>Estamos em 1971 e F&aacute;tima assume como um emprego regular o seu trabalho no Minist&eacute;rio das Corpora&ccedil;&otilde;es at&eacute; ser destacada pelo seu chefe de ent&atilde;o, Henrique Nascimento Rodrigues, para integrar, juntamente com outras pessoas provenientes dos diversos servi&ccedil;os ministeriais implicados na vida laboral das mulheres (incluindo Maria do Carmo Rom&atilde;o), o Grupo de Trabalho para a Participa&ccedil;&atilde;o da Mulher na Vida Econ&oacute;mica e Social liderado por Maria de Lourdes Pintasilgo, o qual evoluiria para a Comiss&atilde;o para a Pol&iacute;tica Econ&oacute;mica e Social Relativa &agrave; Mulher, com integra&ccedil;&atilde;o de novos elementos.<\/p>\n<p>F&aacute;tima destaca, desde logo, as caracter&iacute;sticas detectadas em Pintasilgo: o carisma; a afabilidade, a capacidade de est&iacute;mulo e motiva&ccedil;&atilde;o para uma causa; a capacidade de valoriza&ccedil;&atilde;o do trabalho de outr&eacute;m por meio de refor&ccedil;o positivo sempre que realizado com qualidade e esfor&ccedil;o &ndash; por mais pequeno que parecesse; e a extraordin&aacute;ria exig&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o a si e aos outros. Caracter&iacute;sticas inequ&iacute;vocas de lideran&ccedil;a.<\/p>\n<p>O extraordin&aacute;rio des&iacute;gnio deste grupo, que F&aacute;tima v&ecirc; imprevisivelmente agigantar-se aos seus olhos, com igual entusiasmo e temor inicial, &eacute; o de criar um conjunto de leis visando a consagra&ccedil;&atilde;o de direitos &agrave;s mulheres que &agrave; &eacute;poca, para o comum dos portugueses parecia, sen&atilde;o uma impossibilidade, uma utopia: uma lei sobre a protec&ccedil;&atilde;o da maternidade, para a igualdade de direitos no trabalho e outras que hoje, ao inv&eacute;s, nos pareceriam imposs&iacute;veis de n&atilde;o existir!&#8230; Em tr&ecirc;s anos, as leis s&atilde;o rigorosamente elaboradas, sob detalhado escrut&iacute;nio de Pintasilgo em termos da sua validade jur&iacute;dica e antes de dadas como conclu&iacute;das, pormenorizadamente discutidas, &nbsp;como se, sob debate, estivessem para entrar em vigor no dia seguinte.<\/p>\n<p>No dia seguinte n&atilde;o seria, mas o extraordin&aacute;rio poder de antevis&atilde;o de Pintasilgo, naturalmente a par da sua enorme credulidade na capacidade de mudan&ccedil;a e abertura de Marcelo Caetano, com incondicional ades&atilde;o ao mesmo, permitir-lhe-ia a ela e a todas as mulheres portuguesas, incluindo a pr&oacute;pria Maria de F&aacute;tima Falc&atilde;o de Campos levar estas leis avante no p&oacute;s 25 de Abril, j&aacute; n&atilde;o no governo marcelista que idealizara mas noutro contexto, como garantia fundamental de igualdade de direitos num conturbad&iacute;ssimo per&iacute;odo da nossa hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>Este &eacute; certamente o maior marco deixado por Pintasilgo mesmo fora de fun&ccedil;&otilde;es governativas e que, tal como testemunha o seu papel na JUC, a identifica como uma mulher profundamente comprometida com os seus valores, designadamente, cat&oacute;licos em que se fundamenta para assentar qualquer desempenho que tenha na vida: p&uacute;blica, privada, c&iacute;vica, religiosa, pol&iacute;tica ou social.<\/p>\n<p><strong>A diversidade de apoios &agrave; presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica<\/strong><\/p>\n<p>Muitos anos mais tarde, em 1986, Maria de Lourdes Pintasilgo &eacute; vista pelo jovem e idealista Miguel Avillez, que n&atilde;o chegou a conhec&ecirc;-la pessoalmente a fundo, como o personificar daquilo que ele considerava ser um urgente &ldquo;aban&atilde;o&rdquo; popular entre poderes que n&atilde;o cr&ecirc; que se devam instalar comodamente na vida pol&iacute;tica. S&atilde;o estas as motiva&ccedil;&otilde;es que o levam a integrar o movimento de apoio &agrave; candidatura de Maria de Lourdes Pintasilgo &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica.<\/p>\n<p>Nado e criado no ambiente confort&aacute;vel de Cascais e imbu&iacute;do de um visceral sentido de justi&ccedil;a, Miguel &eacute;, como tantos da sua idade, activa e tenramente perme&aacute;vel a ideais radicais revolucion&aacute;rios no p&oacute;s- 25 de Abril, acreditando mesmo que alguns meios, como a ocupa&ccedil;&atilde;o de casas, justificavam alguns fins como os de garantir um tecto a quem n&atilde;o o tinha.<\/p>\n<p>A sua consci&ecirc;ncia pol&iacute;tica amadurece e em 1986 chega a ser convidado para liderar o n&uacute;cleo de apoio a Pintasilgo em Cascais. Tem consci&ecirc;ncia de que Pintasilgo n&atilde;o ser&aacute; a vencedora mas considera-a pe&ccedil;a fundamental na defesa de direitos que teme ver deglutidos pelos partidos maiorit&aacute;rios.<\/p>\n<p>N&atilde;o o incomoda minimamente a proveni&ecirc;ncia cat&oacute;lica de Pintasilgo, em que o pr&oacute;prio n&atilde;o &eacute;, por op&ccedil;&atilde;o, afiliado, &nbsp;nem a sua liga&ccedil;&atilde;o a Marcelo Caetano. N&atilde;o a escolhe por ver nela a nega&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios que sempre a vira defender. Pelo contr&aacute;rio: sempre os apreciou e continua a v&ecirc;-los impressos na candidata.<\/p>\n<p>Talvez n&atilde;o seja abusivo pensar que como a este jovem adulto tal seria indiferente, tamb&eacute;m a ela poder&aacute; ter sido, at&eacute; determinado momento, pelo menos, indiferente o facto de ter um ex-trotskista alinhado na sua candidatura.<\/p>\n<p>A n&atilde;o ser que a este ponto da sua vida, como Miguel Avillez refere, se possa ter sentido, de novo, empurrada ao partidarismo a que sempre tentou escapar, espartilhada num ideal muito distante dos seus valores e, sobretudo, sob uma tentativa de manipula&ccedil;&atilde;o para fins pol&iacute;ticos a que desejaria ser alheia. <br \/>Nas elei&ccedil;&otilde;es recolhe pouco mais de 7% dos votos, mas confirma o seu compromisso de valores no discurso de derrota.<\/p>\n<p>Com o tempo esbater-se-&atilde;o os efeitos da sua op&ccedil;&atilde;o n&atilde;o partid&aacute;ria, com Maria de Lourdes a dedicar-se cada vez mais &agrave; vida c&iacute;vica, fora do palco pol&iacute;tico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois dos tr&ecirc;s olhares sobre ela aqui apresentados, que reflectem tr&ecirc;s marcas totalmente diferentes deixadas por Maria de Lourdes Pintasilgo ao longo da sua vida p&uacute;blica, &eacute; inequivocamente constante o seu profundo e genu&iacute;no compromisso com valores indiscutivelmente universais, pelos quais sempre lutou mesmo aprendendo que essa luta era mais eficaz, mais verdadeira e exequ&iacute;vel fora da arena pol&iacute;tica. A comprov&aacute;-lo est&atilde;o a funda&ccedil;&atilde;o do Graal e as suas representa&ccedil;&otilde;es internacionais em organismos oficiais da Igreja, na Unesco ou na Onu, para al&eacute;m das in&uacute;meras iniciativas na defesa de direitos humanos que at&eacute; hoje perduram, ligados &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o Criar o Futuro.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Margarida Ata&iacute;de<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um discreto retrato a tr\u00eas tempos nos 80 anos do seu nascimento<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[92,118,189,217],"class_list":["post-43062","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-25-de-abril","tag-apostolado-dos-leigos","tag-direitos-humanos","tag-graal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43062","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43062"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43062\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43062"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43062"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43062"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}