{"id":43059,"date":"2010-01-19T11:40:51","date_gmt":"2010-01-19T11:40:51","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/01\/19\/religiosas-no-combate-ao-trafico-de-pessoas\/"},"modified":"2010-01-19T11:40:51","modified_gmt":"2010-01-19T11:40:51","slug":"religiosas-no-combate-ao-trafico-de-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/religiosas-no-combate-ao-trafico-de-pessoas\/","title":{"rendered":"Religiosas no combate ao tr\u00e1fico de pessoas"},"content":{"rendered":"<p>A ac&ccedil;&atilde;o em rede revela-se como estrat&eacute;gia fundamental do combate ao tr&aacute;fico de pessoas. A que j&aacute; est&aacute; constitu&iacute;da atrav&eacute;s das estruturas eclesiais &eacute; um meio privilegiado de sensibiliza&ccedil;&atilde;o, informa&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o do problema do tr&aacute;fico, em especial atrav&eacute;s das comunidades religiosas. Stefano Volpicelli, t&eacute;cnico da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional para as Migra&ccedil;&otilde;es (OIM) fala &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA sobre este fen&oacute;meno.<\/p>\n<p>Em Portugal, est&aacute; em curso o I Plano Nacional de Combate ao Tr&aacute;fico de Seres Humanos (2007-2010). A coordena&ccedil;&atilde;o &eacute; feita pelo Observat&oacute;rio do Tr&aacute;fico de Seres Humanos, cuja informa&ccedil;&atilde;o est&aacute; publicada em <a href=\"http:\/\/www.otsh.mai.gov.pt\/\">http:\/\/www.otsh.mai.gov.pt<\/a>. Durante o ano 2008, foram sinalizadas 139 pessoas v&iacute;timas de tr&aacute;fico (88% mulheres).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &ndash; O combate ao tr&aacute;fico de pessoas &eacute; uma prioridade para a OIM?<\/em><\/p>\n<p><em>Stefano Volpicelli (SV) &ndash; <\/em>Com certeza que este &eacute; um campo de ac&ccedil;&atilde;o muito importante, a OIM &eacute; considerada a ag&ecirc;ncia internacional de ponta em rela&ccedil;&atilde;o ao tr&aacute;fico de pessoas. Temos muitas miss&otilde;es em v&aacute;rios pa&iacute;ses em todo o mundo, conseguindo construir um sistema de refer&ecirc;ncias em cada local, permitindo programar o regresso e a assist&ecirc;ncia &agrave;s v&iacute;timas &ndash; aconselhamento psicol&oacute;gico, m&eacute;dico, legal -, com um programa de reinser&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s de origem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; &Eacute; poss&iacute;vel estimar o n&uacute;mero de pessoas envolvidas?<\/em><\/p>\n<p><em>SV &ndash;<\/em> &Eacute; dif&iacute;cil calcular, porque este &eacute; um fen&oacute;meno que se esconde. H&aacute; v&iacute;timas do tr&aacute;fico na prostitui&ccedil;&atilde;o, nos trabalhos for&ccedil;ados, nas migra&ccedil;&otilde;es irregulares. Os n&uacute;meros de v&aacute;rias ag&ecirc;ncias variam muito: o UNICEF fala em 2,5 milh&otilde;es de v&iacute;timas em cada ano; o governo dos EUA, o &uacute;nico que publica anualmente um estudo mundial sobre o fen&oacute;meno, aponta para 800 mil a 1 milh&atilde;o de pessoas; para a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Trabalho, s&atilde;o 10 milh&otilde;es. Por isso, &eacute; muito dif&iacute;cil fazer uma estimativa. N&oacute;s registamos as v&iacute;timas que regressaram ao seu pa&iacute;s, que s&atilde;o 30 mil.<\/p>\n<p>O grande problema, contudo, &eacute; que estamos a falar da &aacute;rea internacional, mas ningu&eacute;m v&ecirc; a quest&atilde;o a n&iacute;vel nacional. Sendo um fen&oacute;meno considerado como transnacional, em primeiro lugar, n&atilde;o h&aacute; contabilidade para as v&iacute;timas dentro do seu pr&oacute;prio pa&iacute;s. Pensemos que h&aacute; mais de mil milh&otilde;es de pessoas migrantes e que cerca de 20% est&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es de irregularidade&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Que papel tem a Igreja no combate ao tr&aacute;fico de pessoas?<\/em><\/p>\n<p><em>SV &ndash;<\/em> Tem um papel important&iacute;ssimo. Desde os anos 90, as religiosas come&ccedil;aram a ocupar-se deste fen&oacute;meno, mas de forma isolada e separada de outras ag&ecirc;ncias. O seu trabalho ficou escondido. Quando come&ccedil;amos com um projecto, em 2003, fizemos emergir o papel importante dos religiosos, tanto no trabalho feito como no que podem fazer. &Eacute; importante envolv&ecirc;-los, porque s&atilde;o uma rede natural, que j&aacute; existe, j&aacute; est&aacute; pronta. S&oacute; t&ecirc;m de dar a possibilidade de a tornar efectivamente activa, atrav&eacute;s de parcerias. As religiosas est&atilde;o em todo o lado, nas aldeias mais long&iacute;nquas, ao passo que n&oacute;s estamos apenas nas capitais, elas est&atilde;o radicadas no terreno, as pessoas confiam nelas, mesmo nos pa&iacute;ses que n&atilde;o s&atilde;o maioritariamente cat&oacute;licos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>AE &ndash; A OIM tem estado a formar as religiosas para este trabalho?<\/p>\n<p>SV &ndash; Posso dizer que 33 pa&iacute;ses j&aacute; foram abrangidos por esta forma&ccedil;&atilde;o. Come&ccedil;amos com calma, nos locais mais afectados, depois mud&aacute;mos de estrat&eacute;gia, formando por regi&otilde;es, juntando religiosas de v&aacute;rias na&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; O desafio &eacute; chegar aos homens&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>SV &#8211;<\/em> &Eacute; mais dif&iacute;cil, mas n&atilde;o tanto assim. Acontece que o tr&aacute;fico sempre foi considerado de um ponto de vista feminino, pensando nas mulheres. Com uma nova sensibilidade, tamb&eacute;m os religiosos tamb&eacute;m ser&atilde;o envolvidos. Por outro lado, h&aacute; milhares de congrega&ccedil;&otilde;es femininas e as masculinas s&atilde;o muito menos, os sacerdotes j&aacute; est&atilde;o sobrecarregados. No entanto, s&atilde;o importantes para a sensibiliza&ccedil;&atilde;o social a respeito das consequ&ecirc;ncias deste fen&oacute;meno. Na esfera privada, h&aacute; uma sensibiliza&ccedil;&atilde;o e a transmiss&atilde;o de uma moral, de aten&ccedil;&atilde;o ao tema.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ac&ccedil;&atilde;o em rede revela-se como estrat&eacute;gia fundamental do combate ao tr&aacute;fico de pessoas. A que j&aacute; est&aacute; constitu&iacute;da atrav&eacute;s das estruturas eclesiais &eacute; um meio privilegiado de sensibiliza&ccedil;&atilde;o, informa&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o do problema do tr&aacute;fico, em especial atrav&eacute;s das comunidades religiosas. 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