{"id":430195,"date":"2026-06-14T09:31:41","date_gmt":"2026-06-14T08:31:41","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=430195"},"modified":"2026-06-12T09:56:38","modified_gmt":"2026-06-12T08:56:38","slug":"portugal-solidariedade-o-estado-nao-acaba-com-os-lares-ilegais-porque-nao-tem-onde-por-as-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/portugal-solidariedade-o-estado-nao-acaba-com-os-lares-ilegais-porque-nao-tem-onde-por-as-pessoas\/","title":{"rendered":"Portugal\/Solidariedade: \u00abO Estado n\u00e3o acaba com os lares ilegais porque n\u00e3o tem onde p\u00f4r as pessoas\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>Manuel Lemos, presidente da Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias Portuguesas, \u00e9 o convidado deste domingo da Renascen\u00e7a e da Ag\u00eancia Ecclesia<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_416696\" aria-describedby=\"caption-attachment-416696\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-416696 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MANUEL-LEMOS-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1080\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MANUEL-LEMOS-1.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MANUEL-LEMOS-1-400x225.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MANUEL-LEMOS-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MANUEL-LEMOS-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MANUEL-LEMOS-1-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-416696\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Renascen\u00e7a<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Henrique Cunha (Renascen\u00e7a) e Oct\u00e1vio Carmo (Ag\u00eancia Ecclesia)<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<em>Come\u00e7amos por esta quest\u00e3o da Presta\u00e7\u00e3o Social \u00danica (PSU). Ela tem vindo a dividir opini\u00f5es, o Trabalho Social, sobretudo, \u00e9 visto por muitos como um castigo, uma esp\u00e9cie de penaliza\u00e7\u00e3o.\u00a0Como encara esta iniciativa legislativa?<\/em><br \/>\nTrabalho Social \u00e9 o trabalho que os trabalhadores das institui\u00e7\u00f5es sociais, em particular, e das institui\u00e7\u00f5es da economia social fazem; e isso \u00e9 regulado pelos instrumentos de contrata\u00e7\u00e3o de trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A denomina\u00e7\u00e3o est\u00e1 mal feita, ent\u00e3o?<\/em><br \/>\nA denomina\u00e7\u00e3o est\u00e1 mal feita, claro, porque isto n\u00e3o \u00e9 trabalho, porque se estiv\u00e9ssemos a falar de trabalho naturalmente ter\u00edamos de conversar com os sindicatos, com outras organiza\u00e7\u00f5es e ter\u00edamos de colocar a quest\u00e3o nesse plano.<br \/>\nOutra coisa \u00e9 aproveitar a possibilidade que as pessoas, que por qualquer raz\u00e3o n\u00e3o est\u00e3o no mercado de trabalho, a desenvolverem atividades no sentido de ajudar as institui\u00e7\u00f5es, nomeadamente as do setor social &#8211; porque, segundo percebi esta qualifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para o setor social &#8211; a desempenhar em fun\u00e7\u00f5es que podem fazer normalmente, sem grande esfor\u00e7o e que de alguma maneira as mantenha ativas na sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Mas, de qualquer forma, \u00e9 uma esp\u00e9cie de voluntariado \u00e0 for\u00e7a?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 uma esp\u00e9cie de chamada de aten\u00e7\u00e3o para a responsabilidade social que cada um de n\u00f3s tem numa sociedade. N\u00f3s n\u00e3o podemos fazer de conta que h\u00e1 uns de primeira e outros de segunda, toda a gente est\u00e1 de acordo comigo. Ent\u00e3o vamos todos fazer o que podemos fazer na medida em que podemos fazer e no quadro que podemos fazer. E, portanto, voc\u00ea tamb\u00e9m ouve muita gente a criticar de uma maneira at\u00e9 um bocado prosaica as pessoas que passam muito tempo no caf\u00e9, que preenchem as suas tardes no cinema.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Mas ainda assim \u00e9 um assunto que precisa de clarifica\u00e7\u00e3o e at\u00e9 de pondera\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque n\u00e3o parece razo\u00e1vel o trabalho social &#8211; e vamos continuar a chamar-lhe assim, porque foi assim que o Governo o nomeou &#8211; que venha a ser desenvolvido por jovens deficientes ou com cancro, por exemplo?<\/em><\/p>\n<p>Bom, eu n\u00e3o conhe\u00e7o a medida. Vi, porque me chamaram a aten\u00e7\u00e3o, que isso faz primeira p\u00e1gina. Eu entendo que esse trabalho s\u00f3 pode ser visto no plano da dignifica\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio, isto \u00e9, do lado positivo da dignifica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o ter a pessoa ali parada sem fazer nada, a pensar s\u00f3 no que tem, nomeadamente um jovem doente, um jovem com um cancro; isso dignifica&#8230; No fundo entendo isso, quase como uma terapia, deixe-me dizer assim, \u00e9 nesse plano que eu vejo isso. Se for para al\u00e9m disso, eu n\u00e3o percebi, temos que ver melhor, n\u00e3o queria avan\u00e7ar muito nessa medida, mas ponho isso no plano da terapia.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos jovens com defici\u00eancia, eu acho que o que se possa fazer no sentido da integra\u00e7\u00e3o &#8211; ningu\u00e9m est\u00e1 a pensar, obviamente, em defici\u00eancias pesadas &#8211; \u00e9 bem vindo. No plano da integra\u00e7\u00e3o, como sabe, a Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias tem, provavelmente as tr\u00eas maiores unidades em Portugal de apoio \u00e0 defici\u00eancia, e os jovens colaboram connosco muito em atividades que fazem, em v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es, e que s\u00e3o importantes. Mas, sublinho, isso sempre no plano da sua integra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o no plano do trabalho, com uma remunera\u00e7\u00e3o; com contrato de trabalho, isso n\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Depois tamb\u00e9m \u00e9 importante percebermos o valor da presta\u00e7\u00e3o social, face ao n\u00famero de horas que se possam trabalhar?<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o tinha pensado nunca nisso, fiz uma pequena reflex\u00e3o h\u00e1 pouco. Mas se for como eu estou a dizer &#8211; como uma esp\u00e9cie de atividade que visa a integra\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0n\u00e3o h\u00e1 uma correspond\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional, porque o sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional \u00e9 no quadro do trabalho. Eu penso que este aproveitamento e esta possibilidade que essas pessoas t\u00eam, tem de ser posto num outro plano, porque se formos para o plano do trabalho, ent\u00e3o temos de fazer naturalmente uma proporcionalidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s horas e \u00e0quilo que auferem.<\/p>\n<p>Esta responsabilidade total de que n\u00f3s somos todos um todo, faz com que todos, apesar da nossa enorme diversidade, tenhamos, como eu tenho dito sempre, um percurso e uma marcha comum que \u00e9 a que exprime a ideia de solidariedade. Essa ideia desse percurso e dessa marcha comum \u00e9 que nos leva a criar, por exemplo, o Rendimento Social de Inser\u00e7\u00e3o. \u00c9 essa base desse pensamento que, de alguma maneira, est\u00e1 presente na \u2018Magnifica Humanitas\u2019. Eu penso que n\u00f3s temos muito a tend\u00eancia de olhar isto para o lado negativo.\u00a0H\u00e1 aqui um lado, objetivamente, que tem de ser bem pensado. Eu disse a um colega vosso que me perguntou sobre esta mat\u00e9ria o que \u00e9 que eu achava, e eu disse que a ideia era virtuosa, vamos l\u00e1 a ver se ningu\u00e9m a estragava.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Est\u00e3o a estrag\u00e1-la?<\/em><\/p>\n<p>Eu\u00a0n\u00e3o tenho acompanhado isto, porque tivemos o Congresso, e quer na semana anterior ao Congresso, quer nesta semana, tenho estado menos atento a estas quest\u00f5es. Penso que devemos avan\u00e7ar melhor e perceber melhor para n\u00e3o estragarmos uma ideia que, repito, em si mesmo \u00e9 virtuosa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ainda estamos muito no plano te\u00f3rico, mas as institui\u00e7\u00f5es sociais est\u00e3o preparadas para receber estes trabalhadores, estes volunt\u00e1rios?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Sim, acho que sim. Se por exemplo, um doente tem de ir para um hospital, para a urg\u00eancia de um hospital do Estado, e quando se diz que est\u00e1 num Lar, \u00e9 sempre requerido que ele esteja acompanhado por um trabalhador que est\u00e1 ali \u00e0s vezes 5, 6, 10, 12 horas \u00e0 espera de que o doente seja atendido. Se calhar isso pode ser feito por uma pessoa dessas; n\u00e3o estou a falar nem de um deficiente, nem de uma pessoa com cancro. Estou a falar de uma pessoa dessas que est\u00e1 ali e, portanto, esse trabalho pode ser aproveitado.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Mesmo sem qualquer tipo de forma\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o, claro, dar-se-\u00e1 uma forma\u00e7\u00e3o, qualquer, m\u00ednima, b\u00e1sica, para explicar; e por isso \u00e9 que eu digo que a medida tem de ser trabalhada.<\/p>\n<p>E Sabe que isso at\u00e9 pode despertar nas pessoas um encanto por essas \u00e1reas.\u00a0H\u00e1, por exemplo, uma \u00e1rea em que o voluntariado \u00e9 muito interessante, que \u00e9 a \u00e1rea cultural. Estou a pensar por exemplo em ter pessoas umas horas por dia numa igreja que, de outra maneira, estaria fechada. H\u00e1 mesmo casos de monumentos nacionais das Miseric\u00f3rdias, mas que\u00a0a Miseric\u00f3rdia naturalmente n\u00e3o tem os recursos para os ter abertos. Se ele tiver alguma forma\u00e7\u00e3o, se lhe for explicada a \u00e9poca de constru\u00e7\u00e3o, isso pode ser feito por volunt\u00e1rios.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, n\u00f3s vemos muitas vezes jovens portugueses irem para o estrangeiro fazer trabalho volunt\u00e1rio, ent\u00e3o por que \u00e9 que n\u00e3o aproveitamos tamb\u00e9m esses jovens aqui em Portugal para fazer esse tipo de trabalho? Escusam de ir descobrir isso l\u00e1 fora, ou se t\u00eam muito interesse podem come\u00e7ar por treinar em casa. Portanto, volto mais uma vez \u00e0 minha ideia: o princ\u00edpio \u00e9 virtuoso, vamos l\u00e1 torn\u00e1-lo mais virtuoso, ainda com calma, com serenidade. Agora n\u00e3o vamos buscar as pessoas, e apenas dizer-lhes: venham para aqui\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Vamos ent\u00e3o falar um pouco dos desafios do envelhecimento. Parece haver grande sintonia entre a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica e o setor social, nomeadamente com o presidente da Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias, quanto \u00e0 necessidade de se encontrarem solu\u00e7\u00f5es. Como \u00e9 que vai ser gerida esta concerta\u00e7\u00e3o de opini\u00f5es? <\/em><\/p>\n<p>Aquilo que eu disse e repito \u00e9 n\u00e3o se deve fazer do envelhecimento um palco de luta pol\u00edtica, porque se formos fazer do envelhecimento e do fen\u00f3meno do envelhecimento um palco de luta pol\u00edtica, ningu\u00e9m pode levar as m\u00e3os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Mas est\u00e1 a fazer-se isso?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>\u00c0s vezes, quando ou\u00e7o dizer, por exemplo, que o governo n\u00e3o tira as pessoas dos hospitais, \u00e9 esquecer que n\u00e3o foi com este governo que este problema come\u00e7ou e at\u00e9 em outros governos houve medidas semelhantes. Mas at\u00e9 agora ningu\u00e9m foi ao cerne da quest\u00e3o, ningu\u00e9m foi ao cerne da quest\u00e3o, toda a gente olhou para isto como um paliativo.<\/p>\n<p>Eu tenho uma ideia, \u00e9 que ao contr\u00e1rio de outros pa\u00edses que tomaram o assunto de frente, fizeram uma pega de caras ao problema, aqui anda-se um bocadinho \u00e0 volta, um bocadinho n\u00e3o, bastante \u00e0 volta.<\/p>\n<p><em>Ent\u00e3o como \u00e9 que se vai ao cerne da quest\u00e3o?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Eu acho que a primeira quest\u00e3o \u00e9 mesmo chamar quem est\u00e1 no terreno e os decisores pol\u00edticos, para se sentarem e dizerem o que \u00e9 que \u00e9 preciso fazer, para n\u00f3s podermos dizer aos portugueses, isto vai demorar 10 anos, ou seja, eu n\u00e3o estou a dizer 10 meses, estou a dizer 10 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Est\u00e1 a falar dos internamentos sociais ou do envelhecimento em geral?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Estou a falar de tudo. E vamos come\u00e7ar por isto, e vamos tentar fazer isto, e vamos tentar fazer isto, e se, entretanto, \u00e9 natural que venha outro governo, tem de seguir este percurso, ou provavelmente um percurso semelhante, porque naturalmente cada governo tem \u00e0s vezes ideias e bases de pensamento diferentes. Agora, o que n\u00e3o se pode deixar \u00e9 as pessoas idosas para tr\u00e1s, nem se pode deixar as pessoas idosas doentes, nem se pode deixar as pessoas idosas a ficarem semanas e meses \u00e0 espera de uma consulta, ou semanas e meses \u00e0 espera de um lugar num lar. Isso n\u00e3o pode acontecer.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>O tsunami j\u00e1 est\u00e1 a chegar \u00e0 terra, ent\u00e3o?<\/em><br \/>\nEu j\u00e1 disse que estava na praia.\u00a0J\u00e1 chegou. N\u00f3s hoje vemos que os lares est\u00e3o completamente cheios, e \u00e9 por isso que n\u00e3o h\u00e1 drenagem normal das chamadas altas cl\u00ednicas para os lares. E n\u00e3o h\u00e1 porque os lares est\u00e3o cheios. E est\u00e3o cheios porqu\u00ea?\u00a0 Porque n\u00e3o se investiu devidamente&#8230;<\/p>\n<p><em>E por que n\u00e3o h\u00e1 cuidados continuados?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>E porque n\u00e3o h\u00e1 apoio domicili\u00e1rio. J\u00e1 me ouviram v\u00e1rias vezes dizer que eu sou um defensor do apoio domicili\u00e1rio. Mas\u00a0tamb\u00e9m sou um defensor de uma outra coisa, \u00e9 que hoje n\u00e3o h\u00e1 a resposta social. As pessoas querem ir para os lares por uma quest\u00e3o pura e dura de confian\u00e7a. Eu n\u00e3o quero abandonar o meu tio e quero que ele esteja minimamente bem, e vou recorrer ao apoio domicili\u00e1rio? Mas o apoio domicili\u00e1rio \u00e9 cinco dias por semana, passa l\u00e1 uma senhora muito simp\u00e1tica, leva a comida, leva a medica\u00e7\u00e3o, faz alguma higiene, mas depois desaparece. E se eu precisar durante o dia de alguma coisa, onde \u00e9 que est\u00e1? E se eu precisar de conversar, onde \u00e9 que est\u00e1? Olhe, o trabalho social pode ser para isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>No congresso, de que j\u00e1 falou, evocou a situa\u00e7\u00e3o dos lares ilegais como um drama absoluto. O que \u00e9 que est\u00e1 a falhar, al\u00e9m da falta de lares legais, porque isso parece evidente?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 lares ilegais porque n\u00e3o h\u00e1 lares legais.<\/p>\n<p><em>Mas falta tamb\u00e9m fiscaliza\u00e7\u00e3o ou \u00e9 realmente uma oferta que \u00e9 extremamente reduzida?<\/em><\/p>\n<p>O Estado n\u00e3o acaba com os lares ilegais porque n\u00e3o tem onde p\u00f4r as pessoas, vamos l\u00e1 ser claros nesta mat\u00e9ria. Interv\u00e9m quando o abuso \u00e9 muito.<\/p>\n<p>O doutor Lino Maia at\u00e9 tem uma express\u00e3o que eu acho que \u00e9 interessante e que merece alguma reflex\u00e3o. Ele distingue os lares ilegais, entre os legaliz\u00e1veis e os n\u00e3o legaliz\u00e1veis. O Estado apertou de tal maneira a malha, e eu nunca mais me esque\u00e7o que uma vez, numa miseric\u00f3rdia, vi l\u00e1 um senhor que andava com um daqueles telem\u00f3veis que metem, a dizer que n\u00e3o podia aprovar aquilo porque tinha menos de dois cent\u00edmetros de p\u00e9 direito altura.\u00a0 Isto at\u00e9 parece que somos pobres, mas temos todos carteira de rico, ou v\u00edcios de rico.<\/p>\n<p>Ou quando, por exemplo, h\u00e1 uns anos o r\u00e1cio de crian\u00e7as por sala era um dos mais baixos da Europa. Isto \u00e9, n\u00f3s precisamos nesta mat\u00e9ria, sem preju\u00edzo a qualidade, precisamos de ter vontade de o resolver.<\/p>\n<p>O Jean Monet explicava isto muito bem, quando dizia, n\u00f3s n\u00e3o nos podemos p\u00f4r uns em frente aos outros com o problema no meio, temos de p\u00f4r todos do mesmo lado com o problema do outro. Isso em Portugal \u00e9 muito dif\u00edcil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E continuamos sem vontade de resolver o problema?<\/em><\/p>\n<p>No discurso pol\u00edtico \u00e9 \u00f3bvio que h\u00e1 vontade.\u00a0 Do discurso pol\u00edtico n\u00e3o temos nada a dizer. O problema \u00e9 depois quando vamos para o terreno. Vou dar um exemplo, escreveu-se no PRR que iam ser constru\u00eddas 5 000 camas de qualidade de cont\u00ednuos, mas depois fez-se um regulamento que era completamente absurdo. E estabeleceu-se um pre\u00e7o para o metro quadrado, que em alguns casos, era quase metade do pre\u00e7o que se praticava, e depois, no princ\u00edpio, recordo, era para fazer 5.000 camas cuidados continuados.<\/p>\n<p><em>Fizeram-se quantas at\u00e9 agora?<\/em><br \/>\nMil e poucas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O PRR est\u00e1 no fim&#8230;<\/em><br \/>\nAcabou. Teoricamente acabou.\u00a0\u00a0Quando estou a dizer estas, mil e poucas, estou a dizer as que v\u00e3o ser conclu\u00eddas dentro do prazo. Portanto, mais valia ter feito pre\u00e7os razo\u00e1veis e n\u00e3o t\u00ednhamos feito 5.000, mas t\u00ednhamos feito 3.000, estavam feitas. E depois, no princ\u00edpio era para pagar tudo, mas depois j\u00e1 n\u00e3o se pagava tudo, j\u00e1 se pagava 75%, mas 75% de um pre\u00e7o e de um valor de metro quadrado que, em boa verdade, atirava isso para 50% ou 60% no melhor dos casos. As institui\u00e7\u00f5es que gostariam de fazer unidades tiveram muitas dificuldades e as que fizeram endividaram-se.\u00a0\u00a0\u00c9\u00a0aquilo que eu digo, no discurso pol\u00edtico tudo bem, depois na pr\u00e1tica&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>S\u00f3 para terminarmos esta quest\u00e3o do envelhecimento e, nomeadamente, dos internamentos sociais, a CNIS apresentou uma solu\u00e7\u00e3o para os internamentos sociais. Eu perguntava-lhe qual \u00e9 a sua opini\u00e3o sobre o programa Voltar a Casa?<\/em><br \/>\nO programa Voltar a Casa n\u00e3o \u00e9 um programa novo.\u00a0Eu recordo-me, isto tamb\u00e9m para a gente \u00e0s vezes ter a no\u00e7\u00e3o toda do problema, que a determinada altura o Dr. Lino Maia pediu-me se eu o acompanhava a uma reuni\u00e3o na Secretaria-Geral do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para apresentar o programa.<\/p>\n<p>Eu tenho a ideia de que ele tinha falado, na altura, com o dr. Jos\u00e9 Luiz Carneiro, que tinha sido muito sens\u00edvel ao programa e eu acompanhei o padre Lino Maia a uma reuni\u00e3o no Minist\u00e9rio da sa\u00fade.\u00a0Sabe quem \u00e9 que l\u00e1 estava do Estado?\u00a0Ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Estivemos para ali uma hora, os dois a olhar um para o outro. Isto vem tudo na linha do que eu estava a dizer. Depois, uns meses mais tarde, de repente foi necess\u00e1rio colocar as pessoas que estavam nos hospitais, e fez-se at\u00e9 aquela portaria de 2023.<\/p>\n<p>O que \u00e9 que eu acho? Acho que o programa de voltar a casa, mais uma vez, tal como estava formulado na altura era um programa bom demais. Tinha sido muito\u00a0bem pensado, estava muito bem pensado; o dr. Lino Maia \u00e9 extremamente competente nestas coisas que apresenta, mas, mais uma vez partia de um pressuposto, que obriga a uma realidade diferente no que diz respeito ao apoio domicili\u00e1rio.<\/p>\n<p>Porque regressar a casa \u00e9 apoio domicili\u00e1rio, n\u00e3o \u00e9 regressar ao lar.\u00a0Como \u00e9 que \u00e9 poss\u00edvel regressar a casa no quadro de apoio domicili\u00e1rio que n\u00f3s t\u00ednhamos, e temos. \u00c9 verdade, que este governo lan\u00e7ou um programa piloto com tr\u00eas miseric\u00f3rdias e n\u00e3o sei quantas IPSS que vai fazer essa experi\u00eancia, mas na altura n\u00e3o t\u00ednhamos experi\u00eancia nenhuma.<\/p>\n<p>Tenho dito sempre, voc\u00eas j\u00e1 me ouviram, eu gostava de ficar o mais tempo poss\u00edvel em minha casa, com os meus c\u00e3es, com os meus livros, com as minhas mem\u00f3rias, e em frente \u00e0 a televis\u00e3o, e n\u00e3o gostava de ir para um lar, em que por muito carinhosos e cuidados que as pessoas tenham, \u00e9 muito massificador&#8230;<\/p>\n<p><em>Queria falar de um tema que esteve em destaque no Congresso, com a interven\u00e7\u00e3o de Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro, presidente da Rep\u00fablica, sobre o Pacto para a Sa\u00fade. O pr\u00f3prio doutor Manuel Lemos, tamb\u00e9m j\u00e1 disse claramente que n\u00e3o pode haver Pacto para a Sa\u00fade sem o setor social. Pergunto-lhe se j\u00e1 foi ouvido, por quem est\u00e1 a coordenar este trabalho?<\/em><br \/>\nN\u00e3o, temos uma reuni\u00e3o j\u00e1 marcada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E que ideias \u00e9 que vai levar?<\/em><\/p>\n<p>Estamos agora a falar no plano das altas cl\u00ednicas, mas a participa\u00e7\u00e3o das miseric\u00f3rdias na sa\u00fade vai desde os cuidados de sa\u00fade prim\u00e1rios \u00e0s nossas consultas e nossas cirurgias. Por exemplo, n\u00f3s temos uma capacidade instalada e podemos utilizar essa capacidade instalada para que as consultas sejam mais r\u00e1pidas, para que as cirurgias sejam mais r\u00e1pidas, e aqui n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 idosos. Mas esta ideia, estas s\u00e3o as ideias que eu vou levar ao professor Alberto Campos Fernandes. Agora, um pacto deste g\u00e9nero, tal como eu o conhe\u00e7o, vou tentar perceber daqui at\u00e9 l\u00e1 melhor, mas \u00e9 um pacto pol\u00edtico e n\u00f3s, Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias, n\u00e3o somos atores pol\u00edticos, ou melhor, n\u00e3o somos atores da pol\u00edtica, somos atores de execu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<br \/>\nIsso parte de um acordo entre os grandes partidos que est\u00e3o no Parlamento, e o grande problema vai ser aqui compatibilizar entre aqueles que acham que a sa\u00fade deve ser toda privada ou toda p\u00fablica. Se estamos neste quadro, eu tenho muito medo de que n\u00e3o cheguemos a conclus\u00e3o nenhuma no pacto e isto deixa de parte a necessidade de cuidar das pessoas, porque o que se vai dizer \u00e9 \u201cs\u00e3o preciso mais hospitais p\u00fablicos\u201d. E depois onde \u00e9 que est\u00e3o os profissionais? Vamos criar aqui um imbr\u00f3glio em que o pacto faz, com que todosmorto \u00e0 nascen\u00e7a, se n\u00e3o houver essa capacidade, e eu n\u00e3o sei se vai haver. N\u00e3o sou pol\u00edtico, estou fora disso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Falemos um pouco da quest\u00e3o do financiamento, como \u00e9 que estamos relativamente ao cumprimento do acordo de coopera\u00e7\u00e3o e se, de alguma forma, o seu n\u00e3o cumprimento perverte a fun\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es de solidariedade?<\/em><\/p>\n<p>Bom, o acordo \u00e9 um bom acordo, e n\u00f3s dissemos isso e as institui\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m. Havendo quase 4 mil institui\u00e7\u00f5es em Portugal, fazer as contas institui\u00e7\u00e3o a institui\u00e7\u00e3o com o pagamento de 6 de janeiro e com as dificuldades inform\u00e1ticas que por a\u00ed h\u00e1; n\u00f3s temos a garantia da senhora secret\u00e1ria de Estado que por estes dias v\u00e3o ser pagos os retroativos e, portanto, no m\u00eas de junho j\u00e1 estar\u00e1 tudo acertado.<\/p>\n<p>Por a\u00ed, n\u00e3o vejo dificuldade nenhuma. Tamb\u00e9m na rede de cuidados continuados, eu devo dizer que o grupo de trabalho, e queria prestar aqui uma grande homenagem ao professor Abel Paiva, que tem sido muito colaborante e que fez uma interven\u00e7\u00e3o not\u00e1vel no congresso da Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias, valia a pena perder algum tempo para conversar com ele sobre esta mat\u00e9ria. Ele tem ideias muito claras sobre isto e as ideias dele, do nosso ponto de vista, mitigam completamente o problema do financiamento da rede de cuidados continuados.<\/p>\n<p>Mais do que andar para aqui a fazer grandes interven\u00e7\u00f5es, o que vale a pena \u00e9 apoiar e fornecer ao professor Abel Paiva todos os dados de que ele precisa para poder agir&#8230;<\/p>\n<p>Depois meus caros amigos, \u00e9 uma quest\u00e3o do Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as, n\u00e3o \u00e9? A senhora ministra da Sa\u00fade, ela quer ver o problema resolvido.\u00a0 E as coisas custam o que custam, n\u00e3o \u00e9 verdade?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E muitas vezes esses custos n\u00e3o levam a que se fique a ideia de que se paga demasiado nos lares, quando, por exemplo, o setor social, deveria servir a popula\u00e7\u00e3o mais desfavorecida. Isto tamb\u00e9m tem consequ\u00eancias para a imagem e para as pessoas?<\/em><\/p>\n<p>Isto aqui \u00e9 preso por ter c\u00e3o e preso por n\u00e3o ter. Se\u00a0o Estado avalia connosco que um idoso custa 1705 euros para o ano de 2025, com a taxa de infla\u00e7\u00e3o do ano passado, ent\u00e3o, se o Estado d\u00e1 qualquer coisa, como 700 e poucos euros, nem metade \u00e9 do custo total.<\/p>\n<p>N\u00f3s quando chegamos est\u00e1vamos em 37%, est\u00e1 em 43%, mas, como sabe o Compromisso de Coopera\u00e7\u00e3o aponta para 50%, vamos l\u00e1 ver se quando chegarmos aos 50%, os outros 50% n\u00e3o s\u00e3o demais para pessoas desfavorecidas, n\u00e3o \u00e9? E, portanto, a\u00ed, mais uma vez, vai ser necess\u00e1rio olhar para a real realidade do problema.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Volto ainda ao Congresso porque se falou muito de problemas que v\u00e3o al\u00e9m do subfinanciamento, nomeadamente a falta de profissionais, o mercado paralelo. Tamb\u00e9m o presidente da Rep\u00fablica avisou que sem trabalhadores imigrantes o setor enfrentaria um colapso. Isto \u00e9 uma mensagem que \u00e9 preciso passar?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 verdade. \u00c9 assim mesmo. Ainda ontem estava a conversar com uma das miseric\u00f3rdias mais pequeninas do Alentejo e o provedor estava a dizer-me que tem 10 nacionalidades diferentes.<\/p>\n<p>\u00c9 claro, eu compreendo, e estou completamente de apoio e subscrevo completamente todas as a\u00e7\u00f5es do Governo no sentido de disciplinar a imigra\u00e7\u00e3o. Mas, mais uma vez, \u00e0s vezes aqui se vem do 80 para o 8: com certeza disciplinar, mas deix\u00e1-la fluir.\u00a0Porque Portugal precisa muito de imigrantes, depois precisamos de qualificar esses imigrantes e, portanto, esse \u00e9 um problema s\u00e9rio das comunidades e da Europa. N\u00e3o \u00e9 um problema de Portugal, \u00e9 um problema europeu s\u00e9rio e n\u00f3s temos muito que pensar se n\u00e3o estamos, com isso &#8211; e \u00e9 por isso que eu sou um grande adepto de refor\u00e7o da natalidade &#8211; se n\u00e3o estamos de alguma maneira a ir longe demais nesta mudan\u00e7a gen\u00e9tica da popula\u00e7\u00e3o portuguesa, no sentido de que, praticamente, j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 lusitanos, br\u00e1caros j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1, de certeza. Portanto, h\u00e1 aqui um problema de p\u00e1tria, de na\u00e7\u00e3o, no bom sentido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>N\u00e3o est\u00e1 a querer entrar no discurso populista?<\/em><br \/>\nN\u00e3o. Eu comecei por dizer que precisamos de mais gente, mas tamb\u00e9m precisamos de salvaguardar a nossa cultura e a nossa mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Uma das aus\u00eancias mais notadas do Congresso foi a da Ministra do Trabalho e Solidariedade. Como \u00e9 que est\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias com a sra. \u00a0Ministra?<\/em><br \/>\nA sra. Ministra fez-se representar por dois secret\u00e1rios de Estado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>N\u00e3o \u00e9 mesmo uma coisa\u2026<\/em><\/p>\n<p>Claro que n\u00e3o, e n\u00f3s ter\u00edamos tido muito gosto em ter contado com ela. \u00c9 isto que eu lhe posso dizer. Mas n\u00e3o sei das obriga\u00e7\u00f5es internacionais dela e quero crer que foi por esse motivo.<\/p>\n<p>Eu tenho pela professora Ros\u00e1rio Ramalho uma estima pessoal, \u00e9 uma professora, e eu sou jurista. Ela \u00e9 professora de Direito e eu revejo muito nas posi\u00e7\u00f5es que ela toma em mat\u00e9ria das \u00e1reas que domina. Depois estamos todos a fazer um processo natural de ajuste de realidades diferentes, porque nem tudo gira \u00e0 volta da realidade universit\u00e1ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Mas ela \u00e9 mais ministra do Trabalho do que da Solidariedade?<\/em><\/p>\n<p>Ela tem uma excecional Secret\u00e1ria de Estado, que \u00e9 a Dra. Clara Marques Mendes e a excecionalidade da Dra. Marques Mendes tamb\u00e9m lhe garante muito conforto pol\u00edtico naquela \u00e1rea que est\u00e1 a fazer.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que este Governo tinha e tem um desafio maior que \u00e9 a quest\u00e3o &#8211; escolhida politicamente pelo Governo, que \u00e9 a altera\u00e7\u00e3o da lei laboral &#8211; e, portanto, eu compreendo essa sua maior aten\u00e7\u00e3o a essa realidade. Mas gostar\u00edamos de a ver mais vezes connosco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>H\u00e1 uma certa rela\u00e7\u00e3o de frieza com a sra. Ministra?<\/em><br \/>\nN\u00e3o, n\u00e3o propriamente de frieza, n\u00e3o \u00e9 isso, como lhe disse, \u00e9 uma pessoa por quem eu tenho particular admira\u00e7\u00e3o, mas gostar\u00edamos de a ver mais vezes connosco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manuel Lemos, presidente da Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias Portuguesas, \u00e9 o convidado deste domingo da Renascen\u00e7a e da Ag\u00eancia Ecclesia<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":416696,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6,630],"tags":[258],"class_list":["post-430195","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","category-entrevistas-ecclesia-rr","tag-migracoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/430195","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=430195"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/430195\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":430516,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/430195\/revisions\/430516"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/416696"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=430195"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=430195"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=430195"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}