{"id":43009,"date":"2010-01-16T10:02:16","date_gmt":"2010-01-16T10:02:16","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/01\/16\/fins-religiosos-presentes-no-trafico-de-pessoas\/"},"modified":"2010-01-16T10:02:16","modified_gmt":"2010-01-16T10:02:16","slug":"fins-religiosos-presentes-no-trafico-de-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/fins-religiosos-presentes-no-trafico-de-pessoas\/","title":{"rendered":"Fins religiosos presentes no tr\u00e1fico de pessoas"},"content":{"rendered":"<p>A an\u00e1lise do problema e o papel dos agentes religiosos em debate no X Encontro de Animadores S\u00f3cio-pastorais das Migra\u00e7\u00f5es  <!--more--> <\/p>\n<p>&Eacute; um problema que afecta sobretudo as mulheres, traficadas para fins sexuais. Mas &eacute; preciso &ldquo;alargar o olhar&rdquo;. Porque o tr&aacute;fico de pessoas atinge homens e menores. E &eacute; afectado pelo factor religioso. Segundo informa&ccedil;&otilde;es recolhidas pelo Pe. Rui Pedro, h&aacute; casos de aliciamentos de pessoas com argumentos religiosos que t&ecirc;m por fim o tr&aacute;fico de mulheres e homens.<\/p>\n<p>Presente no X Encontro de Forma&ccedil;&atilde;o de Animadores S&oacute;cio-pastorais das Migra&ccedil;&otilde;es em representa&ccedil;&atilde;o da USG (Uni&atilde;o de Superiores Gerais, organismo do Vaticano que re&uacute;ne as congrega&ccedil;&otilde;es religiosas masculinas), o Pe. Rui Pedro referiu-se a dados revelados pelo Relat&oacute;rio Global sobre o Tr&aacute;fico de Pessoas onde se afirma a necessidade de rever a legisla&ccedil;&atilde;o de cada pa&iacute;s, prevendo tamb&eacute;m os casos em que o tr&aacute;fico acontece para fins religiosos.<\/p>\n<p>&nbsp;&ldquo;H&aacute; poucos dados&rdquo;. Apenas v&atilde;o surgindo den&uacute;ncias de desaparecimento de familiares, n&atilde;o tempor&aacute;ria, mas permanentemente. Para o Pe. Rui Pedro, o contexto religioso deve ter-se em conta na an&aacute;lise ao problema do tr&aacute;fico de pessoas, sobretudo nos pa&iacute;ses onde &ldquo;h&aacute; cada vez mais a manipula&ccedil;&atilde;o religiosa&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Den&uacute;ncias e ac&ccedil;&otilde;es da Igreja<\/strong><\/p>\n<p>Para D. Janu&aacute;rio Torgal Ferreira, da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social, o problema deveria ser discutido no &acirc;mbito do direito. &ldquo;A nossa grande paix&atilde;o deveria ser a justi&ccedil;a&rdquo;, referiu. Intervindo na sess&atilde;o de abertura do X Encontro de Forma&ccedil;&atilde;o de Animadores S&oacute;cio-pastorais das Migra&ccedil;&otilde;es, afirmou a necessidade de lutar pela salvaguarda dos direitos humanos de todas as pessoas, sejam quais forem as suas op&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Na an&aacute;lise ao problema do tr&aacute;fico, D. Janu&aacute;rio referiu a necessidade de n&atilde;o falar apenas de mulheres, tamb&eacute;m de homens; n&atilde;o falar apenas de sexo, tamb&eacute;m da explora&ccedil;&atilde;o laboral. Sublinhou a certeza de que &ldquo;a maior prostitui&ccedil;&atilde;o &eacute; daqueles que, em sectores do Estado, ganham dinheiro com o seu sil&ecirc;ncio&rdquo;. Desafiou tamb&eacute;m a Igreja Cat&oacute;lica a ir al&eacute;m da defesa da cidadania e da salvaguarda dos direitos fundamentais, com projectos concretos de combate ao tr&aacute;fico de seres humanos e de denuncia dos casos conhecidos. &Agrave; semelhan&ccedil;a do trabalho de leigos e sobretudo religiosas, desenvolvido em &ldquo;zonas marginais e dif&iacute;ceis&rdquo;, sendo por isso &ldquo;muitas vezes desrespeitadas&rdquo;.<\/p>\n<p>Para D. Janu&aacute;rio Torgal Ferreira, o problema do tr&aacute;fico de pessoas &eacute; &ldquo;mis&eacute;ria fabricada pelos homens, v&iacute;timas de um sistema capitalista, que vendem armas, diamantes e tamb&eacute;m mulheres&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<strong>Caracteriza&ccedil;&atilde;o do problema<\/strong><\/p>\n<p>No in&iacute;cio dos trabalhos do X Encontro de Forma&ccedil;&atilde;o de Animadores S&oacute;cio-pastorais das Migra&ccedil;&otilde;es, Stefano Volpicelli, da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional das Migra&ccedil;&otilde;es (OIM), caracterizou o problema do tr&aacute;fico de pessoas como resultado de mudan&ccedil;as sociais que aconteceram sobretudo a partir dos anos 90. A queda do muro de Berlim, a globaliza&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e a crescente presen&ccedil;a dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social foram factores determinantes para aumentar o n&uacute;mero de migrantes. N&atilde;o s&oacute; os regulares, mas tamb&eacute;m os irregulares, vulner&aacute;veis a uma s&eacute;rie de perigos e chantagens que muitas vezes terminam no tr&aacute;fico.<\/p>\n<p>Volpicelli afirmou como determinante o papel dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social que, mesmo de forma passiva, incentivam as popula&ccedil;&otilde;es de pa&iacute;ses mais pobres a procurarem modelos de sucesso noutros pontos do globo. &ldquo;Os habitantes dos pa&iacute;ses pobres fizeram-se espectadores da vida nos pa&iacute;ses ricos&rdquo;, testemunhou. &ldquo;Vi crian&ccedil;as do Norte de &Aacute;frica todo o dia diante do computador a observarem a Europa&rdquo;. O que faz nascer o desejo de chegar a esses ambientes, a qualquer pre&ccedil;o e atrav&eacute;s de simples enganos que podem resultar na explora&ccedil;&atilde;o da pessoa (pelo tr&aacute;fico sexual, laboral ou de &oacute;rg&atilde;os)<\/p>\n<p>Para Stefano Volpicelli, qualquer tipo de tr&aacute;fico humano inclui sempre coer&ccedil;&atilde;o, engano e abuso de poder. As barreiras &agrave; livre circula&ccedil;&atilde;o de migrantes e a procura de m&atilde;o-de-obra barata s&atilde;o as principais causas do tr&aacute;fico. Sobretudo esta &uacute;ltima. Na Europa, referiu o perito da OIM, 12% do trabalho resulta da explora&ccedil;&atilde;o laboral.<\/p>\n<p>Para al&eacute;m destas causas , h&aacute; factores nos pa&iacute;ses de origem de muitos traficados, relacionados com a pobreza e a discrimina&ccedil;&atilde;o, que facilitam o aliciamento por parte dos traficantes.<\/p>\n<p><strong>138 v&iacute;timas de tr&aacute;fico em 2008 em Portugal<\/strong><\/p>\n<p>Em Portugal est&aacute; a concluir-se o I Plano Nacional de luta contra o tr&aacute;fico de seres humanos (2007-2010). Apesar disso, n&atilde;o s&atilde;o muitos os dados dispon&iacute;veis. Quantificam-se as v&iacute;timas de tr&aacute;fico conhecidas (138 em 2008), as acusa&ccedil;&otilde;es (57) e as queixas (190).<\/p>\n<p>Dados recolhidos pelo <a href=\"http:\/\/www.otsh.mai.gov.pt\">Observat&oacute;rio do Tr&aacute;fico de Seres Humanos <\/a>(OTSH), que permitem tamb&eacute;m tra&ccedil;ar perfis de um tipo de tr&aacute;fico: o que tem por fim a explora&ccedil;&atilde;o sexual.<\/p>\n<p>O desconhecimento do pa&iacute;s de destino &eacute; frequente entre as mulheres traficadas, na sua maioria jovens entre os 19 e 32 anos (existem tamb&eacute;m menores). Sem qualquer tipo de documenta&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o vigiadas e controladas de forma muito apertada. Chegam a Portugal por via terrestre vindas do Leste. As brasileiras e africanas chegam a uma outra capital europeia e depois s&atilde;o encaminhadas para Portugal, que n&atilde;o &eacute; s&oacute; pa&iacute;s de destino, tamb&eacute;m de tr&acirc;nsito de mulheres traficadas.<\/p>\n<p>No X Encontro de Agentes S&oacute;cio-pastorais das migra&ccedil;&otilde;es, a Irm&atilde; J&uacute;lia Bacelar, da Comiss&atilde;o de Apoio &agrave;s V&iacute;timas de Tr&aacute;fico de Pessoas (CAVITP), disse que algumas destas caracter&iacute;sticas do tr&aacute;fico de mulheres est&atilde;o a mudar. Nomeadamente o maior conhecimento do que as espera nos pa&iacute;ses de destino. Apesar de sempre envolvidas em d&iacute;vidas, a press&atilde;o para as pagar &eacute; menor. Por outro lado, os locais de explora&ccedil;&atilde;o sexual est&atilde;o normalizados, s&atilde;o de f&aacute;cil identifica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Segundo os dados do OTSH, a explora&ccedil;&atilde;o laboral vitima mais pessoas do que a sexual. No caso s&atilde;o sobretudo homens os explorados por redes de trabalho ilegal, muitas vezes montadas nos pa&iacute;ses de origem dos trabalhadores explorados (como aconteceu em Portugal recentemente com os trabalhadores levados para Espanha).<\/p>\n<p><strong>X Encontro de Forma&ccedil;&atilde;o de Animadores<\/strong><\/p>\n<p>Os trabalhos do X Encontro de Forma&ccedil;&atilde;o de Animadores S&oacute;cio-pastorais das Migra&ccedil;&otilde;es continuam, este s&aacute;bado e Domingo, na procura de solu&ccedil;&otilde;es que libertem as pessoas enredadas no tr&aacute;fico e no alargamento da rede que as apoia (CAVIPT).<\/p>\n<p><strong>Dia 16<br \/><\/strong><em>Libertar das &ldquo;novas&rdquo; formas de escravid&atilde;o: um novo carisma na Igreja?<\/em><\/p>\n<p>08.00 &ndash; Ora&ccedil;&atilde;o da manh&atilde; &ndash; USG<br \/>08.30 &ndash; Pequeno-almo&ccedil;o<br \/>09.00 &ndash; Sess&atilde;o: O tr&aacute;fico de pessoas na Sagrada Escritura e no Magist&eacute;rio da Igreja &ndash; USG: Pe. Rui Pedro<br \/>09.45 &ndash; Trabalho de grupos sobre os fundamentos espirituais e pastorais<\/p>\n<p>10.45 &ndash; Pausa<br \/>11.15 &ndash; Sess&atilde;o: Papel das estruturas religiosas (par&oacute;quias e congrega&ccedil;&otilde;es) no combate ao tr&aacute;fico face ao Plano Nacional de Combate ao Trafico &ndash; CAVITP: Padre Manuel Barbosa, Presidente da CIRP<br \/>12.15 &ndash; Celebra&ccedil;&atilde;o da Palavra (contextualizada no tema) &ndash; Caritas Portuguesa<\/p>\n<p>13.00 &ndash; Almo&ccedil;o<br \/>15.00 &ndash; Sess&atilde;o: Ac&ccedil;&atilde;o de sensibiliza&ccedil;&atilde;o junto das par&oacute;quias e preven&ccedil;&atilde;o do flagelo &ndash; OIM: Dr. Stefano Volpicelli<\/p>\n<p>15.45 &ndash; Pausa<br \/>16.15 &ndash; Sess&atilde;o: Ac&ccedil;&atilde;o concertada de lobbying na defesa dos direitos das v&iacute;timas &ndash; OIM: Dr. Stefano Volpicelli<\/p>\n<p>17.00 &ndash; Pausa<br \/>17.30 &ndash; Trabalho de grupos: o tr&aacute;fico em Portugal e a resposta da CAVITP &ndash; Ir. Maria J&uacute;lia Bacelar (Adoradora), Ir. Maria Helena Moderno (Bom Pastor), Ir. Cristina Duarte (Franciscana Concepcionista ao Servi&ccedil;o dos Pobres)<br \/>18.30 &ndash; Sess&atilde;o com testemunhos de vida: Ac&ccedil;&atilde;o de promo&ccedil;&atilde;o humana e acompanhamento espiritual &ndash; Ir. Maria de F&aacute;tima Magalh&atilde;es (Teresiana), Gina (Leiga Adoradora)<\/p>\n<p>19.15 &ndash; Pausa<br \/>20.00 &ndash; Jantar e noite livre<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dia 17 &#8211; Dia Mundial do Migrante e Refugiado<br \/><\/strong><em>Uma miss&atilde;o de agentes em rede: religiosas e religiosos, sacerdotes e leigos juntos contra o Tr&aacute;fico<\/em><\/p>\n<p>08.00 &ndash; Ora&ccedil;&atilde;o da manh&atilde; &ndash; OCPM<br \/>08.15 &ndash; Pequeno-almo&ccedil;o<br \/>09.00 &ndash; Sess&atilde;o de trabalho de grupos: O papel dos agentes religiosos e desafios &agrave; Igreja &ndash; OIM e USG<\/p>\n<p>Grupo A &ndash; Qual o papel espec&iacute;fico dos sacerdotes &ndash; OCPM<br \/>Grupo B &ndash; Qual o papel espec&iacute;fico das religiosas &ndash; Caritas Portuguesa<br \/>Grupo C &ndash; Qual o papel espec&iacute;fico dos leigos &ndash; CAVITP<\/p>\n<p>10.15 &ndash; Sess&atilde;o: A experi&ecirc;ncia da rede da CAVIPT em Portugal (constitui&ccedil;&atilde;o, objectivos, ac&ccedil;&otilde;es, composi&ccedil;&atilde;o, rede europeia e mundial) &ndash; CAVIPT: Ir. J&uacute;lia Barroso (Teresiana)<\/p>\n<p>11.00 &ndash; Celebra&ccedil;&atilde;o Eucar&iacute;stica do Dia Mundial do Migrante e Refugiado na Igreja da Sant&iacute;ssima Trindade &ndash; Presidida por D. Ant&oacute;nio Vitalino Dantas, Presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Mobilidade Humana (CEMH) e animada pelo Coro dos Pequenos Cantores da Pontinha<\/p>\n<p>12.30 &ndash; Almo&ccedil;o<br \/>14.00 &ndash; Plen&aacute;rio: Alargamento da rede a novos parceiros (religiosos, sacerdotes e leigos) &ndash; Ag&ecirc;ncia Ecclesia<br \/>14.30 Sess&atilde;o final: Bases para Plano de Ac&ccedil;&atilde;o das Dioceses e Estruturas Religiosas &ndash; OCPM e Caritas Portuguesa<\/p>\n<p>15.00 Conclus&otilde;es e Encerramento &ndash; Presidente da CEMH: D. Ant&oacute;nio Vitalino Dantas e Dr. Paulo Rocha (AE)&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A an\u00e1lise do problema e o papel dos agentes religiosos em debate no X Encontro de Animadores S\u00f3cio-pastorais das Migra\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[295,122,168,189,203,258,269,282],"class_list":["post-43009","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-biblia","tag-brasil","tag-diocese-da-guarda","tag-direitos-humanos","tag-europa","tag-migracoes","tag-ocpm","tag-pastoral-social"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43009","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43009"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43009\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43009"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43009"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43009"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}