{"id":429949,"date":"2026-06-11T09:39:57","date_gmt":"2026-06-11T08:39:57","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=429949"},"modified":"2026-06-11T09:39:57","modified_gmt":"2026-06-11T08:39:57","slug":"deus-ama-os-adverbios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/deus-ama-os-adverbios\/","title":{"rendered":"Deus ama os adv\u00e9rbios"},"content":{"rendered":"<p><em>Ant\u00f3nio Salvado Morgado, Diocese da Guarda<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-271042 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Com verdade ou nem tanto, mas com muito fundamento, a frase do t\u00edtulo, \u00ab<em>Deus ama os adv\u00e9rbios<\/em>\u00bb, \u00e9 geralmente atribu\u00edda a Joseph Hall, bispo e escritor ingl\u00eas [1574-1656]. Embora seja dif\u00edcil discernir a autoria do proverbial dizer, verdade \u00e9 que estamos perante um axioma espiritual que ter\u00e1 circulado por v\u00e1rias tradi\u00e7\u00f5es crist\u00e3s, teol\u00f3gicas e filos\u00f3ficas.<\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo espanhol Josep Maria Esquirol [n. 1963], citando Joseph Hall no pequeno op\u00fasculo intitulado \u201cResist\u00eancia \u00edntima\u201d, faz notar que a densidade da vida se encontra nos verbos e nos adv\u00e9rbios. E n\u00e3o ser\u00e1 dif\u00edcil concordar com ele, sabendo n\u00f3s que os verbos exprimem processos e que, embora n\u00e3o seja essa a sua \u00fanica fun\u00e7\u00e3o, os adv\u00e9rbios, veiculando informa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, modificam o sentido do verbo, qualificando-o. O verbo \u00e9 o \u201cprocesso\u201d, o adv\u00e9rbio \u00e9 o \u201ccomo\u201d se processa o verbo. O leitor que me l\u00ea, n\u00e3o s\u00f3 l\u00ea, mas l\u00ea em \u201ccomo\u201d. Devagar ou apressadamente, com satisfa\u00e7\u00e3o ou fastidiosamente, integralmente ou de modo parcial, concordando ou discordando\u2026 \u00c9 imenso o mundo do \u201ccomo\u201d que pode acompanhar um verbo! Agimos em \u201ccomo\u201d. E, no \u201ccomo\u201d, seja em forma de modo, seja em forma de quantidade, de tempo, de lugar ou outra, qualificamos o verbo e damos-lhe um sentido ou um sentido novo. E, bem sabe o leitor, tamb\u00e9m o escritor escreve em \u201ccomo\u201d. N\u00e3o s\u00f3 no que diz o que escreve, mas significa tamb\u00e9m no modo como, escrevendo, o diz. E o modo fica a fazer parte do que diz. \u00c9 a dan\u00e7a do par forma e conte\u00fado do dizer e do escrever. E do fazer.<\/p>\n<p>H\u00e1 frases que nos despertam particular aten\u00e7\u00e3o e nos lan\u00e7am no mundo do pensar, seja pela novidade da ideia, seja pela beleza sint\u00e9tica do dizer, seja pelo contexto, discursivo ou vivencial, em que elas aparecem. Uma s\u00edntese que bem nos pode estar a dizer que a beleza \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o da unidade do ser, como \u00e9 a express\u00e3o da sua verdade e bondade. Metaf\u00edsica? Seja, mas aqui fica o dito. Porque creio, e muitos j\u00e1 o disseram h\u00e1 muito, parecendo-me mesmo j\u00e1 o ter escrito aqui alguma vez, que a crise por que tem passado o Homem da contemporaneidade \u00e9 uma crise provocada tamb\u00e9m pelo abandono da metaf\u00edsica.<\/p>\n<p>\u00ab<em>Deus ama os adv\u00e9rbios<\/em>\u00bb, \u00e9 uma dessas frases que nos faz pensar. Simples no dizer, mas admir\u00e1vel e bela na riqueza comunicativa. Ela desafia o nosso pensar. Pensando-a, estamos a entrar na gram\u00e1tica da l\u00edngua, e isso \u00e9 o menos, mas entramos tamb\u00e9m numa po\u00e9tica teol\u00f3gica ao pretendemos entrar na mente Deus. Arrog\u00e2ncia e falta de humildade? Prefiro antes crer que \u00e9 uma resposta a um chamamento do Criador. Deus chama para a descoberta. Chamamento de Deus que ressuscitou o Seu Filho com o adv\u00e9rbio mais silencioso e eficaz da Hist\u00f3ria. Jesus Cristo ressuscitou silenciosamente, no mais profundo sil\u00eancio da Terra. Sem ru\u00eddos nem deslumbramentos. Na humildade e sem espavento. No sil\u00eancio da noite. S\u00f3 sil\u00eancio. Um sil\u00eancio da Palavra de Deus. Anuncia-se, depois, a Maria disfar\u00e7adamente como um jardineiro. Disfar\u00e7adamente ou, melhor dito, no esplendor do Ser. Estar\u00e1 aqui a evid\u00eancia do poder adverbial do amor de Deus pelos adv\u00e9rbios.<\/p>\n<p>Era uma vez, assim reza a par\u00e1bola [Lc 18, 9-14], um Fariseu entrou no Templo para rezar e, colocando-se bem l\u00e1 acima, orava vangloriando-se das suas obras e jejuns, colocando-se acima dos outros homens, considerando-os injustos e ladr\u00f5es. Era tamb\u00e9m um Publicano que entrara no Templo e, ficando \u00e0 dist\u00e2ncia e sem sequer levantar os olhos, assim rezava enquanto batia com a m\u00e3o no peito: \u00ab<em>Tem miseric\u00f3rdia de mim Senhor, que sou pecador.<\/em>\u00bb<\/p>\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio lembrar que a par\u00e1bola do Fariseu e do Publicano \u00e9 um ensinamento de Jesus sobre humildade, ora\u00e7\u00e3o e justi\u00e7a divina: o Publicano saiu absolvido e o Fariseu n\u00e3o. E a par\u00e1bola conclui: \u00ab<em>Quem se exalta ser\u00e1 humilhado, e quem se humilha ser\u00e1 exaltado<\/em>.\u00bb E a\u00ed est\u00e1. O verbo \u00e9 a ac\u00e7\u00e3o externa. O \u201ccomo\u201d \u00e9 o adv\u00e9rbio e revela o cora\u00e7\u00e3o e a alma do desempenho verbal.<\/p>\n<p>\u00ab<em>Deus ama os adv\u00e9rbios<\/em>\u00bb. Ser\u00e1 isso tamb\u00e9m o que diz o eloquente Paulo [1 Cor 13, 1-3]. Conhecer todas as l\u00ednguas dos homens e dos anjos, dominar o segredo de todos os mist\u00e9rios e dar em esmolas a pr\u00f3pria riqueza, de nada serve se n\u00e3o tiver caridade.<\/p>\n<p>Do Novo Testamento, passemos novamente ao Velho Testamento onde o dizer de Deus se traduz na cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00ab<em>Deus ama os adv\u00e9rbios<\/em>\u00bb em n\u00f3s, Ele que fez tudo bem, l\u00e1 no in\u00edcio intemporal, onde se maravilhou com as obras realizadas pela Sua palavra. Maravilha das maravilhas: Deus maravilha-se na contempla\u00e7\u00e3o das suas obras! \u00ab<em>E viu Deus que tudo era muito bom<\/em>\u00bb, lembra-nos o primeiro livro da B\u00edblia [Gn 1, 31], onde o poder simb\u00f3lico de um mito abre caminho para a po\u00e9tica da vida humana, a\u00ed, onde \u00ab<em>Deus ama os adv\u00e9rbios<\/em>\u00bb em n\u00f3s, tal como Ele amou o Bem do Seu dizer para n\u00f3s. Deus coloca o seu amor no \u00abcomo\u00bb do dizer e seu fazer humanos. Tal como colocou o Seu amor no \u00abcomo\u00bb do Seu fazer criador.<\/p>\n<p>\u00ab<em>Deus ama os adv\u00e9rbios<\/em>\u00bb em n\u00f3s. Mas, como pode Deus amar os adv\u00e9rbios em n\u00f3s, se tantas vezes fazemos mal o bem ou fazemos bem o mal? Especula\u00e7\u00f5es, dir-se-\u00e1, e, por isso, por aqui me fico, mas sempre acrescentarei, mesmo assim, que, como creio, o mal, se \u00e9 mal, s\u00f3 muito impropriamente se pode dizer bem feito. Fazer o mal com \u201cperfei\u00e7\u00e3o\u201d aumentar\u00e1 a maldade do acto. Ser\u00e1 a unidade da dan\u00e7a do par forma e conte\u00fado, j\u00e1 acima referida. O ideal ser\u00e1 fazer bem o bem, em que forma e conte\u00fado convivem em perfeita harmonia.<\/p>\n<p>Le\u00e3o XIV, no in\u00edcio da \u00abConclus\u00e3o\u00bb [MH, 229] da Enc\u00edclica \u00ab<em>Magn\u00edfica Humanidade<\/em>\u00bb, evoca a exorta\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo aos crist\u00e3os de Corinto \u00ab<em>Veja cada um como edifica<\/em>\u00bb [1Cor 3,10] para lan\u00e7ar o desafio de nos interrogarmos sobre \u00ab<em>o mundo que estamos a construir,<\/em> <em>perguntando-nos o que significa salvaguardar a pessoa humana, na era da intelig\u00eancia artificial<\/em>.\u00bb<\/p>\n<p>\u00ab<em>Veja cada um como edifica<\/em>\u00bb. Do \u00abcomo\u00bb \u00abcada um\u00bb se posiciona no \u00ab<em>grande estaleiro de obras da nossa \u00e9poca<\/em>\u00bb [MH 90], resultar\u00e1 a torre de Babel ou a constru\u00e7\u00e3o de Jerusal\u00e9m. \u00c9 a escolha decisiva em que se encontra hoje a \u00ab<em>Magn\u00edfica Humanidade<\/em>\u00bb. O desafio \u00e9 total e de todos: n\u00e3o se trata de pesar o negativo e o positivo da intelig\u00eancia artificial [IA], mas, sabendo que a IA n\u00e3o \u00e9 \u00abmoralmente neutra\u00bb, trata-se de cada um contribuir, a seu modo, e com um discernimento \u00e9tico, moral, social, partilhado e comunit\u00e1rio para um desenvolvimento controlado desta nova tecnologia de modo que ela contribua para o desenvolvimento integral da pessoa humana: \u00ab<em>Para que a IA respeite a dignidade humana e sirva verdadeiramente o bem comum, \u00e9 essencial que as responsabilidades sejam claras em todas as etapas: desde quem concebe e treina os sistemas at\u00e9 quem os utiliza e decide confiar-lhes escolhas concretas<\/em>.\u00bb [MH 105]<\/p>\n<p>A olhar para o fazer dos seres humanos no mundo de hoje &#8211; e no de ontem &#8211; onde verbos e adv\u00e9rbios parecem andar por a\u00ed t\u00e3o mal conjugados, neste momento em que a IA parece invadir todos os \u00e2mbitos do viver, \u00e9 bem forte a necessidade de lembrarmos que \u00ab<em>Deus ama os adv\u00e9rbios<\/em>\u00bb e que importa tomar a s\u00e9rio o desafio de S\u00e3o Paulo: \u00ab<em>Veja cada um como edifica<\/em>\u00bb, sabendo que no \u00abcomo\u00bb se constr\u00f3i o edif\u00edcio: Babel ou Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina, e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Salvado Morgado, Diocese da 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