{"id":42964,"date":"2010-01-13T18:49:19","date_gmt":"2010-01-13T18:49:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/01\/13\/escuta-para-comunicar\/"},"modified":"2010-01-13T18:49:19","modified_gmt":"2010-01-13T18:49:19","slug":"escuta-para-comunicar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/escuta-para-comunicar\/","title":{"rendered":"Escuta para Comunicar"},"content":{"rendered":"<p>Abertura do Congresso Internacional \u00ab\u00c0 Escuta da Palavra\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p><p>Rezam as Cr&oacute;nicas que, em 30 de Agosto de 1560, o Beato Bartolomeu dos M&aacute;rtires entregou &agrave; companhia de Jesus, em documento assinado pelo Beato In&aacute;cio de Azevedo como procurador de S. Francisco Borja, o chamado col&eacute;gio de S. Paulo e Estudos. A&iacute; deveria incrementar-se o estudo de humanidades e l&iacute;ngua latina, um curso de Artes, uma disciplina de casos de consci&ecirc;ncia juntamente com um Mestre de ensinar a ler e a escrever. Este col&eacute;gio dava continuidade aos Estudos P&uacute;blicos iniciados por D. Diogo de Sousa, completados pelo Infante D. Henrique e restaurados por D. Baltazar Limpo.<\/p>\n<\/p>\n<p>Com funcionamento distinto e espec&iacute;fico, o Beato Bartolomeu dos M&aacute;rtires, com a resist&ecirc;ncia por parte do Cabido que afirmava ser suficiente o referido Col&eacute;gio de S. Paulo e Estudos, come&ccedil;a a edificar em fins de 1571 ou princ&iacute;pios de 1572, no Campo da Vinha de S. Euf&eacute;mia, o Semin&aacute;rio que dedicou a S. Pedro. Come&ccedil;a a funcionar em Outubro de 1572, com o Reitor P. Fr. Jo&atilde;o de Leiria dando concretiza&ccedil;&atilde;o ao que o Conc&iacute;lio de Trento determinara no Cap&iacute;tulo XVIII da sua sess&atilde;o 23.<\/p>\n<p>S&atilde;o os 450 anos do Col&eacute;gio de S. Paulo e Estudos que queremos celebrar. N&atilde;o s&oacute; como mera evoca&ccedil;&atilde;o de quem recorda a ousadia e a responsabilidade de saber estar nas exig&ecirc;ncias duma determinada &eacute;poca por parte de grandes arcebispos. Interessa-nos a hist&oacute;ria din&acirc;mica naquilo que ela est&aacute; a dizer-nos neste tempo que nos &eacute; dado viver.<\/p>\n<p>&Eacute; j&aacute; um lugar comum, e com dimens&atilde;o de redund&acirc;ncia falar de crise. Esta quase sempre gerou pujan&ccedil;a e renova&ccedil;&atilde;o. Os s&eacute;culos XV e XVI oferecem-nos esse testemunho. A Igreja apercebeu-se duma situa&ccedil;&atilde;o nova e soube ser fiel. As respostas aconteceram e hoje s&atilde;o desafio. Da&iacute; que n&atilde;o devemos desperdi&ccedil;ar esta crise. Saibamos aproveitar esta efem&eacute;ride. Descortino tr&ecirc;s propostas para o hoje da Igreja em Braga e partir do acontecimento que celebramos.<\/p>\n<p><strong>1. <\/strong>Quando a Igreja efectua uma imers&atilde;o na humanidade, apercebe-se das emerg&ecirc;ncias e urg&ecirc;ncias mais relevantes. N&atilde;o lhe interessa estar s&oacute; informada sobre os acontecimentos quotidianos sociais, pol&iacute;ticos, culturais, mas coloca-se numa constante rela&ccedil;&atilde;o com os problemas e com as sensibilidades nunca se separando do que angustia ou d&aacute; alegria e esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Outrora o Col&eacute;gio foi a concretiza&ccedil;&atilde;o desta consci&ecirc;ncia. A Igreja soube estar na vanguarda e testemunhar pioneirismo para preparar e viver um novo humanismo que os fil&oacute;sofos renascentistas e iluministas come&ccedil;avam a delinear. Olhava-se para os pensadores antigos mas pretendia-se um novo tido de homem de tal modo que a caracter&iacute;stica fundamental dos novos humanistas era uma presun&ccedil;&atilde;o desmesurada onde o orgulho se aliava &agrave; vaidade para cultivar o culto da personalidade rompendo com preconceitos e cadeias que atribu&iacute;ram &agrave; Igreja, Estado ou determina&ccedil;&otilde;es consuetudin&aacute;rias. Fixar-se no valor do indiv&iacute;duo fazia com que a consci&ecirc;ncia de perten&ccedil;a e integra&ccedil;&atilde;o numa comunidade, religiosa ou civil, fosse considerada como uma press&atilde;o ou contradi&ccedil;&atilde;o da liberdade individual.<\/p>\n<p>Destruindo os alicerces duma conviv&ecirc;ncia, apostavam em comportamentos de auto-sufici&ecirc;ncia e, muitas vezes, &ldquo;frivolidade&rdquo;. &ldquo;Incensavam-se mutuamente e falavam de gl&oacute;ria imortal. Talvez em nenhum outro tempo existissem tantos &ldquo;imortais&rdquo; poetas e literatos, pr&iacute;ncipes e estadistas, que na realidade nada produziram de imortal&rdquo; (<em>L. Herting. St&oacute;ria della Chiesa<\/em>).<\/p>\n<p>A Igreja soube reagir na aposta cultural que efectuou. Caminhou sobre estes novos itiner&aacute;rios, eliminou os exageros individualistas e de excesso de protagonismo e generalizou uma forma&ccedil;&atilde;o que foi suscitando uma nova cultura capaz de caminhar com estes movimentos sem se deixar contaminar.<\/p>\n<p>A brevidade dumas palavras de abertura deste Congresso n&atilde;o me permite devaneios liter&aacute;rios ou aplica&ccedil;&otilde;es concretas aos dinamismos da hist&oacute;ria actual. Permitam uma observa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>N&atilde;o faltam profetas nem detentores da verdade relativista no intuito de preservar e promover a liberdade individual. S&atilde;o novos her&oacute;is a agir, repletos de presun&ccedil;&atilde;o, ignorando a frivolidade dos seus pensamentos. Estamos aqui e aqui teremos de responder. Saber ser digno desta hora &eacute; suscitar um novo humanismo onde a refer&ecirc;ncia a Cristo &eacute; irrenunci&aacute;vel mas com par&acirc;metros que prop&otilde;em um novo estilo. O Evangelho marcar&aacute; sempre uma sabedoria. Que a Igreja a saiba propor.<\/p>\n<p><strong>2. <\/strong>Naquela &eacute;poca conturbada a Igreja reinterpretou a novidade da sua miss&atilde;o atrav&eacute;s duma inova&ccedil;&atilde;o nos int&eacute;rpretes e protagonistas. Os sacerdotes continuaram a ser em grande n&uacute;mero e muitos sem grande forma&ccedil;&atilde;o. S&oacute; que, assim como na mudan&ccedil;a epocal da Idade M&eacute;dia surgiram as Ordens Mendicantes, agora emergem as Ordens Regulares (Paulo III ficar&aacute; ligado &agrave;s novas ordens Religiosas assim como Inoc&ecirc;ncio III &agrave;s Ordens Mendicantes).<\/p>\n<p>Surgiram Associa&ccedil;&otilde;es de Sacerdotes e leigos ligados a uma igreja concreta, que, posteriormente, nunca se transformaram em ordens religiosas mas adquiriram uma organiza&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel, como aconteceu com o Orat&oacute;rio do Divino Amor de S. Caetano e Carafa. Eram sacerdotes dedicados &agrave; cura de almas, sem as determina&ccedil;&otilde;es mon&aacute;sticas, s&oacute; que viviam em comum. Eram os &ldquo;cl&eacute;rigos reformados&rdquo; ou &ldquo;cl&eacute;rigos regulares&rdquo;.<\/p>\n<p>Alguns exemplos poder&iacute;amos referir como sacerdotes com uma vida estritamente conforme aos deveres clericais com o nome da Igreja em redor da qual viviam (Teativos de Chieti, que antigamente se chamava Theate Masucinourm, S. Jo&atilde;o Emiliano junto a Bergano os &ldquo;Somascos, S. Ant&oacute;nio Zacaria (Mil&atilde;o) os &ldquo;barnabitas&rdquo; etc.).<\/p>\n<p>Neste contexto aparecem, tamb&eacute;m, os Jesu&iacute;tas aprovados pelo Papa Paulo III em 1540. Procuravam &ldquo;tudo para maior gl&oacute;ria de Deus&rdquo;e os Exerc&iacute;cios de S. In&aacute;cio n&atilde;o pretendiam criar uma nova espiritualidade. &ldquo;Era um manual do cristianismo corrente, do hero&iacute;smo&ndash;crist&atilde;o natural e espont&acirc;neo.&rdquo;<\/p>\n<p>O Col&eacute;gio de S. Paulo entregue aos Jesu&iacute;tas pode sugerir um novo modo de viver o sacerd&oacute;cio neste tempo de individualismo, relativismo, onde a liberdade navega por espa&ccedil;os nem sempre dominados por um sentido de fidelidade ao Magist&eacute;rio e aos compromissos assumidos em plena consci&ecirc;ncia e liberdade. Para viver para os outros &eacute; necess&aacute;rio viver com os outros e, em comum, assumir projectos de espiritualidade onde o desejo da radicalidade configura personalidades e proporciona uma actualidade de vida verdadeiramente revolucion&aacute;ria que deixar&aacute; marcas nas comunidades. O Sacerdote diocesano necessita de discernir o seu verdadeiro estatuto e dar corpo &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es do Conc&iacute;lio Vaticano II, vivendo &ldquo;em &iacute;ntima fraternidade sacerdotal&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>3. <\/strong>Este Congresso Internacional, aberto a todos, &eacute; preferencialmente destinado aos sacerdotes. &ldquo;&Agrave; Escuta da Palavra&rdquo; &eacute; a tem&aacute;tica. Pretendem-se escutar a palavra que o mundo post-crist&atilde;o dirige para se aperceber do valor imprescind&iacute;vel da escuta da Palavra de Deus. Esta deve ser compreendida &agrave; luz daquela para lhe abrir horizontes que ainda n&atilde;o conhece.<\/p>\n<p>&Eacute; nesta dupla atitude que o Sacerdote deve redescobrir a sua identidade, no sentido de intuir o que significa &ldquo;ser padre hoje e para hoje&rdquo;. Ningu&eacute;m desconhece que a post-modernidade, o individualismo libert&aacute;rio, o fundamentalismo, o indiferentismo, nos lan&ccedil;am verdadeiras prova&ccedil;&otilde;es. &Eacute; verdade que a cultura contempor&acirc;nea n&atilde;o permite uma continuidade dum modelo fundamentado em crit&eacute;rios hist&oacute;ricos. N&atilde;o se trata de ceder, mas importa situar-se e ouvir os tempos modernos.<\/p>\n<p>Pensando na &ldquo;identidade&rdquo; nunca a poderemos entender como &ldquo;exclusiva&rdquo;, &ldquo;contrapositiva&rdquo; ou &ldquo;por separa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. N&atilde;o poderemos continuar a ser uma casta ou religiosos no sentido de pessoas que fogem do mundo. Como sacerdotes seculares estamos no &ldquo;seculum&rdquo; que quer dizer sacerdotes no mundo e para o mundo.<\/p>\n<p>Isto n&atilde;o significa que somos do mundo dando &agrave; nossa vida uma caracteriza&ccedil;&atilde;o &ldquo;mundana&rdquo;. Aqui situa-se o grande problema para quem pretende ser ou chamar-se moderno. H&aacute; um estilo que n&atilde;o nos confunde e ningu&eacute;m pode pretender que vivamos segundo crit&eacute;rios e par&acirc;metros que n&atilde;o manifestam a presen&ccedil;a de Cristo sacerdote no nosso &ldquo;ser&rdquo; e &ldquo;agir&rdquo;.<\/p>\n<p>Estamos para al&eacute;m de determinadas viv&ecirc;ncias e sabemos que, como Cristo, a nossa vida original e diferente deve ser &ldquo;pro mundi vita&rdquo;, &ldquo;para a vida do muno&rdquo; (Jo 6, 31). A identidade poder&aacute; parecer um &ldquo;mist&eacute;rio&rdquo; no empenho quotidiano de discernir o que devemos e podemos ser para o servi&ccedil;o a Cristo Jesus e aos nossos contempor&acirc;neos e companheiros de viagem para o Reino. Este &ldquo;pr&oacute; mundi vita&rdquo; exige que a nossa identidade seja &ldquo;comunicativa&rdquo; e &ldquo;relacional&rdquo;, o que quer dizer que emerge duma rela&ccedil;&atilde;o dial&oacute;gica com Deus e, segundo o modelo do di&aacute;logo de Cristo, com o mundo post-moderno. Comunicamos na medida em que uma &ldquo;rela&ccedil;&atilde;o&rdquo; de escuta e resposta, muito concreta e empenhativa, acontece. N&atilde;o h&aacute; um esquema feito em termos de intoc&aacute;vel para a intimidade com Deus e para o minist&eacute;rio pastoral. Escutar &ndash; Deus e os outros &ndash; para lhes oferecer a Palavra, que antes foi escutada, molda a personalidade do padre.<\/p>\n<p>Que este Congresso seja contributo positivo para discernir a diferen&ccedil;a do ser padre, hoje, em confronto com o passado da Igreja. Assim n&atilde;o desperdi&ccedil;aremos esta crise que pode suscitar algo novo. Basta que a saibamos interpretar.<\/p>\n<p>Audit&oacute;rio <em>Vita<\/em>, 12 Janeiro 2010<\/p>\n<p>&dagger; Jorge Ortiga, <em>Arcebispo Primaz<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abertura do Congresso Internacional \u00ab\u00c0 Escuta da Palavra\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[168,172,199],"class_list":["post-42964","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-braga","tag-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42964","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42964"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42964\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42964"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42964"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42964"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}