{"id":42916,"date":"2010-01-11T16:32:31","date_gmt":"2010-01-11T16:32:31","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/01\/11\/25-anos-ao-servico-de-arroios\/"},"modified":"2010-01-11T16:32:31","modified_gmt":"2010-01-11T16:32:31","slug":"25-anos-ao-servico-de-arroios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/25-anos-ao-servico-de-arroios\/","title":{"rendered":"25 anos ao servi\u00e7o de Arroios"},"content":{"rendered":"<p>Presidente do Centro Social defende que investimentos p\u00fablicos n\u00e3o t\u00eam privilegiado o essencial <!--more--> <\/p>\n<p>O 25.&ordm; anivers&aacute;rio do <a href=\"http:\/\/www.paroquiadearroios.org\/category\/a-vida-da-comunidade\/pastoral-socio-carit\/centro-social-pastoral-socio-carit-a-vida-da-comunidade\/\" target=\"_blank\">Centro Social de Arroios<\/a>, que se assinala em 2010,&nbsp;foi evocado neste Domingo com uma missa&nbsp;presidida pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Jos&eacute; Policarpo. A celebra&ccedil;&atilde;o, que&nbsp;contou com a participa&ccedil;&atilde;o do fundador, Mons. Jos&eacute; de Freitas, congregou perto de 900 pessoas.<\/p>\n<p>As quatro val&ecirc;ncias desta institui&ccedil;&atilde;o incluem um Centro de Dia que, de Segunda a Sexta-feira, acolhe 74 idosos. Cerca de 70 fam&iacute;lias&nbsp;s&atilde;o auxiliadas com alimentos, vestu&aacute;rio e outros bens, al&eacute;m de terem acesso a forma&ccedil;&atilde;o profissional no &acirc;mbito do programa &laquo;Novas Oportunidades&raquo;.<\/p>\n<p>O servi&ccedil;o domicili&aacute;rio, por seu lado, d&aacute; resposta &agrave;s necessidades de 85 pessoas, 24 horas por dia, sete dias por semana. E os sem-abrigo s&atilde;o apoiados por equipas de rua reunidas no denominado &laquo;Projecto +&raquo;.<\/p>\n<p><strong>Investimento p&uacute;blico n&atilde;o tem privilegiado o essencial<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; uma das coisas que literalmente me tira o sono&rdquo;, admite o presidente do Centro Social, Pe. Paulo Ara&uacute;jo, quando se v&ecirc; confrontado com a impossibilidade de dar resposta a todas as necessidades sociais da comunidade de S&atilde;o Jorge de Arroios, em Lisboa.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o se trata de ter pena das pessoas, mas &eacute; ver e comprovar que a sua dignidade n&atilde;o &eacute; respeitada nos dias de hoje&rdquo;, afirmou &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.<\/p>\n<p>&ldquo;A n&iacute;vel estatal &ndash; acrescenta o sacerdote &ndash; continua a investir-se em milhentas coisas e muitas vezes foge-se daquilo que &eacute; o essencial, caindo por vezes numa perspectiva assistencialista, sem dar os meios para que as pessoas saiam da situa&ccedil;&atilde;o de pobreza em que se encontram.&rdquo;<\/p>\n<p>&ldquo;As maiores dificuldades que vamos encontrando &ndash; descreve o Pe. Paulo Ara&uacute;jo &ndash; &nbsp;referem-se &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o com algumas institui&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o tanto com a Tutela [organismos governamentais], com quem nos vamos entendendo com alguns di&aacute;logos mais acesos.&rdquo;<\/p>\n<p>Com a Junta de Freguesia e a C&acirc;mara Municipal &eacute; que as coisas por vezes se tornam mais dif&iacute;ceis&rdquo;, explica. &ldquo;Coisas t&atilde;o simples como casas de banho p&uacute;blicas para os sem-abrigo, que existem mas est&atilde;o fechadas e sem manuten&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;&Agrave;s vezes &ndash; observa &ndash; os problemas n&atilde;o s&atilde;o complicados mas arrastam-se no tempo, tornando o nosso trabalho e a nossa miss&atilde;o mais &aacute;rdua.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Ouvir, motivar, encaminhar<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;A nossa principal prioridade &eacute; escapar ao assistencialismo&rdquo;, declara o p&aacute;roco de S&atilde;o Jorge de Arroios. &ldquo;Al&eacute;m de provar que precisam de ajuda, os benefici&aacute;rios do Banco Alimentar t&ecirc;m que se esfor&ccedil;ar por sair dessa situa&ccedil;&atilde;o, empenhando-se na procura activa de emprego e na qualifica&ccedil;&atilde;o profissional, para n&atilde;o cairmos no risco de manter as pessoas num estado de depend&ecirc;ncia&rdquo;, sublinha.<\/p>\n<p>Neste sentido, o apoio oferecido a quem passa as noites ao relento &ldquo;consiste sobretudo em estar com eles e dar-lhes um sentido para a vida, para que possam integrar-se na sociedade e n&atilde;o viverem &agrave; margem&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;N&oacute;s vamos tendo as coisas essenciais para sobreviver. H&aacute; muita gente que nos d&aacute; roupa e comida. O que mais nos faz falta &eacute; ter algu&eacute;m que nos dirija a palavra ou que nos escute. As pessoas quase que n&atilde;o nos v&ecirc;em. Estamos aqui mas somos quase invis&iacute;veis&rdquo;. Este desabafo, proferido pelos sem-abrigo com quem o Pe. Paulo Ara&uacute;jo passou a noite da consoada, lembra que continua a haver muitas fomes por saciar.<\/p>\n<p>Para atenuar o d&eacute;fice de rela&ccedil;&otilde;es humanas, o Centro Social re&uacute;ne mensalmente com quem n&atilde;o tem casa, proporcionando-lhes um momento de reflex&atilde;o e partilha.<\/p>\n<p>&ldquo;Gra&ccedil;as a Deus j&aacute; conseguimos tirar quatro pessoas da rua. N&atilde;o &eacute; muito, mas para um trabalho que envolve parcos recursos &eacute; j&aacute; um grande incentivo para continuarmos&rdquo;, refere o p&aacute;roco.<\/p>\n<p>A convic&ccedil;&atilde;o de que a afectividade e a interac&ccedil;&atilde;o humana reduzem a depress&atilde;o, a aus&ecirc;ncia de projectos e a solid&atilde;o &eacute; igualmente constatada nos idosos que frequentam os servi&ccedil;os sociais da par&oacute;quia.<\/p>\n<p>&ldquo;Uma das coisas bonitas tem sido ver como as pessoas habituadas a ficar em casa rejuvenescem quando est&atilde;o no Centro de Dia, onde encontram um espa&ccedil;o familiar&rdquo;, descreve o Pe. Paulo Ara&uacute;jo, que sublinha a transforma&ccedil;&atilde;o daqueles que &ldquo;entravam mudos e sa&iacute;am calados&rdquo; e, aos poucos, &ldquo;ganham outra forma de estar e outra paix&atilde;o pela vida&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Projectos a curto prazo<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;Neste momento, uma das nossas grandes apostas tem a ver com o apoio domicili&aacute;rio&rdquo;, em que &ldquo;as car&ecirc;ncias s&atilde;o muito elevadas&rdquo;, observa o director do Centro Social.<\/p>\n<p>&ldquo;A grande dificuldade &ndash; explica &ndash; &eacute; que os protocolos com os organismos estatais s&atilde;o tipificados, ao passo que os casos particulares s&atilde;o diferenciados&rdquo;.&ldquo;Muitas pessoas &ndash; exemplifica &ndash; precisam mais do que limpeza e higiene: precisam de assist&ecirc;ncia psicol&oacute;gica e jur&iacute;dico e apoio ao n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o e requalifica&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Outro grande sonho, que n&atilde;o sabemos se ser&aacute; poss&iacute;vel concretizar este ano, &eacute; que a C&acirc;mara Municipal nos ceda um pr&eacute;dio devoluto, para nele podermos lan&ccedil;ar um centro de acolhimento &agrave;s pessoas sem-abrigo&rdquo;, indica o Pe. Paulo Ara&uacute;jo.<\/p>\n<p>Perante a situa&ccedil;&atilde;o social da par&oacute;quia, &ldquo;o sentimento que tenho &eacute; de inconformismo&rdquo;, garante o sacerdote. &ldquo;O Centro &ndash; explica &ndash; tem uma equipa estupenda, em que nos motivamos e inquietamos uns aos outros para inventarmos novas formas de responder aos apelos e necessidades das pessoas mais vulner&aacute;veis&rdquo;. A institui&ccedil;&atilde;o tem aproximadamente 35 profissionais, auxiliados por cerca de 15 volunt&aacute;rios.<\/p>\n<p>&ldquo;Podia dar muitos exemplos de pessoas que nos v&atilde;o dizendo que este trabalho vale a pena&rdquo;, diz o p&aacute;roco, que recorda a hist&oacute;ria de um sem-abrigo que passou quase 50 anos na rua.<\/p>\n<p>&ldquo;Tent&aacute;mos reorient&aacute;-lo mas ele n&atilde;o queria&rdquo;, conta o sacerdote. Depois de o terem convencido a tratar-se num hospital, providenciaram a sua entrada num lar. &ldquo;&lsquo;&Oacute; senhor padre, agora tratam-me como um pr&iacute;ncipe&rsquo;, disse-me quando uma vez o visitei&rdquo;. O homem faleceu pouco tempo depois devido ao estado de sa&uacute;de muito debilitado, mas antes de morrer soube o que era ser tratado com a dignidade que todos os seres humanos merecem ter.<\/p>\n<p>&ldquo;S&atilde;o estas pequeninas transforma&ccedil;&otilde;es que nos v&atilde;o dando &acirc;nimo para continuarmos a lutar&rdquo;, assinala o Pe. Paulo Ara&uacute;jo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente do Centro Social defende que investimentos p\u00fablicos n\u00e3o t\u00eam privilegiado o essencial<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-42916","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42916","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42916"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42916\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42916"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42916"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42916"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}