{"id":42902,"date":"2010-01-11T10:28:32","date_gmt":"2010-01-11T10:28:32","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/01\/11\/d-jorge-ortiga-pede-aos-pais-que-sejam-os-primeiros-educadores-dos-filhos\/"},"modified":"2010-01-11T10:28:32","modified_gmt":"2010-01-11T10:28:32","slug":"d-jorge-ortiga-pede-aos-pais-que-sejam-os-primeiros-educadores-dos-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/d-jorge-ortiga-pede-aos-pais-que-sejam-os-primeiros-educadores-dos-filhos\/","title":{"rendered":"D. Jorge Ortiga pede aos pais que sejam os primeiros educadores dos filhos"},"content":{"rendered":"<p>Foi debaixo de flocos de neve que a fanfarra dos escuteiros de Azur&eacute;m, em Guimar&atilde;es, entrou na igreja para a missa festiva que abriu as comemora&ccedil;&otilde;es dos 50 anos do Agrupamento 145 do Corpo Nacional de Escutas (CNE). O Arcebispo de Braga marcou presen&ccedil;a na efem&eacute;ride, elogiou o Movimento e pediu aos pais que sejam os primeiros educadores dos filhos, que acompanhem a sua forma&ccedil;&atilde;o e que n&atilde;o deixem a tarefa a outros.<\/p>\n<p>Por ter outros compromissos, D. Jorge Ortiga n&atilde;o participou na Eucaristia. Mas fez quest&atilde;o de dirigir palavras elogiosas aos escuteiros, aos chefes e aos pais. A estes, o Arcebispo de Braga deixou um apelo: &ldquo;acompanhem a forma&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o dos vossos filhos&rdquo;. Um apelo que noutros tempos parecia &oacute;bvio, mas que hoje faz todo o sentido.<\/p>\n<p>Afinal, h&aacute; muitos pais que querem delegar nos professores, catequistas e nos chefes de escuteiros a educa&ccedil;&atilde;o dos seus filhos. Por isso, o Arcebispo de Braga foi claro: &ldquo;O escutismo n&atilde;o &eacute; qualquer coisa que possa substituir a fam&iacute;lia. O escutismo ajuda os pais e ajuda as fam&iacute;lias. Mas os pais t&ecirc;m que ser os primeiros educadores. Os pais devem acompanhar toda e qualquer forma&ccedil;&atilde;o dos filhos, seja na escola, na catequese ou no escutismo. Mesmo sabendo que os filhos est&atilde;o em boas m&atilde;os, ter&atilde;o de os acompanhar com as ideias e sugest&otilde;es, com a sua presen&ccedil;a e palavras de est&iacute;mulo. Assumam a responsabilidade de ajudar os filhos a caminhar&rdquo;, pediu.<\/p>\n<p>O Arcebispo de Braga elogiou o movimento escutista, apresentando-o como um dos v&aacute;rios movimentos dentro da Igreja e uma das formas de viver o Evangelho. &ldquo;Para algumas pessoas, o escutismo ser&aacute; apenas um passatempo, um lugar onde as crian&ccedil;as, adolescentes e jovens se encontram, est&atilde;o bem acompanhados pelos seus chefes e dirigentes. Mas para a Igreja Cat&oacute;lica, o escutismo vale como uma escola de forma&ccedil;&atilde;o. Uma escola de forma&ccedil;&atilde;o para determinados valores a partir de modelos que se assumem tamb&eacute;m numa rela&ccedil;&atilde;o diferente com a pr&oacute;pria natureza&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>O respons&aacute;vel m&aacute;ximo da Igreja em Braga lembrou a lei do escutista, sob a qual estes jovens s&atilde;o regidos. &ldquo;Num per&iacute;odo em que se relativizam certas coisas, o escuta procura diariamente p&ocirc;r em pr&aacute;tica essa lei. E ao viver essa lei procura tamb&eacute;m consolidar a sua f&eacute; crist&atilde;&rdquo;.<\/p>\n<p>Dirigindo-se aos escuteiros presentes, D. Jorge pediu-lhes persist&ecirc;ncia na f&eacute;. &ldquo;N&atilde;o vos adapteis a este mundo perante as primeiras dificuldades &ldquo;, pediu.<\/p>\n<p>Num dia de muito frio, o Arcebispo Primaz evocou um ditado popular para recordar aos jovens a sua import&acirc;ncia na sociedade: &ldquo;Quando a juventude arrefece o mundo bate o dente&rdquo;. Por isso, pediu aos jovens crist&atilde;os que aque&ccedil;am o mundo com a sua chama e o seu exemplo.<\/p>\n<p><strong>Elogios aos chefes pela sua forma&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Entre palavras de encorajamento e elogios, destaque para as dirigidas aos chefes, com miss&atilde;o cada vez mais dif&iacute;cil. &ldquo;&Eacute; bom que, particularmente os chefes, saibam que o trabalho que desempenham &eacute; muito exigente. Sempre foi, mas hoje lidar com os jovens &eacute; ainda mais exigente. Exige muita forma&ccedil;&atilde;o e eles est&atilde;o a encarar isto muito seriamente. Por isso, louvo-vos e elogio-vos pelo trabalho que t&ecirc;m vindo a fazer, porque &eacute; uma forma&ccedil;&atilde;o humana e crist&atilde;. Os chefes merecem toda a minha simpatia e considera&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirmou o prelado.<\/p>\n<p>Segundo D. Jorge Ortiga, estas comemora&ccedil;&otilde;es s&atilde;o uma oportunidade para que o Agrupamento de Azur&eacute;m continue &agrave; procura de ser fiel a esta pedagogia e metodologia escutista de formar homens no sentido integral.<\/p>\n<p>Por seu turno, Ernesto Castro, secret&aacute;rio do Agrupamento de Azur&eacute;m, tamb&eacute;m lembrou que o escutismo continua a ser uma escola de vida, onde os jovens aprendem a ser aut&oacute;nomos, a respeitarem-se e a respeitar os outros, e aprendem a ser solid&aacute;rios com as grandes causas.<\/p>\n<p>&ldquo;N&oacute;s, enquanto movimento da Igreja, valorizamos muito a mensagem de Jesus Cristo enquanto homem novo, para que eles entendam que o material fica em segundo plano, em rela&ccedil;&atilde;o aos valores humanos&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>&ldquo;A nossa preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; educar os jovens para serem cada vez mais respons&aacute;veis e felizes, com os valores que n&oacute;s lhes passamos, de acordo com a mensagem do Evangelho&rdquo;, disse tamb&eacute;m Ernesto Castro.<\/p>\n<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s comemora&ccedil;&otilde;es, os escuteiros de Azur&eacute;m quiseram ter nos 50 anos os fundadores e os chefes que passaram por este Agrupamento. Ontem, al&eacute;m do conv&iacute;vio, foi descerrada uma lona com o emblema e as actividades para o ano inteiro: uma confer&ecirc;ncia com D. Manuel Clemente, Bispo do Porto; uma exposi&ccedil;&atilde;o retrospectiva da vida este n&uacute;cleo; participa&ccedil;&atilde;o no Acampamento Regional, em Agosto; e se as finan&ccedil;as o permitirem tamb&eacute;m v&atilde;o participar no Jamboree da Madeira; e uma peregrina&ccedil;&atilde;o a F&aacute;tima.<\/p>\n<p><em>Di&aacute;rio do Minho<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi debaixo de flocos de neve que a fanfarra dos escuteiros de Azur&eacute;m, em Guimar&atilde;es, entrou na igreja para a missa festiva que abriu as comemora&ccedil;&otilde;es dos 50 anos do Agrupamento 145 do Corpo Nacional de Escutas (CNE). 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