{"id":42898,"date":"2010-01-09T23:03:41","date_gmt":"2010-01-09T23:03:41","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/01\/09\/bispo-de-viseu-critica-opcoes-governamentais\/"},"modified":"2010-01-09T23:03:41","modified_gmt":"2010-01-09T23:03:41","slug":"bispo-de-viseu-critica-opcoes-governamentais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bispo-de-viseu-critica-opcoes-governamentais\/","title":{"rendered":"Bispo de Viseu cr\u00edtica op\u00e7\u00f5es governamentais"},"content":{"rendered":"<p>A respeito da legaiza\u00e7\u00e3o dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, D. Il\u00eddio Leandro lamenta \u00abintervalos\u00bb na vida social e pol\u00edtica portuguesa <!--more--> <\/p>\n<p>D. Il&iacute;dio Leandro, Bispo de Viseu, reiterou as suas cr&iacute;ticas &agrave; legaliza&ccedil;&atilde;o do casamento entre pessoas do mesmo sexo no nosso pa&iacute;s, considerando que a pol&iacute;tica portuguesa est&aacute; mais preocupada com o espect&aacute;culo dos &ldquo;intervalos&rdquo; do que com &ldquo;as realidades&rdquo;, &ldquo;muitas e muitas vezes, pesadas, chocantes, dif&iacute;ceis, tristes, cansativas&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;De facto, tratar como igual o que &eacute; diferente, n&atilde;o importa &ndash; basta um decreto e uma maioria a jeito&hellip; Todas as diferen&ccedil;as s&atilde;o iguais quando queremos&rdquo;, observa.<\/p>\n<p>Num texto enviado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, o prelado assinala, num tom ir&oacute;nico, que &ldquo;agora sim: os casamentos v&atilde;o aumentar, as injusti&ccedil;as v&atilde;o acabar, as discrimina&ccedil;&otilde;es v&atilde;o desaparecer e o governo j&aacute; pode, finalmente, governar e estar no &lsquo;top ten&rsquo; de alguma coisa&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo; E at&eacute; parece f&aacute;cil: &eacute; s&oacute; preciso estar na crista da onda das modas e dar resposta a todas as minorias, fazendo com que sejam, pela lei, aquilo que, pela natureza, as diferen&ccedil;as n&atilde;o deixavam ser&rdquo;, atira.<\/p>\n<p>Este respons&aacute;vel lembra que &ldquo; h&aacute; muito, baixaram os n&uacute;meros dos casamentos em Portugal &ndash; religiosos e civis&rdquo;, ctiando &ldquo;os entendidos que, para al&eacute;m de outras raz&otilde;es, as pessoas fogem da institucionaliza&ccedil;&atilde;o e querem liberdade, autonomia e privacidade&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Ent&atilde;o, importa consagrar o estatuto das &lsquo;uni&otilde;es de facto&rsquo; para serem mais &lsquo;iguais&rsquo; aos &lsquo;privilegiados&rsquo; e &lsquo;tradicionais&rsquo; casamentos. Justifica-se &ndash; para promover e defender direitos, para reconhecer dignidade e para acabar com injusti&ccedil;as e discrimina&ccedil;&otilde;es&rdquo;, indica.<\/p>\n<p>D. Il&iacute;dio Leandro afirma que &ldquo;n&atilde;o se reconhecem os direitos por serem pessoas, por terem direito &agrave; dignidade pessoal, por existirem e serem reconhecidas na sua igualdade com toda e qualquer pessoa humana. S&oacute; se tiverem um &lsquo;estatuto&rsquo; e se entrarem nesse &lsquo;instituto&rsquo;. N&atilde;o querem casar mas t&ecirc;m que se institucionalizar &lsquo;de facto&rsquo;, ainda que, de facto, envolvam e assumam alguma contradi&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Numa cr&iacute;tica indirecta ao governo, o Bispo de Viseu diz que para alguns &ldquo;&eacute; necess&aacute;rio arranjar algo mais atraente, mais moderno e mais an&oacute;malo para se tornar mais apetec&iacute;vel e se viver um novo &lsquo;intervalo&rsquo;, c&oacute;modo e f&aacute;cil, para entreter e distrair&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Inventa-se uma novidade que at&eacute; j&aacute; &lsquo;os nossos amigos&rsquo; t&ecirc;m e que, enquanto n&atilde;o implementada, nos classifica como Pa&iacute;s atrasado, injusto, discriminat&oacute;rio e persecut&oacute;rio&hellip; Ent&atilde;o, vamos meter nas estat&iacute;sticas dos &lsquo;privilegiados&rsquo; e &lsquo;tradicionais&rsquo; casamentos todos os que se amam e s&atilde;o os discriminados, desabrigados, injusti&ccedil;ados e perseguidos dos nossos tempos&rdquo;, comenta.<\/p>\n<p>Mais &agrave; frente, D. Il&iacute;dio aponta mesmo o dedo a &ldquo;um governo moderno e atento aos &lsquo;intervalos&rsquo;: anular as diferen&ccedil;as, alterar as leis, rever as constitui&ccedil;&otilde;es, mudar os c&oacute;digos e embarcar nas novas culturas e mentalidades, alterando as tradi&ccedil;&otilde;es e as civiliza&ccedil;&otilde;es e tornar tudo isto &lsquo;justo&rsquo; porque sim, &lsquo;assim&rsquo; porque sim&rdquo;.<\/p>\n<p>O Bispo de Viseu diz que as prioridades passam pelas respostas para &ldquo;as crises, as desigualdades sociais, as fam&iacute;lias que n&atilde;o conseguem responder ao futuro dos seus filhos, os desempregados que n&atilde;o param de aumentar, as empresas que est&atilde;o &ndash; uma e outra &ndash; a fechar&rdquo;.<\/p>\n<p>O prelado recorda tamb&eacute;m &ldquo;a pobreza envergonhada que n&atilde;o consegue ter vez nem voz nem justi&ccedil;a, os jovens que n&atilde;o t&ecirc;m respostas nem solu&ccedil;&otilde;es, o interior desertificado que n&atilde;o tem justi&ccedil;a nem esperan&ccedil;a, os idosos que morrem esquecidos, a justi&ccedil;a que n&atilde;o &eacute; nem justa nem atempada, a corrup&ccedil;&atilde;o que nos prejudica a todos, os sal&aacute;rios que sobem para uns e n&atilde;o existem para outros, os empregos fict&iacute;cios que se criam a prop&oacute;sito, as &lsquo;novas oportunidades&rsquo; sem oportunidade&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Isto s&atilde;o realidades que ter&atilde;o direito no seu tempo e em melhores dias e se e quando n&atilde;o houver outros &lsquo;intervalos&rsquo;&rdquo;, lamenta.<\/p>\n<p>D. Il&iacute;dio Leandro assegura que &ldquo;felizmente para um governo que se preze, ainda que, infelizmente, para um Pa&iacute;s adormecido e irreferend&aacute;vel&rdquo;, os &ldquo;intervalos&rdquo; seguem &ldquo;dentro de momentos&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A respeito da legaiza\u00e7\u00e3o dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, D. 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