{"id":42792,"date":"2010-01-05T11:02:00","date_gmt":"2010-01-05T11:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/01\/05\/ano-europeu-contra-a-pobreza-e-a-exclusao\/"},"modified":"2010-01-05T11:02:00","modified_gmt":"2010-01-05T11:02:00","slug":"ano-europeu-contra-a-pobreza-e-a-exclusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ano-europeu-contra-a-pobreza-e-a-exclusao\/","title":{"rendered":"Ano Europeu contra a pobreza e a exclus\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Oportunidade para lembrar responsabilidades de todos neste combate <!--more--> <\/p>\n<p>Desde 1983, a UE lan&ccedil;a todos os anos uma campanha sob a designa&ccedil;&atilde;o gen&eacute;rica &ldquo;Ano Europeu&rdquo;, visando atrair a aten&ccedil;&atilde;o dos governos nacionais para tem&aacute;ticas de natureza social. No dia 22 de Outubro de 2008, o Parlamento Europeu e o Conselho da Uni&atilde;o Europeia aprovaram uma decis&atilde;o relativa &agrave; institui&ccedil;&atilde;o do ano 2010 como &ldquo;Ano Europeu do Combate &agrave; Pobreza e &agrave; Exclus&atilde;o Social&rdquo; (AECPES).<\/p>\n<p>A iniciativa apresenta-se com o objectivo de reafirmar e refor&ccedil;ar o empenho pol&iacute;tico da UE, manifestado no in&iacute;cio da Estrat&eacute;gia de Lisboa, no sentido de tomar medidas com impacte decisivo no que respeita &agrave; erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza.<\/p>\n<p>O Dossier da Ag&ecirc;ncia ECCLESIA apresenta esta iniciativa, com depoimentos de respons&aacute;veis da <a href=\"noticia.pl?&amp;id=77026\" target=\"_blank\">CNIS<\/a>, da <a href=\"noticia.pl?&amp;id=77025\" target=\"_blank\">C&aacute;ritas<\/a> e da <a href=\"noticia.pl?&amp;id=77027\" target=\"_blank\">Rede Europeia Anti-Pobreza\/Portugal<\/a>.<\/p>\n<p>Paulo Neves, da C&aacute;ritas da Guarda, considera que &ldquo;para Portugal, a realiza&ccedil;&atilde;o do AECPES cria uma oportunidade &uacute;nica de sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos mais variados agentes para as quest&otilde;es da pobreza e da exclus&atilde;o social no sentido de alertar para os seus contornos, n&atilde;o s&oacute; a n&iacute;vel das suas consequ&ecirc;ncias mas tamb&eacute;m a n&iacute;vel das suas causas&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Al&eacute;m disso, poder&aacute; permitir questionar estrat&eacute;gias implementadas sem grandes resultados e delinear novas estrat&eacute;gias capazes de atenuar ou erradicar alguns dos problemas diagnosticados&rdquo;, acrescenta.<\/p>\n<p>O Ano Europeu de 2010 pretende chegar aos cidad&atilde;os da UE e a todos os interve-nientes p&uacute;blicos, sociais e econ&oacute;micos. S&atilde;o quatro os seus objectivos espec&iacute;ficos:<\/p>\n<p>&nbsp;Reconhecer o direito das pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de pobreza e exclus&atilde;o social a viver com dignidade e a participar activamente na sociedade.<\/p>\n<p>&#8211; Refor&ccedil;ar a ades&atilde;o do p&uacute;blico &agrave;s pol&iacute;ticas e ac&ccedil;&otilde;es de inclus&atilde;o social, sublinhando a responsabilidade de cada um na resolu&ccedil;&atilde;o do problema da pobreza e da marginaliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&#8211; Assegurar uma maior coes&atilde;o da sociedade, onde haja a certeza de que todos beneficiam com a erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza.<\/p>\n<p>&#8211; Mobilizar todos os intervenientes, j&aacute; que, para haver progressos tang&iacute;veis, &eacute; necess&aacute;rio um esfor&ccedil;o continuado a todos os n&iacute;veis de governa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A pobreza &eacute; normalmente associada aos pa&iacute;ses em vias de desenvolvimento nos quais a subnutri&ccedil;&atilde;o, a fome e a falta de &aacute;gua limpa e pot&aacute;vel s&atilde;o desafios quotidianos. Contudo, a Europa tamb&eacute;m &eacute; afectada pela pobreza e pela exclus&atilde;o social, onde apesar de estes problemas poderem n&atilde;o ser t&atilde;o gritantes, s&atilde;o ainda assim inaceit&aacute;veis. Quase um quinto da popula&ccedil;&atilde;o da UE n&atilde;o tem os meios necess&aacute;rios para satisfazer as suas necessidades mais b&aacute;sicas.<\/p>\n<p>Um valor fundamental da Uni&atilde;o Europeia &eacute; a solidariedade, particularmente importante em tempos de crise. Ao longo de 2010, os respons&aacute;veis comunit&aacute;rios prop&otilde;em-se &ldquo;encorajar a participa&ccedil;&atilde;o e o compromisso pol&iacute;tico de todos os segmentos da sociedade para participarem na luta contra a pobreza e a exclus&atilde;o social, desde o n&iacute;vel europeu ao n&iacute;vel local, no sector p&uacute;blico e no privado&rdquo;.<\/p>\n<p>Neste Ano, h&aacute; ainda a inten&ccedil;&atilde;o de &ldquo;dar voz &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es e necessidades de todos quanto atravessam situa&ccedil;&otilde;es de pobreza e de exclus&atilde;o social&rdquo; e &ldquo;dar a m&atilde;o a organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil e a organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais na &aacute;rea da luta contra a pobreza e a exclus&atilde;o social&rdquo;.<\/p>\n<p>Sandra Ara&uacute;jo, coordenadora t&eacute;cnica da sec&ccedil;&atilde;o portuguesa da Rede Europeia Anti-Pobreza,<em> <\/em>defende que &ldquo;&eacute; preciso que a riqueza seja bem distribu&iacute;da, e esse &eacute; que &eacute; que o problema do modelo social europeu. No nosso pa&iacute;s, o n&iacute;vel das desigualdades sociais &ndash; um dos maiores da UE &ndash; &eacute; muito significativo&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Tamb&eacute;m sabemos que Portugal tem uma taxa elevada de trabalhadores pobres: apesar de terem emprego, muitas pessoas n&atilde;o saem debaixo da linha de pobreza&rdquo;, lamenta.<\/p>\n<p><strong>Portugal<\/strong><\/p>\n<p>O Governo portugu&ecirc;s nomeou um coordenador nacional &#8211; o presidente do conselho directivo do Instituto da Seguran&ccedil;a Social &ndash; como respons&aacute;vel pela defini&ccedil;&atilde;o do programa nacional para o AECPES, cujas iniciativas a prosseguir &ldquo;dever&atilde;o contribuir de forma eficaz para reconhecer o direito fundamental das pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de pobreza e exclus&atilde;o social a viver com dignidade e a participar activamente na sociedade&rdquo;.<\/p>\n<p>Para Portugal, a realiza&ccedil;&atilde;o do Ano Europeu cria uma oportunidade para sensibilizar a opini&atilde;o p&uacute;blica para as quest&otilde;es da pobreza e da exclus&atilde;o social e fazer passar a mensagem de que a pobreza e a exclus&atilde;o s&atilde;o consequ&ecirc;ncia de um modelo de desenvolvimento injusto. Assim, procura-se combater a no&ccedil;&atilde;o de que o combate &agrave; pobreza &eacute; um custo para a sociedade e reafirmar a import&acirc;ncia da responsabilidade colectiva. &ldquo;Contribuir para um Portugal mais justo e mais solid&aacute;rio corresponde a um compromisso e a um objectivo estruturante, que implica a participa&ccedil;&atilde;o de todos&rdquo;, refere o Instituto da Seguran&ccedil;a Social.<\/p>\n<p>O Programa Nacional do AECPES estrutura-se em torno de quatro eixos estrat&eacute;gicos: Contribuir para a redu&ccedil;&atilde;o da pobreza (e prevenir riscos de exclus&atilde;o); contribuir para a compreens&atilde;o e visibilidade do fen&oacute;meno da pobreza e seu car&aacute;cter multidimensional; responsabilizar e mobilizar o conjunto da sociedade no esfor&ccedil;o da erradica&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es de pobreza e exclus&atilde;o; assumir a pobreza como um problema de todos os pa&iacute;ses, &ldquo;eliminando fronteiras&rdquo;.<\/p>\n<p>O terceiro eixo, em particular, desenvolve-se em articula&ccedil;&atilde;o com organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais, IPSS e entidades equiparadas, autarquias e entidades de direito privado com fins lucrativos ou sem fins lucrativos.<\/p>\n<p>Tem como objectivos estrat&eacute;gicos &ldquo;promover a coes&atilde;o atrav&eacute;s da sensibiliza&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico quanto aos benef&iacute;cios para todos de uma sociedade mais justa e solid&aacute;ria&rdquo; e &ldquo;fomentar uma sociedade que promove e sustenta a qualidade de vida incluindo o bem-estar social, particularmente dos mais vulner&aacute;veis, e a igualdade de oportunidades para todos&rdquo;.<\/p>\n<p>Procura tamb&eacute;m &ldquo;fomentar a sensibiliza&ccedil;&atilde;o e o empenho de todos os cidad&atilde;os no combate &agrave; pobreza e &agrave; exclus&atilde;o social&rdquo; e &ldquo;fomentar a participa&ccedil;&atilde;o das pessoas com experi&ecirc;ncia directa ou indirecta dos fen&oacute;menos de pobreza e exclus&atilde;o social&rdquo;.<\/p>\n<p>A Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional das Institui&ccedil;&otilde;es de Solidariedade (CNIS) pretende que os benefici&aacute;rios dos subs&iacute;dios estatais n&atilde;o se mantenham numa situa&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia permanente face a essas subven&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Em entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, o presidente da CNIS, Pe. Lino Maia, afirmou que esta plataforma pretende trabalhar com as pessoas abrangidas pelo Rendimento Social de Inser&ccedil;&atilde;o, para que &ldquo;elas pr&oacute;prias, com o apoio de institui&ccedil;&otilde;es, de empresas e da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional do Microcr&eacute;dito, possam criar formas de autonomia&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;A pessoa &eacute; o caminho da Igreja e &eacute; a &uacute;nica raz&atilde;o de ser de uma sociedade, pelo que temos de apostar claramente na sua promo&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento e felicidade&rdquo;, assinalou o sacerdote. O Pe. Lino Maia considerou que a erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel se ela for &ldquo;um des&iacute;gnio nacional&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oportunidade para lembrar responsabilidades de todos neste combate<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[133,168,203,314],"class_list":["post-42792","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-cnis","tag-diocese-da-guarda","tag-europa","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42792","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42792"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42792\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42792"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42792"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42792"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}