{"id":42759,"date":"2010-01-01T19:19:42","date_gmt":"2010-01-01T19:19:42","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/01\/01\/so-numa-renovacao-de-civilizacao-a-humanidade-encontrara-os-caminhos-da-justica-e-da-paz\/"},"modified":"2010-01-01T19:19:42","modified_gmt":"2010-01-01T19:19:42","slug":"so-numa-renovacao-de-civilizacao-a-humanidade-encontrara-os-caminhos-da-justica-e-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/so-numa-renovacao-de-civilizacao-a-humanidade-encontrara-os-caminhos-da-justica-e-da-paz\/","title":{"rendered":"S\u00f3 numa renova\u00e7\u00e3o de civiliza\u00e7\u00e3o a humanidade encontrar\u00e1 os caminhos da Justi\u00e7a e da Paz"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de D. Jos\u00e9 Policarpo no Dia Mundial da Paz <!--more--> <\/p>\n<p>1. Esta Solenidade de Santa Maria, M&atilde;e de Deus, &eacute; a celebra&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica de um dos dogmas da nossa f&eacute;: Jesus Cristo, Filho de Maria &eacute; divino, tamb&eacute;m na sua humanidade. O Homem, Jesus de Nazar&eacute;, que Maria trouxe no seu seio e deu &agrave; luz, &eacute; Filho de Deus, &eacute; divino na totalidade da sua Pessoa, portanto tamb&eacute;m na sua natureza humana. Ao afirmar que Maria &eacute;, verdadeiramente, M&atilde;e de Deus, a Igreja tornou clara a sua f&eacute; na divindade da humanidade de Jesus. Essa &eacute; a misteriosa verdade do insond&aacute;vel mist&eacute;rio da encarna&ccedil;&atilde;o do Filho eterno de Deus.<\/p>\n<p>Acreditar que o Homem Jesus de Nazar&eacute; &eacute; o Filho de Deus traz a rela&ccedil;&atilde;o de Deus com os homens e destes com Deus para o &acirc;mago das rela&ccedil;&otilde;es humanas, n&atilde;o apenas de cada homem com Jesus Cristo, mas dos homens entre si, a partir de Jesus Cristo. Isso &eacute; a Reden&ccedil;&atilde;o, porque o pecado n&atilde;o adulterou apenas as rela&ccedil;&otilde;es dos homens com Deus, mas dos homens entre si. E estas s&oacute; se transformar&atilde;o em ordem &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da fraternidade, da justi&ccedil;a e da paz, se no &acirc;mbito das rela&ccedil;&otilde;es humanas, em que entra Jesus Cristo, os homens se abrirem &agrave; dimens&atilde;o transcendente do homem e da comunidade humana. Desde que um homem, nascido de uma mulher, &eacute; divino, todos os caminhos pelos quais a humanidade, ao longo da sua hist&oacute;ria, procuram construir uma sociedade digna do homem, t&ecirc;m de ser caminhos de di&aacute;logo e passam, necessariamente, pelo di&aacute;logo dos homens com Deus, em Jesus Cristo. O facto de Deus se ter feito Homem torna-se um elemento decisivo na constru&ccedil;&atilde;o da dignidade humana, dado inspirador da cultura e da civiliza&ccedil;&atilde;o. Nenhuma das grandes causas da civiliza&ccedil;&atilde;o, o desenvolvimento, a constru&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a e da paz, pode desconhecer esta realidade nova da humanidade. E Maria, a mulher que ao dar &agrave; luz um Filho se tornou M&atilde;e de Deus, fica igualmente comprometida com todas as grandes causas da humanidade. A Igreja exprimiu esta confian&ccedil;a radicada na sua f&eacute;, ao proclamar o &ldquo;Dia Mundial da Paz&rdquo;, na consci&ecirc;ncia de que a paz &eacute; o principal fruto de todos os esfor&ccedil;os de civiliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>2. A Igreja tem consci&ecirc;ncia da sua responsabilidade em todas as grandes causas da humanidade, na busca da supera&ccedil;&atilde;o dos problemas com que esta se confronta em cada tempo, e os obreiros dessa contribui&ccedil;&atilde;o da Igreja para o progresso da civiliza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o todos os crist&atilde;os, inseridos no realismo da cidade dos homens, eles que na sua f&eacute; d&atilde;o densidade real a esse novo di&aacute;logo dos homens com Deus. A Igreja &eacute; necess&aacute;ria &agrave;s grandes causas da humanidade. O Santo Padre Bento XVI afirmou-o claramente na sua recente Enc&iacute;clica: &ldquo;A Igreja n&atilde;o tem solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas para oferecer e n&atilde;o pretende de modo algum imiscuir-se na pol&iacute;tica dos Estados, mas tem uma miss&atilde;o ao servi&ccedil;o da verdade para cumprir, em todo o tempo e conting&ecirc;ncia, a favor de uma sociedade &agrave; medida do ser humano, da sua dignidade, da sua voca&ccedil;&atilde;o&rdquo;. O Santo Padre n&atilde;o fala de uma verdade te&oacute;rica, mas de uma &ldquo;verdade para cumprir&rdquo;, isto &eacute;, para p&ocirc;r em pr&aacute;tica, porque a verdade que a Igreja aprende de Jesus Cristo identifica-se com a caridade, e o amor &eacute; o dinamismo que pode transformar a sociedade. E acrescenta: &ldquo;Para a Igreja, esta miss&atilde;o ao servi&ccedil;o da verdade &eacute; irrenunci&aacute;vel&rdquo; (1).<\/p>\n<p>E na sua Mensagem para este Dia Mundial da Paz, centrada nos problemas ecol&oacute;gicos, reafirma esta responsabilidade da Igreja: &ldquo;A Igreja tem a sua parte de responsabilidade pela cria&ccedil;&atilde;o e sente que a deve exercer tamb&eacute;m em &acirc;mbito p&uacute;blico, para defender a terra, a &aacute;gua e o ar, d&aacute;divas feitas por Deus Criador a todos, e antes de tudo para proteger o homem contra o perigo da destrui&ccedil;&atilde;o de si mesmo&rdquo; (2).<\/p>\n<p>Os meios de que a Igreja disp&otilde;e para realizar a sua miss&atilde;o na transforma&ccedil;&atilde;o da sociedade s&atilde;o v&aacute;rios. Antes de mais o seu ensinamento, express&atilde;o desse novo di&aacute;logo entre os homens e Deus, que aponta os caminhos dessa &ldquo;verdade para cumprir&rdquo; e que contribui significativamente para a forma&ccedil;&atilde;o de uma consci&ecirc;ncia colectiva dos caminhos a seguir para a constru&ccedil;&atilde;o da comunidade humana. Mas o meio de que disp&otilde;e, que pode ser o mais eficaz, &eacute; a ac&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os no seio da sociedade, o que sup&otilde;e que formam a sua consci&ecirc;ncia e se abrem generosamente a um ideal de humanidade que brota da sua f&eacute; em Jesus Cristo. A Igreja sempre considerou esse empenhamento dos crist&atilde;os na transforma&ccedil;&atilde;o da cidade dos homens, uma concretiza&ccedil;&atilde;o da miss&atilde;o de anunciar e construir o Reino de Deus.<\/p>\n<p>3. O primeiro desafio que nos lan&ccedil;a essa &ldquo;verdade para cumprir&rdquo; &eacute; o saber olhar com verdade, o que sup&otilde;e a objectividade de an&aacute;lise, para os problemas reais de uma sociedade concreta, num tempo determinado, na consci&ecirc;ncia de que, nesta &eacute;poca de globaliza&ccedil;&atilde;o, os grandes problemas s&atilde;o comuns a toda a fam&iacute;lia humana, como o s&atilde;o, por exemplo, a salvaguarda do planeta Terra, a casa onde habitamos, a constru&ccedil;&atilde;o da paz, a vit&oacute;ria contra a viol&ecirc;ncia, a promo&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a, de modo particular nos sistemas econ&oacute;mico-financeiros e sociais. E se os problemas s&atilde;o globais, a busca de solu&ccedil;&otilde;es tem igualmente de o ser, o que sup&otilde;e aprofundar a consci&ecirc;ncia da responsabilidade de cada homem por todos os homens. A humanidade est&aacute;, como nunca, perante o desafio de renova&ccedil;&atilde;o de civiliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m entre n&oacute;s os grandes problemas com que nos debatemos t&ecirc;m, inevitavelmente, essa dimens&atilde;o global, o que exige a integra&ccedil;&atilde;o progressiva de Portugal na comunidade das na&ccedil;&otilde;es. A opini&atilde;o p&uacute;blica portuguesa tem sido mobilizada na aten&ccedil;&atilde;o a prestar a problemas espec&iacute;ficos: a crise econ&oacute;mica, a viol&ecirc;ncia crescente, a efic&aacute;cia do sistema judicial, a corrup&ccedil;&atilde;o, a luta contra a degrada&ccedil;&atilde;o do ambiente. Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social exercem um papel decisivo nesta forma&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o p&uacute;blica, o que lhes traz uma responsabilidade acrescida na busca objectiva da verdade. O que o Santo Padre lhes pede no campo da ecologia pode estender-se a todos estes &acirc;mbitos. Diz o Papa: &ldquo;&Eacute; preciso lembrar a responsabilidade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social neste &acirc;mbito, propondo modelos positivos que sirvam de inspira&ccedil;&atilde;o&rdquo; (3). Mas s&oacute; ser&aacute; inspiradora de caminhos positivos para a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas da sociedade a informa&ccedil;&atilde;o que tenha a preocupa&ccedil;&atilde;o da verdade e da promo&ccedil;&atilde;o do bem-comum.<\/p>\n<p>Por vezes, parece esquecer-se, na busca de solu&ccedil;&otilde;es, que estes problemas est&atilde;o interligados, s&atilde;o causa-efeito uns dos outros e que exigem caminhos de solu&ccedil;&atilde;o de outra ordem e de outro &acirc;mbito. A prop&oacute;sito da ecologia, diz Bento XVI: &ldquo;A salvaguarda da cria&ccedil;&atilde;o e a realiza&ccedil;&atilde;o da paz s&atilde;o realidades intimamente ligadas entre si&rdquo; (4). O mesmo se pode dizer da rela&ccedil;&atilde;o existente entre desmandos como a corrup&ccedil;&atilde;o e a viol&ecirc;ncia e a promo&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a. Administrar a justi&ccedil;a numa sociedade em que as pessoas e as institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o procuram ser justas &eacute; tarefa &aacute;rdua e complexa. Vale o princ&iacute;pio de que s&oacute; homens justos podem promover a justi&ccedil;a. Para al&eacute;m da busca de solu&ccedil;&otilde;es sectoriais, estamos perante um desafio de civiliza&ccedil;&atilde;o, onde haja clareza de valores a promover e a defender. Trata-se de um paradigma de humanidade, l&uacute;cido na sua defini&ccedil;&atilde;o, poss&iacute;vel na sua implementa&ccedil;&atilde;o. Neste rever dos paradigmas civilizacionais, a cultura em todas as suas express&otilde;es, tem um papel insubstitu&iacute;vel. O pragmatismo dos problemas sofridos e da busca de solu&ccedil;&otilde;es leva as sociedades, desde os seus respons&aacute;veis aos diversos corpos sociais, a perder esse pano de fundo comum a todo o progresso social que &eacute; a cultura num quadro civilizacional. Volto a citar o Santo Padre na Mensagem que dirigiu hoje ao mundo e cujo tema &eacute; o respeito pela cria&ccedil;&atilde;o: &ldquo;A degrada&ccedil;&atilde;o da natureza est&aacute; intimamente ligada &agrave; cultura que molda a conviv&ecirc;ncia humana (&hellip;). N&atilde;o se pode pedir aos jovens que respeitem o ambiente, se n&atilde;o s&atilde;o ajudados, em fam&iacute;lia e na sociedade, a respeitar-se a si mesmos; o livro da natureza &eacute; &uacute;nico, tanto sobre a vertente do ambiente como sobre a &eacute;tica pessoal, familiar e social&rdquo; (5).<\/p>\n<p>Se percebermos que a solu&ccedil;&atilde;o para todos estes graves problemas da sociedade exige uma profunda revolu&ccedil;&atilde;o cultural e civilizacional, talvez passemos a p&ocirc;r o acento onde ele deve ser posto: na educa&ccedil;&atilde;o, na fam&iacute;lia, na comunica&ccedil;&atilde;o social, nas estruturas culturais, no fundo, na forma&ccedil;&atilde;o para a liberdade, cujo exerc&iacute;cio leg&iacute;timo sup&otilde;e sempre a responsabilidade da promo&ccedil;&atilde;o do bem-comum. O exerc&iacute;cio da liberdade deve ser inspirado, n&atilde;o pelos ego&iacute;smos de cada um, mas por um ideal generoso de humanidade. Espanta-me que se fa&ccedil;am cimeiras sectoriais, sobre a preserva&ccedil;&atilde;o do ambiente, sobre a economia, sobre a crise financeira e que ainda n&atilde;o se tivesse dado o mesmo relevo a cimeiras de aprofundamento civilizacional. As pr&oacute;prias institui&ccedil;&otilde;es que, no quadro internacional, t&ecirc;m essa finalidade, acabam por ser secundarizadas pela prem&ecirc;ncia da busca de solu&ccedil;&otilde;es sectoriais. Discutamos seriamente que humanidade queremos ser para legar aos nossos vindouros.<\/p>\n<p>4. Num quadro de globaliza&ccedil;&atilde;o, este debate tem de passar por um di&aacute;logo entre civiliza&ccedil;&otilde;es, onde a Igreja e as grandes religi&otilde;es da humanidade t&ecirc;m a dar um contributo indispens&aacute;vel. Podem ajudar a fazer s&iacute;ntese entre valores perenes e inalien&aacute;veis para quem quer salvar a humanidade, e as express&otilde;es transit&oacute;rias pr&oacute;prias de cada tempo e de cada povo: o respeito pela cria&ccedil;&atilde;o como dom de Deus e pela lei natural que n&atilde;o se pode agredir ao sabor de tend&ecirc;ncias ou necessidades de grupos espec&iacute;ficos em tempo determinado; a generosidade que leva ao dom e &agrave; vit&oacute;ria sobre todos os ego&iacute;smos: a busca incans&aacute;vel da verdade, a preval&ecirc;ncia do bem-comum sobre interesses individuais, valores que deveriam tornar-se patrim&oacute;nio assumido por toda a humanidade.<\/p>\n<p>Termino como o Santo Padre encerra a sua Mensagem para este dia, qual actualiza&ccedil;&atilde;o da b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Aar&atilde;o: &ldquo;O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz&rdquo; (Num. 9,26). &ldquo;Convido todos os crentes a elevarem a Deus, Criador omnipotente e Pai misericordioso, a sua ora&ccedil;&atilde;o fervorosa, para que no cora&ccedil;&atilde;o de cada homem e de cada mulher ressoe, seja acolhido e vivido, o premente apelo: se quiseres cultivar a paz, preserva a Cria&ccedil;&atilde;o&rdquo; (6).<\/p>\n<p>Par&oacute;quia de Nossa Senhora da Purifica&ccedil;&atilde;o de Oeiras, 1 de Janeiro de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>&dagger; JOS&Eacute;, Cardeal-Patriarca<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de D. Jos\u00e9 Policarpo no Dia Mundial da Paz<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,161,165,168,191],"class_list":["post-42759","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-d-jose-policarpo","tag-dia-mundial-da-paz","tag-diocese-da-guarda","tag-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42759","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42759"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42759\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42759"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42759"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42759"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}