{"id":42757,"date":"2010-01-01T19:05:07","date_gmt":"2010-01-01T19:05:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/01\/01\/cuidar-da-terra-e-um-dever\/"},"modified":"2010-01-01T19:05:07","modified_gmt":"2010-01-01T19:05:07","slug":"cuidar-da-terra-e-um-dever","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cuidar-da-terra-e-um-dever\/","title":{"rendered":"Cuidar da Terra \u00e9 um dever"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo do Porto no Dia Mundial da Paz <!--more--> <\/p>\n<p><strong>Sinal e profecia do universo novo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute; de grande encanto, car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s, o modo como o evangelista Lucas nos coloca com os pastores diante de Jesus, Maria e Jos&eacute;. Acabamos de o ouvir, mas pe&ccedil;o-vos que o oi&ccedil;amos de novo: &ldquo;Naquele tempo, os pastores dirigiram-se apressadamente para Bel&eacute;m e encontraram Maria, Jos&eacute; e o Menino deitado na manjedoura. [&hellip;] Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado&rdquo;.<\/p>\n<p>Com t&atilde;o poucas palavras, al&eacute;m das outras, temos tudo o que importa acolher na intelig&ecirc;ncia e no cora&ccedil;&atilde;o, para celebrarmos Santa Maria M&atilde;e de Deus e o Dia Mundial da Paz, com alus&atilde;o indispens&aacute;vel &agrave; Mensagem de Bento XVI, este ano intitulada &ldquo;Se quiseres cultivar a paz, preserva a cria&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Sigamos os pastores, admiremos a Sagrada Fam&iacute;lia e glorifiquemos a Deus. Nisto mesmo encontraremos a paz e a religi&atilde;o de Cristo. Encontraremos a paz, passando do alvoro&ccedil;o &agrave; surpresa; subiremos &agrave; religi&atilde;o de Cristo, substituindo o interesse pela glorifica&ccedil;&atilde;o do Pai. Por fim, preencheremos a natureza com uma aut&ecirc;ntica alegria de pastores dela, respeitando a cria&ccedil;&atilde;o e concluindo-a com a nova cria&ccedil;&atilde;o que precisamente em Cristo acontece.<\/p>\n<p>Tempos houve &ndash; quase todo o tempo at&eacute;, da nossa longa hist&oacute;ria humana &ndash; em que a natureza era sentida como totalidade, inexor&aacute;vel totalidade, donde cada um mal se destacava, tal era a depend&ecirc;ncia de condi&ccedil;&otilde;es prop&iacute;cias ou adversas.<\/p>\n<p>Num pa&iacute;s como o nosso, mal conseguimos imaginar facilmente o que era a precariedade das vidas e o sobressalto dos dias, ainda h&aacute; poucas gera&ccedil;&otilde;es atr&aacute;s. A alt&iacute;ssima mortalidade infantil, a pouca defesa contra qualquer infec&ccedil;&atilde;o ou cont&aacute;gio, as resumidas pr&aacute;ticas higi&eacute;nicas, tudo se somava negativamente para amea&ccedil;ar as vidas e agigantar os temores. Assim era connosco, assim continua a ser em grande parte do nosso mundo contempor&acirc;neo e desigual, sabemo-lo bem.<\/p>\n<p>Como viv&iacute;amos culturalmente integrados, interiorizando viv&ecirc;ncias em sentimentos e traduzindo sentimentos em representa&ccedil;&otilde;es, tudo se reflectia tamb&eacute;m na religiosidade comum. Aspirando-se sempre &agrave; seguran&ccedil;a, era em torno desta que se organizava a pr&oacute;pria pr&aacute;tica, visando acalmar pelo al&eacute;m a fragilidade do aqu&eacute;m e pedindo ao c&eacute;u o que a terra podia p&ocirc;r em causa.<\/p>\n<p>A pr&oacute;pria tradi&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica s&oacute; a pouco e pouco conseguiu &ldquo;libertar&rdquo; Deus das necessidades humanas e libertar o homem dos seus desejos imediatos, come&ccedil;ando por este mesmo de se querer seguro e garantido. Como a religiosidade natural e espont&acirc;nea, assim tamb&eacute;m a B&iacute;blia inclui em muitas p&aacute;ginas as manifesta&ccedil;&otilde;es recorrentes duma humanidade que s&oacute; se lembra de Deus quando d&rsquo;Ele precisa&hellip; Mas aqui n&atilde;o h&aacute; convers&atilde;o, antes recurso e interesse.<\/p>\n<p>Finalmente, quando em Jesus Deus nos diz a &uacute;ltima palavra sobre si e sobre n&oacute;s, a liberdade divina e a liberdade humana revelam-se inteiramente. A de Deus, como liberdade absoluta e absolutamente libertadora; a nossa, como liberdade dos filhos de Deus. Melhor ainda, retomando as palavras de Paulo aos G&aacute;latas, que ouvimos h&aacute; pouco, dizendo-nos que o Filho de Deus, filho de Maria tamb&eacute;m, nos elevou a uma rela&ccedil;&atilde;o filial com o Pai, plenamente gratuita e livre. Da&iacute; que o Ap&oacute;stolo conclua e exorte: &ldquo;E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos cora&ccedil;&otilde;es o Esp&iacute;rito de seu Filho, que clama: &lsquo;Abb&aacute;! Pai!&rsquo;. Assim, j&aacute; n&atilde;o &eacute;s escravo, mas filho. E, se &eacute;s filho, tamb&eacute;m &eacute;s herdeiro, por gra&ccedil;a de Deus&rdquo;.<\/p>\n<p>Religi&atilde;o de &ldquo;filhos no Filho&rdquo;, religi&atilde;o de adoradores universais, que tudo remontam &agrave; Fonte e de nada se apropriam como exclusivamente seu. Porque a pr&oacute;pria natureza passa a ser outra coisa. No mar da Galileia, mesmo com vento forte e ondula&ccedil;&atilde;o agitada, os primeiros disc&iacute;pulos viram e ouviram Jesus a acalmar os elementos, em refeita sintonia. Tempos depois, os que estavam no Calv&aacute;rio viram a terra e o c&eacute;u a compartilhar do seu drama salvador, tremendo aquela e escurecendo-se este. E estou certo de que a madrugada pascal apareceu por fim com uma luminosidade nunca vista. Mas isto aconteceu em Cristo, porque nele a harmonia se reencontrava na comunh&atilde;o do Criador com a criatura.<\/p>\n<p>Querer&aacute; isto significar tamb&eacute;m que, em Cristo, a nossa humanidade &eacute; salva na sua mesma precariedade por um Deus humanado que a assume e garante pela uni&atilde;o com o Pai, Fonte da Vida at&eacute; na pr&oacute;pria morte.<\/p>\n<p>Liberta&ccedil;&atilde;o mais completa n&atilde;o a h&aacute; decerto. E deste modo aceites tanto as vicissitudes humanas como as naturais, todas se tornam ocasi&atilde;o e desafio para uma vida mais plena, como &eacute; pr&oacute;prio de filhos de Deus. A resposta que Deus d&aacute; &agrave;s nossas inseguran&ccedil;as &eacute; assumi-las Ele mesmo em Cristo, para as repassar de caridade vitoriosa: &ldquo;A minha vida ningu&eacute;m ma tira, sou Eu que a dou!&rdquo; (cf. Jo 10, 17-18).<\/p>\n<p>Assim mesmo nos ensina que at&eacute; as circunst&acirc;ncias mais gravosas, naturais ou outras, podem assinalar outras tantas vit&oacute;rias da vida, pela caridade que as perpasse e exceda, a&iacute; sim, em perfeita liberdade. Desse modo se vencer&atilde;o os medos, como as deforma&ccedil;&otilde;es religiosas que lhes s&atilde;o pr&oacute;prias. N&atilde;o sabemos como se estava naquela altura em Bel&eacute;m; mas S&atilde;o Lucas quer-nos dizer que, ao depararem com a Sagrada Fam&iacute;lia, os pastores encontraram uma paz a toda a prova. Naquela Fam&iacute;lia, mesmo nas condi&ccedil;&otilde;es limitadas e nos sobressaltos v&aacute;rios que a atingiram ent&atilde;o e depois, tudo estava salvo, porque tudo era oferta ao Pai e aos outros.<\/p>\n<p>Fica Deus &ldquo;liberto&rdquo; das nossas necessidades, uma vez que as assume e pascalmente as salva. E ficamos n&oacute;s livres pela pura caridade. &Eacute; um longo caminho a percorrer, sabemo-lo bem. T&atilde;o longo, ali&aacute;s, como o que geralmente demoramos para evoluir entre n&oacute;s, das rela&ccedil;&otilde;es de mera necessidade e conveni&ecirc;ncia para rela&ccedil;&otilde;es verdadeiramente livres e gratuitas, em que nos amemos apenas &ldquo;porque sim&rdquo;, em tudo e mesmo apesar de tudo.<\/p>\n<p>&nbsp;No que &agrave; religi&atilde;o respeita, significa passar do habitual apelo a este ou &agrave;quele santo, feito advogado desta ou daquela necessidade, para a rela&ccedil;&atilde;o filial que Jesus nos enuncia no &ldquo;Pai Nosso&rdquo;. &Eacute; verdade que na Comunh&atilde;o dos Santos somos acompanhados por aqueles que j&aacute; conclu&iacute;ram em Cristo o seu caminho para o Pai, e especialmente nos aspectos mais sugestivos das suas vidas e lugares. Mas o que os santos mais querem, car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s, muito mais do que garantirem a vida que ainda levamos, &eacute; levar-nos com eles no seguimento de Cristo. Assim se transmudar&aacute; a religi&atilde;o espont&acirc;nea em religi&atilde;o salva e salvadora.<\/p>\n<p>Tudo isto se endere&ccedil;a ao t&oacute;pico deste Dia Mundial da Paz: &ldquo;Se quiseres cultivar a paz, preserva a cria&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Na sua oportun&iacute;ssima Mensagem, Bento XVI lembra-nos pontos essenciais duma ecologia integral, em que nada fique de fora da vontade do Criador, assim esclarecida (segundo o Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica): &ldquo;Porventura n&atilde;o &eacute; verdade que, na origem daquela que em sentido c&oacute;smico chamamos &lsquo;natureza&rsquo;, h&aacute; um des&iacute;gnio de amor e de verdade? O mundo n&atilde;o &eacute; fruto duma qualquer necessidade, dum destino cego ou do acaso, [&hellip;] procede da vontade livre de Deus, que quis fazer as criaturas participantes do seu ser, da sua sabedoria e da sua bondade&rdquo; (Mensagem, n&ordm; 6).<\/p>\n<p>Inten&ccedil;&atilde;o divina que passa, indispensavelmente, pela responsabilidade humana. Concretizando mais um pouco: n&atilde;o temos uma terra para temer nem para desgastar, mas para conhecer e desenvolver, como verdadeiros cuidadores dela. Nisto colaboraremos com Deus, cumprindo da cria&ccedil;&atilde;o o que nos caiba. &ndash; E ainda ser&aacute; tanto, do nosso pequeno planeta at&eacute; aos espa&ccedil;os siderais que nos desafiam, mas sobretudo nos levam a dar gl&oacute;ria ao seu divino Autor!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tomaremos como pr&oacute;prias, tanto a nossa actual situa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria como a crescente condi&ccedil;&atilde;o divina em que o Esp&iacute;rito de Cristo nos vai garantindo, num longo percurso de liberta&ccedil;&atilde;o que at&eacute; da morte far&aacute; vida, porque transformada em dom. E, especialmente nestes dias e com a presente Mensagem papal. Ponhamos nesse horizonte &uacute;ltimo da liberdade divina e divinizada a nossa expectativa e seguran&ccedil;a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N&atilde;o em n&oacute;s e s&oacute; por n&oacute;s &ndash; o que seria correr contra o tempo e j&aacute; vencidos &ndash; e n&atilde;o nas coisas pelas coisas, que, sendo sinais dum Amor que nos convida, s&oacute; agradecidas e partilhadas realizam o seu fim, como o concluiu magnificamente Agostinho nas suas Confiss&otilde;es 10, 27: &ldquo;Tarde Vos amei, &oacute; beleza t&atilde;o antiga e t&atilde;o nova, tarde Vos amei! V&oacute;s est&aacute;veis dentro de mim, mas eu estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu esp&iacute;rito deformado, precipitava-me sobre as coisas formosas que criastes. Est&aacute;veis comigo e eu n&atilde;o estava convosco. Retinha-me longe de V&oacute;s aquilo que n&atilde;o existiria se n&atilde;o existisse em V&oacute;s. Chamastes, clamastes e rompestes a minha surdez. Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. [&hellip;] Tocastes-me, e agora desejo ardentemente a vossa paz&rdquo;.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m para que a natureza possa &ldquo;respirar&rdquo;, sem ser sufocada por uma avidez que acabaria por nos sufocar a n&oacute;s. Ainda neste sentido compreenderemos Paulo, quando escreve que &ldquo;a cria&ccedil;&atilde;o aguarda ansiosa a revela&ccedil;&atilde;o dos filhos de Deus; se ela foi submetida &agrave; vaidade, [&hellip;] foi com a esperan&ccedil;a de ser tamb&eacute;m ela libertada da servid&atilde;o da corrup&ccedil;&atilde;o para participar, livremente da gl&oacute;ria dos filhos de Deus&rdquo; (Rm 8, 19-21).<\/p>\n<p>Finalmente se resolver&aacute; de raiz a actual quest&atilde;o ecol&oacute;gica, que exige uma mudan&ccedil;a igualmente radical dos desejos que est&atilde;o por dentro dos consumos excessivos ou desorientados. Ser&aacute; dif&iacute;cil, sen&atilde;o imposs&iacute;vel, respeitar a cria&ccedil;&atilde;o enquanto quisermos das coisas o que s&oacute; espiritualmente se resolve &ndash; na &ldquo;alma&rdquo; das coisas, poder&iacute;amos dizer -, como sentido, seguran&ccedil;a e destino. Libertos do medo e da avidez que t&atilde;o mal o disfar&ccedil;a, deixaremos o mundo respirar e assim respiraremos n&oacute;s em comunh&atilde;o serena e autenticamente festiva, ou seja, em que caibamos todos.<\/p>\n<p>Na representa&ccedil;&atilde;o evang&eacute;lica que contempl&aacute;mos com os pastores, tudo era calmo, atraente e oferecido. Quando em Roma o maior poder do mundo de ent&atilde;o se afirmava sobre tudo e sobre todos, quando em Israel o poder era um arremedo do que devia ser, alguns simples pastores &ndash; quase t&atilde;o &ldquo;naturais&rdquo; como os campos em que viviam, guardando as suas ovelhas &ndash; descobriram a paz duma crian&ccedil;a no colo da sua m&atilde;e. Como depois O contemplamos n&oacute;s, homem feito e oferecido, nos bra&ccedil;os da Senhora das Dores, onde a paz definitivamente se alcan&ccedil;ou como entrega absoluta de si. Da&iacute; mesmo ressuscitando, para connosco inaugurar &ldquo;um novo c&eacute;u e uma nova terra&rdquo; (cf. Ap 21, 1), que, come&ccedil;ando no cora&ccedil;&atilde;o dos verdadeiros crentes, transfigurar&atilde;o a cria&ccedil;&atilde;o inteira.<\/p>\n<p>Um crist&atilde;o s&oacute; pode ser sinal e profecia deste universo novo. A maior contribui&ccedil;&atilde;o evang&eacute;lica para uma ecologia integral &eacute; e ser&aacute; o &ldquo;estilo&rdquo; crist&atilde;o de vida, pr&oacute;prio dos que se deixaram libertar por Cristo para a verdade essencial e a beleza absoluta, que n&rsquo;Ele todas as coisas alcan&ccedil;am, repassadas de caridade universal. Na esteira e no Esp&iacute;rito de Jesus, Francisco de Assis e tantos outros deram ao mundo o que este mais requer: a adora&ccedil;&atilde;o do Criador e a frui&ccedil;&atilde;o cuidadosa e solid&aacute;ria dos recursos da cria&ccedil;&atilde;o. Adianta Bento XVI: &ldquo;Por fim, n&atilde;o se deve esquecer o facto, altamente significativo, de que muitos encontram tranquilidade e paz [&hellip;] quando entram em contacto directo com a beleza e a harmonia da natureza. Existe aqui uma esp&eacute;cie de reciprocidade: quando cuidamos da cria&ccedil;&atilde;o, constatamos que Deus, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o, cuida de n&oacute;s&rdquo; (Mensagem, n&ordm; 13).<\/p>\n<p>Como &eacute; pr&oacute;prio do sacramento, a nossa celebra&ccedil;&atilde;o culmina no gesto definitivo que as palavras indicaram. Como quer a piedade crist&atilde;, juntamo-nos qual gota de &aacute;gua ao vinho de que o Esp&iacute;rito far&aacute; Cristo, bem como ao p&atilde;o oferecido. Assim nos devolveremos com Ele ao Pai, autor e consumador da nossa vida, como da vida do mundo, &uacute;ltima seguran&ccedil;a e realiza&ccedil;&atilde;o definitiva de tudo e de todos. Sacramento de in&iacute;cio do ano, como do seu meio e do seu fim. Concluindo anda com Bento XVI: &ldquo;A busca da paz por parte de todos os homens de boa vontade ser&aacute;, sem d&uacute;vida alguma, facilitada pelo reconhecimento comum da rela&ccedil;&atilde;o indivis&iacute;vel que existe entre Deus, os seres humanos e a cria&ccedil;&atilde;o inteira. Os crist&atilde;os [&hellip;] consideram o cosmos e as suas maravilhas &agrave; luz da obra criadora do Pai e redentora de Cristo, que, pela sua morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o reconciliou com Deus todas as criaturas, na terra e nos c&eacute;us&rdquo; (Mensagem, n&ordm; 14).<\/p>\n<p>Na nossa diocese come&ccedil;amos hoje a Miss&atilde;o 2010. Como se tem afirmado, visa directamente a maior expans&atilde;o e incid&ecirc;ncia do an&uacute;ncio evang&eacute;lico, por parte das nossas comunidades crist&atilde;s, m&ecirc;s ap&oacute;s m&ecirc;s, na sucess&atilde;o dos respectivos motivos. &Eacute; estimulante verificar, para j&aacute;, como a tradi&ccedil;&atilde;o do canto das Janeiras est&aacute; a ser revitalizada nesse sentido em tantas par&oacute;quias, para continuarem o que os pastores come&ccedil;aram, segundo o Evangelho de hoje: &ldquo;Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado&rdquo;. Outros meses se seguir&atilde;o, na mesma certeza de que, pelas comunidades crist&atilde;s, o Esp&iacute;rito de Cristo quer renovar o mundo!<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 1 de Janeiro de 2010&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+ Manuel Clemente<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo do Porto no Dia Mundial da Paz<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,165,168,187],"class_list":["post-42757","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-dia-mundial-da-paz","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-porto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42757","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42757"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42757\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42757"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42757"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42757"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}