{"id":42695,"date":"2009-12-25T23:57:06","date_gmt":"2009-12-25T23:57:06","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/12\/25\/para-ver-e-oferecer-a-verdade-do-natal\/"},"modified":"2009-12-25T23:57:06","modified_gmt":"2009-12-25T23:57:06","slug":"para-ver-e-oferecer-a-verdade-do-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/para-ver-e-oferecer-a-verdade-do-natal\/","title":{"rendered":"Para ver e oferecer a verdade do Natal"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo do Porto na Missa de Natal <!--more--> <\/p>\n<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, iluminados todos pela gl&oacute;ria do Pres&eacute;pio<\/p>\n<p>&nbsp;&ldquo;E o Verbo fez-se carne e habitou entre n&oacute;s. N&oacute;s vimos a sua gl&oacute;ria, que lhe vem do Pai como Filho Unig&eacute;nito, cheio de gra&ccedil;a e de verdade&rdquo;. Este curto passo do Evangelho escutado d&aacute;-nos o essencial do que celebramos no Natal de 2009, t&atilde;o distante e afinal t&atilde;o pr&oacute;ximo do que aconteceu em Bel&eacute;m de Jud&aacute;. Assim acontece com as coisas essenciais: s&atilde;o poucas mas nunca acabam, coincidindo com a nossa humanidade comum, tal como foi criada e depois assumida pelo pr&oacute;prio Deus.<\/p>\n<p>Uma mulher que d&aacute; &agrave; luz um filho, um homem que os guarda e admira. Juntaram-se pastores e depois uns magos do Oriente. E milh&otilde;es e milh&otilde;es, como n&oacute;s agora, nesta catedral transformada em pres&eacute;pio. &ndash; Para ver o qu&ecirc;? Precisamente o mesmo que o Evangelista de h&aacute; pouco: &ldquo;N&oacute;s vimos a sua gl&oacute;ria, que lhe vem do Pai como Filho Unig&eacute;nito&hellip;&rdquo;.<\/p>\n<p>&Eacute; uma crian&ccedil;a a nascer e o pr&oacute;prio Deus a dizer-se dessa maneira. Trinta anos depois ser&aacute; um homem a morrer e Deus tamb&eacute;m se dir&aacute; assim. Como entretanto se disse emigrado no Egipto, a crescer e a trabalhar em Nazar&eacute; e a anunciar um Reino que se abria no mundo para nos realizar em Deus. &ndash; Que bem o referiu Santo Ireneu no s&eacute;culo II: &ldquo;H&aacute; um s&oacute; Deus que, pelo seu Verbo e Sabedoria, criou e ordenou todas as coisas. O seu Verbo &eacute; Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos &uacute;ltimos tempos se fez homem entre os homens, para reunir o fim com o princ&iacute;pio, isto &eacute;, o homem com Deus!&rdquo; (Of&iacute;cio de Leitura, 4&ordf; feira da 3&ordf; semana do Advento).<\/p>\n<p>Interessant&iacute;ssima a todos os t&iacute;tulos &eacute; esta conclus&atilde;o crist&atilde; das coisas. Porque de perguntas, perguntas essenciais, se fez a hist&oacute;ria humana. Quando nos interrogamos sobre a pr&oacute;pria humanidade nos seus come&ccedil;os, onde a podemos encontrar sen&atilde;o nessas perguntas em que a liberdade se come&ccedil;ou a manifestar, para al&eacute;m da necessidade pura e simples. Como ainda na inf&acirc;ncia de cada um, tamb&eacute;m aconteceu na da humanidade inteira, com os primeiros e insistentes &ldquo;porqu&ecirc;s?&rdquo;. &ndash; Porque h&aacute; de ser assim e n&atilde;o doutra maneira? &ndash; Porque desaparecem pessoas que conhecemos e para onde v&atilde;o? &ndash; Porque se sucedem os dias e n&atilde;o retornam mais? &#8211; Porque desejamos tanto e conseguimos t&atilde;o pouco? &#8211; Porque &eacute; t&atilde;o contr&aacute;rio a si mesmo o nosso pr&oacute;prio cora&ccedil;&atilde;o, que tantas vezes n&atilde;o faz o que quer, mas o que n&atilde;o quer nem deve?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Destes e doutros porqu&ecirc;s se fez a hist&oacute;ria humana. E mal seria se desist&iacute;ssemos de os enunciar e aprofundar, resolvendo mal e depressa as quest&otilde;es fundamentais, da vida &agrave; fam&iacute;lia, da sociedade &agrave; cultura. Sobre simples desejos, dispersos afectos e disposi&ccedil;&otilde;es de momento n&atilde;o progrediremos como humanidade consciente e respons&aacute;vel, nem como liberdade consistente e racionalidade segura. Perguntas de sempre e respostas apuradas pelo devir humano e social, essas sim, s&atilde;o base s&oacute;lida para continuarmos id&ecirc;nticos e em identidade progressiva.<\/p>\n<p>Mas h&aacute; que sondar ainda mais estas perguntas e o seu porqu&ecirc;, ou o porqu&ecirc; dos porqu&ecirc;s, se assim quisermos. Se nos unem como seres humanos tanto as perguntas como as respostas fundamentadas, ent&atilde;o de pergunta e resposta se constr&oacute;i a hist&oacute;ria humana, para ser verdadeiramente tal, quer dizer, consciente, livre e respons&aacute;vel.<\/p>\n<p>Com isto coincide a not&aacute;vel descoberta da vida como pergunta operativa e disposi&ccedil;&atilde;o para progredir na resolu&ccedil;&atilde;o de si mesmo e do mundo inteiro, atrav&eacute;s duma humanidade que dele verdadeiramente cuide, fruindo sem destruir e desenvolvendo sem desgastar. E se dermos mais um passo, sondando o porqu&ecirc; dos nossos porqu&ecirc;s, ent&atilde;o poderemos chegar, com toda a tradi&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica, &agrave; considera&ccedil;&atilde;o da vida como voca&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>As nossas perguntas s&atilde;o afinal suscitadas por Aquele que nos faz assim e deste modo nos educa. As nossas quest&otilde;es s&atilde;o basicamente religiosas porque nos &ldquo;religam&rdquo; ao Absoluto que nos criou e agora nos chama. E, absoluto sendo, n&atilde;o nos quer deixar a meio caminho, distra&iacute;dos nas margens e muito menos inconscientes, regredindo para uma pseudo-liberdade, que ficaria escrava de impulsos desintegrados.<\/p>\n<p>Assim mesmo o entendeu o Papa Bento XVI na sua &uacute;ltima enc&iacute;clica, quando retomou de Paulo VI a ideia de &ldquo;voca&ccedil;&atilde;o&rdquo; como chave e &ldquo;porqu&ecirc;&rdquo; do desenvolvimento aut&ecirc;ntico: &ldquo;Na Populorum Progressio, Paulo VI quis dizer-nos, antes de mais nada, que o progresso &eacute;, na sua origem e na sua ess&ecirc;ncia, uma voca&ccedil;&atilde;o: &lsquo;Nos des&iacute;gnios de Deus, cada homem &eacute; chamado a desenvolver-se, porque toda a vida &eacute; voca&ccedil;&atilde;o&rsquo; (PP, 15). [&hellip;] Dizer que o desenvolvimento &eacute; voca&ccedil;&atilde;o equivale a reconhecer, por um lado, que o mesmo nasce de um apelo transcendente e, por outro, que &eacute; incapaz por si mesmo de atribuir-se o pr&oacute;prio significado &uacute;ltimo&rdquo; (Caritas in Veritate, 16).<\/p>\n<p>E aqui voltamos ao Pres&eacute;pio, donde ali&aacute;s nunca sa&iacute;mos. &Eacute; que sendo a voca&ccedil;&atilde;o suscitada por um desejo de que n&atilde;o somos a fonte e por uma pergunta de que n&atilde;o dominamos a resposta, n&oacute;s estamos aqui &ndash; neste Natal de 2009 &ndash; porque acolhemos a elucida&ccedil;&atilde;o que o pr&oacute;prio Deus nos d&aacute; sobre si e sobre n&oacute;s, quando na nossa pr&oacute;pria humanidade se traduz, comunica&ccedil;&atilde;o divina em realidades humanas, do nascer ao morrer e ao ressuscitar por fim: por finalidade sua, nossa e do mundo.<\/p>\n<p>Verdadeiramente, o Natal n&atilde;o foi apenas h&aacute; 2009 anos, como se o enclausur&aacute;ssemos num momento hist&oacute;rico, que ali&aacute;s tamb&eacute;m foi. Melhor diremos que h&aacute; 2009 anos, assim convencionados, ultrapassando expectativas de ontem, hoje e amanh&atilde;, Deus ofereceu-nos a &uacute;ltima resposta sobre si, sobre a humanidade e sobre o mundo. T&atilde;o &uacute;ltima que ainda hoje a interpretamos e aprofundamos, no sulco certo e seguro da sua interpreta&ccedil;&atilde;o evang&eacute;lica, parecendo-nos sempre nova e nov&iacute;ssima, surpreendentemente capaz de incluir e alargar as mais recentes descobertas da ci&ecirc;ncia, como as mais penetrantes intui&ccedil;&otilde;es da poesia e das artes.<\/p>\n<p>Nunca &eacute; de mais repetir que esta convic&ccedil;&atilde;o de que temos no Verbo incarnado a resposta plena de Deus &eacute; atestada pelas primeiras gera&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s, que conseguiram resumir em pouqu&iacute;ssimos vers&iacute;culos a mais definitiva das realidades. Como a abrir a carta aos Hebreus: &ldquo;Muitas vezes e de muitos modos, falou Deus aos nossos pais, por meio dos profetas. Nestes dias, que s&atilde;o os &uacute;ltimos, Deus falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por meio de quem fez o mundo&rdquo; (Hb 1, 1-2).<\/p>\n<p>Aludindo directamente a este passo &ndash; e j&aacute; &iacute;amos no s&eacute;culo XVI -, S&atilde;o Jo&atilde;o da Cruz comentava com as suas habituais palavras de oiro: &ldquo;O que antigamente Deus disse pelos Profetas a nossos pais de muitos modos e de muitas maneiras, agora, por &uacute;ltimo, nestes dias, nos falou pelo Filho tudo de uma s&oacute; vez. Com isso o Ap&oacute;stolo nos d&aacute; a entender que Deus ficou como mudo e n&atilde;o tem mais que falar, porque o que antes disse parcialmente pelos Profetas, revelou-o totalmente, dando-nos o Todo que &eacute; o seu Filho. E por isso, quem agora quisesse consultar a Deus ou pedir-Lhe alguma vis&atilde;o ou revela&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; cometeria um disparate, mas faria agravo a Deus, por n&atilde;o p&ocirc;r os olhos totalmente em Cristo e buscar fora d&rsquo;Ele outra realidade ou novidade&rdquo; (Of&iacute;cio de Leitura, 2&ordf; feira da 2&ordf; semana do Advento).<\/p>\n<p>Em Jesus, o Verbo inicial com que Deus nos disse e fez, temos agora o Verbo &uacute;ltimo em que Deus nos refaz e conclui, ou vai concluindo por ac&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito. Esp&iacute;rito que em n&oacute;s e por n&oacute;s alarga ao universo o que sucedeu da Anuncia&ccedil;&atilde;o ao Natal e do Natal &agrave; P&aacute;scoa. Sendo n&oacute;s criaturas hist&oacute;ricas e situadas, s&oacute; hist&oacute;rica e situadamente poder&iacute;amos ouvir e assimilar uma Palavra que finalmente nos respondesse. Palavra que sendo o pr&oacute;prio Deus-Palavra, nos comunica Deus e nos diviniza tamb&eacute;m. Ouvimo-lo no Evangelho: &ldquo;&agrave;queles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;&#8211; Reparamos, irm&atilde;os e irm&atilde;s, reparamos verdadeiramente no que sucede a quem acolhe o Verbo de Deus, num pres&eacute;pio dito e deitado em palhinhas, como hoje o contemplamos, mas sobretudo o guardamos no cora&ccedil;&atilde;o, como Maria?! Rebrilha Ela agora, na gloriosa assun&ccedil;&atilde;o em que participa da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo, depois de o ter concebido e acompanhado nas vicissitudes da m&uacute;tua exist&ecirc;ncia humana. Isto mesmo pode e deve acontecer connosco, irradiando em f&eacute;, esperan&ccedil;a e caridade, que transformem realmente as diversas situa&ccedil;&otilde;es da vida de cada um, da fam&iacute;lia &agrave; escola, da escola &agrave; empresa, da sa&uacute;de &agrave; doen&ccedil;a e da vida &agrave; morte, que seja ainda vida.<\/p>\n<p>Da parte de Deus tudo est&aacute; dito, porque a si mesmo se disse, impulsionando-nos agora pelo Esp&iacute;rito a ecoar no mundo a Palavra definitiva. Da nossa parte resta o acolhimento, a convers&atilde;o e o testemunho. T&atilde;o perto j&aacute; da Miss&atilde;o 2010, decidamo-nos ainda mais nesse sentido. M&ecirc;s ap&oacute;s m&ecirc;s, &eacute; sempre da incarna&ccedil;&atilde;o do Verbo que falaremos, dele nos abeirando e a outros connosco.<\/p>\n<p>Ainda na presente situa&ccedil;&atilde;o, queremos participar solid&aacute;ria e activamente das dificuldades e das esperan&ccedil;as dos nossos concidad&atilde;os. Al&eacute;m e bem dentro dos compromissos di&aacute;rios da vida familiar e eclesial, escolar ou profissional, saud&aacute;vel ou tocada pela doen&ccedil;a, prevista ou imprevista, avivaremos na sucess&atilde;o dos dias a presen&ccedil;a recriadora do Senhor do tempo.&nbsp;<\/p>\n<p>Em Janeiro cantaremos janeiras, anunciando em espa&ccedil;os p&uacute;blicos o Natal de Cristo para a vida do mundo; em Fevereiro, com muitos jovens de v&aacute;rias proveni&ecirc;ncias, havemos de ador&aacute;-Lo na sua Cruz, plena de vida; entre Mar&ccedil;o e Abril, celebraremos a Paix&atilde;o de Cristo, valorizando as nossas tradicionais devo&ccedil;&otilde;es quaresmais, em profunda comunh&atilde;o de caridade e d&aacute;diva; em Abril, mil compassos pascais levar&atilde;o a s&iacute;tios pr&oacute;ximos e al&eacute;m deles o jubiloso an&uacute;ncio da Ressurrei&ccedil;&atilde;o&hellip;<\/p>\n<p>E assim continuar&aacute; a Miss&atilde;o, assim continuaremos n&oacute;s atrav&eacute;s dela, a viver e a oferecer a todos a verdade do Natal. Para que se realize em n&oacute;s e no mundo o que pedimos na ora&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Senhor nosso Deus, [&hellip;] fazei que possamos participar na vida divina do Vosso Filho, que se dignou assumir a nossa natureza humana&rdquo;.<\/p>\n<p>&#8211; T&atilde;o simples afinal, se tivermos o cora&ccedil;&atilde;o convertido &agrave; simplicidade de Deus!&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>+ Manuel Clemente<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 25 de Dezembro de 2009<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo do Porto na Missa de Natal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[100,120,168,187,267,91],"class_list":["post-42695","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-advento","tag-bento-xvi","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-porto","tag-natal","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42695","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42695"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42695\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42695"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42695"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42695"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}