{"id":42687,"date":"2009-12-25T10:33:37","date_gmt":"2009-12-25T10:33:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/12\/25\/papa-condena-egoismo-da-humanidade\/"},"modified":"2009-12-25T10:33:37","modified_gmt":"2009-12-25T10:33:37","slug":"papa-condena-egoismo-da-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/papa-condena-egoismo-da-humanidade\/","title":{"rendered":"Papa condena ego\u00edsmo da humanidade"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de Bento XVI na Missa da noite de Natal <!--more--> <\/p>\n<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s,<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&laquo;Um Menino nasceu para n&oacute;s, um filho nos foi concedido&raquo; (Is 9, 5). Aquilo que Isa&iacute;as, olhando de longe para o futuro, diz a Israel como consola&ccedil;&atilde;o nas suas ang&uacute;stias e obscuridade, o Anjo, de quem emana uma nuvem de luz, anuncia-o aos pastores como presente: &laquo;Nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que &eacute; o Messias Senhor&raquo; (Lc 2, 11). O Senhor est&aacute; presente. Desde ent&atilde;o, Deus &eacute; verdadeiramente um &laquo;Deus connosco&raquo;. J&aacute; n&atilde;o &eacute; o Deus distante, que, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o e por meio da consci&ecirc;ncia, se pode de algum modo intuir de longe. Ele entrou no mundo. &Eacute; o Vizinho. Disse-o Cristo ressuscitado aos Seus, a n&oacute;s: &laquo;Eu estou sempre convosco, at&eacute; ao fim dos tempos&raquo; (Mt 28, 20). Nasceu para v&oacute;s o Salvador: aquilo que o Anjo anunciou aos pastores, Deus no-lo recorda agora por meio do Evangelho e dos seus mensageiros. Trata-se de uma not&iacute;cia que n&atilde;o nos pode deixar indiferentes. Se &eacute; verdadeira, mudou tudo. Se &eacute; verdadeira, diz respeito a mim tamb&eacute;m. Ent&atilde;o, como os pastores, devo dizer tamb&eacute;m eu: Levantemo-nos, quero ir a Bel&eacute;m e ver a Palavra que aconteceu l&aacute;. N&atilde;o &eacute; sem intuito que o Evangelho nos narra a hist&oacute;ria dos pastores. Estes mostram-nos o modo justo como responder &agrave;quela mensagem que nos &eacute; dirigida tamb&eacute;m a n&oacute;s. Que nos dizem ent&atilde;o estas primeiras testemunhas da encarna&ccedil;&atilde;o de Deus?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A respeito dos pastores, diz-se em primeiro lugar que eram pessoas vigilantes e que a mensagem p&ocirc;de chegar at&eacute; eles precisamente porque estavam acordados. N&oacute;s temos de despertar, para que a mensagem chegue at&eacute; n&oacute;s. Devemos tornar-nos pessoas verdadeiramente vigilantes. Que significa isto? A diferen&ccedil;a entre um que sonha e outro que est&aacute; acordado consiste, antes de mais nada, no facto de aquele que sonha se encontrar num mundo particular. Ele est&aacute;, com o seu eu, fechado neste mundo do sonho que &eacute; apenas dele e n&atilde;o o relaciona com os outros. Acordar significa sair desse mundo particular do eu e entrar na realidade comum, na &uacute;nica verdade que a todos une. O conflito no mondo, a rec&iacute;proca inconciliabilidade derivam do facto de estarmos fechados nos nossos pr&oacute;prios interesses e opini&otilde;es pessoais, no nosso pr&oacute;prio e min&uacute;sculo mundo privado. O ego&iacute;smo, tanto do grupo como do indiv&iacute;duo, mant&eacute;m-nos prisioneiros dos nossos interesses e desejos, que contrastam com a verdade e dividem-nos uns dos outros. Acordai: diz-nos o Evangelho. Vinde para fora, a fim de entrar na grande verdade comum, na comunh&atilde;o do &uacute;nico Deus. Acordar significa, portanto, desenvolver a sensibilidade para com Deus, para com os sinais silenciosos pelos quais Ele quer guiar-nos, para com os m&uacute;ltiplos ind&iacute;cios da sua presen&ccedil;a. H&aacute; pessoas que se dizem &laquo;religiosamente desprovidas de ouvido musical&raquo;. A capacidade de perceber Deus parece quase uma qualidade que &eacute; recusada a alguns. E, realmente, a nossa maneira de pensar e agir, a mentalidade do mundo actual, a gama das nossas diversas experi&ecirc;ncias parecem talhadas para reduzir a nossa sensibilidade a Deus, para nos tornar &laquo;desprovidos de ouvido musical&raquo; a respeito d&rsquo;Ele. E todavia em cada alma est&aacute; presente de maneira velada ou patente a expectativa de Deus, a capacidade de O encontrar. A fim de obter esta vigil&acirc;ncia, este despertar para o essencial, queremos rezar, por n&oacute;s mesmos e pelos outros, por quantos parecem ser &laquo;desprovidos deste ouvido musical&raquo; e contudo neles est&aacute; vivo o desejo de que Deus Se manifeste. O grande te&oacute;logo Or&iacute;genes disse: Se eu tivesse a gra&ccedil;a de ver como viu Paulo, poderia agora (durante a Liturgia) contemplar um falange imensa de Anjos (cf. In Lc 23, 9). De facto, na Liturgia sagrada, rodeiam-nos os Anjos de Deus e os Santos. O pr&oacute;prio Senhor est&aacute; presente no meio de n&oacute;s. Senhor, abri os olhos dos nossos cora&ccedil;&otilde;es, para nos tornarmos vigilantes e videntes e assim podermos estender a vossa proximidade tamb&eacute;m aos outros!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Voltemos ao Evangelho de Natal. A&iacute; se narra que os pastores, depois de ter ouvido a mensagem do Anjo, disseram uns para os outros: &laquo;&ldquo;Vamos at&eacute; Bel&eacute;m&rdquo; (&hellip;). Partiram ent&atilde;o a toda a pressa&raquo; (Lc 2, 15s). &laquo;Apressaram-se&raquo;: diz, literalmente, o texto grego. O que lhes fora anunciado era t&atilde;o importante que deviam ir imediatamente. Com efeito, o que lhes fora dito ultrapassava totalmente aquilo a que estavam habituados. Mudava o mundo. Nasceu o Salvador. O esperado Filho de David veio ao mundo na sua cidade. Que podia haver de mais importante? Impelia-os certamente a curiosidade, mas sobretudo o alvoro&ccedil;o pela realidade imensa que fora comunicada precisamente a eles, os pequenos e homens aparentemente irrelevantes. Apressaram-se&hellip; sem demora. Na nossa vida ordin&aacute;ria, as coisas n&atilde;o acontecem assim. A maioria dos homens n&atilde;o considera priorit&aacute;rias as coisas de Deus. Estas n&atilde;o nos premem de forma imediata. E assim n&oacute;s, na grande maioria, estamos prontos a adi&aacute;-las. Antes de tudo faz-se aquilo que se apresenta como urgente aqui e agora. No elenco das prioridades, Deus encontra-Se frequentemente quase no &uacute;ltimo lugar. Isto &ndash; pensa-se &ndash; poder-se-&aacute; realizar sempre. O Evangelho diz-nos: Deus tem a m&aacute;xima prioridade. Se alguma coisa na nossa vida merece a nossa pressa sem demora, isso s&oacute; pode ser a causa de Deus. Diz uma m&aacute;xima da Regra de S&atilde;o Bento: &laquo;Nada antepor &agrave; obra de Deus (isto &eacute;, ao of&iacute;cio divino)&raquo;. Para os monges, a Liturgia &eacute; a primeira prioridade; tudo o mais vem depois. Mas, no seu n&uacute;cleo, esta frase vale para todo o homem. Deus &eacute; importante, a realidade absolutamente mais importante da nossa vida. &Eacute; precisamente esta prioridade que nos ensinam os pastores. Deles queremos aprender a n&atilde;o deixar-nos esmagar por todas as coisas urgentes da vida de cada dia. Deles queremos aprender a liberdade interior de colocar em segundo plano outras ocupa&ccedil;&otilde;es &ndash; por mais importantes que sejam &ndash; a fim de nos encaminharmos para Deus, a fim de O deixarmos entrar na nossa vida e no nosso tempo. O tempo empregue para Deus e, a partir d&rsquo;Ele, para o pr&oacute;ximo nunca &eacute; tempo perdido. &Eacute; o tempo em que vivemos de verdade, em que vivemos o ser pr&oacute;prio de pessoas humanas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Alguns comentadores observam como os primeiros que vieram ao p&eacute; de Jesus na manjedoura e puderam encontrar o Redentor do mundo foram os pastores, as almas simples. Os s&aacute;bios vindos do Oriente, os representantes daqueles que possuem n&iacute;vel e nome chegaram muito mais tarde. E os comentadores acrescentam: O motivo &eacute; totalmente &oacute;bvio. De facto, os pastores habitavam perto. N&atilde;o tinham de fazer mais nada sen&atilde;o &laquo;atravessar&raquo; (cf. Lc 2, 15), como se atravessa um breve espa&ccedil;o para ir ter com os vizinhos. Ao contr&aacute;rio, os s&aacute;bios habitavam longe. Tinham de percorrer um caminho longo e dif&iacute;cil para chegar a Bel&eacute;m. E precisavam de guia e de orienta&ccedil;&atilde;o. Pois bem, hoje tamb&eacute;m existem almas simples e humildes que habitam muito perto do Senhor. S&atilde;o, por assim dizer, os seus vizinhos e podem facilmente ir ter com Ele. Mas a maior parte de n&oacute;s, homens modernos, vive longe de Jesus Cristo, d&rsquo;Aquele que Se fez homem, de Deus que veio para o nosso meio. Vivemos em filosofias, em neg&oacute;cios e ocupa&ccedil;&otilde;es que nos enchem totalmente e a partir dos quais o caminho para a manjedoura &eacute; muito longo. De variados modos e repetidamente, Deus tem de nos impelir e dar uma m&atilde;o para podermos sair da enrodilhada dos nossos pensamentos e ocupa&ccedil;&otilde;es e encontrar o caminho para Ele. Mas h&aacute; um caminho para todos. Para todos, o Senhor estabelece sinais adequados a cada um. Chama-nos a todos, para que nos seja poss&iacute;vel tamb&eacute;m dizer: Levantemo-nos, &laquo;atravessemos&raquo;, vamos a Bel&eacute;m, at&eacute; junto d&rsquo;Aquele Deus que veio ao nosso encontro. Sim, Deus encaminhou-Se para n&oacute;s. Sozinhos, n&atilde;o poder&iacute;amos chegar at&eacute; Ele. O caminho supera as nossas for&ccedil;as. Mas Deus desceu. Vem ao nosso encontro. Percorreu a parte mais longa do caminho. Agora pede-nos: Vinde e vede quanto vos amo. Vinde e vede que Eu estou aqui. Transeamus usque Bethleem: diz a B&iacute;blia latina. Atravessemos para o outro lado! Ultrapassemo-nos a n&oacute;s mesmos! Fa&ccedil;amo-nos viandantes rumo a Deus dos mais variados modos: sentindo-nos interiormente a caminho para Ele; mas tamb&eacute;m em caminhos muito concretos, como na Liturgia da Igreja, no servi&ccedil;o do pr&oacute;ximo onde Cristo me espera.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ou&ccedil;amos uma vez mais directamente o Evangelho. Os pastores dizem uns aos outros o motivo por que se p&otilde;em a caminho: &laquo;Vamos ver o que dizem ter sucedido&raquo;. Literalmente o texto grego diz: &laquo;Vejamos esta Palavra, que l&aacute; aconteceu&raquo;. Sim, aqui est&aacute; a novidade desta noite: a Palavra pode ser vista, porque Se fez carne. Aquele Deus de quem n&atilde;o se deve fazer qualquer imagem, porque toda a imagem poderia apenas reduzi-Lo, antes desvirtu&aacute;-Lo, aquele Deus tornou-Se, Ele mesmo, vis&iacute;vel n&rsquo;Aquele que &eacute; a sua verdadeira imagem, como diz Paulo (cf. 2 Cor 4, 4; Col 1, 15). Na figura de Jesus Cristo, em todo o seu viver e operar, no seu morrer e ressuscitar, podemos ver a Palavra de Deus e, consequentemente, o pr&oacute;prio mist&eacute;rio do Deus vivo. Deus &eacute; assim. O Anjo dissera aos pastores: &laquo;Isto vos servir&aacute; de sinal: achareis um Menino envolto em panos e deitado numa manjedoura&raquo; (Lc 2, 12; cf. 16). O sinal de Deus, o sinal que &eacute; dado aos pastores e a n&oacute;s n&atilde;o &eacute; um milagre impressionante. O sinal de Deus &eacute; a sua humildade. O sinal de Deus &eacute; que Ele Se faz pequeno; torna-Se menino; deixa-Se tocar e pede o nosso amor. Quanto desejar&iacute;amos n&oacute;s, homens, um sinal diverso, imponente, irrefut&aacute;vel do poder de Deus e da sua grandeza! Mas o seu sinal convida-nos &agrave; f&eacute; e ao amor e assim nos d&aacute; esperan&ccedil;a: assim &eacute; Deus. Ele possui o poder e &eacute; a Bondade. Convida a tornarmo-nos semelhantes a Ele. Sim, tornamo-nos semelhantes a Deus, se nos deixarmos plasmar por este sinal; se aprendermos, n&oacute;s mesmos, a humildade e deste modo a verdadeira grandeza; se renunciarmos &agrave; viol&ecirc;ncia e usarmos apenas as armas da verdade e do amor. Or&iacute;genes, na linha de uma palavra de Jo&atilde;o Baptista, viu expressa a ess&ecirc;ncia do paganismo no s&iacute;mbolo das pedras: paganismo &eacute; falta de sensibilidade, significa um cora&ccedil;&atilde;o de pedra, que &eacute; incapaz de amar e de perceber o amor de Deus. Or&iacute;genes diz a respeito dos pag&atilde;os: &laquo;Desprovidos de sentimento e de raz&atilde;o, transformam-se em pedras e madeira&raquo; (In Lc 22, 9). Mas Cristo quer dar-nos um cora&ccedil;&atilde;o de carne. Quando O vemos a Ele, ao Deus que Se tornou um menino, abre-se-nos o cora&ccedil;&atilde;o. Na Liturgia da Noite Santa, Deus vem at&eacute; n&oacute;s como homem, para nos tornarmos verdadeiramente humanos. Escutemos uma vez mais Or&iacute;genes: &laquo;Com efeito, de que te aproveitaria Cristo ter vindo uma vez na carne, se Ele n&atilde;o chegasse at&eacute; &agrave; tua alma? Oremos para que venha diariamente a n&oacute;s e possamos dizer: vivo, contundo j&aacute; n&atilde;o sou eu que vivo, mas &eacute; Cristo que vive em mim (Gal 2, 20)&raquo; (In Lc 22, 3).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sim, por isto queremos rezar nesta Noite Santa. Senhor Jesus Cristo, V&oacute;s que nascestes em Bel&eacute;m, vinde a n&oacute;s! Entrai em mim, na minha alma. Transformai-me. Renovai-me. Fazei que eu e todos n&oacute;s, de pedra e madeira que somos, nos tornemos pessoas vivas, nas quais se torna presente o vosso amor e o mundo &eacute; transformado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de Bento XVI na Missa da noite de Natal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[120,246,267],"class_list":["post-42687","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-bento-xvi","tag-liturgia","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42687","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42687"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42687\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42687"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42687"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42687"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}