{"id":42682,"date":"2009-12-23T17:08:15","date_gmt":"2009-12-23T17:08:15","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/12\/23\/historias-vividas-noutros-natais\/"},"modified":"2009-12-23T17:08:15","modified_gmt":"2009-12-23T17:08:15","slug":"historias-vividas-noutros-natais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/historias-vividas-noutros-natais\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rias vividas noutros Natais"},"content":{"rendered":"<p>Do voluntariado \u00e0s miss\u00f5es militares, passando pelos tempos da inf\u00e2ncia, mem\u00f3rias natal\u00edcias na primeira pessoa <!--more--> <\/p>\n<p>Das mem&oacute;rias da inf&acirc;ncia &agrave;s celebra&ccedil;&otilde;es que se estendem pela noite dentro, em casa ou na Igreja, raras s&atilde;o as pessoas que n&atilde;o carregam pela vida fora os cheiros, os perfumes e os sabores desta quadra.<\/p>\n<p>Cada ano ele chega e, em todos os anos, essa magia pr&oacute;pria do que n&oacute;s n&atilde;o controlamos &#8211; pois que o Natal n&atilde;o &eacute; mesmo quando um homem quer, felizmente &#8211; entra pelas nossas vidas, provocando um espanto natural, um frenesim que nos leva a sair do que &eacute; habitual, dos pesos que esmagam os dias, das sombras que tapam o lado de l&aacute; da vida, onde os valores que fundaram a nossa civiliza&ccedil;&atilde;o existem na pr&aacute;tica e n&atilde;o como meras utopias.<\/p>\n<p>O seman&aacute;rio Ag&ecirc;ncia ECCLESIA traz hist&oacute;rias deste Natal, vivido em circunst&acirc;ncias diversas: <a href=\"noticia.pl?&amp;id=76904\" target=\"_blank\">em miss&atilde;o<\/a>, <a href=\"noticia.pl?&amp;id=76907\" target=\"_blank\">na pris&atilde;o<\/a>, <a href=\"noticia.pl?&amp;id=76904\" target=\"_blank\">com militares<\/a>, <a href=\"noticia.pl?&amp;id=76908\" target=\"_blank\">num hospital<\/a>.<\/p>\n<p>Andreia Carvalho, dos Leigos para o Desenvolvimento, diz que o Natal que passou em miss&atilde;o foi o &ldquo;mais simples e mais pr&oacute;ximo do essencial que vivi e n&atilde;o sent&iacute;amos que precis&aacute;vamos de prendas, porque a verdadeira prenda era poder estar em miss&atilde;o e viver o nascimento do Salvador num contexto mais pr&oacute;ximo do qual Ele nasceu. A verdadeira magia era Ele nascer tamb&eacute;m ali, no outro lado do mundo. A verdadeira alegria era a confirma&ccedil;&atilde;o de que Ele nasce sempre e mesmo para todos&rdquo;.<\/p>\n<p>O Capel&atilde;o Benjamim Silva, da Uneng 3 no L&iacute;bano, escreve que ali &ldquo;somos todos promotores duma cultura solid&aacute;ria, tolerante, que promova a justi&ccedil;a social e a igualdade de oportunidades. Estes s&atilde;o os presentes que oferecemos ao Menino, a este pa&iacute;s, neste Natal. Na&ccedil;&otilde;es Unidas, qual &laquo;voz no deserto&raquo;, preparando os caminhos da vinda do Senhor Jesus, palavra reveladora do Amor do Pai&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Inf&acirc;ncia<\/strong><\/p>\n<p>Do Continente &agrave;s Ilhas, muitas s&atilde;o as tradi&ccedil;&otilde;es, misto de religioso e profano, que transformam estes dias em celebra&ccedil;&otilde;es &uacute;nicas. Pres&eacute;pios, autos de Natal, Missa do Galo, consoada ou o madeiro de Natal s&atilde;o muitas das palavras que ganham um novo significado nesta quadra.<\/p>\n<p>No <a href=\"http:\/\/ww1.rtp.pt\/multimedia\/index.php?prog=3817\">Programa da Igreja Cat&oacute;lica na Antena 1<\/a> desfiam-se, por estes dias, hist&oacute;rias de outros Natais, na primeira pessoa, que lembram as tradi&ccedil;&otilde;es do nosso pa&iacute;s. Este &eacute; um tempo como nenhum outro, na viv&ecirc;ncia comunit&aacute;ria e familiar, tendo gerado um pouco por todo o pa&iacute;s modos pr&oacute;prios de o celebrar e de lhe apreender o significado.<\/p>\n<p>Maria do Ros&aacute;rio Carneiro lembra, da sua inf&acirc;ncia, &ldquo;o frio&rdquo; do Baixo Alentejo, os cobertores que n&atilde;o a deixavam mexer, uma lareira &ldquo;sempre a crepitar&rdquo; e as filhoses &ldquo;transparentes, a estalar, a rebentar na boca&rdquo;. A Missa do Galo enchia a igreja de pessoas que nunca l&aacute; iam, no meio do frio e na escurid&atilde;o, sem electricidade.<\/p>\n<p>No meio dessa mem&oacute;ria &ldquo;escura, misteriosa&rdquo; surge a &ldquo;ideia constante, que me acompanhou sempre&rdquo;, a fam&iacute;lia. Hoje, a sua casa recebe mais de 30 pessoas, &ldquo;&eacute; o s&iacute;tio do Natal&rdquo;.<\/p>\n<p>O Pe. V&iacute;tor Mel&iacute;cias fala numa &ldquo;interpela&ccedil;&atilde;o ao nascimento&rdquo;, de rela&ccedil;&otilde;es, com afecto, como as familiares. Os Natais da sua inf&acirc;ncia foram passados numa aldeia pobre do Concelho de Torres Vedras, com oito irm&atilde;os, &ldquo;em tempos de guerra, dif&iacute;ceis&rdquo;. O est&iacute;mulo &agrave; &ldquo;partilha do amor, do carinho e da ternura&rdquo; lan&ccedil;ava-os na &ldquo;&acirc;nsia&rdquo; do Menino que estava a chegar, que mesmo no meio da pobreza tinha presentes para entregar.<\/p>\n<p>O Franciscano destaca a representa&ccedil;&atilde;o do Natal feita por S&atilde;o Francisco, recordando o &ldquo;Menino pobre&rdquo;. Ainda hoje, os religiosos precedem a liturgia natal&iacute;cia de um gesto pr&oacute;prio, chamado &ldquo;o despertar do menino&rdquo;, isto &eacute;, depois da consoada, regressam &agrave;s suas celas, preparando-se para celebrar o grande momento. Fechadas as luzes, o superior vai com o Menino a cada quarto, despertar para as Matinas ou as Laudes, para a Eucaristia, cantando em Latim &ldquo;Christus natus est nobis. Venite, adoremus&rdquo;.<\/p>\n<p>&Eacute; a Braga que o Reitor da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa regressa para recordar o Natal da sua inf&acirc;ncia. S&atilde;o recorda&ccedil;&otilde;es de uma &ldquo;festa de fam&iacute;lia vivida de uma maneira espiritual muito intensa&rdquo;. Numa casa de fam&iacute;lia onde cabiam muitos mas havia &ldquo;muit&iacute;ssimos&rdquo;, a primeira a fazer era montar o pres&eacute;pio.<\/p>\n<p><strong>Mem&oacute;rias de jornalistas<\/strong><\/p>\n<p>A mem&oacute;ria recua alguns anos. e p&aacute;ra em S&atilde;o Domingos de Benfica, na cidade de Lisboa, onde a jornalista Alberta Marques Fernandes passava o Natal com os pais e os seus cinco irm&atilde;os. A imensa partilha humana, a missa do galo e um Natal muito simples, em que &ldquo;a ora&ccedil;&atilde;o era o mais importante, para agradecer a Deus tudo o que t&iacute;nhamos conseguido durante o ano e o estarmos em fam&iacute;lia&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Eram momentos de grande partilha, de grande uni&atilde;o&rdquo;, recorda. A troca de presentes passava por &ldquo;coisas emprestadas, feita por cada um de n&oacute;s&rdquo;, valorizando &ldquo;aquilo que era realmente importante na vida e n&atilde;o o acess&oacute;rio&rdquo;.<\/p>\n<p>A jornalista Aura Miguel regressa aos cinco anos e &agrave; manh&atilde; do dia 25 de Dezembro, quando de manh&atilde; sa&iacute;a da cama para ver a chamin&eacute; por onde tinha passado o Menino Jesus. &ldquo;Achava fascinante, pensava mesmo que era o Menino Jesus que tinha deixado os presentes&rdquo;, confessa.<\/p>\n<p>&ldquo;O essencial no tempo de Natal s&atilde;o as coisas crist&atilde;s&rdquo;, indica, lamentando o &ldquo;barulho das luzes&rdquo;. Da altura conserva a tradi&ccedil;&atilde;o &ldquo;centrada no pres&eacute;pio&rdquo; e diz que vive o Natal como &ldquo;um tempo lind&iacute;ssimo que ajuda a repor as coisas essenciais da vida&rdquo;.<\/p>\n<p>A tradi&ccedil;&atilde;o da Missa do Galo seguida de consoada com muitos primos e tios &eacute; a mem&oacute;ria infantil do jornalista Francisco Sarsfield Cabral no Natal. O seu pai era o 13.&ordm; filho de 14, pelo que &ldquo;havia muita gente&rdquo;. S&oacute; muito tarde viu entrar nestas celebra&ccedil;&otilde;es a &ldquo;&aacute;rvore de Natal&rdquo;, porque o importante &ldquo;era fazer o pres&eacute;pio, colocar as figuras, o musgo&rdquo;, um trabalho que gostava de fazer. Brincadeiras que hoje &ldquo;parecem de Carnaval&rdquo; e o peru na ceia eram marcas obrigat&oacute;rias.<\/p>\n<p>Hoje, com 70 anos e dez netos, re&uacute;nem-se todos em casa no final do dia 25, em volta do pres&eacute;pio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do voluntariado \u00e0s miss\u00f5es militares, passando pelos tempos da inf\u00e2ncia, mem\u00f3rias natal\u00edcias na primeira pessoa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[172,244,246,261,267,329],"class_list":["post-42682","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-diocese-de-braga","tag-leigos-para-o-desenvolvimento","tag-liturgia","tag-missoes","tag-natal","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42682","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42682"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42682\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42682"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42682"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42682"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}