{"id":42665,"date":"2009-12-23T12:34:08","date_gmt":"2009-12-23T12:34:08","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/12\/23\/vaticano-reafirma-amizade-do-papa-em-relacao-ao-povo-judaico\/"},"modified":"2009-12-23T12:34:08","modified_gmt":"2009-12-23T12:34:08","slug":"vaticano-reafirma-amizade-do-papa-em-relacao-ao-povo-judaico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vaticano-reafirma-amizade-do-papa-em-relacao-ao-povo-judaico\/","title":{"rendered":"Vaticano reafirma amizade do Papa em rela\u00e7\u00e3o ao povo judaico"},"content":{"rendered":"<p>Nota oficial aborda pol\u00e9mica gerada pela declara\u00e7\u00e3o de Pio XII como vener\u00e1vel <!--more--> <\/p>\n<p>A Santa S&eacute; saiu a p&uacute;blico para defender Bento XVI, ap&oacute;s as pol&eacute;micas suscitadas pelas not&iacute;cias relativas aos passos dados rumo &agrave; beatifica&ccedil;&atilde;o de Pio XII, afirmando claramente que a amizade do actual Papa pelos judeus &eacute; um &ldquo;dado incontest&aacute;vel&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;As disposi&ccedil;&otilde;es de grande amizade e respeito do Papa Bento XVI em rela&ccedil;&atilde;o ao povo judaico j&aacute; foram testemunhadas muit&iacute;ssimas vezes e encontram no seu pr&oacute;prio trabalho teol&oacute;gico um testemunho incontest&aacute;vel&rdquo;, l&ecirc;-se numa nota divulgada pelo director da sala de imprensa da Santa S&eacute;, Pe. Frederico Lombardi.<\/p>\n<p>O Vaticano considera claro que &ldquo;a recente assinatura do decreto&rdquo; que declara Pio XII como vener&aacute;vel &ndash; &uacute;ltima etapa antes da beatifica&ccedil;&atilde;o &ndash; &ldquo;de maneira nenhuma deve ser lida como um acto hostil contra o povo judaico e deseja-se que n&atilde;o seja considerada um obst&aacute;culo no caminho do di&aacute;logo entre o judaismo e a Igreja Cat&oacute;lica&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Pelo contr&aacute;rio, deseja-se que a pr&oacute;xima visita do Papa &agrave; Sinagoga de Roma seja ocasi&atilde;o para reafirmar e refor&ccedil;ar com grande cordialidade estes la&ccedil;os de amizade e de estima&rdquo;, conclui a nota.<\/p>\n<p>Em Outubro do ano passado, Bento XVI convidava a rezar &#8220;para que prossiga felizmente a causa de beatifica&ccedil;&atilde;o&#8221; de Pio XII, Papa que faleceu&nbsp;em 1958, destacando a sua ac&ccedil;&atilde;o durante a II Guerra Mundial. <\/p>\n<p>Pio XII, assegurou o actual Papa, &#8220;agiu muitas vezes de forma secreta e silenciosa, porque, &agrave; luz das situa&ccedil;&otilde;es concretas daquele complexo momento hist&oacute;rico, ele intu&iacute;a que s&oacute; desta forma podia evitar o pior e salvar o maior n&uacute;mero poss&iacute;vel de judeus&#8221;. <\/p>\n<p>O Papa admitiu que &#8220;o debate hist&oacute;rico sobre a figura do servo de Deus Pio XII, nem sempre sereno, falhou no que toca a dar relevo a todos os aspectos do seu poli&eacute;drico pontificado&#8221;. <\/p>\n<p>Numa cerim&oacute;nia que decorreu na Bas&iacute;lica de S&atilde;o Pedro, no Vaticano, Bento XVI recordou o seu predecessor, Eug&eacute;nio Pacelli, o &uacute;ltimo Papa que nasceu em Roma, que guiou a Igreja &#8220;numa &eacute;poca marcada pelos totalitarismos: o nazi, o fascista e o comunista sovi&eacute;tico&#8221;. A todas estas situa&ccedil;&otilde;es, Pio XII reagiu com condena&ccedil;&otilde;es escritas, nas enc&iacute;clicas &#8220;Non abbiamo bisogno, Mit Brennender Sorge e Divini Redemptoris&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo Bento XVI, o Papa Pacelli percebeu desde o in&iacute;cio &#8220;o perigo constitu&iacute;do pela monstruosa ideologia nacional socialista (nazi, <em>ndr<\/em>), com as suas perniciosas ra&iacute;zes antisemitas e anticat&oacute;licas&#8221;. <\/p>\n<p>O Papa lembrou os &#8220;momentos mais duros&#8221; do pontificado de Pio XII, que se iniciou &#8220;quando de adensavam na Europa e no resto do mundo as nuvens amea&ccedil;adoras de um novo conflito mundial, que ele procurou evitar de todas as formas&#8221;. <\/p>\n<p>Neste contexto, chamou a aten&ccedil;&atilde;o para a &#8220;intensa obra de caridade que (Pio XII) promoveu em defesa dos perseguidos, sem distin&ccedil;&atilde;o de religi&atilde;o, de etnia, de nacionalidade ou perten&ccedil;a pol&iacute;tica&#8221;. <\/p>\n<p>&#8220;Familiares e outras testemunhas referem as priva&ccedil;&otilde;es quanto a comida, aquecimento, vestu&aacute;rio e outras comodidades a que se submeteu, para partilhar a condi&ccedil;&atilde;o das pessoas duramente provadas pelos bombardeamentos e as consequ&ecirc;ncias da guerra&#8221;, acrescentou Bento XVI. <\/p>\n<p>O Papa lembrou uma radiomensagem, no Natal de 1942, em que Pio XII &#8220;deplorou a situa&ccedil;&atilde;o de &laquo;centenas de milhares de pessoas, as quais, sem nenhuma culpa, s&atilde;o destinadas &agrave; morte por causa da sua nacionalidade ou ra&ccedil;a&#8221;. Para Bento XVI, esta &eacute; uma &#8220;clara refer&ecirc;ncia &agrave; deporta&ccedil;&atilde;o e ao exterm&iacute;nio perpetrado contra os judeus&#8221;. <\/p>\n<p>Na sua homilia, Bento XVI citou os &#8220;numerosos e un&acirc;nimes atestados de gratid&atilde;o&#8221; dirigidos a Pio XII no final da guerra e no momento da sua morte, destacando as que chegaram das mais altas autoridades do mundo judaico, como por exemplo de Golda Meir: &#8220;Quando o mart&iacute;rio mais terr&iacute;vel se abateu sobre o nosso povo, durante os dez anos do terror nazi, a voz do Pont&iacute;fice levantou-se em favor das v&iacute;timas&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Vida e obra de Pio XII<\/strong> (italiano): <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/pius_xii\/biography\/index_po.htm\">www.vatican.va\/holy_father\/pius_xii\/biography\/index_po.htm<\/a>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota oficial aborda pol\u00e9mica gerada pela 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