{"id":42661,"date":"2009-12-22T18:00:27","date_gmt":"2009-12-22T18:00:27","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/12\/22\/patriarca-nega-pacto-com-socrates\/"},"modified":"2009-12-22T18:00:27","modified_gmt":"2009-12-22T18:00:27","slug":"patriarca-nega-pacto-com-socrates","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/patriarca-nega-pacto-com-socrates\/","title":{"rendered":"Patriarca nega \u00abpacto\u00bb com S\u00f3crates"},"content":{"rendered":"<p>D. Jos\u00e9 Policarpo escreve aos cat\u00f3licos de Lisboa a respeito da aprova\u00e7\u00e3o do Projecto de Lei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo <!--more--> <\/p>\n<p>O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Jos&eacute; Policarpo, negou qualquer &ldquo;pacto&rdquo; com o Primeiro-Ministro a respeito do Projecto de Lei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo apresentado pelo Governo.<\/p>\n<p>Numa carta enviada aos cat&oacute;licos de Lisboa, assegura-se que &ldquo;nem o Senhor Primeiro-Ministro sugeriu nenhum &laquo;pacto&raquo; nem o Patriarca de Lisboa podia assumir qualquer compromisso que significasse, ainda que indirectamente, o condicionamento da liberdade da Igreja&rdquo;.<\/p>\n<p>A missiva, enviada &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, desmente o &#8220;pacto&#8221; noticiado por &#8220;um jornal di&aacute;rio da capital&#8221; que, segundo o Cardeal, deixava entender &ldquo;uma certa condescend&ecirc;ncia da Igreja com o referido Projecto-Lei&rdquo;.<\/p>\n<p>D. Jos&eacute; Policarpo assinala que &ldquo;dada a gravidade da insinua&ccedil;&atilde;o, que deixou perplexos muitos cat&oacute;licos, dirijo-vos esta carta para esclarecer o que realmente se passou&rdquo;.<\/p>\n<p>Nesse contexto, admite que se encontrou com Jos&eacute; S&oacute;crates no passado dia 20 de Outubro, &ldquo;a pedido deste&rdquo;, considerando normal que &ldquo;haja momentos de di&aacute;logo entre os &Oacute;rg&atilde;os de Soberania e a Hierarquia da Igreja&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Ficou assente entre ambos que n&atilde;o haveria declara&ccedil;&otilde;es para o p&uacute;blico sobre os assuntos nele abordados. O Patriarca de Lisboa foi fiel a este compromisso de discri&ccedil;&atilde;o&rdquo;, indica a carta, negando assim qualquer declara&ccedil;&atilde;o aos jornais sobre esta mat&eacute;ria.<\/p>\n<p>Segundo o Cardeal, ali decorreu &ldquo;uma troca de impress&otilde;es sobre diversos aspectos da nossa sociedade actual, da qual a Igreja faz parte enquanto comunidade particularmente significativa&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Acerca de nenhum dos pontos abordados nesse encontro houve &laquo;pactos&raquo; ou &laquo;compromissos&raquo;&rdquo;, assinala D. Jos&eacute; Policarpo.<\/p>\n<p>A carta confirma que no encontro com Jos&eacute; S&oacute;crates foi abordada &ldquo;a poss&iacute;vel legaliza&ccedil;&atilde;o do casamento entre pessoas do mesmo sexo&rdquo;, num &ldquo;interc&acirc;mbio de perspectivas sereno e franco&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;O Senhor Primeiro-Ministro afirmou a sua determina&ccedil;&atilde;o em avan&ccedil;ar com o Projecto, o Patriarca de Lisboa reafirmou a posi&ccedil;&atilde;o da Igreja e a disposi&ccedil;&atilde;o de a afirmar publicamente quando achasse oportuno e pelos meios pr&oacute;prios da sua interven&ccedil;&atilde;o pastoral, direito da Igreja que o Senhor Primeiro-Ministro claramente reconheceu&rdquo;, assinala o texto.<\/p>\n<p>D. Jos&eacute; Policarpo deixa claro que &ldquo;a Hierarquia da Igreja mant&eacute;m, assim, toda a liberdade de anunciar a sua doutrina acerca desta quest&atilde;o e f&aacute;-lo-&aacute; quando achar oportuno e pelos meios consent&acirc;neos com a sua miss&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;A Igreja reconhece a legitimidade legislativa do Estado, mas n&atilde;o deixar&aacute; de interpelar a consci&ecirc;ncia dos decisores e de elucidar a consci&ecirc;ncia dos crist&atilde;os sobre a maneira de se comportarem acerca de leis que ferem gravemente a compreens&atilde;o crist&atilde; do homem e da sociedade&rdquo;, acrescenta.<\/p>\n<p>O Cardeal-Patriarca assegura ainda que &ldquo;a Hierarquia da Igreja n&atilde;o quer imiscuir-se na esfera pol&iacute;tica e na &aacute;rea de compet&ecirc;ncia do Estado e dos seus &Oacute;rg&atilde;os de Soberania&rdquo;.<\/p>\n<p>Nesse sentido, manifesta-se a disponibilidade da Igreja para &ldquo;o di&aacute;logo com pessoas e institui&ccedil;&otilde;es&rdquo;, excluindo que a Hierarquia venha a assumir &ldquo;formas p&uacute;blicas de press&atilde;o pol&iacute;tica que os crist&atilde;os, no exerc&iacute;cio dos seus direitos de cidadania, s&atilde;o livres de promover ou de nelas participar&rdquo;.<\/p>\n<p>Em conclus&atilde;o, a missiva indica que &ldquo;a doutrina da Igreja acerca do casamento entre pessoas do mesmo sexo &eacute; conhecida&rdquo;, afirmando que a proposta governamental promove &ldquo;uma altera&ccedil;&atilde;o grave da compreens&atilde;o antropol&oacute;gica do casamento, da sua dimens&atilde;o institucional baseada num acordo celebrado entre um homem e uma mulher, constituindo, assim, uma fam&iacute;lia, c&eacute;lula base da sociedade&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o se trata, nesta circunst&acirc;ncia, de tomar posi&ccedil;&atilde;o sobre as pessoas homossexuais; a doutrina da Igreja, marcada pela verdade e pela caridade, est&aacute; claramente expressa. Trata-se, isso sim, de salvaguardar a verdade acerca do casamento e da fam&iacute;lia&rdquo;, escreve o Patriarca de Lisboa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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