{"id":42616,"date":"2009-12-19T18:13:05","date_gmt":"2009-12-19T18:13:05","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/12\/19\/premio-pessoa-2009-no-programa-70x7\/"},"modified":"2009-12-19T18:13:05","modified_gmt":"2009-12-19T18:13:05","slug":"premio-pessoa-2009-no-programa-70x7","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/premio-pessoa-2009-no-programa-70x7\/","title":{"rendered":"Pr\u00e9mio Pessoa 2009 no Programa 70&#215;7"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 discord\u00e2ncia da legisla\u00e7\u00e3o que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, D. Manuel Clemente acrescenta a coincid\u00eancia epocal infeliz em que \u00e9 aprovada. Numa entrevista no contexto do Pr\u00e9mio Pessoa 2009, o Bispo do Porto explica o seu envolvimento com a cultura. Tamb\u00e9m com o que marca o debate sobre a regionaliza\u00e7\u00e3o, colocando-se ao lado dos que reagiram reagiram \u00e0 transfer\u00eancia da prova \u00abRed Bull Air Race\u00bb do Porto para Lisboa <!--more--> <\/p>\n<p>A iniciativa legislativa do Governo, em plena quadra natal&iacute;cia, que altera o C&oacute;digo Civil permitindo o casamento entre pessoas do mesmo sexo n&atilde;o &eacute; feliz. &ldquo;A coincid&ecirc;ncia epocal n&atilde;o &eacute; feliz&rdquo;, referiu D. Manuel Clemente. Para o Bispo do Porto, a alteridade masculino\/feminino est&aacute; na base da constru&ccedil;&atilde;o da sociedade. &ldquo;H&aacute; aqui um valor estruturante da sociedade, institucional, &agrave; volta de algo que a sociedade reconheceu como muito importante e que por isso precisava de ser salvaguardado e promovido&rdquo;.<\/p>\n<p>D. Manuel Clemente refere que, enquanto cat&oacute;lico, a quest&atilde;o est&aacute; resolvida: o casamento &eacute; o sacramento do matrim&oacute;nio, celebrado entre homem e mulher. Enquanto cidad&atilde;o &#8211; &ldquo;que n&atilde;o desisto de o ser&rdquo; &#8211; defende o casamento civil como sempre a humanidade o apurou: baseado da alteridade homem\/mulher. &ldquo;Alterar isto assim, &lsquo;de uma penada&rsquo;, &eacute; uma pena&rdquo;, refere.<\/p>\n<p>Para o Bispo do Porto, estas iniciativas legislativas acontecem de forma distante da sociedade, &ldquo;at&eacute; porque se distanciam, fazendo isto t&atilde;o depressa, sem que tenha havido um verdadeiro debate&rdquo;.<\/p>\n<p>Numa entrevista a emitir no programa 70&#215;7 deste Domingo, D. Manuel Clemente refere-se tamb&eacute;m &agrave; regionaliza&ccedil;&atilde;o. E sugere o princ&iacute;pio da subsidiariedade como o que deveria determinar o estabelecimento de regi&otilde;es no Pa&iacute;s. &ldquo;Que as administra&ccedil;&otilde;es mais largas e de topo n&atilde;o resumam em si toda a determina&ccedil;&atilde;o social&rdquo;, deixando para as instancias locais e regionais o poder de decis&atilde;o sobre o que est&aacute; ao seu alcance. O que nem sempre acontece, em Portugal: &ldquo;h&aacute; inst&acirc;ncias de decis&atilde;o que, no caso da Regi&atilde;o do Norte, n&atilde;o est&atilde;o c&aacute; e se estivessem no dia-a-dia, se fossem pessoas de c&aacute; ou se c&aacute; vivessem, teriam, at&eacute; com base existencial, muito mais capacidade e acerto para resolver do que estando distantes e tendo de olhar para o todo. Isso &eacute; l&oacute;gico&rdquo;.<\/p>\n<p>&Eacute; com esta certeza que d&aacute; raz&atilde;o aos que reagiram &agrave; transfer&ecirc;ncia da prova <em>Red Bull Air Race<\/em> do Porto para Lisboa. &ldquo;Mais uma vez, algo que estava aqui, com muito acompanhamento das entidades locais e do p&uacute;blico, estava a resultar bem, projectava a regi&atilde;o e era mais uma ocasi&atilde;o de desenvolvimento regional e que, n&atilde;o se sabe bem por qu&ecirc;, lhes &eacute; tirada&rdquo;. &ldquo;Eu n&atilde;o posso deixar de dar alguma raz&atilde;o a esta cr&iacute;tica&rdquo;, refere o Bispo do Porto.<\/p>\n<p>Numa entrevista ao Programa 70&#215;7 no contexto da atribui&ccedil;&atilde;o do Pr&eacute;mio Pessoa 2009, D. Manuel Clemente refere a sua atitude &#8211; de dar sempre &ldquo;um sinal p&uacute;blico da nossa aten&ccedil;&atilde;o a quanto ocorre&rdquo; &ndash; como a que possa estar na origem da decis&atilde;o do j&uacute;ri. &ldquo;Acho que essa &eacute; a miss&atilde;o da Igreja, como um sinal activo de aten&ccedil;&atilde;o e de esperan&ccedil;a&rdquo;.<\/p>\n<p>A entrevista &eacute; emitida integralmente no programa 70&#215;7 deste Domingo e publicada posteriormente na Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 discord\u00e2ncia da legisla\u00e7\u00e3o que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, D. Manuel Clemente acrescenta a coincid\u00eancia epocal infeliz em que \u00e9 aprovada. Numa entrevista no contexto do Pr\u00e9mio Pessoa 2009, o Bispo do Porto explica o seu envolvimento com a cultura. 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