{"id":42593,"date":"2009-12-18T15:34:57","date_gmt":"2009-12-18T15:34:57","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/12\/18\/mensagem-de-natal-do-bispo-de-angra-2\/"},"modified":"2009-12-18T15:34:57","modified_gmt":"2009-12-18T15:34:57","slug":"mensagem-de-natal-do-bispo-de-angra-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-natal-do-bispo-de-angra-2\/","title":{"rendered":"Mensagem de Natal do bispo de Angra"},"content":{"rendered":"<p>&#8230;A quest\u00e3o de fundo do Natal n\u00e3o \u00e9 a aus\u00eancia de s\u00edmbolos religiosos nos espa\u00e7os p\u00fablicos <!--more--> <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A VERDADE DO NATAL<\/p>\n<p>&Eacute; Natal! Fa&ccedil;o meu o apelo evang&eacute;lico: &laquo;Erguei-vos e levantai a cabe&ccedil;a: est&aacute; pr&oacute;xima a vossa liberta&ccedil;&atilde;o&raquo; (Lc 21, 28). Apesar de tudo o que acontece na vida e na hist&oacute;ria, n&atilde;o estamos num beco sem sa&iacute;da. Temos um Salvador: Caminho, Verdade e Vida.<\/p>\n<p>1. O Natal &eacute; hoje. Assim canta a Igreja: &laquo;Hoje nasceu Jesus Cristo. Hoje apareceu o Salvador. Hoje, na terra, cantam os Anjos e alegrem-se os Arcanjos. Hoje, exultam de alegria os justos, dizendo: Gl&oacute;ria a Deus nas alturas&raquo; (Ant&iacute;fona das V&eacute;speras de Natal).<\/p>\n<p>Para al&eacute;m de todas as manifesta&ccedil;&otilde;es exteriores de festa, n&atilde;o podemos perder de vista a verdade do Natal, que d&aacute; sentido a todo o resto. No Natal de Jesus, a Igreja celebra a presen&ccedil;a salvadora de Deus na hist&oacute;ria humana, atrav&eacute;s da Incarna&ccedil;&atilde;o do Filho.<\/p>\n<p>Ora, toda a celebra&ccedil;&atilde;o crist&atilde; &eacute; &laquo;memorial&raquo;, que alcan&ccedil;a o ser humano no &laquo;hoje&raquo; da sua exist&ecirc;ncia. Propriamente falando, n&atilde;o existe, dum lado, a hist&oacute;ria dos homens, laica e profana e, paralelamente, a hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o. O que realmente acontece, com o Natal de Jesus, &eacute; que a salva&ccedil;&atilde;o de Deus se incarna na hist&oacute;ria humana. Mesmo com todas as suas contradi&ccedil;&otilde;es e contrariedades. Est&aacute; &eacute; a verdade do Natal.<\/p>\n<p>2. As narra&ccedil;&otilde;es evang&eacute;licas sobre o Natal de Jesus d&atilde;o-nos o seu enquadramento hist&oacute;rico. Ocupada pelos Romanos, a Palestina estava, na altura, sob o poder desp&oacute;tico de Tib&eacute;rio C&eacute;sar; Procurador era P&ocirc;ncio Pilatos, tristemente famoso pela sua crueldade; detentores do poder local eram os Tetrarcas Herodes e Filipe, personagens med&iacute;ocres; de baixo perfil eram tamb&eacute;m os chefes religiosos, An&aacute;s e Caif&aacute;s.<\/p>\n<p>O cen&aacute;rio pol&iacute;tico n&atilde;o era, pois, nada animador. Num contexto hist&oacute;rico destes, n&atilde;o seria de esperar nada de bom para o futuro. O facto, por&eacute;m, &eacute; que no meio de trevas t&atilde;o densas, se acende uma luz de esperan&ccedil;a. Com o Natal de Jesus, p&otilde;e-se em marcha uma hist&oacute;ria nova; &eacute; inaugurado o Reino de Deus: Reino de Justi&ccedil;a, de Amor e de Paz.<\/p>\n<p>Esta &eacute; a verdade do Natal. &Eacute; poss&iacute;vel sonhar e esperar; acreditar no futuro; empenhar-se, com esperan&ccedil;a certa de alcan&ccedil;ar o que se espera. Apesar e mesmo no meio de todas as crises, que podem ser oportunidades de crescimento e de progresso. &Eacute; desej&aacute;vel e poss&iacute;vel outro paradigma de conviv&ecirc;ncia pac&iacute;fica entre as pessoas e os povos.<\/p>\n<p>O Natal &eacute; hoje. Quanto mais funda for a noite, mais pr&oacute;xima est&aacute; a aurora. &laquo;A noite vai adiantada e o dia est&aacute; pr&oacute;ximo &#8211; adverte S. Paulo. Abandonemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz&raquo; (Rom 13, 12). &Eacute; tempo de vig&iacute;lia e de discernimento, de ac&ccedil;&atilde;o e de esperan&ccedil;a activa.<\/p>\n<p>A verdade do Natal crist&atilde;o d&aacute;-nos um horizonte de esperan&ccedil;a, n&atilde;o s&oacute; escatol&oacute;gica, isto &eacute;, para os &uacute;ltimos tempos, mas tamb&eacute;m hist&oacute;rico-pol&iacute;tica, no hoje que nos toca viver. O que implica empenhamento e interven&ccedil;&atilde;o na sociedade, contribuindo para o bem comum, com os valores evang&eacute;licos.<\/p>\n<p>3. A quest&atilde;o de fundo do Natal n&atilde;o &eacute; a aus&ecirc;ncia de s&iacute;mbolos religiosos nos espa&ccedil;os p&uacute;blicos. Isso &eacute; apenas um sintoma, que desafia os crist&atilde;os a darem o seu contributo espec&iacute;fico para um mundo melhor, mais justo e fraterno, mostrando-se activos e intervenientes, qual fermento que leveda a massa.<\/p>\n<p>N&atilde;o basta apenas o progresso t&eacute;cnico, para garantir o desenvolvimento dos homens todos e de todo o homem. &laquo;S&oacute; atrav&eacute;s da caridade, iluminada pela luz da raz&atilde;o e da f&eacute;, &eacute; poss&iacute;vel alcan&ccedil;ar objectivos de desenvolvimento dotados de uma val&ecirc;ncia mais humana e humanizadora&raquo; &#8211; adverte o Papa, na sua recente Enc&iacute;clica Social, Caritas in Veritate (n&ordm; 9). &laquo;A cidade do homem n&atilde;o se move apenas por rela&ccedil;&otilde;es feitas de direitos e de deveres &ndash; continua o Papa &#8211; mas antes e, sobretudo, por rela&ccedil;&otilde;es de gratuidade, miseric&oacute;rdia e comunh&atilde;o&raquo; (Id, Ibid., n&ordm; 6).<\/p>\n<p>O Natal &eacute; hoje. N&atilde;o s&atilde;o express&otilde;es colaterais do Natal o ambiente de festa que se cria, a atmosfera de ternura e de boa vontade que se respira, as reuni&otilde;es familiares e as confraterniza&ccedil;&otilde;es, a partilha e as campanhas de solidariedade. Isso &eacute; o Natal em acto. Prolongando as celebra&ccedil;&otilde;es lit&uacute;rgicas, que actualizam os valores do Natal crist&atilde;o, para serem vividos e testemunhados. Aqui e agora. Sempre.<\/p>\n<p>&Eacute; dessa viv&ecirc;ncia e testemunho, que o mundo precisa. Para ser Natal. Hoje.<br \/>Bom Natal!<em><br \/><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>D. Ant&oacute;nio Sousa Braga, Bispo de Angra<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8230;A quest\u00e3o de fundo do Natal n\u00e3o \u00e9 a aus\u00eancia de s\u00edmbolos religiosos nos espa\u00e7os p\u00fablicos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[169,172,267,314],"class_list":["post-42593","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-angra","tag-diocese-de-braga","tag-natal","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42593","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42593"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42593\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42593"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42593"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42593"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}