{"id":42568,"date":"2009-12-17T16:07:07","date_gmt":"2009-12-17T16:07:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/12\/17\/ipss-precisam-de-financiamentos-alternativos-ao-do-estado\/"},"modified":"2009-12-17T16:07:07","modified_gmt":"2009-12-17T16:07:07","slug":"ipss-precisam-de-financiamentos-alternativos-ao-do-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ipss-precisam-de-financiamentos-alternativos-ao-do-estado\/","title":{"rendered":"IPSS precisam de financiamentos alternativos ao do Estado"},"content":{"rendered":"<p>Participantes do congresso \u00abEntre o Passado e o Presente\u00bb consideram que apoio das empresas permitir\u00e1 encontrar novos modelos de actua\u00e7\u00e3o e responder a mais necessidades <!--more--> <\/p>\n<p>A sujei&ccedil;&atilde;o das Institui&ccedil;&otilde;es Particulares de Solidariedade Social (IPSS) aos recursos do Estado est&aacute; a prejudicar a resposta que aqueles Organismos prestam &agrave;s comunidades em que est&atilde;o inseridos.<\/p>\n<p>&ldquo;O peso do financiamento p&uacute;blico &eacute; t&atilde;o grande, que acaba por moldar todas as respostas sociais&rdquo;, afirmou Carlos Azevedo, coordenador do congresso <a href=\"http:\/\/www.entreopassadoeofuturo.org\/\" target=\"_blank\">&laquo;Entre o Passado e o Futuro&raquo;<\/a>, que se realizou esta Quarta-feira, no Porto.<\/p>\n<p>Para aquele respons&aacute;vel, a &ldquo;depend&ecirc;ncia exagerada&rdquo; dos fundos estatais imp&otilde;e um modelo operativo que nem sempre se adequa &agrave;s necessidades das comunidades, porque &ldquo;o pa&iacute;s n&atilde;o &eacute; todo igual&rdquo;.<\/p>\n<p>Em entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, Carlos Azevedo mencionou o exemplo dos cuidados prestados &agrave;s pessoas mais velhas para ilustrar as consequ&ecirc;ncias da aplica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es semelhantes em realidades e locais distintos.<\/p>\n<p>&ldquo;Os idosos est&atilde;o a ser tratados da mesma maneira, o que n&atilde;o promove a autonomia e perpetua a sua depend&ecirc;ncia, que &eacute; exactamente aquilo que n&atilde;o queremos que aconte&ccedil;a&rdquo;, explicou. Esta perspectiva resulta da passagem de uma concep&ccedil;&atilde;o &ldquo;assistencial&rdquo; para um conceito que privilegia a &ldquo;inclus&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>As IPSS presentes no primeiro congresso do distrito do Porto sobre inova&ccedil;&atilde;o social concordaram que era fundamental passarem a concentrar os seus recursos nas prioridades locais, em vez de promover ac&ccedil;&otilde;es criadas em fun&ccedil;&atilde;o dos incentivos do Estado.<\/p>\n<p>Os cerca de 320 participantes constataram, por outro lado, que h&aacute; necessidades locais que n&atilde;o est&atilde;o a ser satisfeitas.<\/p>\n<p>A resolu&ccedil;&atilde;o destes problemas passa por complementar os recursos estatais com o apoio das empresas, que, segundo Carlos Azevedo, est&atilde;o cada vez mais pr&oacute;ximas das dificuldades sociais, conhecem a dimens&atilde;o do trabalho realizado pelas institui&ccedil;&otilde;es de solidariedade e querem apostar nele, investindo em projectos com impacto a n&iacute;vel regional e local.<\/p>\n<p>Mas a coopera&ccedil;&atilde;o do sector privado s&oacute; poder&aacute; ser obtida quando as IPSS aprenderem &ldquo;a prestar contas, n&atilde;o s&oacute; &agrave; Seguran&ccedil;a Social e ao Estado, mas tamb&eacute;m &agrave;s empresas, que querem saber exactamente a repercuss&atilde;o de cada euro que investem&rdquo;, indicou o respons&aacute;vel.<\/p>\n<p><strong>Gerir com a raz&atilde;o e o cora&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Carlos Azevedo recordou que em 1974 havia cerca de um milhar de institui&ccedil;&otilde;es dedicadas ao apoio social; actualmente s&atilde;o mais de cinco mil.<\/p>\n<p>H&aacute; 35 anos, aquelas estruturas baseavam-se no &ldquo;amadorismo e no voluntariado&rdquo;, mas tamb&eacute;m nos &ldquo;la&ccedil;os de solidariedade e de vizinhan&ccedil;a&rdquo;, que hoje &ldquo;n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o robustos&rdquo;.<\/p>\n<p>Ao longo destas tr&ecirc;s d&eacute;cadas e meia cumpriu-se a primeira fase de transi&ccedil;&atilde;o para o profissionalismo, atrav&eacute;s da qualifica&ccedil;&atilde;o dos recursos humanos, nomeadamente com a integra&ccedil;&atilde;o de psic&oacute;logos e assistentes sociais, entre outros especialistas.<\/p>\n<p>A etapa seguinte, considerou Carlos Azevedo, consiste em prever uma organiza&ccedil;&atilde;o assente em duas vertentes.<\/p>\n<p>A &ldquo;gest&atilde;o estrat&eacute;gica&rdquo; deve ser confiada ao voluntariado, que &ldquo;tem o cora&ccedil;&atilde;o e a emo&ccedil;&atilde;o, e sabe espelhar as necessidades da comunidade&rdquo;. A &ldquo;gest&atilde;o operacional&rdquo; passar&aacute; a ser assegurada pelos profissionais, que conseguem temperar a muita emo&ccedil;&atilde;o que existe nos volunt&aacute;rios com alguma racionalidade na afecta&ccedil;&atilde;o de recursos&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;S&oacute; o encontro destas duas compet&ecirc;ncias &eacute; que nos vai levar &agrave; maior efic&aacute;cia e efici&ecirc;ncia&rdquo;, sintetizou o respons&aacute;vel.<\/p>\n<p>Ser&aacute; que estas mudan&ccedil;as assinalam o reconhecimento de que as institui&ccedil;&otilde;es de solidariedade n&atilde;o est&atilde;o a administrar devidamente os financiamentos estatais? Carlos Azevedo nega esta tese: &ldquo;As IPSS gerem muito bem os recursos p&uacute;blicos. Se o Estado fosse obrigado a fazer o que elas fazem, estar&iacute;amos muito mais pobres&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Se as institui&ccedil;&otilde;es fechassem &ndash; acrescentou &ndash; o Estado gastaria provavelmente mais do qu&iacute;ntuplo do que despende hoje para assegurar a mesma concilia&ccedil;&atilde;o da vida profissional e familiar de quem est&aacute; no mercado de trabalho.&rdquo;<\/p>\n<p>O equil&iacute;brio entre os sentimentos e a raz&atilde;o aplica-se tamb&eacute;m aos resultados alcan&ccedil;ados na melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida dos mais carenciados. &Agrave; an&aacute;lise objectiva proporcionada pelos &iacute;ndices econ&oacute;micos e financeiros, o presidente da Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional das Institui&ccedil;&otilde;es de Solidariedade, Pe. Lino Maia, acrescentou outro componente, n&atilde;o menos necess&aacute;rio: o n&uacute;mero de &ldquo;sorrisos que conseguimos criar todos os dias, porque essa &eacute; a medida do retorno social do trabalho realizado pelas IPSS&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Obter sinergias com parcerias<\/strong><\/p>\n<p>Para Carlos Azevedo, os dirigentes dos Organismos de apoio social devem consciencializar-se de que &ldquo;estamos numa transi&ccedil;&atilde;o da abund&acirc;ncia para a escassez&rdquo;.<\/p>\n<p>A actual conjuntura econ&oacute;mica e social esteve na origem de uma das decis&otilde;es mais importantes do encontro: a cria&ccedil;&atilde;o de uma &laquo;incubadora&raquo; de projectos sociais.<\/p>\n<p>Esta plataforma vai funcionar como uma rede de servi&ccedil;os partilhados, aproveitando a economia de escala proporcionada pelas cerca de 370 organiza&ccedil;&otilde;es e mais de 15 mil trabalhadores que integram a <a href=\"http:\/\/www.udipss-porto.org\/\" target=\"_blank\">Uni&atilde;o das IPSS do distrito do Porto<\/a>. A dimens&atilde;o desta estrutura garante um poder negocial que cada uma das institui&ccedil;&otilde;es que a comp&otilde;e n&atilde;o tem quando considerada isoladamente.<\/p>\n<p>A incubadora vai tamb&eacute;m possibilitar a execu&ccedil;&atilde;o de projectos comuns, como &eacute; o caso da implementa&ccedil;&atilde;o de sistemas de gest&atilde;o de qualidade, da encomenda de estudos de viabilidade econ&oacute;mico-financeira ou da angaria&ccedil;&atilde;o de fundos.<\/p>\n<p>O desconhecimento dos subs&iacute;dios que a Uni&atilde;o Europeia disponibiliza para algumas das actividades desenvolvidas pelas IPSS &eacute; uma das consequ&ecirc;ncias da aus&ecirc;ncia da coopera&ccedil;&atilde;o &ldquo;em rede&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; preciso chegar rapidamente a estas novas oportunidades, que ser&atilde;o cada vez mais desperdi&ccedil;adas se n&atilde;o criarmos um ambiente de procura de informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, defendeu Carlos Azevedo.<\/p>\n<p>No decorrer dos trabalhos foi tamb&eacute;m sugerida a necessidade de melhorar a comunica&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es de solidariedade com a sociedade e os media.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Participantes do congresso \u00abEntre o Passado e o Presente\u00bb consideram que apoio das empresas permitir\u00e1 encontrar novos modelos de actua\u00e7\u00e3o e responder a mais 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