{"id":42556,"date":"2009-12-17T13:29:59","date_gmt":"2009-12-17T13:29:59","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/12\/17\/casamento-entre-pessoas-do-mesmo-sexo\/"},"modified":"2009-12-17T13:29:59","modified_gmt":"2009-12-17T13:29:59","slug":"casamento-entre-pessoas-do-mesmo-sexo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/casamento-entre-pessoas-do-mesmo-sexo\/","title":{"rendered":"Casamento entre pessoas do mesmo sexo"},"content":{"rendered":"<p>Igreja lamenta \u00abengenharia ideol\u00f3gica\u00bb que altera estrutura central na sociedade <!--more--> <\/p>\n<p>O governo portugu&ecirc;s aprovou esta Quinta-feira, em Conselho de Ministros, a proposta de Lei que legaliza o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. A proposta ser&aacute; entregue at&eacute; final de Dezembro na Assembleia da Rep&uacute;blica.<\/p>\n<p>O diploma vai ser discutido no Parlamento, em Janeiro de 2010. A aprova&ccedil;&atilde;o pela Assembleia da Rep&uacute;blica dever&aacute; estar garantida, contando com os votos favor&aacute;veis do PS, do PCP e do Bloco de Esquerda.<\/p>\n<p>Pedro Silva Pereira, Ministro da Presid&ecirc;ncia, disse em confer&ecirc;ncia de imprensa que a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; acabar com uma &ldquo;discrimina&ccedil;&atilde;o social&rdquo;, eliminando as barreiras jur&iacute;dicas que impedem o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, e falou num &ldquo;grande avan&ccedil;o na sociedade portuguesa&rdquo;. Considerou ainda que o tema foi j&aacute; &#8220;largamente discutido&#8221; e que o governo tem &#8220;legitimidade democr&aacute;tica&#8221; para legislar sobre a mesma, excluindo a hip&oacute;tese de um referendo ou de qualquer &#8220;perturba&ccedil;&atilde;o social&#8221;.<\/p>\n<p>A adop&ccedil;&atilde;o fica de fora desta altera&ccedil;&atilde;o legislativa, considerando o executivo que n&atilde;o tem mandato pol&iacute;tico para avan&ccedil;ar com esta medida, por n&atilde;o constar do seu programa de governo. Silva Pereira precisou que adop&ccedil;&atilde;o n&atilde;o consiste em &ldquo;satisfazer um direito dos adoptantes&rdquo;, mas &ldquo;da realiza&ccedil;&atilde;o do interessa das crian&ccedil;as&rdquo;.<\/p>\n<p>Para o porta-voz da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), Pe. Manuel Moruj&atilde;o, estamos na presen&ccedil;a de uma &ldquo;certa engenharia ideol&oacute;gica&rdquo; para reinventar &ldquo;uma estrutura milen&aacute;ria que deve ser melhorada e actualizada, mas mantida na sua identidade estrutural&rdquo;.<\/p>\n<p>Recentemente, o presidente da CEP, D. Jorge Ortiga, condenava o que classificou como uma &ldquo;verdadeira campanha ideol&oacute;gica&rdquo; que pretende a legaliza&ccedil;&atilde;o das uni&otilde;es homossexuais e j&aacute; levou &agrave; &ldquo;banaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; do aborto.<\/p>\n<p>No final da &uacute;ltima reuni&atilde;o magna dos Bispos, o Arcebispo de Braga afirmara que &ldquo;n&atilde;o basta ter um n&uacute;mero no programa eleitoral, n&atilde;o basta que em campanha se tenha abordado a quest&atilde;o uma vez ou outra, parece-nos que &eacute; fundamental reflectir e que os nossos &oacute;rg&atilde;os saibam legislar, tendo presente aquilo que o povo pensa ou o povo quer&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O Pe. Manuel Moruj&atilde;o refere que &ldquo;um tema t&atilde;o estruturante para a sociedade como o casamento e a fam&iacute;lia da&iacute; resultante&rdquo; deveria ter sido alvo de uma discuss&atilde;o aprofundada, &ldquo;para ver quais s&atilde;o as consequ&ecirc;ncias para a estrutura fundamental da sociedade, que &eacute; a fam&iacute;lia&rdquo;.<\/p>\n<p>Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, este respons&aacute;vel considera que a decis&atilde;o do governo ter&aacute; &ldquo;graves consequ&ecirc;ncias&rdquo;, porque &ldquo;a fam&iacute;lia fica afectada quando se tomam decis&otilde;es que alteram a sua estrutura b&aacute;sica&rdquo;, promovendo &ldquo;um tipo de casamento que n&atilde;o &eacute; aut&ecirc;ntico e genu&iacute;no&rdquo;.<\/p>\n<p>O porta-voz da CEP assegura que a Igreja manter&aacute;, neste assunto, a postura que tem assumido ao longo dos &uacute;ltimos meses. &ldquo;Em assunto t&atilde;o importante, devemos saber estar livres de partidarismos &#8211; mesmo at&eacute; para al&eacute;m de op&ccedil;&otilde;es religiosas, indiferentes ou ateias &#8211; porque aqui est&aacute; em causa a estrutura da pr&oacute;pria sociedade, pelo que dever&iacute;amos ultrapassar querelas partid&aacute;rias&rdquo;, completa.<\/p>\n<p>Admitindo que &ldquo;todas as pessoas devem ser tratadas com respeito&rdquo;, o Pe. Moruj&atilde;o observa que o casamento entre pessoas do mesmo sexo diz respeito a &ldquo;uma minoria&rdquo;.<\/p>\n<p>Questionado sobre a forma como o processo foi conduzido, o secret&aacute;rio da CEP escusou-se a fazer &ldquo;ju&iacute;zo de inten&ccedil;&otilde;es&rdquo;, mas lembrou que havia outros &ldquo;problemas e desafios na sociedade actual que mereceriam, eles sim, uma aten&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria, &ldquo;como o desemprego, a precariedade do trabalho, o endividamento, a situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica em que as pessoas vivem&rdquo;.<\/p>\n<p>O comunicado final da &uacute;ltima Assembleia Plen&aacute;ria da CEP assumia a &ldquo;p&uacute;blica rejei&ccedil;&atilde;o&rdquo; dos Bispos face aos &ldquo;projectos para legalizar as uni&otilde;es entre pessoas homossexuais concedendo-lhe o estatuto de casamento&rdquo;, recusando que &ldquo;este tipo de uni&otilde;es possa ser equiparado &agrave; fam&iacute;lia estavelmente formada atrav&eacute;s do casamento entre um homem e uma mulher&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Tal constituiria uma altera&ccedil;&atilde;o grave das bases antropol&oacute;gicas da fam&iacute;lia e com ela da pr&oacute;pria sociedade. Todo o respeito &eacute; devido a todas as pessoas, tamb&eacute;m &agrave;s pessoas homossexuais, mas este respeito e compreens&atilde;o n&atilde;o podem reverter na desestrutura&ccedil;&atilde;o da c&eacute;lula base da sociedade, que &eacute; a fam&iacute;lia baseada no verdadeiro casamento&rdquo;, defende a CEP.<\/p>\n<p><strong>&laquo;N&atilde;o&raquo;<\/strong><\/p>\n<p>J&aacute; no in&iacute;cio deste ano, o Conselho Permanente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) afirmara a sua oposi&ccedil;&atilde;o a qualquer lei que &ldquo;equipare as uni&otilde;es homossexuais ao casamento das fam&iacute;lias constitu&iacute;das na base do amor entre um homem e uma mulher&rdquo;.<\/p>\n<p>Numa Nota Pastoral intitulada &ldquo;<a href=\"noticia.pl?&amp;id=69756\" target=\"_blank\">Em favor do verdadeiro casamento<\/a>&rdquo;, a CEP lamentara o que considera ser uma &ldquo;tentativa de desestruturar a sociedade portuguesa&rdquo;.<\/p>\n<p>O documento rejeita que &ldquo;a uni&atilde;o entre pessoas do mesmo sexo possa ser equiparada &agrave; fam&iacute;lia estavelmente constitu&iacute;da atrav&eacute;s do casamento entre um homem e uma mulher&#8221;. O mesmo &eacute; afirmado em rela&ccedil;&atilde;o &#8220;a uma lei que permita a adop&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as por homossexuais&rdquo;. &ldquo;Tal constituiria uma altera&ccedil;&atilde;o grave das bases antropol&oacute;gicas da fam&iacute;lia e com ela de toda a sociedade, colocando em causa o seu equil&iacute;brio&rdquo;, afirmam os Bispos.<\/p>\n<p>&ldquo;A fam&iacute;lia, fundada no casamento entre um homem e uma mulher, tem o direito a ver reconhecida a sua identidade &uacute;nica, inconfund&iacute;vel e incompar&aacute;vel, sem misturas nem confus&otilde;es com outras formas de conviv&ecirc;ncia&rdquo;, pode ler-se.<\/p>\n<p>A Nota reafirma que estas posi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o aceites pelas diferentes culturas e civiliza&ccedil;&otilde;es, pela revela&ccedil;&atilde;o judaico-crist&atilde; &ldquo;e assim o reconhece implicitamente a nossa Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica e explicitamente o C&oacute;digo Civil Portugu&ecirc;s&rdquo;.<\/p>\n<p>Em conclus&atilde;o, os Bispos defendem &ldquo;a necessidade de iniciativas que ajudem as fam&iacute;lias estavelmente constitu&iacute;das a superar os problemas econ&oacute;micos que muitas atravessam, que as valorizem como lugar primordial de educa&ccedil;&atilde;o dos filhos e que favore&ccedil;am a sua import&acirc;ncia na vida social&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Igreja lamenta \u00abengenharia ideol\u00f3gica\u00bb que altera estrutura central na 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