{"id":42554,"date":"2009-12-17T12:43:23","date_gmt":"2009-12-17T12:43:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/12\/17\/angra-exposicao-de-presepios\/"},"modified":"2009-12-17T12:43:23","modified_gmt":"2009-12-17T12:43:23","slug":"angra-exposicao-de-presepios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/angra-exposicao-de-presepios\/","title":{"rendered":"Angra: Exposi\u00e7\u00e3o de Pres\u00e9pios"},"content":{"rendered":"<p>Decorre uma mostra de pres&eacute;pios denominada &ldquo;O Menino Mija&rdquo;, constru&iacute;dos por Centros da Terceira Idade do Concelho de Angra do Hero&iacute;smo at&eacute; 31 de Dezembro, no Museu de Angra do Hero&iacute;smo. Na Estufa do Jardim P&uacute;blico de Angra do Hero&iacute;smo tamb&eacute;m est&aacute; exposto um pres&eacute;pio com as esp&eacute;cies utilizadas, identificadas por docentes do Departamento de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias.<\/p>\n<p>Esta &eacute; mais uma iniciativa da CulturAngra, integrada na programa&ccedil;&atilde;o natal&iacute;cia de 2009 com a colabora&ccedil;&atilde;o daquele Museu e dos centros de Conv&iacute;vio dos Altares, Posto Santo, Ladeira Grande, Serreta, Ribeirinha e Santa B&aacute;rbara.<\/p>\n<p>Paralelamente, e fazendo jus ao termo popular &ldquo;O Nosso Menino mija&rdquo;, podem provar-se licores variados e do&ccedil;aria tradicional, podendo, deste modo, ajudar os centros de conv&iacute;vio da terceira idade do Concelho.<\/p>\n<p>De acordo com nota informativa da Culturangra, que faz uma abordagem ao pres&eacute;pio tradicional da ilha, os pres&eacute;pios terceirenses, al&eacute;m de beberem da tradi&ccedil;&atilde;o portuguesa, que provavelmente se iniciou com Machado de Castro, reproduzem esteticamente as nossas freguesias rurais, como uma Aldeia Sagrada onde o Menino-Deus nasce.<\/p>\n<p>A recria&ccedil;&atilde;o do nascimento de Jesus mistura-se com cenas do quotidiano da vida do campo como tamb&eacute;m da vida religiosa. No Pres&eacute;pio, a Sagrada Fam&iacute;lia est&aacute; sempre presente num ambiente modesto, onde a simplicidade se mistura com a magia dos contos de fadas, de castelos, igrejas, reis e pastores.<\/p>\n<p>O Pres&eacute;pio tradicional terceirense &eacute; o lugar de todos os tempos: do in&iacute;cio da Era Crist&atilde;, pelos trajes dos Magos, de Nossa Senhora e S&atilde;o Jos&eacute;; da idade M&eacute;dia, pelos castelos, distribui&ccedil;&atilde;o das casas e tarefas campesinas; da &eacute;poca dos desbravamentos e descobertas, pela arquitectura das casinhas e igrejas; do S&eacute;culo XVIII e XIX, pelos trajes populares relacionados com o folclore de algumas regi&otilde;es do pa&iacute;s, e produ&ccedil;&atilde;o da laranja; de meados do s&eacute;culo XX com as tradi&ccedil;&otilde;es populares e da produ&ccedil;&atilde;o de trigo e festas religiosas e tradicionais.<\/p>\n<p>O Pres&eacute;pio terceirense &eacute; tamb&eacute;m o lugar da biodiversidade das ilhas: dos musgos, fetos, e musg&otilde;es; do cedro do mato, das &ldquo;L&aacute;grimas de Nossa Senhora&rdquo;, da erva-patinha, da vassoura, da rapa e tamujo.<\/p>\n<p>Para al&eacute;m disso, o pres&eacute;pio terceirense traduz a geodiversidade da ilha nas esc&oacute;rias vulc&acirc;nicas, nas lavas encordoadas e nas grutas alargadas assim como tamb&eacute;m &eacute; o lugar de todas as correntes art&iacute;sticas, como o barroco popular, o naif das galinhas e pe&ccedil;as do pres&eacute;pio, com uma sinceridade pouco encravada pelas conven&ccedil;&otilde;es, e a arte e ilus&atilde;o.<\/p>\n<p>O pres&eacute;pio terceirense utiliza uma miscel&acirc;nea de materiais: as pe&ccedil;as de barro de v&aacute;rios artistas, locais e continentais; as pe&ccedil;as de cer&acirc;mica chinesas da actualidade; a marfinite das recorda&ccedil;&otilde;es de viagens e o pl&aacute;stico dos toiros, cisnes e patinhos.<\/p>\n<p>O pres&eacute;pio terceirense &eacute; uma hist&oacute;ria por contar, uma obra para olhar. Podemos v&ecirc;-lo com desd&eacute;m ou com admira&ccedil;&atilde;o. Se n&atilde;o fazemos parte desse pres&eacute;pio n&atilde;o o percebemos, se o valorizamos &eacute; porque temos mem&oacute;rias de crian&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Com Jornal &laquo;Uni&atilde;o&raquo;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decorre uma mostra de pres&eacute;pios denominada &ldquo;O Menino Mija&rdquo;, constru&iacute;dos por Centros da Terceira Idade do Concelho de Angra do Hero&iacute;smo at&eacute; 31 de Dezembro, no Museu de Angra do Hero&iacute;smo. 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