{"id":42545,"date":"2009-12-16T16:24:38","date_gmt":"2009-12-16T16:24:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/12\/16\/mensagem-de-natal-da-loc-mtc-braga\/"},"modified":"2009-12-16T16:24:38","modified_gmt":"2009-12-16T16:24:38","slug":"mensagem-de-natal-da-loc-mtc-braga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-natal-da-loc-mtc-braga\/","title":{"rendered":"Mensagem de Natal da LOC\/MTC &#8211; Braga"},"content":{"rendered":"<p>&ldquo;N&atilde;o havia lugar para eles na hospedaria&rdquo;<\/p>\n<p>A LOC\/MTC &ndash; Movimento de trabalhadores crist&atilde;os &#8211; toma a iniciativa, em cada Natal, de se dirigir aos seus militantes, aos trabalhadores e suas fam&iacute;lias, para os saudar e lan&ccedil;ar-lhes alguns apelos que constituem o seu pensamento e a nossa ac&ccedil;&atilde;o. E porqu&ecirc; no Natal? Pela for&ccedil;a social, afectiva e transcendente que esta quadra transporta, quer para os trabalhadores crentes, quer para os n&atilde;o crentes, da&iacute; a raz&atilde;o da nossa mensagem.<\/p>\n<p>Hoje o Natal apresenta-se-nos com um tal cunho de apelo ao consumo, mesmo de algumas inutilidades, que &eacute; indispens&aacute;vel que repensemos a sua ess&ecirc;ncia de festa espiritual e fraterna.<\/p>\n<p>&Eacute; habitual dizermos que n&atilde;o ter trabalho &eacute;, tamb&eacute;m, n&atilde;o ter Natal. Porque o Natal &eacute; abund&acirc;ncia de bens superiores e &eacute; tamb&eacute;m esperan&ccedil;a de um futuro melhor, mas a falta de seguran&ccedil;a econ&oacute;mica est&aacute; a levar muitos ao desencanto e at&eacute; &agrave; desist&ecirc;ncia radical.<\/p>\n<p>&Eacute; tal o des&acirc;nimo e ang&uacute;stia que se abate sobre as pessoas e fam&iacute;lias, provenientes de uma intensa e real crise mundial e da sua amplia&ccedil;&atilde;o constante pelas televis&otilde;es e outros &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o social, que sentimos o grave dever de cidadania de apelar a que ningu&eacute;m se deixe abater, que todos se sintam confortados e impelidos &agrave; ac&ccedil;&atilde;o pela Mensagem de Natal.<\/p>\n<p>Porque, mesmo ao p&eacute; de n&oacute;s, a desumanidade acontece: s&atilde;o as mulheres carregadas de preocupa&ccedil;&otilde;es e algumas v&iacute;timas de abusos de toda a ordem, s&atilde;o os jovens com dificuldades, sem perspectivas profissionais e sem seguran&ccedil;a, s&atilde;o as crian&ccedil;as dos meios pobres com escasso sucesso escolar e a quem est&aacute; a ser roubada a melhor parte do seu futuro, s&atilde;o os reformados, ainda com energias, desanimados e sem objectivos, s&atilde;o os migrantes que n&atilde;o se sentem ainda inclu&iacute;dos e engrossam o caudal de novos pobres, desprezados e sem horizontes.<\/p>\n<p>As narrativas evang&eacute;licas situam-nos hoje, de uma forma especial, perante a urg&ecirc;ncia individual, colectiva e institucional do que &eacute; preciso fazer para que tantos milh&otilde;es de seres humanos deixem de viver em currais e possam ter casa e trabalho condignos, sal&aacute;rios justos e qualidade de vida adequados &agrave; sua condi&ccedil;&atilde;o de cidad&atilde;os de pleno direito, pois, como dizemos com inteira verdade, todos somos filhos de Deus.<\/p>\n<p>S. Lucas, ao descrever as circunst&acirc;ncias do nascimento de Jesus, sublinha o pormenor da az&aacute;fama em Jerusal&eacute;m e arredores, devido ao recenseamento e tamb&eacute;m da ang&uacute;stia de Maria e de Jos&eacute; na procura de um lugar para o nascimento do Menino. Por&eacute;m, o Evangelista d&aacute;-nos um relato muito expressivo, quando diz que &ldquo;n&atilde;o havia lugar para eles na hospedaria&rdquo;, isto &eacute;, na escassez do momento eram eles que n&atilde;o tinham lugar.<\/p>\n<p>O Deus Menino tomou a nossa condi&ccedil;&atilde;o, fez-se um dos mais pobres de entre n&oacute;s e come&ccedil;ou pela experi&ecirc;ncia de se ver recusado numa simples hospedaria onde pretendia nascer com dignidade humana. Hoje, tantos de n&oacute;s batem &agrave; porta das empresas, de pessoas singulares e de institui&ccedil;&otilde;es, sem sucesso, &agrave; procura de um trabalho que lhes permita um sustento adequado e a felicidade pessoal de participar e de serem aceites.<\/p>\n<p>&Eacute; neste quadro, por&eacute;m, que a LOC\/MTC, vive a sua esperan&ccedil;a de Natal, uma esperan&ccedil;a activa e lutadora, certa de que est&aacute; nas m&atilde;os de cada um e de todos, tamb&eacute;m nas m&atilde;os dos mais pobres e oprimidos, a energia que poder&aacute; edificar uma nova realidade. A LOC\/MTC acredita em Deus que se fez um fr&aacute;gil Menino, e acredita em ti, mulher ou homem a quem hoje nos dirigimos.<\/p>\n<p>Acreditamos que um dia a partilha do trabalho &eacute; poss&iacute;vel.<\/p>\n<p>Esta &eacute; a nossa F&eacute;, esta &eacute; a Mensagem do Natal que impele o movimento LOC\/MTC da Diocese de Braga.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;N&atilde;o havia lugar para eles na hospedaria&rdquo; A LOC\/MTC &ndash; Movimento de trabalhadores crist&atilde;os &#8211; toma a iniciativa, em cada Natal, de se dirigir aos seus militantes, aos trabalhadores e suas fam&iacute;lias, para os saudar e lan&ccedil;ar-lhes alguns apelos que constituem o seu pensamento e a nossa ac&ccedil;&atilde;o. E porqu&ecirc; no Natal? 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