{"id":424926,"date":"2026-05-13T09:23:17","date_gmt":"2026-05-13T08:23:17","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=424926"},"modified":"2026-05-14T12:53:57","modified_gmt":"2026-05-14T11:53:57","slug":"medio-oriente-os-jovens-cristaos-querem-emigrar-porque-nao-veem-futuro-irma-myri","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/medio-oriente-os-jovens-cristaos-querem-emigrar-porque-nao-veem-futuro-irma-myri\/","title":{"rendered":"M\u00e9dio Oriente: \u00abOs jovens crist\u00e3os querem emigrar porque n\u00e3o veem futuro\u00bb &#8211; Irm\u00e3 Myri"},"content":{"rendered":"<p><em>Religiosa portuguesa est\u00e1 na S\u00edria desde 2008 e fala no projeto que as Monjas da Unidade de Antioquia t\u00eam para \u00abjuntar jovens crist\u00e3os\u00bb, ajud\u00e1-los a permanecer e a cuidar das raizes do cristianismo\u00a0<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/image001.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-96233 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/image001.jpg\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/image001.jpg 638w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/image001-300x201.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 638px) 100vw, 638px\" \/><\/a>Qara, S\u00edria, 13 mai 2026 (Ecclesia) \u2013 A irm\u00e3 Myri, da Congrega\u00e7\u00e3o das Monjas da Unidade de Antioquia, atualmente no Mosteiro de S\u00e3o Tiago Mutilado, em Qara, na S\u00edria, onde chegou em 2008, disse que os jovens crist\u00e3os querem emigrar porque n\u00e3o conseguem sonhar.<\/p>\n<p>\u201cOs jovens sentem muita instabilidade \u00e0 volta e n\u00e3o veem futuro. T\u00eam medo, sentem muita inseguran\u00e7a. A quest\u00e3o econ\u00f3mica tamb\u00e9m \u00e9 muito dif\u00edcil. Se n\u00e3o h\u00e1 uma vis\u00e3o para o futuro para os jovens, eles querem ir embora, querem ter um bocadinho de paz. N\u00e3o estarem sempre preocupados com o que v\u00e3o comer, como se v\u00e3o aquecer. Percebem que t\u00eam necessidades que n\u00e3o conseguem satisfazer\u201d, conta a religiosa \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>Neste momento, a comunidade do <a href=\"https:\/\/www.maryakub.net\/\">Mosteiro<\/a> tem um projeto \u2013 \u201cprecisamos de ajuda monet\u00e1ria, para que os jovens crist\u00e3os se conhe\u00e7am, se juntem e percebam a sua voca\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito importante juntar os jovens, fazer com retiros espirituais para que percebam a sua voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Aqui no M\u00e9dio Oriente, \u00e9 importante guardar as ra\u00edzes da cristandade. O cristianismo aqui \u00e9 muito grande. Mas \u00e9 preciso dar essa consci\u00eancia aos jovens que isso \u00e9 muito mais importante que ter uma vida confort\u00e1vel\u201d, explica.<\/p>\n<p>A 10 quil\u00f3metros da fronteira com o L\u00edbano, a irm\u00e3 Myri vive com oito religiosas, dois padres, e algumas pessoas que vivem no Mosteiro \u201cpara beber da vida da comunidade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO nosso dia-a-dia \u00e9 muito marcado pela comunidade: tanto podemos fazer dias inteiros de sil\u00eancio, como s\u00f3 de manh\u00e3 ou de tarde, dedicando tamb\u00e9m trabalho da comunidade no exterior. Chamamos a ora\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e9 a maneira oriental, tem muito a ver com as condi\u00e7\u00f5es da comunidade. Neste momento a tend\u00eancia \u00e9 fazer dias de retiro, de sil\u00eancio\u201d, conta.<\/p>\n<p>Nascida no Milharado, em Mafra, no patriarcado de Lisboa, a religiosa d\u00e1 conta de um crescimento na fam\u00edlia \u201crico em rela\u00e7\u00f5es\u201d e de uma sede de Deus que n\u00e3o conseguia entender e que, \u201cquase\u201d a levou a afastar-se da Igreja, uma vez que a procura espiritual e as \u201cperguntas intelectuais\u201d n\u00e3o coincidiam.<\/p>\n<p>Durante sete anos, a irm\u00e3 Myri viveu na Fam\u00edlia Mon\u00e1stica de Bel\u00e9m, em Israel, at\u00e9 que sentiu que o seu caminho de discernimento poderia ser desenvolvido junto da Madre Agn\u00e8s-Mariam de la Croix, da Congrega\u00e7\u00e3o das Monjas da Unidade de Antioquia, que ajudou a restaurar o Mosteiro de S\u00e3o Tiago Mutilado, em Qara, procurando preservar a presen\u00e7a dos crist\u00e3os naquele local.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 na S\u00edria consegui perceber a noite escura dos sentidos que atravessei e dar nome ao que sentia\u201d, conta.<\/p>\n<p>Chegada em 2008, a irm\u00e3 Myri conheceu a S\u00edria antes, durante e depois da guerra, e diz q<\/p>\n<figure id=\"attachment_424923\" aria-describedby=\"caption-attachment-424923\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/myri3.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-424923 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/myri3-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/myri3-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/myri3-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/myri3-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/myri3.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-424923\" class=\"wp-caption-text\">Foto Congrega\u00e7\u00e3o das Monjas da Unidade de Antioquia<\/figcaption><\/figure>\n<p>ue permanece naquele local porque \u201cDeus assim o pede\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se pode ter uma vida regular. H\u00e1 sempre qualquer coisa que se passa. \u00c9 sempre incerto. As dificuldades econ\u00f3micas s\u00e3o ainda muitas. N\u00e3o est\u00e1 melhor que antes. H\u00e1 uns dias houve algu\u00e9m que nos disse que ia haver uma manifesta\u00e7\u00e3o em Damasco porque as pessoas est\u00e3o fartas de quase n\u00e3o ter como viver. O sal\u00e1rio n\u00e3o chega para viver durante o m\u00eas. Os pre\u00e7os s\u00e3o alt\u00edssimos. Mesmo antes desta crise da guerra com o Ir\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<p>\u201cUma pessoa dizia-me h\u00e1 dias \u2018a minha filha v\u00ea bananas no mercado e n\u00e3o lhe posso dizer sempre que n\u00e3o, mas \u00e9 complicado\u2019. Agora os pre\u00e7os s\u00e3o altos. Certamente que muitas vezes n\u00e3o t\u00eam para comer mais do que uma vez por dia, imagino\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Questionada como \u00e9 viver \u201cem constante instabilidade\u201d, a religiosa explica a habitua\u00e7\u00e3o a anos de guerra.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s j\u00e1 estamos habituados. (A guerra) j\u00e1 esteve mais em cima das nossas cabe\u00e7as. N\u00f3s fomos bombardeados v\u00e1rias vezes. Na \u00faltima liberta\u00e7\u00e3o, no fim de 2013, pod\u00edamos ter morrido todos. Eles podiam ter bombardeado o mosteiro todo. Para dizer a verdade, a guerra foi uma das coisas que me fez crescer espiritualmente. \u00c9 preciso lan\u00e7ar-se nas m\u00e3os de Deus\u201d, reconhece.<\/p>\n<p>A conversa com a irm\u00e3 Myri vai ser emitida no programa ECCLESIA esta noite, na Antena 1, pouco depois da meia-noite, e disponibilizada no podcast &#8216;Alarga a tua tenda&#8217;.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Religiosa portuguesa est\u00e1 na S\u00edria desde 2008 e fala no projeto que as Monjas da Unidade de Antioquia t\u00eam para \u00abjuntar jovens crist\u00e3os\u00bb, ajud\u00e1-los a permanecer e a cuidar das raizes do 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