{"id":42470,"date":"2009-12-14T13:22:31","date_gmt":"2009-12-14T13:22:31","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/12\/14\/madeira-viver-o-natal-com-a-alegria-dos-presepios\/"},"modified":"2009-12-14T13:22:31","modified_gmt":"2009-12-14T13:22:31","slug":"madeira-viver-o-natal-com-a-alegria-dos-presepios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/madeira-viver-o-natal-com-a-alegria-dos-presepios\/","title":{"rendered":"Madeira: Viver o Natal com a alegria dos pres\u00e9pios"},"content":{"rendered":"<p>Na Madeira e Porto Santo os pres&eacute;pios marcaram sempre presen&ccedil;a na &eacute;poca do Natal. Feitos dos mais diversos materiais continuam a ser um dos atractivos tanto nas resid&ecirc;ncias particulares, como nas igrejas e mais recentemente em locais p&uacute;blicos. No tempo em que o pl&aacute;stico ainda n&atilde;o fazia parte do quotidiano das popula&ccedil;&otilde;es os pres&eacute;pios e as lapinhas madeirenses eram constru&iacute;dos &agrave; base de papel, pintado com vioxene, sendo as folhas coladas com goma ar&aacute;bica (cola), milho ou papa de farinha.<\/p>\n<p>No in&iacute;cio de Dezembro as &laquo;vendas&raquo; ou mercearias tinham j&aacute; uma grande quantidade de vioxene, p&oacute;s brilhantes de diversas cores e cola que serviriam para se fazer a lapinha. Depois de adquiridos esses produtos era altura de se meter m&atilde;os &agrave; obra e juntar a fam&iacute;lia para a constru&ccedil;&atilde;o da lapinha. Feita a estrutura que poder ser em madeira, troncos ou cana vieira colocava-se o papel j&aacute; pintado e enquanto este ainda n&atilde;o secava aplicavam-se os p&oacute;s de v&aacute;rias cores com destaque para o dourado e prateado. De tanto soprar muitos ficavam com os cabelos e as caras coloridos o que motivava algumas brincadeiras.<\/p>\n<p>Com muito cuidado eram postos os pastorinhos e as imagens diversas com motivos regionais, entre elas a cena da morte do porco e dos arraiais madeirenses com a representa&ccedil;&atilde;o da prociss&atilde;o e da banda filarm&oacute;nica no coreto. Estes objectos ou j&aacute; tinham sido adquiridos em anos anteriores ou ent&atilde;o renovados com a compra nas casa de especialidade do Funchal.<\/p>\n<p>Para se fazer as ribeiras utilizavam-se algod&atilde;o e as po&ccedil;as com peixes tinham por base pequenos espelhos que lhes davam aspecto de &aacute;gua brilhante. As casinhas em cartolina tamb&eacute;m podiam ter sido compradas j&aacute; feitas nas vendas ou noutros estabelecimentos comerciais ou ent&atilde;o recortadas, pois havia cartolinas com desenhos de casas, igrejas e castelos que serviam para o efeito. Com habilidade colavam-se as pontas e logo surgiam bonitas constru&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A gruta onde se colocariam as imagens do Menino Jesus, Nossa Senhora e S&atilde;o Jos&eacute; era o centro da lapinha e tinham sempre em lugar de destaque a lamparina de azeite que iria iluminar a cena durante o tempo do Natal. As verduras como as t&iacute;picas &laquo;cabrinhas&raquo; e o musgo davam colorido ao pres&eacute;pio. Consoante o espa&ccedil;o das casas os pres&eacute;pios tinham dimens&otilde;es variadas e eram motivo de admira&ccedil;&atilde;o dos visitantes em quartos engalanados com alegra campo onde as visitas eram obsequiados com um copinho de licor, bolo de mel ou broas. Para quem tinha menos espa&ccedil;o em casa a solu&ccedil;&atilde;o era fazer a &laquo;rochinha&raquo;. Com socas de cana vieira colocadas artisticamente em foram de pir&acirc;mide e em cuja base se deixava espa&ccedil;o para a gruta onde se colocariam as imagens do Nascimento de Jesus. O papel que poderia ser extra&iacute;do de sacos de cimento ou outros era tamb&eacute;m pintado com vioxene que lhe d&aacute; um tom acastanhado e colado nas socas para depois ser pintado com os p&oacute;s brilhantes.<\/p>\n<p>Na actualidade ainda s&atilde;o muitas as pessoas que se mant&ecirc;m fi&eacute;is &agrave; tradi&ccedil;&atilde;o do pres&eacute;pio &laquo;&agrave; moda antiga&raquo;, sendo que em diversas localidades se organizam concursos de pres&eacute;pios e lapinhas nos quais se observam muita criatividade.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>S&iacute;lvio Mendes<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Madeira e Porto Santo os pres&eacute;pios marcaram sempre presen&ccedil;a na &eacute;poca do Natal. Feitos dos mais diversos materiais continuam a ser um dos atractivos tanto nas resid&ecirc;ncias particulares, como nas igrejas e mais recentemente em locais p&uacute;blicos. 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