{"id":42362,"date":"2009-12-09T17:14:39","date_gmt":"2009-12-09T17:14:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/12\/09\/diaconado-permanente-em-portugal-assinala-25-anos\/"},"modified":"2009-12-09T17:14:39","modified_gmt":"2009-12-09T17:14:39","slug":"diaconado-permanente-em-portugal-assinala-25-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/diaconado-permanente-em-portugal-assinala-25-anos\/","title":{"rendered":"Diaconado permanente em Portugal assinala 25 anos"},"content":{"rendered":"<p>Apoio da fam\u00edlia \u00e9 essencial para um minist\u00e9rio chamado a retomar as suas caracter\u00edsticas originais <!--more--> <\/p>\n<p>Aos utentes que passam pela consulta de cardiologia, Lu&iacute;s Br&iacute;zida pergunta pela sa&uacute;de do cora&ccedil;&atilde;o. Mas interiormente faz um questionamento que s&oacute; ele escuta: &ldquo;Em que &eacute; que poderei ajudar tamb&eacute;m no cora&ccedil;&atilde;o espiritual?&rdquo;.<\/p>\n<p>O chamamento ao diaconado permanente que Deus e a Igreja dirigiram a este m&eacute;dico nasceu do contacto com os doentes. O cardiologista recorda-se de &ldquo;olhar para as pessoas e v&ecirc;-las, por vezes, completamente perdidas perante Cristo&rdquo;.<\/p>\n<p>Foi a 8 de Dezembro de 1984 que a diocese de Set&uacute;bal iniciou um caminho que &eacute; hoje abra&ccedil;ado por muitos cat&oacute;licos e respectivas fam&iacute;lias.<\/p>\n<p><strong>Da transi&ccedil;&atilde;o &agrave; estabilidade<\/strong><\/p>\n<p>O servi&ccedil;o &agrave;s mesas das refei&ccedil;&otilde;es &ndash; que evoluiu para o que actualmente &eacute; designado de actividade s&oacute;cio-caritativa &ndash; caracterizou a institui&ccedil;&atilde;o do diaconado, ainda na primitiva comunidade crist&atilde; de Jerusal&eacute;m.<\/p>\n<p>Com a passagem do tempo, a Igreja passou a considerar o minist&eacute;rio como uma etapa pr&eacute;via &agrave; recep&ccedil;&atilde;o da ordena&ccedil;&atilde;o presbiteral, tornando-o transit&oacute;rio.<\/p>\n<p>O Conc&iacute;lio Vaticano II, terminado em 1965, restaurou o car&aacute;cter permanente do primeiro dos tr&ecirc;s graus do sacramento da Ordem. A novidade chegaria &agrave; Igreja portuguesa dezanove anos mais tarde.<\/p>\n<p><strong>Primeiro di&aacute;cono permanente em Portugal<\/strong><\/p>\n<p>[[v,d,722,Diaconado Permanente: um percurso com 25 anos em Portugal]]In&aacute;cio da Silva foi o primeiro di&aacute;cono permanente a ser ordenado em Portugal, precisamente na solenidade da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Tudo come&ccedil;a em 1963, com uma not&iacute;cia&nbsp;sobre a restaura&ccedil;&atilde;o do minist&eacute;rio. O assunto voltou a ganhar vida muitos anos depois, quando o bispo da diocese de Set&uacute;bal visita a par&oacute;quia onde trabalhava. &ldquo;V&aacute; pensando nisso&rdquo;, desafiou D. Manuel Martins.<\/p>\n<p>O convite ficou em &ldquo;banho-maria&rdquo;. At&eacute; que um dia recebe uma carta do prelado, perguntando &ldquo;se estava interessado&rdquo; em tornar-se di&aacute;cono permanente. Ap&oacute;s a aceita&ccedil;&atilde;o, seguiu-se a prepara&ccedil;&atilde;o, durante tr&ecirc;s anos.<\/p>\n<p>O p&aacute;roco da Cova da Piedade, onde In&aacute;cio da Silva exerce o seu minist&eacute;rio, sublinha que o diaconado &ldquo;n&atilde;o &eacute; para suprir a falta de padres, mas para dar seguimento a uma tradi&ccedil;&atilde;o que j&aacute; &eacute; apost&oacute;lica&rdquo;. &ldquo;Hoje, a Igreja tem que apostar no testemunho&rdquo;, observa o Pe. Ricardo Gameiro.<\/p>\n<p><strong>Evangeliza&ccedil;&atilde;o da cultura<\/strong><\/p>\n<p>Ao olhar para as tarefas desempenhadas pelos di&aacute;conos, quais s&atilde;o os tra&ccedil;os mais relevantes que as comunidades apreendem dos dons que lhes foram transmitidos e da miss&atilde;o que lhes foi confiada?<\/p>\n<p>O coordenador da selec&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o dos candidatos ao diaconado permanente no Patriarcado de Lisboa, Pe. Jos&eacute; Miguel, defende que o minist&eacute;rio manifesta &ldquo;de forma bem concreta, atrav&eacute;s do servi&ccedil;o, aquilo que &eacute; pr&oacute;prio de toda a Igreja&rdquo; &ndash; ou seja, &ldquo;a configura&ccedil;&atilde;o a Jesus Cristo, que veio para servir e n&atilde;o para ser servido&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Da parte do senhor Patriarca &ndash; continua o vice-reitor do Semin&aacute;rio dos Olivais &ndash; h&aacute; a intui&ccedil;&atilde;o muito importante de acentuar o papel do di&aacute;cono na evangeliza&ccedil;&atilde;o da cultura, uma vez que ele est&aacute; inserido no mundo do trabalho e no mundo social&rdquo;.<\/p>\n<p>Por outro lado, o minist&eacute;rio deve salientar o servi&ccedil;o da caridade, &ldquo;e n&atilde;o ficar apenas centrado na liturgia, onde a maior parte dos di&aacute;conos exerce o seu minist&eacute;rio&rdquo;, assinala o Pe. Jos&eacute; Miguel.<\/p>\n<p><strong>Fam&iacute;lia &eacute; essencial para o crescimento espiritual<\/strong><\/p>\n<p>O diaconado permanente, quando envolve homens casados, passa tamb&eacute;m pelas suas esposas. S&atilde;o elas que acompanham de perto o percurso vocacional dos maridos, e &eacute; delas que depende, em grande medida, o seu crescimento espiritual.<\/p>\n<p>&ldquo;Inicialmente o projecto n&atilde;o me agradou, apesar de eu ser cat&oacute;lica praticante&rdquo;, conta Laura Br&iacute;zida. &ldquo;Se eu j&aacute; tenho pouco tempo com o meu marido, porque a sua profiss&atilde;o&nbsp;exige muitas aus&ecirc;ncias, ent&atilde;o vou ficar sem ele&rdquo;, pensou.<\/p>\n<p>Com o tempo, foi-se apercebendo de que n&atilde;o podia dizer n&atilde;o ao &ldquo;chamamento de Deus&rdquo;; mas &ldquo;no in&iacute;cio foi-me dif&iacute;cil dizer que sim&rdquo;, admite a esposa do m&eacute;dico cardiologista<\/p>\n<p>Anabela Moutinho tamb&eacute;m passou por uma transforma&ccedil;&atilde;o na sua maneira de entender a vontade do marido. Come&ccedil;ou por pensar que a decis&atilde;o &ldquo;era uma coisa s&oacute; dele&rdquo;; aos poucos, descobriu que precisava de se comprometer com o minist&eacute;rio a que o esposo &eacute; chamado.<\/p>\n<p>&ldquo;Nunca senti que o ser di&aacute;cono fosse um estorvo para a minha fam&iacute;lia. Antes pelo contr&aacute;rio&rdquo;, declara In&aacute;cio da Silva, vinte cinco anos ap&oacute;s a sua ordena&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apoio da fam\u00edlia \u00e9 essencial para um minist\u00e9rio chamado a retomar as suas caracter\u00edsticas originais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[206,246],"class_list":["post-42362","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-familia","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42362","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42362"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42362\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42362"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42362"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42362"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}