{"id":423360,"date":"2026-05-01T11:07:56","date_gmt":"2026-05-01T10:07:56","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=423360"},"modified":"2026-05-05T12:10:31","modified_gmt":"2026-05-05T11:10:31","slug":"lusofonias-mexico-lindo-e-querido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-mexico-lindo-e-querido\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; M\u00e9xico lindo e querido\u2026"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Tampico e Nuevo Progreso<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Lusofonias-Mexico-1-5-26.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-423361 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Lusofonias-Mexico-1-5-26-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Lusofonias-Mexico-1-5-26-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Lusofonias-Mexico-1-5-26-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Lusofonias-Mexico-1-5-26-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Lusofonias-Mexico-1-5-26-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Lusofonias-Mexico-1-5-26.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u2018\u2018M\u00e9xico lindo y querido\u2019 \u00e9 uma <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Can%C3%A7%C3%A3o_folcl%C3%B3rica\">can\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica<\/a>, em\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/L%C3%ADngua_castelhana\">l\u00edngua castelhana<\/a>, dos estilos ranchera e\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Mariachi\">mariachi<\/a>. Foi escrita por\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Chucho_Monge?action=edit&amp;redlink=1\">Chucho Monge<\/a>\u00a0e popularizada por\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Jorge_Negrete?action=edit&amp;redlink=1\">Jorge Negrete<\/a>. \u00c9 amplamente conhecida no mundo hisp\u00e2nico, como uma can\u00e7\u00e3o do M\u00e9xico, e nesse pa\u00eds, como uma can\u00e7\u00e3o de orgulho patri\u00f3tico e nostalgia da p\u00e1tria\u2019\u2026 \u00e9 isto que nos garante a Wikip\u00e9dia e eu senti que os mexicanos est\u00e3o de acordo.<\/p>\n<p>A minha visita apostou em duas geografias onde os mission\u00e1rios Espiritanos vivem e trabalham: a do Estado de Tamaulipas, Golfo do M\u00e9xico, em Tampico e Nuevo Progresso; a da huasteca potosina, nas \u00e1reas dos povos nahuatl e tenec, onde visitei as comunidades de Pujal, San Antonio, Tanlajas e Coxcatlan, todas situadas nas montanhas do Estado de San Luis de Potosi.<\/p>\n<p>A viagem de Lisboa para Tampico demorou mais 30h, entre tempos de voo e de espera, pois fiz escala em Frankfurt e cidade do M\u00e9xico. Cheguei noite dentro e levaram-me a uma \u2018taqueria\u2019, esses bares-restaurantes de rua onde se comem os famosos tacos: carne prensada e sempre a cozer em lume brando, condimentados com picantes que lhe d\u00e3o o sabor. E, depois, s\u00e3o servidos enrolados em \u2018tortillas\u2019, que substituem o p\u00e3o em todas as refei\u00e7\u00f5es. Embora me garantam que n\u00e3o t\u00eam \u2018chile\u2019 (picante), sempre que os como tenho vontade de chamar os bombeiros!<\/p>\n<p>Andei 7h para tr\u00e1s, o que me virou o dia do avesso. Mas n\u00e3o havia tempo a perder e iniciei logo a visita can\u00f3nica \u00e0 comunidade espiritana de Tampico que anima a grande par\u00f3quia de S. David Roldan e o Centro de Desenvolvimento Espiritual dos Mission\u00e1rios Espiritanos (CEDEME), num dos bairros perif\u00e9ricos de Altamira, cidade sat\u00e9lite de Tampico. Foram dois dias muito marcantes que deu para perceber o ritmo acelerado desta cidade do Golfo do M\u00e9xico.<\/p>\n<p>A etapa seguinte levou-me a Nuevo Progreso, uma comunidade a 154 kms de Tampico, que ganhou recentemente o estatuto de par\u00f3quia. Situada numa das estradas que leva aos EUA, foi muito atingida pela seca que, nos \u00faltimos dez anos destruiu colheitas, matou gado e deslocou as pessoas para as cidades. Os Espiritanos s\u00e3o os primeiros p\u00e1rocos, n\u00e3o t\u00eam resid\u00eancia paroquial e devem animar uma longa geografia, montanhas adentro, l\u00e1 onde popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas continuam a remar contra ventos e mar\u00e9s. Felizmente, as chuvas regressaram o ano passado e o povo est\u00e1 mais esperan\u00e7ado num futuro melhor. O que mais me marcou foi acompanhar o P. Leo numa visita a El Plomo, a aldeia mais distante, mesmo encaixada nas montanhas. A missa a que presidi, na capela da aldeia, permitiu-me encher os olhos de uma paisagem de sonho. Mas as conversas ajudaram-me a ver as dificuldades de um povo isolado e abandonado \u00e0 sua m\u00e1 sorte. Nesta \u00e1rea \u2013 contava-me um l\u00edder da comunidade \u2013 o gado \u00e9 atacado por jaguares e ainda naqueles dias tinham apanhado uma cobra cascavel de muitos guizos!!! O povo vive, sobretudo, do carv\u00e3o que produz, queimando as \u00e1rvores das florestas e ganhando doen\u00e7as pulmonares graves. Tamb\u00e9m apostam no gado, no mel e em algumas frutas tropicais.<\/p>\n<p>Regressado a Tampico, iniciei uma viagem mais longa rumo \u00e0 huasteca potosina, terra de nahuatls e tenecs, povos ind\u00edgenas que teimam em manter vivas as suas culturas ancestrais. Foi por aqui que, h\u00e1 55 anos, Espiritanos vindos do norte da Am\u00e9rica, iniciaram a miss\u00e3o por terras mexicanas.<\/p>\n<p>A estrada que nos leva \u00e0 huasteca, numa viagem de quase 200 kms, vai-nos descobrindo uma paisagem que muda constantemente: ou vemos extensas planta\u00e7\u00f5es de cana de a\u00e7\u00facar ou ganadarias em \u2018ranchos\u2019 cuja propriedade se perde na linha do horizonte. E n\u00e3o deixa de ser interessante (e assustador) olhar para as placas da estrada que avisam o perigo de chocar contra iguanas, crocodilos ou mesmo jaguares! Para falar verdade, apenas vimos um coiote morto no meio da via, vitimado por algum cami\u00e3o que o passou a ferro. Dizia-me um padre na viagem: \u2018para os ganadeiros, menos um coiote \u00e9 mais paz para vacas e bois!\u2019.<\/p>\n<p>Sobre esta marcante visita \u00e0s comunidades ind\u00edgenas da huasteca potosina, partilharei na pr\u00f3xima cr\u00f3nica.<\/p>\n<p>Desejo uma boa celebra\u00e7\u00e3o do Dia Mundial dos Trabalhadores.<\/p>\n<p><em>Tony Neves, em Tampico e Nuevo Progreso<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - M\u00e9xico lindo e querido\u2026\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" 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