{"id":423261,"date":"2026-05-03T09:31:33","date_gmt":"2026-05-03T08:31:33","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=423261"},"modified":"2026-04-30T16:13:40","modified_gmt":"2026-04-30T15:13:40","slug":"mocambique-missao-mumemo-leva-jovens-portugueses-ao-encontro-de-quem-precisa-de-tudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mocambique-missao-mumemo-leva-jovens-portugueses-ao-encontro-de-quem-precisa-de-tudo\/","title":{"rendered":"Mo\u00e7ambique: \u00abMiss\u00e3o Mumemo\u00bb leva jovens portugueses ao encontro de quem precisa de tudo"},"content":{"rendered":"<p><em>Esta semana viajamos para conhecer uma comunidade erguida pelas irm\u00e3s franciscanas ap\u00f3s as tr\u00e1gicas cheias de 2000. A maternidade e o centro de sa\u00fade locais enfrentam hoje uma car\u00eancia extrema, lutando para cuidar de milhares de fam\u00edlias sem medicamentos b\u00e1sicos.\u00a0Para nos falar da miss\u00e3o de jovens universit\u00e1rios que partem em breve para apoiar estas m\u00e3es e crian\u00e7as, a entrevista conjunta Ecclesia\/Renascen\u00e7a recebe a respons\u00e1vel pelo projeto, Teresa Mello e Castro<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_423266\" aria-describedby=\"caption-attachment-423266\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-423266 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/AE8A9828.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/AE8A9828.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/AE8A9828-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/AE8A9828-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/AE8A9828-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/AE8A9828-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/AE8A9828-1536x1024.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-423266\" class=\"wp-caption-text\">Gon\u00e7alo Costa\/RR<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Entrevista conduzida por Henrique Cunha (Renascen\u00e7a) e Oct\u00e1vio Carmo (Ecclesia)<\/em><\/p>\n<p><em>Um dos eixos do trabalho \u00e9 o apoio a dois orfanatos. \u00c9 uma das quest\u00f5es que tamb\u00e9m\u00a0faz com que esta entrevista seja emitida no Dia da M\u00e3e. Como \u00e9 que surgiu a ideia de ir ao encontro destas pessoas e de as ajudar?<\/em><\/p>\n<p>Em 2023, eu viajei a \u00c1frica com a minha fam\u00edlia e l\u00e1 n\u00f3s conhecemos o bairro\u00a0de Mumemo e, na altura, as irm\u00e3s deram-nos a explicar a hist\u00f3ria do bairro, que, como explicaram no in\u00edcio,\u00a0nasceu na sequ\u00eancia das cheias de 2000. Na altura foi a irm\u00e3 respons\u00e1vel\u00a0que pediu um terreno ao governo de Mo\u00e7ambique para come\u00e7ar o projeto de recenseamento. O\u00a0terreno era apenas mata. Foram as pr\u00f3prias irm\u00e3s que carregaram os materiais todos para\u00a0a constru\u00e7\u00e3o de casas e Mumemo nasceu. Atualmente acolhe cerca de 10 mil pessoas\u00a0e as irm\u00e3s constru\u00edram um projeto inacredit\u00e1vel de casas, dois orfanatos, quatro escolas,\u00a0um centro de sa\u00fade. E o dia-a-dia delas \u00e9 a entrega constante a cada pessoa e a cada necessidade\u00a0do bairro.\u00a0E, por isso, quando as irm\u00e3s nos deram a conhecer a hist\u00f3ria do bairro, disseram tamb\u00e9m\u00a0que tinham quartos s\u00f3 para volunt\u00e1rios, que estavam quase sempre vazios com a falta\u00a0de ajuda que t\u00eam e eu, nesse momento, regressei a Portugal, assim com o desejo de voltar\u00a0l\u00e1 para fazer voluntariado e foi em outubro de 2025 que este desejo ganhou forma. Foi atrav\u00e9s do contato que eu ainda tinha de um respons\u00e1vel local, que \u00e9 o D\u00e9rcio. E disse-lhe que desde 2023 Mumemo n\u00e3o me sa\u00eda da cabe\u00e7a e queria voltar l\u00e1 e queria saber se precisavam da minha ajuda e ele disse, claro que sim, traz quem quiseres. Ent\u00e3o desafiei assim uns amigos meus mais pr\u00f3ximos e pronto, somos agora 21 jovens que vamos para l\u00e1 entre 12 de julho a 8 de agosto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Estamos a falar de centenas de crian\u00e7as e n\u00e3o s\u00f3, e de m\u00e3es e do outro\u00a0trabalho que as irm\u00e3s fazem. O que \u00e9 que os volunt\u00e1rios v\u00e3o procurar fazer neste\u00a0contexto particular e dif\u00edcil?<\/em><\/p>\n<p>N\u00f3s sabemos que n\u00e3o vamos acabar com a pobreza em Mumemo. O nosso principal\u00a0objetivo \u00e9 levar alegria e dignidade \u00e0quele bairro, mostrar que eles n\u00e3o s\u00e3o esquecidos\u00a0e n\u00e3o est\u00e3o sozinhos. L\u00e1 h\u00e1 dois orfanatos, um feminino e um masculino, e cada um tem\u00a0capacidade para acolher cerca de 150 crian\u00e7as. N\u00f3s vamos estar a acompanhar as\u00a0crian\u00e7as tanto na escola, como ap\u00f3s a escola, vamos estar a fazer atividades com elas. Vamos\u00a0integrar o trabalho di\u00e1rio das irm\u00e3s e estar preparados para qualquer eventualidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A Teresa j\u00e1 aqui falou das Irm\u00e3s Franciscanas Hospitaleiras, como \u00e9 que descreve a for\u00e7a\u00a0destas mulheres consagradas, que ao longo de mais de duas d\u00e9cadas constru\u00edram orfanatos,\u00a0escolas e um centro de sa\u00fade, assumindo um verdadeiro papel maternal com esta comunidade?<\/em><\/p>\n<p>Sim, \u00e9 verdade, elas s\u00e3o umas verdadeiras m\u00e3es, n\u00e3o s\u00f3 para as crian\u00e7as dos orfanatos,\u00a0mas para todas as pessoas daquele bairro. O Estado de Mo\u00e7ambique, o governo n\u00e3o apoia\u00a0em quase nada. Por exemplo, o Estado exige que o centro de sa\u00fade tenha certos tipos de materiais,\u00a0mas depois tamb\u00e9m n\u00e3o d\u00e3o apoio para que elas consigam ter esses materiais, n\u00e3o apoiam\u00a0tamb\u00e9m a escola profissional que as irm\u00e3s t\u00eam, e por isso as irm\u00e3s est\u00e3o sempre dispon\u00edveis\u00a0para qualquer necessidade que possa surgir e encaram todas as dificuldades com um sorriso\u00a0na cara e com uma alegria, que transmitem \u00e0s pessoas tamb\u00e9m.\u00a0As crian\u00e7as, por exemplo, n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 as que s\u00e3o levadas pela seguran\u00e7a social. H\u00e1\u00a0muitas crian\u00e7as que s\u00e3o abandonadas pelas fam\u00edlias e que vivem sozinhas, elas pr\u00f3prias batem \u00e0 porta dos orfanatos de Mumemo a pedir ajuda \u00e0s irm\u00e3s. E as irm\u00e3s\u00a0disseram-me tamb\u00e9m que quando as raparigas, os rapazes saem dos orfanatos para irem trabalhar,\u00a0para construir uma fam\u00edlia, para se integrarem na sociedade, muitas delas voltam para agradecer\u00a0\u00e0s irm\u00e3s e explicarem a import\u00e2ncia que elas tiveram na vida delas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Sabemos que falta equipamento fundamental, especificamente material de maternidade e um ec\u00f3grafo. Que relatos lhe chegam sobre o impacto desta car\u00eancia extrema nas mulheres gr\u00e1vidas e nas m\u00e3es daquela comunidade que precisam de dar \u00e0 luz ou cuidar dos seus filhos doentes? <\/em><\/p>\n<p>Num outro dia estava numa reuni\u00e3o com o D\u00e9rcio, que \u00e9 o respons\u00e1vel\u00a0local, e ele no telefonema disse-me que no dia anterior uma m\u00e3e tinha dado \u00e0 luz g\u00eameos\u00a0no centro de sa\u00fade e nem sequer havia fraldas para receberem as crian\u00e7as. Por isso estamos\u00a0a falar n\u00e3o s\u00f3 em termos dos materiais como o ec\u00f3grafo, mas dos materiais mais b\u00e1sicos. N\u00e3o t\u00eam pensos, n\u00e3o t\u00eam luvas, n\u00e3o t\u00eam ataduras. Neste momento o centro de sa\u00fade\u00a0apenas tem paracetamol, n\u00e3o tem mais nenhum medicamento e mesmo as caixas onde os documentos\u00a0do centro de sa\u00fade e dos pacientes s\u00e3o guardados s\u00e3o caixas de cart\u00e3o. As paredes tamb\u00e9m\u00a0t\u00eam tinta a cair, por isso falta mesmo dar dignidade \u00e0quele centro de sa\u00fade.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>No vosso apelo sublinham tamb\u00e9m que cada contributo pode representar a diferen\u00e7a entre\u00a0a vida e a morte. Perante estas escassez de antibi\u00f3ticos, material de esteriliza\u00e7\u00e3o\u00a0e luvas, que tipo de ajuda urgente pretendem garantir para este centro de sa\u00fade atrav\u00e9s\u00a0do apoio financeiro direto que est\u00e3o a tentar angariar?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Eu diria que qualquer ajuda \u00e9 mesmo muito importante para este centro de sa\u00fade e para\u00a0que consigam continuar a responder a todas as necessidades. N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os habitantes\u00a0de Mumemo\u00a0que v\u00e3o a este centro de sa\u00fade, h\u00e1 bairros tamb\u00e9m nas periferias em que\u00a0os habitantes v\u00e3o at\u00e9 este centro de sa\u00fade e falta muita ajuda m\u00e9dica de profissionais\u00a0de sa\u00fade. O apoio financeiro \u00e9 essencial para que as irm\u00e3s consigam ter o material\u00a0b\u00e1sico para conseguirem responder \u00e0s m\u00faltiplas necessidades que encaram, \u00e9 preciso de tudo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A Teresa j\u00e1 em dois momentos falou da escassez de apoio por parte do Estado e estamos a falar\u00a0de um pa\u00eds onde ainda se sentem grandes dificuldades. Eu perguntava-lhe que ideia tem de como \u00e9\u00a0que o Estado est\u00e1 a agir no apoio \u00e0 maternidade?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>O Estado n\u00e3o apoia este centro de sa\u00fade. Claro que Mo\u00e7ambique \u00e9 um pa\u00eds muito pobre\u00a0e por isso tem muitos lados para onde precisa de intervir e Mumemo eles exigem que tenham\u00a0certos tipos de materiais, mas n\u00e3o d\u00e3o estes materiais, n\u00e3o apoiam, n\u00e3o ajudam para que\u00a0as irm\u00e3s consigam ter estes materiais. S\u00e3o as irm\u00e3s que t\u00eam de constantemente lutar\u00a0e ver as v\u00e1rias maneiras que conseguem suprir as necessidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Falavas ainda h\u00e1 pouco do que foi a mobiliza\u00e7\u00e3o, e estamos a falar de um grupo de mais de 20 pessoas\u00a0que v\u00e3o dedicar semanas da sua vida a colaborar com as escolas, com os orfanatos, com a prepara\u00e7\u00e3o\u00a0de refei\u00e7\u00f5es. Do contacto com as pessoas, e da tua\u00a0pr\u00f3pria motiva\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 motiva mais as pessoas\u00a0a querer fazer esta experi\u00eancia e a querer partir?<\/em><\/p>\n<p>Em primeiro lugar \u00e9 o completo contraste da realidade de Mumemo com a nossa realidade. Eu acho que ningu\u00e9m est\u00e1 preparado para enfrentar assim, esta realidade que eu acho\u00a0que \u00e9 imposs\u00edvel de imaginar. As condi\u00e7\u00f5es com que eles vivem e o t\u00e3o pouco que t\u00eam&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Mesmo as imagens que n\u00f3s vemos de vez em quando na televis\u00e3o n\u00e3o chegam para descrever\u00a0aquilo que tu viste?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o, eu acho que \u00e9 preciso mesmo estar para perceber e o que me motiva \u00e9 n\u00e3o s\u00f3\u00a0ver estas diferen\u00e7as de realidades como tamb\u00e9m este desejo de n\u00e3o poder ficar indiferente,\u00a0de saber disto e n\u00e3o fazer nada. E tamb\u00e9m \u00e9 ir para l\u00e1 com a certeza de que Mumemo n\u00e3o vai\u00a0ficar completamente transformado com a nossa presen\u00e7a, mas ao menos durante aquele m\u00eas\u00a0conseguem ter alegria e conseguem perceber que pessoas de outros continentes sabem deles\u00a0e se preocupam com eles.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00c9 uma diferen\u00e7a abissal mesmo comparado com a situa\u00e7\u00e3o portuguesa, por exemplo,\u00a0que vive nos \u00faltimos anos uma crise ao n\u00edvel das urg\u00eancias da obstetr\u00edcia?<\/em><\/p>\n<p>Sim, sim, \u00e9 outra realidade e claro que eu n\u00e3o desvalorizo tamb\u00e9m estas dificuldades\u00a0que vivemos c\u00e1 em Portugal, que tamb\u00e9m n\u00e3o podem ser ignoradas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Mas que n\u00e3o s\u00e3o compar\u00e1veis, n\u00e3o \u00e9?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Sim, claro.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Para quem nos est\u00e1 a ouvir na Renascen\u00e7a e na Ecclesia e se sinta tocado por esta realidade\u00a0e pela vulnerabilidade destas m\u00e3es e crian\u00e7as, como \u00e9 que se pode apoiar, como \u00e9 que podem\u00a0entrar em contacto convosco?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>N\u00f3s temos uma conta do Instagram que se chama \u2018Miss\u00e3o Mumemo\u2019 e por isso podem\u00a0seguir e a partir de l\u00e1 mandar-nos mensagens, que n\u00f3s estamos completamente dispon\u00edveis\u00a0para responder a tudo.<\/p>\n<p>E podem ajudar atrav\u00e9s de v\u00e1rias formas. Podem ajudar a partir do apadrinhamento de crian\u00e7as\u00a0e ajudar a partir de c\u00e1 de Portugal uma crian\u00e7a espec\u00edfica l\u00e1 de Mumemo, podem mesmo ir\u00a0para Mumemo e fazer voluntariado para ajudar o centro de sa\u00fade, com os orfanatos, porque\u00a0\u00e9 preciso mesmo ajudar em tudo.\u00a0Apoio financeiro \u00e9 mesmo uma das coisas mais importantes tamb\u00e9m e que ajuda a que\u00a0este bairro consiga tamb\u00e9m ter continuidade.\u00a0Por isso h\u00e1 v\u00e1rias formas de ajudar e basta contactar-nos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Este \u00e9 um dia especial.\u00a0 Fal\u00e1mos da realidade de ser m\u00e3e num contexto como aquele que descobrimos em Mo\u00e7ambique. Que mensagem \u00e9 que gostavas de deixar aos ouvintes, neste Dia da M\u00e3e?<\/em><\/p>\n<p>Eu gostava de dizer que m\u00e3e \u00e9 mesmo uma lutadora que luta pelos filhos para que eles consigam\u00a0ter o m\u00ednimo. E estas m\u00e3es de Mumemo, com t\u00e3o pouco, lutam tanto para que os filhos\u00a0todos os dias continuem a ter comida e continuem a conseguir ir \u00e0 escola e continuem a estar\u00a0enquadrados na sociedade. Por isso eu acho que o papel da m\u00e3e \u00e9 um papel fundamental\u00a0na vida de qualquer um.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta semana viajamos para conhecer uma comunidade erguida pelas irm\u00e3s franciscanas ap\u00f3s as tr\u00e1gicas cheias de 2000. 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