{"id":422871,"date":"2026-04-28T14:17:55","date_gmt":"2026-04-28T13:17:55","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=422871"},"modified":"2026-04-28T14:17:55","modified_gmt":"2026-04-28T13:17:55","slug":"incendios-criminosos-em-igrejas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/incendios-criminosos-em-igrejas\/","title":{"rendered":"Inc\u00eandios criminosos em igrejas"},"content":{"rendered":"<p>Viol\u00eancia contra crist\u00e3os em Fran\u00e7a denunciada por Robert Royal<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_420000\" aria-describedby=\"caption-attachment-420000\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Livro-Martires-do-Novo-Milenio_DSCN1522.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-420000 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Livro-Martires-do-Novo-Milenio_DSCN1522-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Livro-Martires-do-Novo-Milenio_DSCN1522-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Livro-Martires-do-Novo-Milenio_DSCN1522-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Livro-Martires-do-Novo-Milenio_DSCN1522-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Livro-Martires-do-Novo-Milenio_DSCN1522-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Livro-Martires-do-Novo-Milenio_DSCN1522.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-420000\" class=\"wp-caption-text\">Foto Sociedade Hist\u00f3rica da Independ\u00eancia de Portugal<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>O lan\u00e7amento em Lisboa pela Funda\u00e7\u00e3o AIS do livro \u201cOs M\u00e1rtires do Novo Mil\u00e9nio\u201d, de Robert Royal, trouxe a tem\u00e1tica da persegui\u00e7\u00e3o aos Crist\u00e3os para a ordem do dia. O autor, norte-americano, alertou para a amea\u00e7a terrorista que paira em \u00c1frica sobre as comunidades crist\u00e3s, mas chamou tamb\u00e9m a aten\u00e7\u00e3o para outras realidades menos faladas, como a persegui\u00e7\u00e3o na China e os crimes de \u00f3dio cada vez mais frequentes na Europa. Os inc\u00eandios criminosos de edif\u00edcios religiosos em Fran\u00e7a s\u00e3o apenas um exemplo disso\u2026<\/em><\/p>\n<p>\u201cFran\u00e7a, que obviamente tem um problema isl\u00e2mico devido \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o, perde dois edif\u00edcios religiosos todos os meses por causa de inc\u00eandios. E isto acontece mesmo que o Governo franc\u00eas tome medidas para tentar proteger esses edif\u00edcios. E, claro, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es semelhantes que acontecem na Alemanha, na It\u00e1lia, em Espanha. Rezo a Deus para que isso n\u00e3o aconte\u00e7a com frequ\u00eancia aqui em Portugal\u201d, disse Robert Royal em Lisboa, no Pal\u00e1cio da Independ\u00eancia, no passado dia 9, no lan\u00e7amento do seu livro \u201cOs M\u00e1rtires do Novo Mil\u00e9nio\u201d. A sess\u00e3o, que contou com a participa\u00e7\u00e3o do advogado Ribeiro e Castro, do editor Henrique Mota, e de Catarina Martins de Bettencourt, directora da Funda\u00e7\u00e3o AIS em Portugal, permitiu detalhar o que tem sido a persegui\u00e7\u00e3o global aos Crist\u00e3os neste s\u00e9c. XXI. Este novo livro de Robert Royal \u00e9, de certa forma, a continua\u00e7\u00e3o de uma obra anterior, \u201cOs M\u00e1rtires Cat\u00f3licos do S\u00e9c. XX\u201d, lan\u00e7ado por ocasi\u00e3o do Jubileu do ano 2000. Ambos os trabalhos s\u00e3o um auxiliar precioso para se compreender a persegui\u00e7\u00e3o aos Crist\u00e3os nos \u00faltimos anos. E isso foi sublinhado por Ribeiro e Castro, que \u00e9 tamb\u00e9m presidente da Sociedade Hist\u00f3rica da Independ\u00eancia de Portugal, entidade que acolheu o evento. O antigo deputado fez a apresenta\u00e7\u00e3o da obra come\u00e7ando por lembrar que j\u00e1 o s\u00e9c. XX foi um imenso mart\u00edrio. \u201cUm \u00fanico s\u00e9culo, o s\u00e9c. XX, pode ter produzido mais m\u00e1rtires do que os primeiros 19 s\u00e9culos do Cristianismo juntos\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>A persegui\u00e7\u00e3o no s\u00e9c. XX foi sistem\u00e1tica e global<\/strong><\/p>\n<p>De facto, os 100 anos do s\u00e9c. XX foram tempos de brutalidade, com regimes ideol\u00f3gicos muito poderosos, o nazismo, o comunismo, com pol\u00edcias pol\u00edticas, campos de trabalho, propaganda, persegui\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas\u2026 Uma realidade que, diz Ribeiro e Castro, n\u00e3o pode ficar silenciada. \u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ignorar, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel esquecer. Como Robert Royal refere no livro, esta quest\u00e3o constitui um dos grandes dramas morais da hist\u00f3ria contempor\u00e2nea. A obra demonstra que a persegui\u00e7\u00e3o aos Crist\u00e3os do s\u00e9c. XX n\u00e3o foi epis\u00f3dica, mas sim sistem\u00e1tica, global e ideologicamente motivada\u201d, afirma. E o novo mil\u00e9nio, que estamos a viver, mostra que este horror continua activo, continua a fazer v\u00edtimas, continua a espalhar o horror. H\u00e1 mudan\u00e7as na geografia da persegui\u00e7\u00e3o, mas a verdade \u00e9 que continuam a morrer crist\u00e3os por causa da sua f\u00e9 no s\u00e9c. XXI. Perante tudo isto, Ribeiro e Castro afirma que \u00e9 preciso agir. \u201cEste livro de Robert Royal, tal como o anterior sobre o s\u00e9c. XX, deve ser visto como um livro n\u00e3o s\u00f3 para servir de conhecimento, mas, sobretudo, para alimentar a ac\u00e7\u00e3o. De nada nos serve ter conhecimento do mal se nada fizermos para lhe p\u00f4r fim. \u00c9 tempo de agir.\u201d, defende.<\/p>\n<p><strong>A amea\u00e7a crescente do Isl\u00e3o radical<\/strong><\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o de Robert Royal na apresenta\u00e7\u00e3o do seu livro ficou marcada por alguns exemplos do que tem sido, neste novo mil\u00e9nio, a persegui\u00e7\u00e3o aos Crist\u00e3os, tendo enfatizado a amea\u00e7a crescente do Isl\u00e3o radical, que nasceu da Irmandade Mu\u00e7ulmana, na d\u00e9cada de 1950 e come\u00e7ou a espalhar-se pelo M\u00e9dio Oriente. E lembrou Salman Rushdie, o romancista paquistan\u00eas-brit\u00e2nico alvo de uma \u2018fatwa\u2019 porque escreveu um livro que os Mu\u00e7ulmanos consideraram blasfemo e que, ainda h\u00e1 relativamente pouco tempo, foi apunhalado e perdeu um dos olhos quando estava a dar uma confer\u00eancia em Nova Iorque. Pois, Salman Rushdie disse que a humanidade se despediu do s\u00e9c. XX a pensar que tinha deixado para tr\u00e1s os tempos do totalitarismo, mas a verdade \u00e9 que o mundo acordou no s\u00e9c. XXI e descobriu o totalitarismo isl\u00e2mico. \u201cAssim, quando l\u00eaem, por exemplo, sobre as terr\u00edveis persegui\u00e7\u00f5es e muitas vezes o mart\u00edrio de crist\u00e3os num pa\u00eds como a Nig\u00e9ria, isso deve-se ao facto de grupos como o Boko Haram e outros estarem a tentar estabelecer um tipo de Califado\u201d, explica o autor. E esta viol\u00eancia, perpetrada por grupos extremistas, tem vindo a estender-se por todo o continente. Mas h\u00e1 outros pa\u00edses que merecem aten\u00e7\u00e3o. Um deles \u00e9 a China. \u201c\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o muito delicada e esperamos que as negocia\u00e7\u00f5es entre o Vaticano e Pequim produzam alguns bons frutos. Sabemos que h\u00e1 pelo menos 10 bispos cat\u00f3licos desaparecidos na China\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>\u201cPublicar este livro \u00e9 fazer um apelo, um desafio\u201d<\/strong><\/p>\n<p>A sess\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o do livro contou tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o de Henrique Mota, o editor. No final, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Ag\u00eancia Ecclesia e \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS, o respons\u00e1vel pela Lucerna disse que ter publicado o livro foi \u201cum grito de alerta\u201d. \u201cPublicar este livro, no meu caso, n\u00e3o \u00e9 divulgar mais uma obra liter\u00e1ria, \u00e9 divulgar um documento que faz um apelo e um desafio para que as pessoas possam conhecer a realidade e agir sobre essa realidade\u201d. O livro de Robert Royal teve ontem ainda uma segunda sess\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio j\u00e1 da noite na Bas\u00edlica da Estrela. Em plena igreja, depois da celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, e perante cerca de uma centena de pessoas, o Padre Duarte da Cunha lembrou que os m\u00e1rtires s\u00e3o exemplo para todos n\u00f3s. \u201cS\u00e3o homens e mulheres crist\u00e3os que t\u00eam uma f\u00e9 forte e viva e que n\u00e3o lhes permite odiar, mas tamb\u00e9m n\u00e3o desistem da sua f\u00e9, n\u00e3o abjuram a sua f\u00e9, n\u00e3o a negam, mas, pelo contr\u00e1rio, afirmam-na, testemunham-na radicalmente.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido<\/em><\/p>\n<p><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viol\u00eancia contra crist\u00e3os em Fran\u00e7a denunciada por Robert 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