{"id":42267,"date":"2009-12-03T19:34:46","date_gmt":"2009-12-03T19:34:46","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/12\/03\/a-euforia-de-viver-de-um-transplantado\/"},"modified":"2009-12-03T19:34:46","modified_gmt":"2009-12-03T19:34:46","slug":"a-euforia-de-viver-de-um-transplantado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-euforia-de-viver-de-um-transplantado\/","title":{"rendered":"A euforia de viver de um transplantado"},"content":{"rendered":"<p>A experi\u00eancia do bispo de Vila Real que recebeu um \u00abcora\u00e7\u00e3o novo\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>Ap&oacute;s o transplante do cora&ccedil;&atilde;o, D. Joaquim Gon&ccedil;alves sente &ldquo;uma certa euforia de viver&rdquo; porque o libertou de problemas &ldquo;card&iacute;acos graves&rdquo;. Antes da opera&ccedil;&atilde;o, a administra&ccedil;&atilde;o dos medicamentos tinha o intuito de evitar que a doen&ccedil;a se agravasse. Agora &ldquo;fa&ccedil;o a mesma coisa para conservar a sa&uacute;de que consegui&rdquo; &ndash; disse &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA o bispo de Vila Real.<\/p>\n<p>Naquele per&iacute;odo de espera do &oacute;rg&atilde;o (cerca de m&ecirc;s e meio) que lhe salvou a vida, o prelado pensou v&aacute;rias vezes na morte. Tanto em Gaia, como em Coimbra &ldquo;coloquei a hip&oacute;tese da morte com muita nitidez&rdquo; &ndash; esclareceu. E adianta: &ldquo;foi tema de conversa com Deus&rdquo;. Naquele di&aacute;logo com Deus &ndash; &ldquo;essa parte &iacute;ntima &eacute; muito dif&iacute;cil de transmitir para uma reportagem jornal&iacute;stica&rdquo; &ndash; D. Joaquim Gon&ccedil;alves recorda que a tem&aacute;tica da &ldquo;consci&ecirc;ncia da vida como dom&rdquo; foi objecto da conversa.<\/p>\n<p>O transplante n&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o entre um cora&ccedil;&atilde;o que vem ou que n&atilde;o vem. &ldquo;&Eacute; entre uma pessoa que morreu ou vai morrer, entre mim pr&oacute;prio e tamb&eacute;m com Deus&rdquo; &ndash; sublinhou D. Joaquim Gon&ccedil;alves. Bispo de Vila Real desde 1991, o transplantado recebeu o novo &oacute;rg&atilde;o aos 71 anos de idade.<\/p>\n<p>Com as l&aacute;grimas nos olhos, o bispo de Vila Real fala deste epis&oacute;dio com alguma emo&ccedil;&atilde;o. &ldquo;&Eacute; inevit&aacute;vel porque o transplante mexeu com toda a estrutura psicol&oacute;gica, cultural e social&rdquo;. No per&iacute;odo que antecedeu a opera&ccedil;&atilde;o salvadora, D. Joaquim Gon&ccedil;alves sabia que muitas pessoas rezavam para que o &oacute;rg&atilde;o aparecesse. &ldquo;Cheguei a ter pena deles porque se o cora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o aparecesse ficariam frustrados&rdquo;. Com a voz tr&eacute;mula relata: &ldquo;tive o sentimento do sofrimento que iriam ter se, nos caminhos de Deus, n&atilde;o corresse como correu&rdquo;. Quando recorda o acontecimento &ldquo;n&atilde;o deixo de me emocionar&rdquo;.<\/p>\n<p>Quando os acontecimentos com alguma emo&ccedil;&atilde;o surgem na vida do prelado de Tr&aacute;s-os-Montes &ldquo;tenho de escrev&ecirc;-los&rdquo; porque se tal n&atilde;o acontecer &ldquo;fico com a impress&atilde;o de estar entupido&rdquo;. Ap&oacute;s a emo&ccedil;&atilde;o de ter recebido um cora&ccedil;&atilde;o novo, &laquo;O outro Jonas&raquo; &#8211; &ldquo;a simb&oacute;lica b&iacute;blica que utilizei para exprimir os trambolh&otilde;es que dei nos hospitais &ndash; nasceu da pena do Bispo de Vila Real. Um livro editado pela Gr&aacute;fica de Coimbra e que serve tamb&eacute;m para comemorar as Bodas de Ouro Sacerdotais, a&nbsp;celebrar no pr&oacute;ximo ano.<\/p>\n<p>Antes de ir para o&nbsp;hospital, D. Joaquim Gon&ccedil;alves revive alguns momentos. Uma semana antes, escreveu uma carta a um padre que celebrava 60 anos de sacerd&oacute;cio. Uma missiva &ldquo;amiga e muito afectiva&rdquo; que provocou uma &ldquo;enorme alegria a esse padre&rdquo;. No dia que ele celebrou essa data &ldquo;tive um colapso e fiquei em estado de coma&rdquo;. Foi o &uacute;ltimo texto que &ldquo;escrevi antes desta odisseia&rdquo;.<\/p>\n<p>Ao dar o seu testemunho no XXII Encontro Nacional da Pastoral da Sa&uacute;de &ndash; subordinado ao tema &laquo;Transplantes de &oacute;rg&atilde;os &ndash; doa&ccedil;&atilde;o para a vida&raquo; &#8211; D. Joaquim Gon&ccedil;alves disse aos participantes que &ldquo;um transplante n&atilde;o &eacute; um acto biol&oacute;gico porque &eacute; sempre vivido por algu&eacute;m e tem uma componente afectiva&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A experi\u00eancia do bispo de Vila Real que recebeu um \u00abcora\u00e7\u00e3o novo\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[174,183],"class_list":["post-42267","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-de-coimbra","tag-diocese-de-vila-real"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42267","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42267"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42267\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42267"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42267"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42267"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}