{"id":42229,"date":"2009-12-02T15:22:35","date_gmt":"2009-12-02T15:22:35","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/12\/02\/forum-da-familia\/"},"modified":"2009-12-02T15:22:35","modified_gmt":"2009-12-02T15:22:35","slug":"forum-da-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/forum-da-familia\/","title":{"rendered":"F\u00f3rum da Fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>Realizou-se em 14 e 15 de Novembro o 2.&ordm; F&oacute;rum da Fam&iacute;lia, organizado pela Comunidade Emanuel em colabora&ccedil;&atilde;o com o Sector da Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa e alguns Movimentos Eclesiais.<\/p>\n<p>A abertura do F&oacute;rum, que teve lugar na Igreja do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus em Lisboa, foi presidida por D. Joaquim Mendes e a missa de encerramento pelo Cardeal Patriarca, D. Jos&eacute; Policarpo.<\/p>\n<p>Este F&oacute;rum foi orientado pelo Pe. Olivier Bonnewijn tendo sido abordados, durante as confer&ecirc;ncias e os tempos de debate que se seguiram, tr&ecirc;s grandes quest&otilde;es contempor&acirc;neas sobre o casamento e a fam&iacute;lia.<\/p>\n<p>1. Assiste-se hoje, na nossa sociedade, &agrave; promo&ccedil;&atilde;o cultural, social e pol&iacute;tica de <strong>&ldquo;novos modelos familiares&rdquo;: <\/strong>as fam&iacute;lias monoparentais, reconstru&iacute;das e concubinarias. Quer ainda considerar-se como fam&iacute;lia os duos homossexuais. De que se trata realmente? Que discernimento fazer? Como &eacute; que esta &ldquo;nova&rdquo; problem&aacute;tica &eacute; acolhida no interior da Sagrada Escritura? Em que &eacute; que nos diz respeito? Que resta do des&iacute;gnio do Criador relativamente ao amor humano? (ver Gen 1 e 2). Como reagiu &ldquo;o Deus de Abra&atilde;o, Isaac e Jacob&rdquo; em tais situa&ccedil;&otilde;es? Como &eacute; que os projectos do seu cora&ccedil;&atilde;o permanecem de gera&ccedil;&atilde;o em gera&ccedil;&atilde;o? (Sl 22,11). E concluiu-se que, aqueles &ldquo;novos modelos de fam&iacute;lia&rdquo; n&atilde;o s&atilde;o, nem &ldquo;novos&rdquo;, nem &ldquo;modelos&rdquo;, s&atilde;o antes um retrocesso civilizacional, um atentado ao v&iacute;nculo conjugal de que os filhos s&atilde;o as primeiras v&iacute;timas pela inseguran&ccedil;a que tais &ldquo;modelos&rdquo; lhes criam.<\/p>\n<p>2. Hoje, no Ocidente, realizam-se numerosas interven&ccedil;&otilde;es sobre o <strong>embri&atilde;o humano, <\/strong>para o bem e para o mal. Que nos ensina a Escritura sobre a vida secreta do embri&atilde;o? <em>&ldquo;Estava ainda no seio materno, teus olhos me viam&rdquo;<\/em>, rejubila o salmista (Sl 139). Que olhar podem ter a filosofia e as ci&ecirc;ncias humanas sobre os nove primeiros meses da nossa vida? E vimos que a concep&ccedil;&atilde;o de um novo ser &eacute; um verdadeiro milagre de que o primeiro autor &eacute; Deus. Os pais s&atilde;o colaboradores. &Eacute; um milagre que se desenvolve no tempo porque a cria&ccedil;&atilde;o de Deus se realiza no tempo. A gera&ccedil;&atilde;o de uma nova vida &eacute; um mist&eacute;rio gozoso, e em nenhum caso, o aborto &eacute; moralmente l&iacute;cito. O aborto destr&oacute;i a nova vida e fere profundamente a mulher na sua dignidade e auto estima. A doutrina da Igreja &eacute; clara e, longe de ser retr&oacute;grada ou um regresso ao passado, indica pelo contr&aacute;rio um progresso humano e civilizacional. No entanto, cada caso &eacute; um caso a ser tratado com delicadeza e miseric&oacute;rdia. E, se um tratamento que visa tratar e salvar a vida da m&atilde;e tiver um efeito secund&aacute;rio indesejado, como o risco de vida ou mesmo a morte do embri&atilde;o, isso n&atilde;o &eacute; um aborto provocado como tal.<\/p>\n<p>3. Assistimos a numerosos <strong>div&oacute;rcios<\/strong><strong><em>. <\/em><\/strong>O que se passa com as crian&ccedil;as e os adolescentes destas fam&iacute;lias destru&iacute;das? Como acompanh&aacute;-los no seu caminho de crescimento? <em>&ldquo;Retirei o peso que pesava sobre os seus ombros; as suas m&atilde;os depuseram o fardo&rdquo; <\/em>canta o salmista (Sl 80, 6-7). Como &eacute; que esta palavra pode animar os pais divorciados na sua tarefa educativa? Vimos que a fam&iacute;lia tem de respeitar o direito da crian&ccedil;a a ser crian&ccedil;a e que &eacute; necess&aacute;rio ter isto particularmente em conta nos casos de div&oacute;rcio. &Eacute; necess&aacute;rio ajudar os pais divorciados a abrir caminhos de esperan&ccedil;a para os filhos, sem denegrir a imagem do outro c&ocirc;njuge. Foi ainda acentuada a necessidade de respeitar a autonomia do casal relativamente aos respectivos pais.<\/p>\n<p>Foram finalmente apresentadas sete pistas a ter em conta na educa&ccedil;&atilde;o dos filhos, nomeadamente em situa&ccedil;&otilde;es de div&oacute;rcio e de fam&iacute;lias reconstru&iacute;das. Assim:<\/p>\n<p>3.1 Tornar-se dispon&iacute;vel para o filho, mesmo quando os pais est&atilde;o a viver momentos dif&iacute;ceis a n&iacute;vel psicol&oacute;gico, log&iacute;stico, econ&oacute;mico, etc.<\/p>\n<p>3.2 Poder dizer humildemente a verdade &agrave; crian&ccedil;a. A crian&ccedil;a imagina as raz&otilde;es da ruptura, interpreta os n&atilde;o ditos, e se n&atilde;o lhe &eacute; dita a verdade pode permanecer na confus&atilde;o.<\/p>\n<p>3.3 Fomentar o di&aacute;logo com a crian&ccedil;a baseado na verdade. &Eacute; importante que a crian&ccedil;a possa exprimir os seus sentimentos, seja escutada, e que desse di&aacute;logo e escuta a crian&ccedil;a aprenda a reagir adequadamente &agrave;s suas feridas.<\/p>\n<p>3.4 Ajudar a crian&ccedil;a a lutar contra sentimentos de auto acusa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>3.5 Conceder &agrave; crian&ccedil;a o seu lugar de crian&ccedil;a evitando as seguintes situa&ccedil;&otilde;es extremas: <em>crian&ccedil;a invis&iacute;vel <\/em>que se sente a mais, que n&atilde;o tem os seus objectos e as suas roupas na casa onde pernoita, que n&atilde;o tem o seu quarto, o seu canto, que passa a vida em trajectos mais ou menos longos; ou <em>crian&ccedil;a invadida <\/em>quando um dos pais investe na crian&ccedil;a e esta se torna o seu confidente pedindo-lhe servi&ccedil;os ou responsabilidades grandes demais para a sua idade.<\/p>\n<p>3.6 N&atilde;o destruir na crian&ccedil;a a imagem do progenitor que abandonou o lar. N&atilde;o fazer do filho um espi&atilde;o nem transformar o seu cora&ccedil;&atilde;o num campo de batalha.<\/p>\n<p>3.7 Tentar manter alguma coer&ecirc;ncia educativa entre os dois progenitores. Evitar contradi&ccedil;&otilde;es nos dois universos em que a crian&ccedil;a se movimenta evitando assim a cria&ccedil;&atilde;o de uma dupla personalidade.<\/p>\n<p>Concluindo, viu-se a import&acirc;ncia de ter um olhar positivo sobre tudo o que &eacute; humano, de superar as ideologias que deformam a realidade e de viver na verdade, sabendo que para n&oacute;s a Verdade &eacute; uma Pessoa, Jesus Cristo. Foi repetidamente referida a &ldquo;Familiaris Consortium&rdquo; como texto de refer&ecirc;ncia para a Fam&iacute;lia.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Jorge Antunes, Comunidade Emanuel<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Realizou-se em 14 e 15 de Novembro o 2.&ordm; F&oacute;rum da Fam&iacute;lia, organizado pela Comunidade Emanuel em colabora&ccedil;&atilde;o com o Sector da Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa e alguns Movimentos Eclesiais. A abertura do F&oacute;rum, que teve lugar na Igreja do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus em Lisboa, foi presidida por D. 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