{"id":42211,"date":"2009-12-02T12:02:19","date_gmt":"2009-12-02T12:02:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/12\/02\/menino-a-janela\/"},"modified":"2009-12-02T12:02:19","modified_gmt":"2009-12-02T12:02:19","slug":"menino-a-janela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/menino-a-janela\/","title":{"rendered":"Menino \u00e0 janela"},"content":{"rendered":"<p>Na entrada em vigor do Tratado de Lisboa, n\u00e3o podemos deixar de saudar o seu cap\u00edtulo XVII que \u00abreconhece o contributo espec\u00edfico das Igrejas na integra\u00e7\u00e3o europeia, bem como o contributo vital que prestam \u00e0 vida social e cultural dos diferentes Estados membros\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; iniciativa oficial da Igreja nem de Espanha nem de Portugal. A ideia surgiu entre n&oacute;s no <em>Facebook<\/em>. E prop&otilde;e uma opera&ccedil;&atilde;o simples: colocar na janela ou na varanda um pequeno estandarte vermelho com a imagem do Menino Jesus. Apenas isso, na &eacute;poca do Natal. Para dar visibilidade ao Menino de Bel&eacute;m que anda substitu&iacute;do por tantos s&iacute;mbolos que nada s&atilde;o e nada dizem a n&atilde;o ser que h&aacute; abund&acirc;ncia de quinquilharias &agrave; venda em esquina pr&oacute;xima.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; de agora esta mistura do Natal com o&nbsp; com&eacute;rcio. At&eacute; se pode compreender, como se entende a proximidade de lojas junto dos santu&aacute;rios e que isso constitua uma oportunidade de as pessoas terem as suas lembran&ccedil;as e de quem vive do com&eacute;rcio possa recompor-se de eras dif&iacute;ceis como a que atravessamos.<\/p>\n<p>Mas parece que de h&aacute; uns anos a esta parte o problema tem outros contornos: algum silenciamento program&aacute;tico, ideol&oacute;gico, do religioso no espa&ccedil;o p&uacute;blico. Empurrando-o exclusivamente para o privado e o individual, riscando-o mesmo da hist&oacute;ria. Os su&iacute;&ccedil;os acabam de referendar a proibi&ccedil;&atilde;o de construir no territ&oacute;rio minaretes (torres de mesquitas). Os crucifixos receberam ordem de expuls&atilde;o dos lugares p&uacute;blicos, foi chumbada, no in&iacute;cio, a refer&ecirc;ncia ao cristianismo na &ldquo;Constitui&ccedil;&atilde;o Europeia&rdquo;.<\/p>\n<p>Deve afirmar-se, para bem da f&eacute; e da sociedade, o Estado laico, o respeito pelas diferentes Confiss&otilde;es religiosas, os direitos das cren&ccedil;as minorit&aacute;rias, a total aus&ecirc;ncia de proselitismo ou de intromiss&atilde;o religiosa na consci&ecirc;ncia das pessoas. Bem como uma informa&ccedil;&atilde;o aberta sobre os diversos credos, com um total respeito pela liberdade de cada um. Mas &agrave; sombra desse leg&iacute;timo cuidado n&atilde;o se pode riscar da hist&oacute;ria o patrim&oacute;nio dum povo, a afirma&ccedil;&atilde;o de grandes valores assentes na natureza e nas aquisi&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas e religiosas &#8211; sem se negar a evolu&ccedil;&atilde;o, a inova&ccedil;&atilde;o, os desafios novos do presente e do futuro.<\/p>\n<p>&Eacute; aqui que se situa a nobreza dum povo como o nosso que n&atilde;o destr&oacute;i os Jer&oacute;-nimos para real&ccedil;ar a Torre de Bel&eacute;m, nem retira dos seus museus preciosidades de arte religiosa que s&atilde;o uma riqueza profunda de espiritualidade.<\/p>\n<p>&Eacute; este todo que precisa ser entendido para que o nosso futuro n&atilde;o seja cons-tru&iacute;do sobre um acr&iacute;lico parecido com cristal. O Natal entra neste patrim&oacute;nio espiritual.<\/p>\n<p>E uma vez que se esconde o nascimento de Jesus como facto central da hist&oacute;ria &ndash; da nossa hist&oacute;ria &ndash; pois que venha para a janela um estandarte que na sua humildade recorda a forma como, a contra corrente nasceu em Bel&eacute;m h&aacute; 2000 anos, o Messias, o Filho de Deus, o Redentor, Aquele, sem o qual n&atilde;o entendemos a nossa hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>Na entrada em vigor do Tratado&nbsp; de Lisboa, n&atilde;o podemos deixar de saudar&nbsp; o seu cap&iacute;tulo XVII que &ldquo;reconhece o contributo espec&iacute;fico das Igrejas na integra&ccedil;&atilde;o europeia, bem como o contributo vital que prestam &agrave; vida social e cultural dos diferentes Estados membros&rdquo;. E prev&ecirc; um di&aacute;logo &ldquo;aberto, transparente e regular entre as Igrejas e a Uni&atilde;o Europeia&rdquo;.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Ant&oacute;nio Rego<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na entrada em vigor do Tratado de Lisboa, n\u00e3o podemos deixar de saudar o seu cap\u00edtulo XVII que \u00abreconhece o contributo espec\u00edfico das Igrejas na integra\u00e7\u00e3o europeia, bem como o contributo vital que prestam \u00e0 vida social e cultural dos diferentes Estados membros\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[199,267],"class_list":["post-42211","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial","tag-espiritualidade","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42211","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42211"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42211\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42211"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42211"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42211"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}